Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 6, com a edição do jornalista Miguel Vítor Dias.
Mais de metade dos pedidos de reapreciação dos exames nacionais resultaram no aumento da nota dos alunos. Os dados foram adiantados durante a audição de Fernando Alexandre, na Comissão Permanente da Assembleia da República. O Ministro da Educação voltou ao Parlamento esta tarde para responder a mais dúvidas da oposição, numa sessão também marcada pelas críticas do Chega à falta de tempo que o governo tinha para dar respostas. Fernando Alexandre procurou garantir que tudo está a correr bem na correção da segunda fase dos exames nacionais. Diz que 97% das perguntas da segunda fase já foram corrigidas.
As melhorias e correções introduzidas no processo de digitalização e classificação eletrônica dos exames nacionais estão a produzir efeitos, como demonstra a forma como tem decorrido a segunda fase, com normalidade e tranquilidade, sem agitação, sem perturbação, sem ruído. Hoje, ao início da tarde, estavam já classificadas 97% das respostas das cerca das 90 mil provas realizadas na segunda fase.
E diz também que mais de metade dos pedidos de reavaliação das provas resultaram no aumento da nota para os estudantes.
A esta hora, mais de 50% das reapreciações já estão concluídas. E também, apenas mais um fato de muitos que nós temos que validam este processo de avaliação. Nós temos 70% dos alunos que tiveram o dia da nota, à semelhança do que acontecia nos anos anteriores, 20% tiveram uma descida da nota e 10% mantiveram a nota, o que quer dizer que 70% dos alunos vão receber de volta os €25.
O ministro Fernando Alexandre a responder aos deputados na Assembleia da República, na Comissão Permanente, este mini plenário que esteve reunido esta tarde.
E a oposição critica a forma como decorreu esta digitalização dos exames.
O Partido Socialista garante que não é contra a reforma, mas tem críticas sobre como foi implementada pelo governo já durante este ano letivo.
Nós não somos contra reformas. Somos é contra a imprudência e a impreparação para implementar. E somos contra que as ilusões tecnológicas façam perder de vista os objetivos pedagógicos. Agora, repito, a responsabilidade do governo é agir para garantir a equidade, não prejudicar aqueles que já têm a sua nota estabilizada e já sabem com o que contam.
O deputado do PS, Porfírio Silva, no debate desta tarde no Parlamento, em que o Chega criticou, sobretudo, a falta de vontade do governo em esclarecer as dúvidas.
Estamos aqui hoje porque o PSD, o CDS, impediram que o senhor ministro da Administração Interna aqui estivesse no dia de hoje a responder, essas sim, a questões de escrutínio e de integridade do país. Estamos aqui hoje porque PS e PSD se juntaram para impedir esse escrutínio e criar uma manobra de distração.
André Ventura, que diz que este debate foi uma manobra de distração perante a inércia de Luís Montenegro como chefe do Executivo.
E o calendário escolar do terceiro ciclo vai manter-se, mas com mudanças na organização dos professores.
As datas para o arranque das aulas do terceiro ciclo vão manter-se entre 11 e 15 de setembro. O mesmo não vai acontecer com o ensino secundário. Já tinha sido anunciado o adiamento para 21 de setembro. Este calendário do terceiro ciclo foi comunicado aos diretores escolares, através de uma carta assinada pelo ministro da Educação, que diz ainda que os professores que dão aulas ao terceiro ciclo de ensino vão ser dispensados da classificação dos exames nacionais que se realizam em setembro. Exceto os professores que manifestem diretamente disponibilidade para corrigir esses exames. Também hoje ficou a saber-se que já se candidataram ao ensino superior cerca de 48 mil estudantes, números que estão em linha de conta com os do ano passado, quando ainda faltam três dias para o encerramento das candidaturas.
E a Iniciativa Liberal pede ao presidente da República que exerça a magistratura de influência, neste caso, sobre situações que envolvem Luís Neves.
