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Jornal das 6 na Rádio Observador com Miguel Viterbo Dias. Já vamos aos destaques da tarde política, porque antes disso começamos pelos trabalhos da Seleção Nacional rumo ao Campeonato do Mundo de Futebol. Hoje é dia 1.

Exatamente, primeiro dia de concentração da seleção portuguesa. Rúben Neves, um dos 27 convocados, aponta baterias para a conquista da prova. Nesta tarde, em que 23 dos 27 se reuniram na Cidade do Futebol, os quatro atletas do PSG, João Neves, Vitinha, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos, que venceram a Liga dos Campeões, podem apresentar-se mais tarde. Por isso, hoje foi Rúben Neves o porta-voz da equipa das Quinas e avisa que só quer regressar a Portugal com o troféu nas mãos.

A nossa convicção é voltar só depois do dia 19. É para isso que aqui estamos. Como eu disse, temos que ter muita expectativa, mas com alguma responsabilidade também. É uma competição que sabemos que é extremamente difícil. São competições em que há muitos fatores em jogo, mas o nosso objetivo, sendo uma seleção como somos, é, sem dúvida, chegar à final e vencer.

O médio de 29 anos foi eleito para o melhor 11 da Liga Saudita, diz que fez uma época positiva e revela que está na melhor forma física da carreira. Diz também que a pressão sobre os atletas portugueses pode crescer, mas lembra que todos os convocados lidam com a pressão diariamente.

Tivemos, mais recentemente, quatro jogadores a ganhar a Champions pela segunda vez. Acho que somos um grupo jovem, mas muito experiente, e sabemos das nossas qualidades. Eu acho que é uma pressão positiva. Não levamos isso para o lado negativo, mas sim para o lado de uma responsabilidade ainda maior, porque sabemos que temos qualidade e que podemos chegar a grandes conquistas por Portugal.

Rúben Neves, na primeira conferência de imprensa da concentração da seleção portuguesa. Cristiano Ronaldo foi, aliás, o primeiro a apresentar-se ao serviço. A esta hora, a equipa das Quinas realiza o primeiro treino na Cidade do Futebol.

E no plano político, o primeiro-ministro Luís Montenegro quer Portugal menos dependente dos fundos europeus.

Por isso, pede mais competitividade ao país. O primeiro-ministro esteve a visitar o Politécnico do Porto, no âmbito da criação da Universidade Técnica, e quis destacar que a visão que tem para o país não é a de ficar à espera de fundos europeus. Luís Montenegro pede, por isso, um Portugal focado em desenvolver-se de forma independente.

Nós estamos a discutir neste momento na União Europeia as diretrizes do próximo quadro financeiro plurianual, para sintetizar do próximo ciclo de fundos. Nós, Portugal, temos cada vez mais a obrigação de, não desperdiçando e descurando as políticas de coesão, nos colocarmos acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos para podermos desenvolver-nos e para podermos financiar o nosso investimento, mas devemos estar muito focados naquelas que são as transformações e os grandes movimentos que estão a operar-se à nossa volta.

Luís Montenegro, na cerimónia que marca a criação da Universidade Técnica do Porto, o primeiro-ministro que discursou apenas deste evento, não tendo falado depois aos jornalistas.

E as associações profissionais da GNR reuniram-se hoje com o ministro da Administração Interna com a garantia de revisões salariais ainda este ano.

Luís Neves retomou hoje as negociações com as associações da GNR e da PSP. De manhã, esteve reunido com as estruturas da Guarda Nacional Republicana. No final de uma das reuniões, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, destaca que a alteração do estatuto remuneratório é uma necessidade urgente. Já o presidente da Associação Nacional dos Oficiais da Guarda, Tiago Silva, lamenta que o ministro não tenha apresentado propostas concretas para os salários e para as pensões.

Os cortes na pensão de reforma, que é um assunto que nós consideramos ainda mais importante, não vai ser resolvido. E isto é algo que é fundamental ter-se presente, porque estamos a falar de um corte de 35%, que vai afetar a vida e a qualidade de vida de uma forma substancial de todos os militares da guarda, tanto ao nível dos oficiais como dos sargentos e dos guardas. E há um descontentamento generalizado exatamente por este assunto.

O presidente da Associação Nacional dos Oficiais da Guarda, após a reunião com o ministro da Administração Interna, que esta tarde está a receber os sindicatos da Polícia de Segurança Pública.

