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Avançamos para o Jornal das 7, com a jornalista Vanessa Cruz. A próxima sessão do julgamento de Nicolás Maduro ficou marcada para daqui a mais de dois meses. Até lá, o presidente deposto e a mulher vão ficar detidos em Brooklyn, nos Estados Unidos.
17 de março é o dia em que Maduro volta a ser presente ao juiz Alvin Hellerstein, dos mais experientes dos Estados Unidos, incluindo a julgar crimes de narcotráfico. Esta primeira audiência no Tribunal de Manhattan durou menos de uma hora. À saída, e de acordo com o New York Times, Maduro disse que foi raptado e que é um prisioneiro de guerra. Lá dentro, perante o juiz, as primeiras palavras foram para dizer que não é culpado, que é um homem decente e que ainda é o líder dos venezuelanos. A defesa de Maduro não pediu liberdade sob fiança, mas admite fazê-lo no futuro.
Está a decorrer há várias horas, entretanto, a reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, a pedido da Venezuela. Os Estados Unidos dizem que não vão recuar na defesa dos norte-americanos contra o narcoterrorismo de Maduro.
Esta reunião foi pedida pela Venezuela, que exige a libertação de Maduro e da mulher. O embaixador norte-americano nas Nações Unidas garante que esta não é uma guerra contra a Venezuela. Michael Waltz diz que os Estados Unidos só querem mesmo proteger os americanos.
Os Estados Unidos não vão recuar nas ações para proteger os americanos da escuridão do narcoterrorismo e procuramos paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela.
É a posição dos Estados Unidos. Já o embaixador da Venezuela listou todas as leis que foram violadas pelos Estados Unidos e exige a libertação de Maduro e de Célia Flores, primeira-dama venezuelana. Quanto à China, no Conselho de Segurança da ONU, também presente, acusou os Estados Unidos de violarem o direito internacional e deixa um aviso de que os norte-americanos não podem ser polícias do mundo.
Portugal não tem assento nessa altura no Conselho de Segurança da ONU, onde recorde-se os Estados Unidos é um dos cinco membros permanentes e tem poder de veto, sobretudo que possa eventualmente ser decidido naquele órgão da ONU. O ministro dos Negócios Estrangeiros português diz agora que rejeita que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela tenha sido o que chamou de benigna.
Exceto na retirada de Nicolás Maduro do poder. Depois de ter dito no sábado que foi boa a intenção de Donald Trump com o ataque a Caracas, Paulo Rangel agora clarifica: há consequências positivas, sim, mas não vale tudo.
Não, eu não disse isso. Eu disse só que há aspectos benignos desta intervenção. Um deles é a queda de Maduro, sem dúvida. Isso não significa o resto.
Paulo Rangel, que reitera, Edmundo González é quem deve assumir o poder venezuelano.
Vamos agora para a campanha presidencial, as campanhas das presidenciais de 18 de janeiro, que estão já a ser marcadas também por uma decisão judicial que visa André Ventura.
O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa recusa a suspensão pedida pelo candidato da decisão de retirar os cartazes sobre a comunidade cigana. André Ventura, entretanto, já reagiu em Vendas Novas. Miguel Cordeiro agora em direto. O candidato presidencial lamenta a decisão do tribunal.
Lamenta a decisão, sim. Boa tarde, Vanessa, boa tarde, Ricardo e todos os que nos ouvem. Mas para além de lamentar, André Ventura acaba também por dizer que vai retirar todos os cartazes ou vai retirar os cartazes ou vai substituir por cartazes que digam: "As minorias têm de cumprir a lei". Certo é que o tribunal rejeitou esse pedido de suspensão da decisão sobre os cartazes. André Ventura diz que a decisão dá força às minorias, sim, mas o tribunal refere também que no pedido de recurso de André Ventura não foi explicado sequer de que forma é que a retirada de cartazes prejudica a campanha. Esse era o argumento principal de André Ventura, ou pelo menos foi o argumento que deixou aos jornalistas no momento da primeira decisão. Agora, o tribunal vem confirmar e André Ventura volta a lamentar, mas diz que vai cumprir a lei e vai mandar retirar todos os cartazes, apesar de não conseguir precisar quantos cartazes estão ainda colocados com essa frase. Nesse caso, "os ciganos têm que cumprir a lei", era o que dizia esse cartaz de André Ventura. Disse isto em Vendas Novas, sim, numa arruada que terminou há pouco.
Reportagem do Miguel Cordeiro a acompanhar a caravana de André Ventura. Vai retirar os cartazes com referências à comunidade cigana.
