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Jornal das 7 na Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. José, terminou há instantes a conferência de imprensa do Ministério da Saúde, da Direção Executiva do SNS e da Direção-Geral de Saúde, para fazer um balanço sobre o aumento da atividade gripal em Portugal.

A ministra da Saúde alerta que as próximas oito semanas vão ser complicadas no combate ao surto da doença em Portugal, mas assegura que o SNS está preparado e reforçado para o aumento expectável de casos de gripe. Esta conferência de imprensa conjunta foi acompanhada pelo jornalista Miguel Viterbo Dias. Miguel, juntas-te agora em direto neste jornal. Que mais alertas deixou a ministra Ana Paula Martins?

É uma gripe que terá um pico mais cedo do que o habitual, ainda este ano, é o que diz também a diretora-geral da Saúde, com a ministra a garantir que as instituições do SNS estão preparadas, que os hospitais já ativaram os planos de contingência e também que a task force de coordenação do Serviço Nacional de Saúde vai começar a reunir mais cedo para precaver este impacto da epidemia da gripe de forma mais precoce. A ministra da Saúde, ainda assim, admite que um aumento da pressão sobre os serviços de urgência pode levar a que cirurgias não urgentes tenham mesmo que ser canceladas.

Sempre que atingirmos uma pressão significativa nos serviços de urgência, sejamos obrigados a parar a atividade cirúrgica, mantendo sempre as cirurgias urgentes e as cirurgias oncológicas, como é natural.

A garantia de Ana Paula Martins, que tem ainda um fator adicional de pressão esta semana, com a greve geral de quinta-feira. A ministra garante que tudo foi tratado com os sindicatos para garantir os serviços mínimos na saúde.

Esperamos que a greve impacte o menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não lhe posso nem garantir, nem confirmar. Isso vai naturalmente depender do que acontecer no dia da greve geral. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

Ana Paula Martins, ainda com alguma relutância sobre se tudo está preparado para o dia da greve geral, mas a dizer que o ministério fez o que estava ao alcance do ponto de vista legal para garantir os serviços mínimos. A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, que respondeu também às notícias de uma eventual falta de vacinas nas farmácias para garantir que dentro do SNS há vacinas garantidas para todos os que precisam.

A responsabilidade, neste caso, da Direção-Geral de Saúde, é apenas com aquilo que está dentro da campanha sazonal de vacinação. Tudo o que tem a ver com o contingente privado, tem a ver com os operadores privados, tem a ver com a indústria e não temos qualquer tipo de intervenção nessa matéria.

Rita Sá Machado, diretora-geral da Saúde, que esteve nesta conferência de imprensa com Ana Paula Martins e também o diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, que apelou a uma utilização da linha SNS 24 para não entupir os serviços de urgências. O ministério que garantiu também um esforço para aumentar o número de camas nos hospitais, bem como para colocar ambulâncias de reserva ao serviço para garantir a capacidade de resposta com este aumento da prevalência da gripe em Portugal. Com este alerta feito pela ministra em conferência de imprensa para apelar também a que todos se vacinem e para as corretas utilizações da chamada higiene da saúde, para que não se aumente ou se não se disperse ainda mais a prevalência da gripe, que vai registando níveis mais altos este ano face ao ano passado.

O jornalista Miguel Viterbo Dias com os destaques da conferência de imprensa de Ana Paula Martins, a ministra da Saúde, bem como da Direção Executiva do SNS e Direção-Geral da Saúde, a dar conta desses constrangimentos previstos para as próximas oito semanas, devido ao surto de gripe em Portugal.

Ilús Marques Mendes diz que Portugal ter sido considerado a economia do ano pela revista The Economist é uma notícia excelente.

O candidato presidencial mostra-se satisfeito e pede ainda mais ambição em declarações aos jornalistas durante uma visita à vila de Óbidos. Luís Marques Mendes fala numa notícia extraordinária e que Portugal tem motivos para se sentir orgulhoso. É a reação depois desta manhã, a revista britânica The Economist ter eleito Portugal como a melhor economia do ano. Luís Marques Mendes foi ainda questionado sobre as declarações do primeiro-ministro, que no sábado aumentou os objetivos salariais para o país, falando agora em € 1.600 de salário mínimo e € 3.000 de salário médio. Luís Marques Mendes ressalva a ambição do chefe de governo e diz que não vê mal nenhum nas palavras de Luís Montenegro.

Henrique Coveia e Melo diz que a economia portuguesa tende a ambicionar ser o mais diversificada possível para evitar matar-se a ela própria.

O candidato presidencial destaca também as preocupações com as pessoas e assegura que os lucros não podem ser a única força motriz da economia. Numa visita a uma fábrica de casas modulares no Montijo, Henrique Coveia e Melo lembra que há uma guerra na Europa que traz desafios. Como tal, pede mais diversidade e equilíbrio.

Nós temos que ter visão estratégica de uma vez por todas para este país e visão de médio e longo prazo. Só assim é que vamos ter uma economia verdadeiramente mais produtiva. Nós temos uma guerra na Europa que pode mudar tudo. Nós temos que começar a preocupar-nos com o que é que temos que fazer para robustecer a nossa economia e não estarmos dependentes De uma atividade única, se me permitem, de uma monocultura.

Henrique Gouveia e Melo, candidato à presidência da República, aqui um registo da RTP. O candidato esteve de visita a uma fábrica de casas modulares, onde defendeu que Portugal tem de se reinventar devido aos problemas que tem no setor da habitação.

José, mudamos de tema. O encontro entre Volodymyr Zelensky e Keir Starmer, em Londres, já terminou. O presidente ucraniano segue agora para Bruxelas.

Zelensky abandonou a residência oficial do primeiro-ministro britânico, despediu-se com um abraço de Keir Starmer. O presidente ucraniano vai agora seguir viagem para Bruxelas, onde tem uma reunião marcada com o secretário-geral da NATO por volta da hora de jantar. É o que indica um porta-voz do bloco europeu. Keir Starmer e Zelensky estiveram reunidos a sós. Aconteceu antes da reunião da Coligação das Vontades, em que participaram também o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz. O objetivo desse encontro foi discutir as propostas de paz apresentada pelos Estados Unidos. O presidente ucraniano agradeceu o apoio de todos os parceiros europeus e admitiu que só é possível resolver o conflito com a ajuda da Europa.

José, em análise a este encontro, o secretário-geral da Sedes Europa, Vítor Gabriel Oliveira, reforça que os líderes europeus não podem desvalorizar o papel dos Estados Unidos numa negociação.

Para Vítor Gabriel Oliveira, Zelensky está a tentar reforçar a cooperação com os europeus. No entanto, o secretário-geral da Sedes Europa alerta para a influência norte-americana numa decisão.

Zelensky está, na realidade, a fazer o seu papel, que é continuar a estar próximo daqueles que o apoiam e que o vão suportar naquilo que ele entende que é melhor para a Ucrânia, que é continuar a resistir e não entregar os territórios, mas, por outro lado, estará nas mãos dos Estados Unidos a decisão de forçar mais ou menos aquilo que a Europa pensa ou não pensa para aquela região. Portanto, a Rússia tem tempo, tem homens e tem vontade para continuar a guerra na Ucrânia, e isso é algo que os europeus não se podem esquecer quando estão na mesa das negociações.

A análise do secretário-geral da Sedes Europa, Vítor Gabriel Oliveira, no Gabinete de Guerra, numa altura em que prosseguem as negociações à procura de um acordo de cessar-fogo para a Ucrânia.

E é assim que fechamos este jornal das 19h, teve edição do José Rafael Lopes.