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Jornal das 8 com José Rafael Lopes. José, Marcelo Rebelo de Sousa diz que vão existir novidades sobre Gouveia e Melo nos próximos dias.

Mais concretamente na quarta-feira, altura em que o governo tem de indicar quem deve ser reconduzido como chefe do Estado-Maior da Armada. Neste momento é Gouveia e Melo quem ocupa o posto, mas já terá indicado ao Executivo que não pretende ser reconduzido. Como tal, Marcelo Rebelo de Sousa dá nota dessas novidades que estão para breve sobre Gouveia e Melo.

Eu pura e simplesmente tenho a dizer aquilo que toda a gente sabe, que daqui a dois dias, isto é, um mês antes do termo do mandato, decorre o prazo para se iniciar um processo que pode ser de diversa natureza, tanto pode ser um processo de substituição como um processo de renovação de mandato. Em tempo oportuno, de acordo com a lei, trará o presidente da República para ele tomar uma decisão.

"Em momento oportuno", diz o presidente da República. O governo vai na quarta-feira indicar quem sugere para assumir o cargo de chefe de Estado-Maior da Armada. O nome é depois viabilizado pelo presidente da República.

Ainda sobre a corrida a Belém, Pedro Nuno Santos diz que um militar em Belém é uma ideia que não assenta nos dias de hoje.

Posição defendida pelo secretário-geral do PS. Ainda assim, Pedro Nuno Santos assegura que não é contra a eventual candidatura do almirante Gouveia e Melo à Presidência da República. Ainda assim, um candidato como o almirante não vai ter o apoio do PS, é o que garante Pedro Nuno Santos. Isto porque, no entendimento do secretário-geral do PS, um chefe de Estado militar é coisa de antigamente.

Eu acho que nós já ultrapassamos esse tempo. Muito respeito pelos militares. Ramalho Eanes teve o apoio do Partido Socialista, como sabe, nas suas candidaturas presidenciais e, portanto, nada contra isso. Acho, no entanto, que o Partido Socialista deve apoiar um candidato presidencial da sua área política.

O secretário-geral do Partido Socialista acredita que o PS tem de entrar na corrida presidencial com um candidato próprio, embora não diga quem é que prefere Pedro Nuno Santos. São declarações do secretário-geral socialista à margem da CNN Summit.

E Luís Montenegro diz que a violência doméstica é uma luta sem fim.

Ainda assim, garante que o governo vai fazer tudo para diminuir os casos de violência doméstica em Portugal. São declarações na Conferência de Combate à Violência contra Mulheres e Violência Doméstica, na Casa das Histórias de Paula Rego, em Cascais. O primeiro-ministro afirma que este é um tema transversal a todos os ministérios do governo e que, embora seja uma batalha incessante, o Executivo está empenhado em diminuir aquilo que chama crimes de terror.

Nós sabemos que esta luta nunca vai acabar. Nós vamos fazer tudo o que pudermos, reforçando meios, reforçando políticas, mas reforçando, sobretudo, o edifício operacional.

Luís Montenegro assegurou ainda que o governo está empenhado em contribuir para a detecção do crime, para punir os responsáveis e, acima de tudo, proteger as vítimas de violência doméstica em Portugal.

Aqui em Lisboa, decorre uma manifestação pelo fim da violência doméstica contra as mulheres.

Que está a ser acompanhada pelo repórter da Rádio Observador, Carlos Pedro. Carlos, em que ponto de situação vai a marcha e quantas pessoas marcam presença?

Está mesmo a terminar esta marcha, José. Os manifestantes já se concentram no Largo de São Domingos, destino final deste protesto, que arrancou no Largo do Intendente. Esta marcha vai terminar dentro de instantes com a leitura do manifesto pelo fim da violência contra as mulheres. São mais de duas centenas de pessoas que nela participam, a maioria mulheres, mas há também muitos homens aqui presentes. O assunto é naturalmente sério, mas há também muita animação nesta marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Para além das bandeiras e das faixas contra o machismo, há muita música, gritos de ordem. Destaco, sobretudo, um cântico que tem sido várias vezes repetido, que diz, e passo a citar: "A nossa luta é todo o dia". Também se falou na guerra do Médio Oriente, com cânticos de apelo à libertação da Palestina. Esta manifestação contou com a presença de pelo menos três personalidades afetas ao Bloco de Esquerda. A coordenadora do partido, Mariana Mortágua, a deputada Marisa Matias e o antigo coordenador Francisco Louçã. Ora, ainda antes de arrancar esta marcha, falou Mariana Mortágua. No dia em que a Polícia Judiciária divulgou dados que dão conta de quase 350 mulheres violadas entre janeiro e setembro deste ano, a bloquista pediu medidas ao governo para fazer face à violência, medidas na Justiça, na Saúde e também no combate à desigualdade salarial. Ora, sobre o dia em questão, 25 de novembro, Mariana Mortágua reiterou a importância deste dia, mas não pelo que aconteceu esta manhã e início de tarde no Parlamento. Uma cerimónia na qual a coordenadora bloquista não marcou presença. Sublinhou, isso sim, a importância deste dia, que pretende apelar à luta contra a violência, que continua a fazer-se sentir contra as mulheres.

O jornalista Carlos Pedro a acompanhar a marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Arrancou no Largo do Intendente, vai até ao Largo de São Domingos, na Baixa Lisboeta, onde, como dizia o Carlos Pedro, está prestes a terminar.

Já vamos a outras notícias que marcam a atualidade.

Foi arquivada a acusação contra Donald Trump sobre uma alegada interferência eleitoral nas presidenciais de 2020 nos Estados Unidos da América. A notícia é avançada pela agência Reuters. De acordo com um juiz norte-americano, o motivo deste pedido para que o caso seja arquivado está ligado com o regresso de Donald Trump à Casa Branca. O Papa Francisco criticou a arrogância do invasor sobre os conflitos na Ucrânia e também na Faixa de Gaza, numa rara postura contra a política israelita. O líder da Igreja Católica lamentou a hipocrisia de se falar de paz enquanto se brinca à guerra. São declarações do Papa no Vaticano, onde o Papa Francisco sublinha que as duas guerras em curso demonstram o fracasso da humanidade.

E é assim que fechamos este Jornal das Oito.