Gouveia e Melo admite que Sá Carneiro é uma inspiração e defende que não é possível uma apropriação do legado do antigo primeiro-ministro.
No final de uma arruada em Viseu, já no Largo Santa Cristina, Gouveia e Melo parou junto à estátua de homenagem a Sá Carneiro. O almirante recorda aquilo que considera ser um grande democrata, com sentido de defesa do Estado social. Foi questionado depois sobre uma eventual apropriação do legado de Sá Carneiro, depois de Cotrim Figueiredo ter afirmado que a candidatura que o liberal protagoniza tem esse espírito reformista do antigo primeiro-ministro. Ora, Gouveia e Melo rejeita qualquer tipo de comparação.
Ninguém se apropria do legado nenhum. Sabe por quê? Porque isso é impossível. O doutor Sá Carneiro era uma pessoa muito especial, um grande democrata e ninguém se consegue apropriar do nome, da personagem, do que representa um outro homem. Consegue-se associar. É diferente. Eu associo-me ao que ele representou, mas não me vou apropriar, porque isso era demasiado exagerado.
Gouveia e Melo numa arruada em Viseu
Vamos ainda ouvir outro candidato presidencial, estão todos na estrada. André Pestana considera inaceitável que o governo português não condene de forma inequívoca o ataque norte-americano à Venezuela.
Algumas centenas de pessoas têm estado reunidas na Avenida da Liberdade, em Lisboa, numa manifestação contra a agressão dos Estados Unidos. Também o candidato à presidência da República, André Pestana, se juntou a este protesto, diz que Donald Trump está a abrir precedentes demasiado perigosos.
Uma coisa é certa: é uma potência estrangeira mais poderosa a atacar outra e, por isso, é inequívoco. Hoje é a Venezuela, volto a dizer, amanhã podem ser os Açores, pode ser Groenlândia, pode ser Colômbia. Por isso, os povos do mundo devem se insurgir contra o Trump, porque, de facto, está a revelar, ele sim, um grande ditador e criminoso.
Nesta manifestação participou também Paulo Raimundo, o secretário-geral do PCP, define o governo português como hipócrita por condenar apenas alguns ataques a Estados soberanos e não a todos.
Entretanto, em Caracas, há instantes, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente da Venezuela. O juramento foi há instantes. Nesta altura, até aqui vice-presidente de Maduro, está a ser saudada na Assembleia Nacional de Caracas. Vamos a outras notícias.
O governo anuncia que vai acomodar com toda a humildade as preocupações do presidente da República sobre os diplomas da saúde. Marcelo Rebelo de Sousa mandou para trás três decretos de lei sobre a contratação de médicos tarefeiros, centralização regional de urgências e gestão de listas de espera. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, diz que ainda não conhece em concreto os reparos feitos por Marcelo Rebelo de Sousa, mas garante também que o governo vai ter em atenção esses reparos. O presidente da Câmara de Lisboa rejeita que a convocação do Conselho de Segurança Municipal seja uma aproximação ao Chega. Em declarações aos jornalistas no final da reunião deste órgão, Carlos Moedas diz que o Conselho de Segurança faz parte da agenda do próprio e não de jogos partidários. O presidente da Câmara de Lisboa deixa claro que convocou esta reunião por ser uma preocupação que qualquer presidente deve ter com a população. Rejeita populismos de outros partidos. O Aqueduto dos Pegões, em Tomar, está em risco iminente de colapso. O alerta é do vereador do PS da Câmara Municipal de Tomar, que defende a interdição imediata da circulação de pessoas. O monumento apresenta sinais evidentes de instabilidade estrutural em várias zonas. Este Aqueduto dos Pegões é um dos principais símbolos patrimoniais do Conselho de Tomar. O que é que os Dama, Bárbara Bandeira e Herman José têm em comum, Ricardo?
Não faço ideia.
Vão todos tocar ao mesmo festival, chama-se Na Minha Casinha.
Na Minha Casinha? Que festival é esse?
Olha, é um festival que começa este mês em Lisboa, no Teatro Armando Cortez. É a segunda edição. Os lucros revertem para a Casa do Artista. Começa já no dia 12 de janeiro, para a semana. Depois há concertos todas as segundas e terças-feiras até ao dia 3 de fevereiro. Também nomes como Cuca Roseta, Rita Redshoes e Elder Moutinho.
E é uma causa nobre. Quanto é que custam os bilhetes, Vanessa?
Vinte e cinco euros. As atuações começam sempre às nove da noite.
Fica aqui a proposta. A Vanessa Cruz vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.