O antigo líder do CDS, Manuel Monteiro, critica a atuação do Ministério Público nos chamados megaprocessos.

Lentidão, demasiado espalhafato e falta de responsabilidade são as críticas deixadas por Manuel Monteiro no programa Comissão de Inquérito da Rádio Observador.

Nós temos hoje uma desproporção total entre o espalhafato da detenção e o anonimato do resultado. E para além do tempo. E isto é um problema gravíssimo do regime. E andamos todos a dormir na forma sobre esta matéria. Ou seja, eu não faço a mínima ideia de quem é a responsabilidade do que está a acontecer na Justiça em Portugal. Se é do legislador, se é dos políticos, se é dos magistrados, se é das leis, se é dos códigos, chamemos daquilo que quisermos. Agora, a situação como está não pode continuar. Eu não posso ter pessoas que são detidas e que se faz uma publicidade imensa dessa detenção e depois passarem-se 10, 12, 13, 14 anos e nada acontecer.

Manuel Monteiro considera ainda que Luís Montenegro mostrou intranquilidade ao antecipar as eleições diretas no PSD como resposta a Pedro Passos Coelho. Já sobre as críticas do antigo primeiro-ministro, diz apenas que não sabe se Passos quer ou não voltar à liderança do PSD.

E neste 1º de junho, o Presidente da República pede proteção para os mais novos.

António José Seguro destacou no Dia Mundial da Criança dados sobre a pobreza infantil e pediu a proteção dos mais novos enquanto dever coletivo do país. Numa missiva publicada na página da presidência, o chefe de Estado diz que num tempo de agravamento de desigualdades e de exposição a novos riscos, as instituições têm que estar mais articuladas, as comunidades mais próximas e as escolas mais inclusivas. O presidente da República salientou ainda os dados alarmantes sobre a realidade das crianças em Portugal. António José Seguro refere-se a um estudo da Nova SBE que dá conta de 301 mil crianças pobres em Portugal no ano de 2024.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira.

O Irão anunciou o bloqueio total do Estreito de Ormuz. A agência de notícias Tasnim avança que as autoridades iranianas estão a realizar um bloqueio total da passagem marítima. Este anúncio surge horas depois de Teerão ter determinado a suspensão de negociações com os Estados Unidos, devido às operações militares de Israel em solo libanês. O historiador Bruno Cardoso Reis avisa que os ataques sucessivos vão tornar o cessar-fogo cada vez mais frágil e questiona também a eficácia deste acordo.

Parece-me compreensível que os países do Golfo estejam preocupados. De facto, eu acho que há aqui cada vez mais um cessar-fogo frágil, cada vez mais um cessar-fogo muito limitado. O risco sempre é que acabemos por ver, em relação à zona do Golfo, aquilo que já estamos a ver em relação ao Líbano, que no fundo é um colapso do cessar-fogo. As exceções são tantas que, no fundo, já não faz sentido realmente falar de um cessar-fogo.

A análise de Bruno Cardoso Reis no gabinete de guerra do Observador. Portugal já condenou também a intensificação das operações militares israelitas no Líbano, através de uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, titulado por Paulo Rangel. A fechar e numa altura em que há partidos que falam em baixar a idade da reforma, há quem procure fazer o percurso inverso. A tenista norte-americana Serena Williams está de regresso ao ativo. A atleta de 44 anos vai voltar aos campos na próxima semana em Queen's Club, no Reino Unido. Vai atuar na categoria de pares, ao lado da canadiana Victoria Mab.

Mas é um regresso só para tirar o pó das raquetes. Isso inspira-me.

Sim, para voltares também à tua carreira desportiva.

Exato. Campeão das argolas.

Há várias especulações, porque Serena Williams pediu para voltar ao programa internacional de antidoping, que é obrigatório para regressar à competição. E há uma expectativa sobre se a tenista norte-americana vai ou não participar em Wimbledon, um dos quatro torneios mais importantes da temporada. Serena Williams, que não joga desde 22 de setembro de 2022, quando perdeu num torneio na Austrália e, ainda assim, continua a ser uma das tenistas com mais títulos de sempre. Já conquistou 23 torneios do Grand Slam.

E o Miguel Viterbo Dias vai regressar, que ainda está muito longe da reforma, vai regressar às 18h30.