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Edição das 7 com Luís Soares. Luís, a antiga eurodeputada socialista Ana Gomes acusa o PSD de negociar com o Chega os juízes pro Tribunal Constitucional e reitera: o Partido Socialista está apenas a fazer valer um entendimento que existe há décadas.
Foi convidada do Explicador da tarde política. Ana Gomes sublinha que esse acordo tem de ser feito entre os dois partidos fundamentais da democracia. Lembra também que já houve cedências do PSD pro CDS e do PS para os partidos que integravam, na altura, a geringonça, mas diz Ana Gomes que sempre se manteve o equilíbrio. Ana Gomes acusa o Chega de não defender os princípios da Constituição e Luís Montenegro de incoerência quanto ao "não é não".
Agora é o PSD que está a pôr isso em causa, por uma péssima razão, que é fazer um entendimento com o Chega, demonstrando que o "não é não" do Luís Montenegro, quando dá jeito, é sim. E estamos a falar do Chega, que é um partido que tem uma agenda claramente anticonstituição da República. Quer substituir a democracia, quer acabar com a democracia e quer, segundo eles dizem, fundar uma Quarta República, seja lá o que isso seja.
Já quanto a uma eventual intervenção do Presidente da República sobre este impasse, Ana Gomes diz que, a acontecer, António Guterres Seguro deve atuar discretamente. Diz que é no Parlamento que o impasse tem que ser resolvido, mas Ana Gomes também não tem dúvidas de que António Guterres Seguro estará preocupado com a situação.
De tudo o que o António Guterres Seguro disse na campanha eleitoral e de tudo o que eu conheço dele, tenho a certeza que ele está obviamente preocupado em que o Tribunal Constitucional, que é uma peça tão essencial do nosso equilíbrio democrático, funcione como tem funcionado, sendo garante dos princípios, valores e do normativo que consta da Constituição da República.
Caso intervenha neste impasse para o Constitucional, António Guterres Seguro deve ser discreto, acredita Ana Gomes, entrevistada no Explicador da tarde política.
E nesta entrevista também foi tema a visita do secretário-geral do PS à Venezuela. Ana Gomes refuta as críticas que José Luís Carneiro tem recebido e elogia a atitude do líder do PS.
Diz que foi um esforço necessário para chamar a atenção para os portugueses presos no país. Apela mesmo a uma intervenção do governo. Ana Gomes lamenta que muitas vezes os canais diplomáticos não bastam.
Não me parece que o José Luís Carneiro tenha atuado mal, acho que teve até sentido de iniciativa. Isso não é para pôr em causa os esforços que o governo tenha feito, designadamente ao nível diplomático. É, pelo contrário, para lhes dar mais força. E essa força podia ter sido por um grupo de eurodeputados, um ou vários, que lá fossem exatamente com o propósito de chamar a atenção para a premência de libertar os portugueses.
Ana Gomes a responder também às críticas do eurodeputado do PSD, Sebastião Bugalho, ele que acusou José Luís Carneiro de visitar e enaltecer um parlamento cuja eleição não foi reconhecida internacionalmente.
Luís Soares, saiu em liberdade o homem de 39 anos que foi detido pela PSP por ser suspeito de tentar atacar os participantes da Marcha pela Vida no fim de semana.
O homem tinha sido detido no sábado, conheceu hoje as medidas de coação, ao que, por observador, vai ficar em liberdade, mas sujeito a apresentações diárias às autoridades. Fica também proibido de frequentar o local da prática dos fatos. Em causa, o incidente que aconteceu no final da Marcha pela Vida, no sábado. O homem atirou sobre os participantes um objeto incendiário, descrito como um coquetel molotov, que não se incendiou, mas que derramou líquido inflamável sobre várias pessoas, incluindo idosos, crianças e bebês. O PSD já pediu a audição urgente no Parlamento do Ministro da Administração Interna. CDS e Iniciativa Liberal já condenaram este incidente.
Portugal juntou-se ao grupo de 30 países dispostos a ajudar na reabertura do Estreito de Hormuz. É o que adianta o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros.
