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Rádio Observador. O presidente do Chega e candidato a presidencial diz que esta é uma altura para afirmar os valores culturais cristãos numa mensagem de Natal publicada nas redes sociais. André Ventura fala em valores invertidos na sociedade atual.
Neste Natal, gostava também que fôssemos claros e firmes em assumir os nossos valores e a nossa cultura. Natal é luz, mas são também os nossos valores cristãos. São também a base da nossa civilização, são também a base da forma como vivemos, como gostamos de nos integrar, como gostamos de ver as nossas famílias e a nossa celebração. Natal é assumir os valores cristãos de Portugal e da Europa. E eu gostava que neste Natal também fizéssemos esse caminho.
O candidato a presidencial elege a habitação e a segurança como dois temas prioritários.
Nós temos muitos desafios pela frente. Temos que garantir que todos tenham a habitação que precisam para poder estar em família e viver no país seguro que nos prometeram, para que essa família esteja em segurança. Nós temos desafios enormes na saúde, na habitação e na segurança. Temos que fazer com que este Natal seja também luz sobre esses temas e sobre essas preocupações dos portugueses. É para isso que eu espero contribuir.
André Ventura, na mensagem de Natal publicada hoje ao final da tarde, em que refere também os trabalhadores do setor da saúde e segurança que esta noite estão de serviço. Outro candidato a Belém, Luís Marques Mendes, olha para Marcelo Rebelo de Sousa como um exemplo de proximidade aos portugueses. Um elogio e um exemplo de presidência que Marques Mendes quer seguir caso venha a ser eleito presidente da República. O candidato a Belém está em Braga, participou na tradicional Festa do Bananeiro, em que os participantes são convidados a beber um moscatel e a comer uma banana. E foi aí que Marques Mendes fez um balanço do que foi a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa.
Toda a gente no final de um mandato pode olhar para o presidente e dizer: "Ele tem coisas boas, tem coisas menos boas, teve coisas certas, teve coisas menos certas, mas isso acontece com todos". Agora, eu acho que ele teve uma coisa que é muito positiva, que é uma relação de proximidade com as pessoas. As pessoas querem estar próximas de quem exerce o poder para poderem mostrar os seus abafos, os seus estados de alma, colocar as suas questões, as suas ambições. Eu acho que o professor Marcelo Rebelo de Sousa fez isso. E eu, se for presidente, nessa parte, tenciono fazer o mesmo.
Um exemplo a seguir, mas não em tudo, não neste dia 24 de dezembro.
Primeira vez que eu cá venho, embora eu seja minhoto e do distrito de Braga. Mas lhe garanto uma coisa: o presidente Marcelo Rebelo de Sousa criou a tradição da ginjinha no Barreiro. Bonita. Eu acho que vou criar a tradição de vir aqui a Braga, ao Bananeiro, em todos os Natais, sendo eleito presidente, fica aqui esse compromisso.
A promessa feita pelo candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, que nesta véspera de Natal esteve em Braga. O presidente da República em funções critica a demora do Parlamento para eleger os conselheiros de Estado. Marcelo Rebelo de Sousa está à espera, há meio ano, que sejam eleitos os cinco membros do Conselho de Estado escolhidos pela Assembleia da República. E era com os conselheiros que o presidente queria analisar a situação na Ucrânia e os impactos do conflito no leste da Europa para Portugal.
A Ucrânia é um tema fundamental na nossa vida. Não parece sensato quando se estão a tomar decisões fundamentais sobre a Ucrânia e não são discutidas em Conselho de Estado. Quer dizer, a posição da Europa em termos de apoio financeiro à Ucrânia, que compromete os estados para o futuro. Um empenhamento militar ou não, português, numa hipótese de cessar-fogo no futuro. Não é muito natural que o presidente da República saia de funções sem que o Conselho de Estado, com a composição que tem, não possa apreciar essa matéria.
O lamento do presidente, que neste dia de véspera de Natal almoçou no Barreiro e cumpriu a tradição de beber uma ginjinha. Ora, em nome da tradição, promete Marcelo Rebelo de Sousa que vai continuar a cumprir essa mesma tradição depois de deixar o Palácio de Belém. Numa conversa com os jornalistas, falou também sobre as eleições presidenciais e muito em particular sobre os debates entre os diferentes candidatos às eleições do próximo dia 18 de janeiro. Diz Marcelo Rebelo de Sousa que foram um contributo para o esclarecimento dos eleitores.
Olha, eu acho o seguinte, os debates foram muito esclarecedores. Valeu a pena, porque havia candidatos que não conheciam. Havia quem conhecesse muito bem, quem conhecesse muito bem, quem conhecesse muito mal. Hoje pode dizer-se que conhecem aqueles candidatos muito bem.
O balanço dos debates feito pelo presidente em funções, que tem as melhores expectativas sobre o sucessor, seja ele qual for.
