Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Edição das seis, com a Laura Figueiredo. O Primeiro-Ministro garante que o aumento do preço dos combustíveis previsto para a próxima semana prejudica todos.

A próxima semana espera-se aquele que pode ser um dos maiores aumentos de sempre no preço dos combustíveis. O maior aumento está no gasóleo, uma subida de €0,15 por litro. Já a gasolina vai aumentar €0,10. O Ministro da Presidência anunciou já esta tarde uma medida do governo para combater este aumento, um desconto de €0,03 no ISP. Ora, esta tarde Luís Montenegro veio garantir que o Governo não beneficia em nada com o aumento dos preços.

O Estado não está a arrecadar um cêntimo a mais com o IVA, em função do aumento do preço dos combustíveis. Nós estamos a devolver em desconto no ISP exatamente o montante correspondente ao aumento do IVA do ponto de vista da aplicação da taxa ao preço final. Portanto, do ponto de vista dos combustíveis, a questão nem sequer se coloca.

O primeiro ministro Luís Montenegro, em Viseu, foi também questionado ainda sobre o Ministro da Administração Interna, não quis avançar grandes pormenores.

O Governo vai aumentar o desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos em €0,03 no gasóleo e gasolina.

Uma medida tomada com objetivo de conter a subida do preço dos combustíveis na próxima semana. À Rádio Observador, o economista e professor universitário Manuel Caldeira Cabral diz que as medidas de atenuação anunciadas pelo Governo são razoáveis e afirma que ir mais longe através da redução do IVA sobre os combustíveis também não é aconselhável.

Eu não aconselharia isso, nem seria prudente em termos orçamentais fazê-lo. Penso que as medidas que foram tomadas de atenuação estão razoáveis dentro do limite em que estão a ser tomadas. Acho que ir muito mais longe do que isso teria dois defeitos. O primeiro defeito é quando o preço de uma matéria-prima sobe, é importante que isso se reflita nos preços dos consumidores. Pode não se refletir totalmente a 100%, mas é importante que se reflita, porque senão os consumidores, secando a matéria-prima, neste caso os combustíveis ou energia mais cara, os consumidores não vão ter comportamentos de tentar atenuar o consumo.

O Governo aprovou também uma taxa sobre os lucros extraordinários das empresas petrolíferas. Manuel Caldeira Cabral diz ser contrário a estes impostos extraordinários. Afirma que é necessário ter cuidado e perceber se faz sentido avançar com os mesmos.

Sou muito contrário a este género de impostos extraordinários colocados em anos que supostamente são bons pra um setor e maus pros outros. Percebo a tentação de avançar com este gênero de impostos. Acho que às vezes, depois, se avançar com eles, é mais difícil recuar. As taxas extraordinárias que se puseram sob alguns setores, depois orçamentalmente, é mais difícil estar a recuar com elas mais tarde e portanto eu acho que se deve ter algum cuidado e algum estudo antes de colocar estes impostos e perceber se eles se justificam mesmo.

Economista Manuel Caldeira Cabral ouvido no Explicador da Rádio Observador.

A Ministra da Justiça considera que não é o Governo que está a fragilizar a Polícia Judiciária.

Rita Ferro Rodrigues foi esta tarde questionada pelos jornalistas sobre o caso do Ministro da Administração Interna. Diz que a pergunta não deve ser feita ao Ministério da Justiça.

A fragilização que possa estar a ser feita da Polícia Judiciária não é com certeza pelo Ministério da Justiça, não é pelo Governo. Portanto, essa pergunta terá que ser feita a quem está a fragilizar a instituição.

A ministra diz ainda que espera celeridade dos inquéritos que envolvem Luiz Neves, garante que não há interesse de ninguém em atrasar seja o que for.

Celeridade, com certeza, isso o senhor procurador Julgta aqui inclusivamente já disse que serão prioritários e que alguns até correram em férias como processo urgente. Portanto, não há nenhum interesse de ninguém em atrasar seja o que for, naturalmente os processos serão prioritários.

Ministra da Justiça que falava à margem da receção aos mais de 100 novos conservadores que vão integrar o Instituto de Registros e Notariado. O Ministério da Justiça afirma que os resultados da auditoria à PJ devem ser públicos até ao final do ano. Adianta que o Governo não está a fragilizar a instituição.

Também esta tarde ficou a saber-se que o Ministro da Administração Interna vai ser ouvido no Parlamento na terça-feira de manhã.

Luiz Neves vai ser ouvido na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais na manhã de 8 de setembro, poucas horas do debate da moção de censura. A audição do ministro está marcada pras 10:00. O debate arranca mais tarde, às 15:30.

