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Notícias. Jornal 18, na Rádio Observador, com o José Rafael Lopes. E José, a Ministra da Saúde avisa para o aumento da pressão sobre o SNS devido à gripe e recomenda o uso de máscara para quem tem sintomas.
Ana Paula Martins convocou uma conferência de imprensa esta tarde para deixar um alerta sobre o aumento da epidemia de gripe em Portugal e os impactos que pode ter no sistema de saúde. Com o diretor executivo do SNS e a Diretora-Geral da Saúde ao lado, Ana Paula Martins avisa que as próximas oito semanas vão ser exigentes, mas garante que os hospitais têm os planos de contingência preparados.
O desafio que enfrentamos é coletivo. Embora seja um fenômeno habitual todos os anos, este ano a gripe está a surgir mais cedo e com potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores. À medida que se aproxima a época festiva, um tempo de convívio e de proximidade entre famílias e amigos, é importante que todos mantenhamos uma atitude de calma e de responsabilidade.
Ana Paula Martins, que pede um esforço coletivo para impedir um aumento da pressão sobre o SNS e avisa que podem ter de ser tomadas medidas para responder a um excesso de afluência às urgências.
Sempre que atingirmos uma pressão significativa nos serviços de urgência, sejamos obrigados a parar a atividade cirúrgica, mantendo sempre as cirurgias urgentes e as cirurgias oncológicas, como é natural.
Esta semana há um fator de pressão adicional, a greve marcada para quinta-feira. A Ministra da Saúde diz que o governo fez tudo o que pôde para garantir os serviços mínimos, mas não consegue dar certezas.
Esperamos que a greve tenha o impacto menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não lhe posso nem garantir, nem confirmar. Isso agora vai, naturalmente, depender do que acontecer no dia da greve geral. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.
Ana Paula Martins, em conferência de imprensa esta tarde no Ministério da Saúde.
E a Diretora-Geral da Saúde assegura que há vacinas para todos os que precisam dentro do Serviço Nacional de Saúde.
Perante notícias que dão conta de falta de vacinas nas farmácias, Rita Sá Machado assegura que no público há capacidade de vacinar todos os grupos elegíveis.
A responsabilidade, neste caso, da Direção-Geral da Saúde, é apenas com aquilo que está dentro da campanha sazonal de vacinação. Tudo o que tem a ver com o contingente privado, tem a ver com os operadores privados, tem a ver com a indústria e não temos qualquer tipo de intervenção nessa matéria.
Ora, cá está as declarações em conferência de imprensa de Rita Sá Machado, que defende a eficácia das vacinas. Até o final de novembro foram vacinadas 2,3 milhões de pessoas com uma elevada cobertura nos grupos de maior risco.
Noutros temas, Luís Marques Mendes diz que Portugal ter sido considerado a economia do ano pela revista The Economist é uma notícia excelente.
O candidato presidencial mostra-se satisfeito, pede ainda mais ambição. Em declarações aos jornalistas durante uma visita à vila de Óbidos, Luís Marques Mendes fala numa notícia extraordinária e que Portugal tem motivos para se sentir orgulhoso.
É uma notícia excelente para Portugal. Aumenta a nossa autoestima e a nossa ambição. É uma notícia excelente para os portugueses, que estão permanentemente a ser bombardeados com notícias pela negativa. Esta é uma notícia pela positiva, vindo de quem é independente, não tem nada a ver com Portugal. E é uma boa notícia também para o governo, porque obviamente que reconhece o acerto de várias decisões governativas.
A reação de Luís Marques Mendes depois da revista britânica The Economist ter eleito Portugal como a melhor economia do ano. Luís Marques Mendes foi ainda questionado sobre as declarações do primeiro-ministro, que no sábado aumentou os objetivos salariais para o país, falando agora em 1.600 € de salário mínimo e 3.000 € de salário médio. Luís Marques Mendes ressalva a ambição do chefe do governo e não vê problemas no timing da declaração de Luís Montenegro.
De recordar que Luís Marques Mendes vai ser entrevistado amanhã aqui na Rádio Observador, a partir das 9h da manhã. Ainda sobre a escolha da economia portuguesa como a melhor economia do ano, António José Seguro espera que o dinamismo português se mantenha no próximo ano.
O candidato presidencial apoiado pelo PS admite que a distinção do The Economist é uma excelente notícia, mas António José Seguro destaca a versatilidade da economia portuguesa, motivo pelo qual o candidato não entende a vontade do governo em levar a cabo alterações à lei laboral.
É uma excelente notícia para o nosso país, quando reconhecem a vitalidade da nossa economia. Mas se repararem, um dos fundamentos desse reconhecimento reside no dinamismo do mercado laboral que nós temos no nosso país. É mais uma razão para não se perceber qual é a necessidade que o governo tem de alterar a legislação laboral. Mas é uma excelente notícia para o nosso país. E eu só espero que o país continue, toda a gente, as empresas, os trabalhadores, os governos, toda a gente contribua para que o nosso país seja mais competitivo, para que haja mais riqueza, porque só assim é que também podemos ter melhores salários.
António José Seguro, que também esteve na vila de Natal de Óbidos, tal como o adversário Luís Marques Mendes, mas os dois candidatos à Presidência da República não se cruzaram.
Já João Cotrim Figueiredo coloca água na fervura sobre esta distinção.
E lembra que ainda há muitos países à frente de Portugal em termos de crescimento económico. Ainda assim, João Cotrim Figueiredo admite que é uma notícia agradável.
Nós continuamos com 10, 11 países à nossa frente do ponto de vista de crescimento económico. Estamos, de facto, a comparar-nos com um conjunto de países europeus, todos eles em relativa apatia, e as exceções são países que estão a recuperar de um impacto da pandemia bastante mais profundo do que outros.
João Cotrim Figueiredo, que criticou ainda a falta de ambição da política portuguesa.
Já André Ventura espera que o governo saiba utilizar esta distinção por parte do The Economist para melhorar as condições dos portugueses.
O líder do Chega e candidato presidencial diz que a economia tem de ser colocada ao serviço dos portugueses. André Ventura defende que estes resultados têm de ser mais do que apenas uma folha de Excel para mostrar à Europa. Como tal, pede mais ao Executivo.
Gostava que o governo aproveitasse esta oportunidade que temos aqui para poder olhar para a economia como um serviço às pessoas e não como uma aritmética de números ou como um Excel para mostrar à União Europeia. Gostava que o governo se preocupasse com a pobreza nos mais velhos, gostava que o governo se preocupasse com o nível que temos hoje de pessoas a depender de subsídios do Estado para ter qualquer coisa.
André Ventura, em declarações aos jornalistas em Évora, aqui um registo da Agência Lusa. O candidato presidencial refere que Portugal também lidera noutros rankings negativos, tal como a pobreza dos idosos e dos reformados e na dependência do Estado.
Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky já está em Bruxelas, onde se vai encontrar com o secretário-geral da NATO.
Viagem-relâmpago após ter estado reunido com o primeiro-ministro britânico. Ainda não é conhecido o que vai estar em cima da mesa neste encontro entre Volodymyr Zelensky e Mark Rutte. Antes desta viagem a Bruxelas, o presidente ucraniano foi recebido em Downing Street, em Londres. Esteve reunido com os líderes da Coligação das Vontades, que junta o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, mas também o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Frederik Merz. O objetivo desse encontro foi discutir a proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. A reunião durou menos de uma hora.
A fechar, José, celebra-se um ano que caiu o regime de Bashar al-Assad, na Síria. Hoje é o terceiro dia de festejos.
Que estão a ser acompanhados pelos enviados especiais do Observador, a Cátia Bruno e o João Porfírio, ainda mais que milhares de pessoas têm saído à rua para mostrar a esperança de reconstrução do país, como nos conta a Cátia Bruno, editora de Internacional do Observador, bem no centro da capital síria.
Estamos aqui na capital síria, Damasco, mais concretamente na Praça Uma Al-Layé, e o ambiente que se vive é de grande festa nesta celebração do primeiro aniversário desde o final da guerra civil e a queda dos al-Assad. O ambiente nas ruas, de facto, como eu dizia, é de imensa festa. Estão milhares de pessoas nas ruas, é uma grande multidão. Há foguetes a serem lançados, há canções, como uma que diz "és um sírio livre", e portanto é esse o espírito entre a maior parte das pessoas. Muitas bandeiras, a nova bandeira deste novo governo sírio, preta, branca e verde, em vez do vermelho do tempo dos Assad. Encontramos, por exemplo, cavaleiros. Falámos com um deles, que disse que quis participar desta forma, trazendo o seu hobby, que é montar a cavalo. E ele dizia: "É um dia muito feliz, é o fim de uma era. É isso que estamos aqui a celebrar". E dizia também que provavelmente ia ficar até amanhã de manhã. Por isso, antecipa-se festa rija. E os sírios vão continuar aqui na rua a celebrar este aniversário do final de uma guerra em que morreram mais de meio milhão de pessoas no espaço de 14 anos, um conflito que chegou ao fim há um ano e que se celebra esse final neste Dia da Libertação.
A reportagem da editora de Internacional do Observador, em Damasco, a Cátia Bruno. As celebrações na capital síria continuam durante a noite.
Está feito o jornal das oito.