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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Cordeiro.
O suspeito de iniciar um tiroteio no jantar de correspondentes da Casa Branca foi acusado de tentativa de homicídio do presidente dos Estados Unidos da América. Falamos de Cole Allen, que foi detido depois do ataque deste domingo e já esteve em tribunal. Foi acusado de tentativa de homicídio de Donald Trump. O juiz afirma também que, caso Cole Allen seja considerado culpado, pode vir a enfrentar uma pena de prisão perpétua. O atirador foi também acusado de disparo de arma de fogo num crime violento e de posse de arma de fogo e munição com a intenção de cometer um crime. Este homem vai ficar em prisão preventiva. Falamos de um jovem de 31 anos, acusado de tentar matar o presidente dos Estados Unidos da América, e deverá ser novamente ouvido na quinta-feira. Mais cedo, ainda antes desta audição em tribunal, a Casa Branca teve uma conferência de imprensa com a porta-voz Karoline Leavitt, em que foi dito que o atirador que tentou invadir este jantar agiu com a intenção de assassinar Donald Trump. Diz também que houve uma falha nos serviços secretos, mas apontou para uma terceira tentativa de matar Donald Trump, que desta vez o responsável foi um indivíduo enlouquecido.
"A noite foi estragada por um indivíduo anti-Trump, louco, que viajou pelo país para tentar matar o presidente norte-americano e o máximo de pessoas da administração de Trump. O presidente, a primeira-dama e toda a gente na Casa Branca está grata aos bravos agentes que prenderam o assassino e garantiram a segurança de todos."
Karoline Leavitt, numa conferência de imprensa na Casa Branca, em que assegurou que os Estados Unidos da América não podem viver num clima em que há um risco constante de violência política.
Na atualidade nacional, o Chega vai apresentar um projeto de lei na Assembleia da República para clarificar as regras de transparência no financiamento dos partidos e de outras entidades públicas e de interesse público.
André Ventura convocou uma conferência de imprensa para esta tarde, na sede do Chega, em Lisboa, e mostrou este projeto de lei que quer levar à Assembleia da República, em que tem a intenção de clarificar as regras quanto à divulgação de financiadores dos partidos. O Chega propõe um equilíbrio maior entre a transparência e a privacidade e pede também mais meios para fiscalizar. André Ventura explica o objetivo desta iniciativa.
Garantir que todas as entidades públicas e todas as entidades de interesse público revelam quem são os seus financiadores, quem são aqueles que apresentam ou fazem donativos, que são reforçados os meios das entidades de contas e de transparência, que garantam o controle e a fiscalização destas entidades e que todos possam garantir que, neste caso, há direitos salvaguardados de natureza privada e familiar, mas que não colocam em causa a estabilidade da vida pública e a sua própria transparência.
André Ventura explica que o Chega defende que o nome dos doadores deve ser sempre conhecido, mas há dados da vida privada dos financiadores que, de acordo com o Chega, não precisam de ser divulgados. E deu alguns exemplos: o estado civil, o número de identificação fiscal, a morada ou informações profissionais. André Ventura refere que a legislação nesta matéria deve salvaguardar sempre a privacidade dos doadores.
Já o PS acusa o Chega de querer esconder detalhes dos doadores dos partidos políticos.
Numa declaração à imprensa, durante a primeira reunião do novo Secretariado Nacional do PS, o porta-voz André Mox Caldas diz que o Chega está a procurar esconder detalhes sobre quem é o doador dos partidos políticos e garante que o PS quer ir mais longe.
O Chega dá uma no cravo, verde, como sabemos, e outra na ferradura. O Chega apresenta uma proposta dizendo que quer compatibilizar transparência com privacidade. Nestas coisas, é nos detalhes que o diabo se esconde. Para querer compatibilizar transparência com privacidade, alguma coisa o Chega quererá esconder. O Partido Socialista, nesta matéria, está do lado da transparência apenas. Os donativos devem ser nominativos e esses nomes serem conhecidos.
Porta-voz do Secretariado do Partido Socialista, o órgão executivo dos socialistas, André Mox Caldas, falou depois de uma semana marcada também pelo regresso de Pedro Nuno Santos e as críticas internas às declarações do antigo líder. André Mox Caldas garante que o partido tem todas as condições de estabilidade para fazer oposição ao governo.
O PS está muito concentrado na sua posição de oposição ao governo, de oposição construtiva, propositiva. Repare que estas críticas foram, em regra, acompanhadas de propostas alternativas do Partido Socialista, que o governo decidiu ignorar, algumas das quais apenas com completo silêncio. E, portanto, o PS, pelo menos seus órgãos nacionais, estão recentemente eleitos, estão empenhados na oposição ao governo, na construção de uma alternativa de governo e estamos preparados para todas as circunstâncias que o PS tenha de enfrentar. Não vemos, à saída de um congresso, nenhum particular problema interno que nos dificulte nessa nossa motivação.
Declarações no Largo do Rato, na última hora, em que André Mox Caldas criticou também os dois anos de governação do PSD e voltou a insistir na proposta do IVA zero para o cabaz alimentar.
O presidente da Câmara de Santarém diz que a antiga Escola Prática de Cavalaria é o local ideal para o futuro Centro Interpretativo do 25 de Abril, por ter sido dali que partiu a coluna militar de Salgueiro Maia.
João Teixeira Leite adianta que o município já enviou a proposta ao governo e garante que tem o projeto de execução em marcha. Em declarações à Rádio Observador, sublinha o papel histórico da antiga Escola Prática de Cavalaria, de onde partiu, na madrugada de 24 para 25 de abril de 64, a coluna liderada por Salgueiro Maia.
Pela história, pelo simbolismo, pela forma como o capitão-maior de Abril, Salgueiro Maia, liderou um grupo de homens que rumou junto a Lisboa para, em conjunto com uma estratégia alargada, dar-nos a palavra mais importante das nossas vidas, liberdade, consideramos que é fundamental. Eu diria mesmo que é um imperativo nacional e de consciência darmos ao país e ao mundo um museu que possa explicar às gerações atuais e, sobretudo, às futuras, aos mais jovens, a importância da data do 25 de abril de 1974.
João Teixeira Leite, o autarca, adianta também que esta é uma proposta que vem na sequência da impossibilidade de fazer este centro no Terreiro do Paço, em Lisboa, uma vez que o Ministério da Administração Interna continua a ocupar essas instalações.
E fechamos assim o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Daqui a pouco temos Sob Escuta.