O objetivo é evitar o degradar das instituições. António José Seguro recebeu a líder da Iniciativa Liberal para ponto de situação sobre o país. No final da audiência, Mariana Leitão pediu ao chefe de Estado que faça uso da magistratura de influência no caso que envolve o ministro da Administração Interna. A líder liberal defende que o presidente da República deve intervir para estancar o que considera ser o degradar das instituições, mas não concretizou sobre o que espera de António José Seguro.
O senhor presidente da República fará a sua avaliação e, obviamente, tomará as diligências que bem entender. Não me compete a mim estar a dizer o que ele deve ou não deve fazer. Eu vim fazer aquilo que me competia a mim: alertar. Alertar para o degradar das instituições, alertar para termos, neste momento, ministro que já não tem autoridade, que perdeu a confiança dos portugueses e que está envolvido num conjunto de irregularidades ou outras de outro tipo, e que efetivamente já demonstrou não ter as condições para o cargo que exerce. Isto foi aquilo que eu transmiti ao senhor presidente da República. Compete ao senhor presidente da República fazer com esta informação o que bem entender e agir da forma que bem entender.
Mariana Leitão, no final do encontro com António José Seguro, no dia em que se reúne a Comissão Permanente da Assembleia da República, a líder da Iniciativa Liberal recordou também as tentativas dos liberais para chamar o ministro Luís Neves ao Parlamento e que foram travadas pelo PSD e pelo CDS.
Noutra matéria, o governo garantiu hoje apoios financeiros aos agricultores que foram afetados pelos incêndios.
O ministro José Manuel Fernandes visitou as produções afetadas pelos fogos de Vale Passos e anunciou a abertura de concursos para a reposição das zonas destruídas.
Nós avançaremos com avisos para a reposição de potencial produtivo. Tem normas São apoiadas as explorações que tiveram um dano superior a 30%. Infelizmente, há um grande número de explorações que tiveram muito mais do que 30%.
O Ministro da Agricultura esteve reunido com autarcas, produtores agrícolas e associações em Vale de Passos. Apesar das garantias de apoios até aos 10 mil euros, o ministro disse ainda que serão utilizados todos os recursos à disposição do governo para alargar o apoio financeiro aos agricultores.
Já pedi para que os recursos do Vitis que não foram utilizados possam ir para a vinha, que teve menos de 30% da afetação. Portanto, o objetivo é apoiar o maior número possível de agricultores e de produtores.
O Ministro da Agricultura, depois de Vale de Passos, seguiu para Mirandela, outro município afetado recentemente pelos fogos florestais.
A partir deste sábado, a Proteção Civil passa a ter também competências no resgate animal em situação de emergências.
Passa a ter que planear também o resgate de animais em situações de emergência. Em causa está uma alteração à Lei de Bases da Proteção Civil. As câmaras municipais, responsáveis pela proteção civil em cada conselho, têm que passar a planear soluções de emergência que abranjam a busca, o salvamento e a prestação de socorro animal em situações de catástrofe ou acidente. Com isto, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária junta-se também à composição das Comissões Distritais de Proteção Civil já a partir de sábado. O primeiro-ministro explicou em abril, na Assembleia da República, que a ligação afetiva das pessoas com os animais leva a que algumas recusem ser retiradas de casa em situações de emergência e de perigo por não poderem levar os animais de companhia.
No conflito na Ucrânia, o exército russo diz ter abatido um drone de fabrico português.
Da empresa Tecever, que tem sede em Lisboa e que fornece estes drones ao exército ucraniano. As forças russas dizem que o drone de reconhecimento foi intercetado numa região na fronteira, em Bryansk, e que foi, entretanto, transferido para o Instituto de Investigação. Os especialistas russos querem estudar o design, especificações técnicas e soluções de engenharia. Esta notícia é avançada pela agência TASS, que cita declarações de um responsável militar russo, que diz que o batalhão anti-drones ficou surpreendido porque nunca tinha visto nenhum deste modelo. O comandante da tripulação diz que o aparelho tinha uma estrutura de cauda e asa diferente. Quando a equipa chegou ao local do acidente, descobriu que se tratava de um drone de reconhecimento português.
