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Rádio Observador, são 19h, mais dois minutos. Vamos atualizar as notícias.
O PS avisa que o PSD tem que procurar um acordo sobre a descida do IRC junto de outros partidos.
No "Tira-Teimas" da Rádio Observador, Mariana Vieira da Silva não revela o sentido de voto do PS na fase de especialidade do orçamento, mas avisa que acordos sobre essa matéria não têm os socialistas como parceiros preferenciais.
O PSD sabe muito bem com quem conta no Parlamento para essas medidas e sabe que não é com o PS. Seguirá o caminho que quiser seguir quanto ao orçamento. Todos sabemos qual é a posição do PS face ao orçamento que foi apresentado. Portanto, eu julgo que, se à partida, quem não se pode exigir mais responsabilidade do que aquela que temos tido na aprovação do Presidente da Assembleia da República e na resolução de vários problemas com que o PSD se confrontou, e também neste Orçamento de Estado, é o Partido Socialista.
Mariana Vieira da Silva, ex-ministra da Presidência, uma das vice-presidentes da bancada parlamentar do PS.
Já o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Hugo Carneiro, desvaloriza os alertas do Conselho de Finanças Públicas sobre o aumento da despesa e justifica com a execução do plano de recuperação e resiliência. Vamos tentar escutar esse som de Hugo Carneiro.
O facto de termos que executar o PRR, que é benéfico para o país, implica que o país tenha que fazer uma despesa extraordinária, que se vão refletir no ano 2025 e 2026. E, portanto, é por isso que nós vemos um crescimento da despesa mais significativo que aquilo que seria expectável. No entanto, se deduzirmos o efeito do PRR, aquilo que nós vemos é que a receita nominal cresce mais do que a despesa nominal. Portanto, diria assim: está tudo controlado.
Hugo Carneiro, do PSD, neste debate com a socialista Mariana Vieira da Silva, foi no "Tira-Teimas" da Rádio Observador, fica disponível em podcast.
A Iniciativa Liberal admite que o lugar da ministra da Saúde pode estar em risco por causa da polêmica em torno da greve do INEM. Mariana Leitão, líder parlamentar dos Liberais, esteve esta tarde no "Direto ao Assunto", da Rádio Observador. A deputada diz que é preciso apurar responsabilidades e a ministra Ana Paula Martins não fica de fora.
A continuidade da ministra da Saúde poderá estar em causa, mas há uma coisa que é certa: quando retira a tutela do INEM da secretária de Estado, está a passar um atestado de incompetência também à secretária de Estado. E daí dizermos que a secretária de Estado, de facto, não nos parece que haja grandes condições para continuar.
Além das responsabilidades a apurar no que toca à ministra da Saúde, o partido de Rui Rocha tinha pedido esta semana a demissão do presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica e também da Secretária de Estado para a Gestão da Saúde.
Neste "Direto ao Assunto", a líder parlamentar da Iniciativa Liberal abordou ainda outro tema que já iremos mais adiante. Primeiro, o bastonário da Ordem dos Médicos e um alerta: os problemas do INEM não são de agora.
Numa visita ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM, no Porto, Carlos Cortes sublinha que os constrangimentos nos últimos dias são reflexo da má gestão da saúde em Portugal nos últimos anos.
Os problemas do INEM não nasceram esta semana, nem a semana passada. Os problemas do INEM foram se acumulando, adicionando ao longo dos anos, em que os vários responsáveis da tutela da saúde nunca souberam resolver, nunca tiveram a devida preocupação e, de alguma forma, ignoraram o INEM.
Há responsabilidades de anteriores executivos. O bastonário da Ordem dos Médicos faz também um apelo ao atual Ministério da Saúde. Menos promessas, mais resolução de problemas.
Carlos Cortes, que mostra-se disponível para fazer parte da solução, mas diz que é inevitável um reforço dos recursos humanos no INEM. O ministro da Presidência respondeu ao apelo de Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado pede que sejam apuradas responsabilidades na sequência dos constrangimentos no INEM.
Doa a quem doer, é o que diz o Presidente da República, que acredita que a investigação em curso vai ser célere.
Em resposta, depois da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência diz que as responsabilidades vão, sim, ser apuradas, mas primeiro a investigação.
Tudo o que se possa extrair de conclusões a partir das conclusões dessas investigações serão realizadas nesse momento, que é o momento de retirar conclusões da avaliação realizada. O foco tem que ser resolver os problemas concretos.
Uma coisa de cada vez, diz António Leitão Amaro, que responsabilizou os governos anteriores pelos constrangimentos desta manhã na linha de atendimento do INEM, no Centro Automático de Atendimento, problemas que entretanto já foram resolvidos.
Agora sim, Miguel, voltamos a Mariana Leitão. A líder parlamentar da Iniciativa Liberal recusa que a credibilidade do partido esteja em jogo depois da polêmica que envolve Tiago Maian Gonçalves.
O altar que admitiu-se do cargo e desistiu da candidatura à liderança dos Liberais, depois de confessar ter falsificado assinaturas. Mariana Leitão afirma que o futuro de Maian Gonçalves depende dos órgãos responsáveis.
Sinceramente, acho que o Tiago Maian, ele próprio, deveria ter tomado essa decisão, considerando os eventuais danos que poderia causar ao partido.
Mariana Leitão esteve no "Direto ao Assunto" da Rádio Observador. A líder parlamentar da Iniciativa Liberal assegura que a credibilidade do partido não fica em risco por causa da polêmica que envolve Tiago Maian Gonçalves.
E agora a notícia em manchete no Observador. Salvador Fezas Vital é o último banqueiro do BPP a ser detido. Vai cumprir dois anos e seis meses por crimes praticados enquanto administrador do Banco Privado Português, o caso do crime de burla qualificada.
Salvador Fezas Vital foi considerado culpado. É um dos administradores do BPP considerados responsáveis pela perda de €200 mil do embaixador Júlio Mascarenhas. Tem ainda pendente uma segunda pena de prisão de nove anos e seis meses, relativa ao desvio de cerca de 28 milhões de euros.
Foi hoje detido pela Polícia Judiciária e deu entrada no estabelecimento prisional da Carregueira durante a tarde.
Foi detido pela Polícia Judiciária, como dizias. O Observador sabe que a defesa do antigo banqueiro alegou a inconstitucionalidade da decisão do Supremo Tribunal de Justiça e ainda um eventual perdão de pena a que Fezas Vital teria direito.
O Ministério Público rejeitou os argumentos e promoveu a 13 de novembro a emissão dos mandados de condução à prisão, o que aconteceu esta quinta-feira.
Notícia do jornalista Luís Rosa, está a esta hora em destaque no site do Observador.
Já é conhecido o programa de comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões.
Já sim, vai contar com um orçamento de mais de 2 milhões de euros. Durante ano e meio vão estar patentes em todo o país vários tipos de demonstrações. Vão desde exposições a debates nas escolas, peças de teatro e outro tipo de iniciativas.
A apresentação do programa chega com cinco meses de atraso. A ministra Dalila Rodrigues justifica, diz que foi o anterior governo que falhou na preparação.
A importância deste ciclo comemorativo e o facto de não ter ficado destinado nenhum orçamento para o ano em curso do governo anterior fez com que nós prolongássemos o ciclo comemorativo até 10 de junho de 2026. Este ano, que agora vai iniciar, 2025, há uma dotação de 2,2 milhões de euros.
O passa-culpas da ministra da Cultura esta tarde na apresentação das celebrações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões.