Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das sete, com as jornalistas Vanessa Cruz, Pedro Santana Lopes diz que ficaria tranquilo com António José Seguro em Belém.

O candidato apoiado pelo PS fugiu à agenda programada na Figueira da Foz para ir cumprimentar Santana Lopes, presidente da Câmara, antigo líder do PSD e antigo primeiro-ministro, de quem recebeu, João Gama, elogios.

Ao sexto dia oficial de campanha, a caravana de António José Seguro chega à Figueira da Foz e encontra Pedro Santana Lopes, que só tem elogios a tecer ao socialista.

Há candidatos que nos deixam tranquilos quanto à hipótese de ganharem, outros que não. O doutor António José Seguro, desde o princípio, não tenho dúvida nenhuma que se ele ganhar, e não estou a expressar o voto só para a semana, mas que a Presidência da República ficaria bem entregue.

Sentados lado a lado numa ação de campanha que não estava programada, Pedro Santana Lopes diz que encontra em António José Seguro um homem preparado para Belém.

Tem um passado impoluto e tem-se visto nesta campanha também, como é uma pessoa que oferece todas as garantias de idoneidade para poder exercer as mais altas funções. Idoneidade inclui competência.

Quanto a candidatos que não o deixam dormir descansado, Santana Lopes poupa nas palavras e não menciona o social-democrata Luís Marques Mendes, diz que quer apenas falar em António José Seguro e diz: "Um homem livre".

O meu pai dizia sempre: "Em tudo o que façamos na vida, temos que fazer com categoria, seja nas alturas mais difíceis ou menos difíceis", e ele é uma pessoa que está sempre com categoria.

E não tem medo que as suas palavras caiam mal noutras candidaturas.

Sou um homem livre.

E no final da reunião, que acabou sem um apoio formal, António José Seguro desdramatizou.

Tenho muita estima pelo doutor Pedro Santana Lopes e tivemos uma reunião, uma conversa muito interessante.

Em poucas palavras, o socialista repete o que tem dito durante a campanha eleitoral: recebe apoios, venham eles de onde vierem.

Reportagem do João Gama. Santana Lopes diz que a Presidência da República ficaria bem entregue a António José Seguro, mas salvaguarda que não está a dizer que vai votar no socialista.

E as campanhas de três candidatos, entre os 11, podem cruzar-se, mais ou menos por esta hora, em Aveiro.

Estamos a falar das caravanas de Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim Figueiredo e António Filipe. Têm ações previstas na cidade de Aveiro, mas o trânsito está a atrasar algumas iniciativas.

E há dois candidatos que, entretanto, suspenderam as ações de campanha nesta tarde, porque é necessário participar no Conselho de Estado, que já leva quatro horas, Vanessa?

Sim, mais ou menos quatro horas. Os candidatos que têm assento no Conselho de Estado são Marques Mendes e André Ventura. Este encontro no Palácio de Belém, em Lisboa, foi convocado por Marcelo Rebelo de Sousa. Coincide com este sexto dia de campanha. Guerra na Ucrânia e situação na Venezuela são os pontos na ordem de trabalhos.

Entretanto, há uma outra reunião que já terminou entre a FNAM e a Ministra da Saúde.

Sim, uma ronda de negociações que durou perto de hora e meia. Foi assinado um protocolo negocial. À porta do ministério está a jornalista do Observador, a Diana Rosa. Diana, que detalhes podes avançar sobre este protocolo?

Joana Bordalo e Sá, Vanessa, fala numa ministra que aceitou negociar parâmetros que o governo nunca tinha manifestado flexibilidade para negociar. A presidente da FNAM explica, aqui de viva-voz, os pontos que vão estar em cima da mesa.

Estamos aqui a falar de questões salariais, das questões de revermos as condições de trabalho. Estamos aqui a falar também de revisão da nossa jornada de trabalho semanal, as questões do internato médico, de reintegrarmos o internato médico na carreira, questões que têm a ver com a parentalidade, a negociação de um novo regime de trabalho de exclusividade.

Eram aqui as declarações de Joana Bordalo e Sá à saída desta reunião. Esteve reunida com Ana Paula Martins cerca de uma hora e meia aqui no Ministério da Saúde. A próxima reunião, Vanessa, Ricardo, está marcada para o dia 20 deste mês.