Portugal é agora um desses países que subscreve o texto em que afirma estar pronto para contribuir nos esforços para reabrir a passagem que está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra. Este comunicado tinha sido publicado originalmente por seis países. Agora, Portugal junta-se a um lote alargado de nações que subscrevem esse texto, em que se defende que a segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países. Neste artigo, que Portugal agora subscreve, pede-se ainda ao Irão para parar com todos os ataques e tentativas de bloquear o Estreito de Hormuz, uma peça-chave no comércio do petróleo. O Irão fechou essa passagem pouco depois do início da guerra, ao mesmo tempo que deu início a uma série de ataques contra os Estados Unidos e Israel, como resposta pelo início da guerra, devido a operações militares norte-americanas e israelitas.
Entretanto, o ministro português dos Negócios Estrangeiros admite que o governo pode tomar medidas estruturais para fazer face aos impactos do conflito no Medio Oriente.
Foi no final de um encontro com o chefe da diplomacia da Islândia. Paulo Rangel explicou que tudo depende da duração desse conflito.
Se houver uma solução para o conflito bastante rápida, penso que podemos acomodar facilmente o impacto negativo destas semanas e regressar a uma espécie de normalização. Se esse não for o caso, naturalmente, teremos de tomar algumas medidas estruturais mais concretas para aliviar o esforço das empresas e das famílias.
Paulo Rangel, que falava lado a lado com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Islândia, no final de um encontro no Palácio das Necessidades, em Lisboa.
O presidente do Conselho Europeu reforça que é importante que a Europa se mantenha unida face ao que considera serem aliados imprevisíveis.
São declarações do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que presidiu esta tarde à cerimônia do Dia da Universidade do Porto, que assinala 115 anos, uma cerimônia que aconteceu na Reitoria. Durante o discurso, António Costa reafirmou que a Europa tem de continuar unida perante momentos críticos e aliados imprevisíveis, o momento em que hesitou ao ler o que estava escrito no discurso.
Estamos a dotar a Europa da defesa
Capaz de, por si própria, dissuadir ameaças como a da Federação Russa e proteger os cidadãos europeus, como garantia para a paz, com plena autonomia, face a aliados que se não são por vezes leais, são seguramente imprevisíveis.
É a citação de António Costa ao ler o discurso esta tarde na cerimônia do Dia da Universidade do Porto, em que reforça também que é preciso união entre a Europa para garantir o centro do projeto europeu, ou seja, a paz.
Donald Trump insiste: as negociações preliminares entre Estados Unidos e Irão estão a correr bem. No entanto, do lado iraniano, ninguém confirma que existam conversas entre os dois lados.
Num evento em Memphis, Donald Trump insiste que têm existido negociações com o Irão até já há algum tempo, garante que o objetivo é cessar as hostilidades. Diz que o Irão tem agora mais uma oportunidade para deixar de ser uma ameaça à América e aos aliados. Essa declaração do presidente norte-americano acontece já depois do presidente parliament iraniano ter desmentido que estejam a existir quaisquer negociações entre os dois lados. Explica que houve até um pedido de reunião por parte dos Estados Unidos, que não obteve resposta.
São agora 19h07. Olhamos ainda para outras notícias que estão a marcar este final de tarde, Luís.
Já foram concedidos cerca de 600 milhões de euros em moratórias às famílias e empresas afetadas pelas tempestades no final de janeiro, número avançado pelo governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que salvaguarda que os dados ainda são preliminares.
Estamos a falar de contratos para empresas de moratórias, cerca de 2580, que nós temos já registrados, que equivale a cerca de 398,5 milhões de euros. E para as pessoas, para as famílias, estamos a falar em número de moratórias já pedidas, são 2084, correspondente a 206,3 milhões de euros. Estamos a falar, no fundo, a nível de moratórias, o que já se pediu e que os bancos já concederam, estamos a falar cerca de 4600 contratos, um pouco mais, e cerca de 600 milhões de euros.
Álvaro Santos Pereira, no encerramento de uma conferência em Leiria sobre economia, risco e resiliência, depois da tempestade Cristine, o governador do Banco de Portugal insiste ainda que o país deve aprender com o passado e adotar uma atitude preventiva e não reativa. Há já 80 mortos confirmados na sequência da queda de um avião da Força Aérea Colombiana no sudoeste do país. O acidente aconteceu depois da descolagem, mas ainda não se sabe o motivo exato da queda do avião. Agora há esse dado de 80 mortos confirmados. O Conselho de Defesa da Colômbia informa também que todos os protocolos de assistência às vítimas e aos familiares foram ativados.