As pessoas são todas diferentes e eu acho que qualquer dos candidatos que está presente tem condições para fazer uma presidência melhor que a minha. Muito provavelmente serão melhores presidentes do que eu fui. Eu diria que, para mim, é muito importante para um presidente gostar das pessoas. Eu acho que qualquer dos candidatos que estão aí gosta de pessoas e provou isso na sua vida.
Quase a deixar o Palácio de Belém, o presidente da República fez o balanço de dois mandatos que, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, tiveram pelo menos um mérito.
Sem mim não haveria talvez alguém que conseguisse, sendo de direita, estar oito anos com um primeiro-ministro de esquerda e com o governo mais à esquerda em Portugal desde a revolução. Provavelmente não havia.
Um dos méritos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, na ótica do ainda inquilino do Palácio de Belém, que como já aqui referimos, esteve nesta véspera de Natal no Barreiro para beber uma ginjinha. É uma tradição desta presidência e deste concelho, que neste dia organiza uma festa da ginjinha no Parque Catarina Eufémia. É lá que tem estado ao longo das últimas horas o repórter Martim Madeira. Martim, são agora 19h06. Imagino que face há uma hora, em que aqui estiveste em direto nesta altura, muito menos gente aí pela festa da ginjinha, ou não?
Sim, Miguel, por agora está muito menos gente do que esteve há horas atrás. Estão muitas pessoas a sair. No entanto, tenho que notar que ainda está bastante cheio. Ainda há muita gente aqui no Parque Catarina Eufémia, mas obviamente há muitas pessoas também a sair para ir passar o Natal com as suas famílias. Há muitas bancas abertas ainda, uma pista de gelo e muita música aqui no Parque Catarina Eufémia, inclusive tenho aqui um grupo de amigos que escolheram estar aqui em vez de estar com as famílias, o que é uma coisa não muito habitual nesta altura do ano. E eu gostava de lhes perguntar por quê. Por que vir à ginjinha aqui com os vossos amigos, em vez de estarem com a vossa família?
Antes de mais, boa noite. Para mim, o Natal é mesmo isso. Não é só família, como também os amigos. E a ginjinha, portanto, representa para mim a altura do dia de estar com os amigos antes de passar a meia-noite natalícia com a minha família.
Também faço aqui a pergunta: por quê? O seu colega estava aqui a dizer que é também para passar com os amigos. É essa a ótica que é, isto que é a ginjinha no Barreiro? Podia explicar um bocadinho melhor?
Acho que principalmente, sim, é isso. A ginjinha é a oportunidade para muitos barrarenses estarem com os seus amigos antes de estarem com as suas famílias. Acho que é muito importante haver esta ligação, esta solidariedade. Quem é do Barreiro tem esta tradição há anos. Eu tenho 20 anos, há mais de 15 que aqui venho. Acho que é uma oportunidade de nós estarmos para estar com os nossos amigos antes de estarmos com a nossa família.
E também, já que temos aqui o restante do grupo, quero perguntar se esta ocasião é mesmo para isto, para estar com os amigos, porque podia estar muito bem agora com a sua família.
Não, é. Eu acredito que sim. Chega esta reta final do ano e isso serve para estarmos com os nossos, estarmos com aqueles que não vamos ver na ceia de Natal e para vermos também um bocadinho daquilo que passámos durante o ano inteiro. O que é que fizemos, aquilo que não fizemos, os nossos objetivos e, desde já, se me permite dizer, que eu agora estou com um objetivo que é ir de carro até Marrocos levar material para ajudar crianças em situação vulnerável. E então era o que estava agora a falar com eles, como é que tem estado a correr o projeto e tudo mais. Mas sim, tem estado a correr bem e é isso. E também para eles o ano foi bom e é isso.
Pronto, aqui este rapaz a dar conta de uma solidariedade que tem existido aqui na comunidade do Barreiro, a deixar esta nota de que mesmo aqui na ginjinha, o Natal não é só para família e é isto que simboliza esta tradição. Também é para estar com os amigos e também é para mostrar solidariedade entre os conterrâneos.
Viva então a amizade. Martim Madeira, repórter do Observador, aqui em direto do Barreiro, da Festa da Ginjinha, uma tradição a que costuma ocorrer o Presidente da República. Os Estados Unidos aplicaram sanções contra cinco personalidades europeias envolvidas na elaboração da nova regulamentação do setor tecnológico. Entre os alvos das sanções está o ex-comissário europeu francês Thierry Breton. Está proibido entrar nos Estados Unidos. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo Departamento de Estado, que acusou as cinco personalidades europeias de censura em detrimento dos interesses norte-americanos. No desporto, Taça das Nações Africanas, Moçambique joga a esta hora. A seleção moçambicana defronta a Costa do Marfim e as coisas não estão a correr particularmente bem. Moçambique perde por 1 x 0 no jogo de estreia na competição. Estão decorridos quase 80 minutos de jogo. No outro jogo do grupo, os Camarões defrontam o Gabão a partir das 20h00.