Reportagem da Diana Rosa com as conclusões, progressos neste protocolo negocial acordado entre a FNAM e o Ministério da Saúde.

Vanessa Cruz, ainda na saúde. O PSD insiste que a ministra Ana Paula Martins tem condições para continuar no cargo.

Os problemas neste setor foram destaque no explicador desta tarde, tendo em conta que a semana fica marcada por três mortes em dois dias, por atrasos no socorro do INEM. O coordenador do grupo parlamentar da Comissão de Saúde do PSD, Francisco Sousa Vieira, diz que os pedidos de demissão que os outros partidos têm feito são obstáculos a que o governo possa governar.

E por isso eu creio que a Ministra da Saúde, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver, de recuperação do INEM, do SNS, tem condições para continuar, porque nós tenhamos a capacidade de despolitizar, não só estas mortes, mas os grandes problemas que têm que ser resolvidos, e com este consecutivo pedido de demissão, não as resolvem nada.

Já Marta Silva, coordenadora do grupo parlamentar da Comissão de Saúde do Chega, aponta falhas recorrentes ao executivo de Luís Montenegro.

O que se passou nos últimos dias é uma falha política grave, decorrente de problemas crónicos que conheci quando este governo tomou posse e não tomou posse ontem. Portanto, é uma falha recorrente e que tem responsáveis com nome e cargo. E perante isto, a Ministra da Saúde não pode continuar em funções.

Críticas do Chega, que são secundadas pelo Partido Socialista, a coordenadora da Comissão de Saúde do PS, Sofia Andrade, acusa a Ministra da Saúde de incompetência e recorda as promessas que foram feitas pelo governo quando assumiu funções.

A senhora ministra Ana Paula Martins já mostrou toda aquela que é a sua incapacidade

A sua incapacidade absoluta para gerir uma pasta tão importante como é a pasta da saúde. E começou logo no início, porque este governo, quando assumiu funções, veio dizer de uma forma muito simplista, que todos os problemas que existiam na saúde seriam fáceis de resolver e se resolveriam em 60 dias com o plano de emergência e transformação para a saúde.

Os representantes de PSD, CH e PS no explicador da tarde política sobre os problemas no SNS, nomeadamente esses atrasos no socorro do INEM e também a continuidade de Ana Paula Martins no governo. A própria, ao "Expresso", diz que não pediu, nem vai pedir para sair.

Entretanto, estão encerradas as candidaturas à vice-presidência do Banco Central Europeu. Mário Centeno enfrenta cinco concorrentes.

Para além do antigo ministro das Finanças de Portugal, que nos últimos tempos foi governador do Banco de Portugal, também chegou a ser presidente do Eurogrupo. Há mais cinco candidatos: da Letónia, da Estónia, da Finlândia, da Lituânia e da Croácia. O presidente do Eurogrupo emitiu hoje uma declaração com as nomeações para este cargo, uma vez que o prazo, como dizias, Ricardo, já terminou. O governo português formalizou hoje essa candidatura de Mário Centeno, que quer vir a suceder a Luís de Guindos, o espanhol, que está por agora à frente da vice-presidência do BCE, termina o mandato no final de maio.

Noutro ponto da atualidade, Vanessa Cruz, o governo iraniano confirma que provocou um apagão na internet no Irão.

E que dura já há 24 horas. A BBC cita o governo iraniano a confirmar que as autoridades de segurança tomaram essa decisão na sequência dos protestos contra o Executivo iraniano, que estão a mobilizar milhares de pessoas nas ruas.

Entretanto, a agência da ONU para os Direitos Humanos avança com um balanço do número de manifestantes e polícias que já morreram nos confrontos.

Cerca de 50 civis, 14 agentes de segurança. Estes protestos começaram há cerca de duas semanas, no final de dezembro. A maioria dos órgãos de comunicação social não consegue, nesta altura, entrar no Irão. Donald Trump já ameaçou o líder supremo iraniano com o inferno. Ali Khamenei responde que o presidente dos Estados Unidos vai ser derrubado, como foram outros tiranos da história mundial.

Entretanto, no gabinete de guerra da Rádio Observador, Bruno Cardoso Reis analisa os riscos que nesta altura o regime iraniano está a enfrentar.

O comentador da Rádio Observador, historiador, aponta para a possibilidade de haver um banho de sangue em grande escala para reprimir os manifestantes. O fim do regime, esse depende de dois cenários.

Se o regime mantém a capacidade de reprimir e se tem a vontade, a capacidade, os meios, e provavelmente isso irá exigir um banho de sangue em grande escala, numa escala que nunca vimos, se realmente os protestos se mantiverem com esta dimensão. Se isso acontecer, se isso irá quebrar os protestos e se não haverá estas tais divisões entre as diferentes forças de segurança, sendo que a expectativa é que, pelo menos esta guarda pretoriana do regime, esta guarda revolucionária, provavelmente se irá manter leal até o fim.

O historiador Bruno Cardoso Reis sobre a possível queda do regime iraniano na sequência das manifestações e das ameaças dos Estados Unidos. Entretanto, indicação de que terminou, quatro horas depois, o Conselho de Estado convocado por Marcelo Rebelo de Sousa com a guerra na Ucrânia e a situação na Venezuela em cima da mesa. Avervamos se há alguma declaração ou se, como habitualmente, Ricardo, o que há é uma nota da Presidência da República com as conclusões deste encontro.

Sempre regra um pouco lacónica. E há outras notícias a marcar esta tarde de sexta-feira, 9 de janeiro.

Manuel Serrão foi declarado insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca do Porto. De acordo com o Jornal de Negócios, o empresário do setor têxtil e comentador desportivo não é titular de bens móveis ou imóveis que garantam o pagamento de uma dívida de €645 mil do cunhado António Branco, à Knowless, que foi assumida através de um contrato pelo próprio Manuel Serrão. Desconhece-se a existência de contas bancárias ou de outros meios patrimoniais em nome do comentador desportivo. Manuel Serrão é, de acordo com o Ministério Público, o principal mentor de um esquema fraudulento que desviou quase €39 milhões de fundos europeus através de três entidades entre 2015 e 2022. Pelo menos 15 trabalhadores sofrem assédio permanente ou com frequência na Unidade Local de Saúde de Coimbra. Cinco casos são de assédio sexual, é o que revela um inquérito interno, uma notícia avançada pela RTP. Alguns destes casos já estão identificados e a Unidade Local de Saúde vai criar um canal próprio para denúncias. À RTP, o presidente da ULS, Alexandre Lourenço, afirma que o assédio deve ser completamente eliminado. A Venezuela confirma a chegada de representantes dos Estados Unidos ao país e a presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu para visitar a Casa Branca na próxima semana. Entretanto, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, falou ao telefone com a própria Delcy Rodríguez e também com o líder da oposição, Edmundo González. Sánchez oferece-se para mediar a transição na Venezuela. E agora uma notícia algo inusitada, posso dizer, Ricardo, alguma vez viste ovelhas nas compras?

Nas compras? Não.

Pois, mas-

Já vi ovelhas em Lisboa, no centro de Lisboa, agora nas compras, não.

Sim, mas olha o que aconteceu esta semana num supermercado, numa zona rural da Alemanha. Os trabalhadores foram surpreendidos com um rebanho de 50 ovelhas que invadiu este supermercado, o Penny Discount.

Estavam a fazer descontos? Levavam cartão?

Olha, o que aconteceu. O pastor do rebanho explicou que as ovelhas se devem ter distraído com bolotas que encontraram no chão.

Quem nunca?

Acabaram por se separar do rebanho até chegarem ao supermercado. O responsável por este supermercado chegou a dizer que pensava que era um programa para os apanhados.

Mas as ovelhas entraram literalmente na loja, no supermercado?

Podes pesquisar que há vídeos, mas não causaram danos de maior. Só agitaram ali um pouco e desarrumaram umas campanhas promocionais.

Estiveram a ver as promoções e tal, e depois saíram, é isso?

É isso.

E a Vanessa Cruz vai regressar já a seguir, porque temos a edição semanal do Fora do Baralho.