Olhemos também pra venda da TAP. O Governo já está em negociações finais com as duas empresas que se candidataram à compra de 44,9% da companhia aérea.

São elas a Lufthansa e a Air France KLM. Esta decisão de avançar pras negociações finais ainda com as duas empresas foi tomada em Conselho de Ministros. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, o Ministro da Presidência explicou que o Governo vai negociar com o objetivo de tentar melhorar as ofertas.

As propostas têm uma avaliação global de tal forma próxima, sendo diferentes, que justificam este esforço de negociação adicional com ambas, para depois, em função de propostas melhoradas, tomarmos a decisão da escolha do único concorrente que fará a negociação finalíssima aí apenas com um.

Já depois do anúncio oficial de que a Air France KLM e a Lufthansa vão passar para negociações com o Estado português na privatização da TAP, a companhia franco-neerlandesa declarou seu interesse inalterado na TAP Em comunicado, a Air France diz aguardar com expectativa a próxima fase do processo. Esta mesma conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi também confrontado com a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega. O ministro garante que o tema não esteve em cima da mesa por não ser prioritário.

A Festa do Avante abre esta hora portas. O evento marca a rentrée do Partido Comunista Português.

Decorre até domingo na Quinta da Atalaia, no Seixal. Hoje o secretário-geral comunista visita o recinto e vai discursar no domingo, no encerramento. O jornalista Miguel Pina Andrade junta-se agora em direto a partir da Quinta da Atalaia. Miguel, boa tarde. Para além de celebrar 50 anos, esta edição da Festa do Avante fica marcada também pela polêmica a envolver uma organização da Palestina.

Boa tarde, Laura. Isto porque inicialmente o PCP tinha convidado a Frente Popular para a Libertação da Palestina, uma organização considerada terrorista pela União Europeia. Esta semana, o Partido Comunista anunciou que este movimento, afinal, não vai marcar presença no evento por não ter reunido condições. Diz ainda que no âmbito da solidariedade com a Palestina está prevista a presença de representantes de entidades palestinas, componentes desta Organização de Libertação da Palestina. Como disseste, Laura, as portas já abriram, já se vê muita gente a entrar. Entretanto, a chuva miudinha que caía já parou, mas continua muito calor, o que não impede os festivaleiros de aceder a este que é o grande evento do Partido Comunista. A Festa do Avante começa hoje com um concerto sinfônico da nona Sinfonia de Beethoven. O secretário-geral do partido, como disseste, vai estar presente hoje, mas também nos próximos dias desta festa. Hoje visita o recinto, estão previstas declarações aos jornalistas e espera-se ahora depois da moção de censura apresentada pelo Chega, uma reação de viva voz do líder comunista a esta moção apresentada por André Ventura.

Jornalista Miguel Pina Andrade, em direto a partir da quinta da Atalaia, nesta hora em que a Festa do Avante abre portas.

Passam agora oito minutos das seis da tarde, que outras notícias marcam también a atualidade?

Voltamos a falar do aumento do preço dos combustíveis. A Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias descreve um sofrimento silencioso. Porta-voz da Antrame, André Matias Almeida alerta para uma possível disrupção no mercado com o aumento de custos.

Muitas dessas empresas não estão a conseguir suportar este aumento brutal de custos que estão a ter e portanto isto, como nós costumamos dizer, é obviamente um sofrimento silencioso, mas que está a acontecer diariamente. E se não olharmos para esse setor com muita atenção, passaremos rapidamente a ter empresas que não terão capacidade para se manter à tona e que serão objeto de um processo de insolvência e passaremos a ter empresas que pagam salários para empregados que estão no subsídio desemprego.

O porta-voz da Entrame elogia ainda a situação considera favorável em Espanha, onde o Governo mantém o apoio extraordinário a este setor, tornando as empresas espanholas mais competitivas. Ainda assim, a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias elogia as medidas do Governo português, admite-se que a longo prazo podem ser insuficientes. Atualidade internacional: o juiz que está a presidir ao julgamento de Lindsay England, a mulher norte-americana que matou os três filhos, vai declarar o julgamento nulo, isso porque o júri estava num impasse há vários dias. A defesa de Lindsay England tem agora de recorrer a um tribunal superior para tentar obter uma decisão que impeça a declaração de nulidade do julgamento, sendo que o juiz deu o prazo de una hora para este recurso.

Laura Figueiredo está de regresso às 18h30 para atualizar mais uma vez as notícias. .