Resta saber qual era a forma do drone. Em Ceuta, quase todos os migrantes já abandonaram a cidade.
Quem o afirma é a jornalista Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador, que se encontra no local e diz que o cenário mais complicado já passou. A enviada especial, que está juntamente com o João Porfírio em Ceuta, testemunha que existiu ainda uma forte presença militar e policial na cidade, com o objetivo de dificultar a presença dos migrantes, que mostram maior resistência.
O cenário mais complicado já passou. Quase todos os migrantes que entraram em Ceuta já saíram pela fronteira terrestre de volta a Marrocos, mas os que sobram são, por assim dizer, os mais resistentes. Continua a haver tentativas das autoridades espanholas de encaminhar estas pessoas para a fronteira de Marrocos. Há uma presença muito forte, tanto do exército como da polícia na cidade e, no fundo, uma tentativa de não facilitar a vida a quem quer ficar.
A jornalista avança também que, de acordo com o jornal espanhol "El País", a cidade vai começar a fornecer auxílio aos cerca de 3 a 5 mil migrantes que ainda permanecem em Ceuta.
O jornal espanhol "El País" avançava hoje que vão ser preparadas duas instalações na cidade para começar a apoiar estas pessoas, que, como disse, em termos oficiais, ainda não foram ajudadas. Ninguém, o governo, a cidade, ninguém deu comida a estas pessoas. A única exceção foi a água dada pelo exército espanhol. E é por isso que neste momento também estamos numa organização não governamental. E o que nos disseram foi que já têm conseguido distribuir entre 2500 a 3000 refeições por dia, todas a migrantes que chegaram já durante esta crise migratória que começou na semana passada.
O testemunho da jornalista Inês André Figueiredo, que está em Ceuta com o fotojornalista João Porfírio. A ministra porta-voz do governo espanhol assegurou também esta segunda-feira que o executivo não obteve qualquer relatório dos serviços secretos que alertasse para uma crise migratória da magnitude da que ocorreu a 30 de julho. Em causa uma notícia de uma rádio espanhola, que alegava que os serviços de informações tinham emitido vários alertas ao governo sobre o risco de entradas maciças na cidade. A ministra desmente a notícia e destaca também a resposta sem precedentes dada pelo governo de Pedro Sánchez, que diz ainda que não teria sido possível sem a colaboração de Marrocos.
E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 3 de agosto.
Donald Trump garante que Teerão solicitou reuniões e mantém contactos diplomáticos, incluindo novas reuniões previstas para breve. Isto depois de o Irão negar publicamente que estejam a decorrer negociações e diz o Irão que está apenas a tratar de questões relacionadas com Omã. O presidente norte-americano diz que o Estreito de Ormuz já está completamente controlado pela Marinha dos Estados Unidos e que Teerão não será dissuadido sem um acordo ou uma rendição total. O incêndio em Washington obrigou a retirada de quase 65 mil pessoas. Já destruiu cerca de 700 casas. A informação é avançada pelo comissário das Terras Públicas de Washington. Em todo o caso, em todo o estado estão 15 grandes incêndios florestais ativos que estão a ser combatidos por cerca de 5 mil operacionais. A fechar, os membros da banda britânica Massive Attack foram detidos em Cingapura por terem exibido a bandeira da Palestina durante um concerto na semana passada e também por terem gritado durante esse concerto com o público a expressão "Palestina livre".
É ilegal?
A polícia de Cingapura diz que sim, diz que a exibição da bandeira pode prejudicar a harmonia religiosa em Cingapura. As bandeiras estrangeiras e emblemas de outros países não podem ser exibidos em público sem autorização. Os membros da banda divulgaram hoje um comunicado a explicar que foram detidos e interrogados em separado e que alguns membros desta banda foram sujeitos a buscas nos quartos de hotel e também à apreensão temporária dos passaportes. Um porta-voz da polícia disse à BBC que os dois membros que ergueram esta bandeira não têm permissão para voltar a Cingapura.
Miguel Viterbo Dias vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias.