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Da Nadine Soares. Nadine, boa noite. Começamos com o Primeiro-Ministro, que nega a teimosia por parte do Governo nas negociações sobre as alterações à lei laboral.
Luís Montenegro garante que o Executivo já cedeu em vários pontos sensíveis desta negociação sobre a reforma laboral.
As traves-mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, com o regime de reintegração em caso de despedimento, com o banco de horas por acordo e com o chamado outsourcing. Quero dizer-vos que, em todas estas matérias, o Governo já cedeu. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o Governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.
O Primeiro-Ministro rejeita qualquer teimosia por parte do Governo neste processo.
O Governo há uma coisa que não faz: abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia, são convicções.
E, ainda assim, Luís Montenegro acusa a UGT de ser o parceiro social que menos cedeu durante este processo.
A UGT tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: "Nós não queremos ceder". Não tem é o direito de dizer que a teimosia é nossa. Isso não tem, porque, francamente, não é justo, nem real.
Declarações do Primeiro-Ministro de visita a uma feira em Melgaço. Apesar das críticas, Luís Montenegro diz não querer pressionar a UGT e defende que ainda há espaço para negociar.
Nadine, hoje é feriado, dia 1º de Maio. Neste Dia do Trabalhador, a CGTP pede ao Governo para deixar cair precisamente o pacote laboral.
Tiago Oliveira pede ao Executivo de Montenegro o fim desta proposta de revisão da lei do trabalho. Num discurso na Alameda, no 1º de Maio, o secretário-geral da CGTP diz que o país já se pronunciou sobre esta matéria.
Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram a resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não o queremos. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas, que disseram os trabalhadores na grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregámos ao Primeiro-Ministro.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, que apela ainda à participação na nova greve geral marcada para 3 de junho.
Já do lado da UGT, a garantia de que não vai ceder à pressão e, por isso, não vai recuar na posição quanto à reforma laboral.
Em Oeiras, centenas de pessoas participaram nas celebrações do 1º de Maio da UGT. O secretário-geral da UGT defende que as pressões sobre a central sindical falharam. Mário Mourão garante que não vai ceder quanto às traves-mestras do Governo.
A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do Governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa, não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão, a pressão dos trabalhadores, que é aquela a que nós temos que ceder.
Secretário-geral da UGT, neste discurso do Dia do Trabalhador.
E neste 1º de Maio, o pacote laboral do Governo de Montenegro mereceu também comentários dos partidos. O PS insiste com o Primeiro-Ministro, Nadine, para deixar cair esta reforma.
Depois de ter ido cumprimentar a CGTP ao Martim Moniz, José Luís Carneiro passou ainda no Jamor, na concentração da UGT. O secretário-geral insistiu com o Primeiro-Ministro para deixar cair a proposta de revisão da lei laboral.
O PS já disse que esta proposta que o Governo apresentou contará com o voto contra do PS, mas eu estou agora para ver o que é que o Governo vai fazer, se vai ou não coligar-se com o Chega, porque o Chega disse que viabilizaria a proposta do Governo. Vamos aguardar que a proposta chegue à Assembleia da República. O mais importante é: os jovens, as mulheres e os trabalhadores deste país merecem condições para o exercício digno do trabalho e da sua atividade profissional.
Declarações de José Luís Carneiro aos jornalistas, neste registo da RTP. O líder socialista mostra-se ainda expectante para saber com quem, afinal, o Governo vai negociar.
E também neste 1º de Maio, a reação de André Ventura ao anúncio da greve geral para 3 de junho, por parte da CGTP, Nadine.
As provas estão à mostra, diz o líder do Chega, André Ventura, que diz que o Governo falhou neste processo de negociação do pacote laboral.
A convocatória desta greve geral é o sinal e o sintoma, por um lado, do fracasso do Governo nestas negociações, que, de forma intransigente e até indiferente, decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico, que é isso que faz falta, que as pessoas querem, que os jovens e os trabalhadores e os empresários precisam. Dificilmente se vê em que é que esta reforma laboral ajuda a esse desígnio.
São declarações de André Ventura na sede do partido, neste registo da RTP.
André Ventura, que anunciou hoje também que quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, se necessário, Nadine, de forma potestativa, para ouvir António Costa no Parlamento.
O presidente do Chega anunciou que o partido vai propor uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, de forma que o antigo primeiro-ministro António Costa seja ouvido no Parlamento. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar esta CPI. Se tal não acontecer, não exclui avançar com um pedido potestativo.
É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Livra, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.
Declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido em Lisboa. O líder do Chega, que compara o caso Influencer de António Costa ao caso Spin Livra, de Montenegro, e por isso defende que é necessário passar por uma comissão parlamentar de inquérito. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que, afinal, o antigo primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo do Star Campos, construído em Sines.
E também esta sexta-feira a marcar a atualidade internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o Congresso de que as hostilidades no Irão terminaram.
É uma notícia com poucos minutos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá informado o Congresso norte-americano de que as hostilidades no Irão terminaram. É um anúncio de Donald Trump feito em duas cartas enviadas aos líderes das duas câmaras do Congresso. Acontece 60 dias depois do início da guerra, o prazo máximo estabelecido numa lei para que as hostilidades possam prosseguir sem autorização do Congresso. É uma notícia que contamos atualizar nos próximos noticiários.
E a fechar esta edição das 20h, na véspera do jogo que pode dar o título ao Futebol Clube do Porto, o treinador garante que ninguém está a pensar nas comemorações.
Francesco Farioli garante concentração total neste encontro. Na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Alverca, o técnico dos Dragões garante que a equipa não vai perder o foco.
Estamos completamente preparados para o que é que o jogo de amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente e no jogo. Não temos distrações nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.
Francesco Farioli, na antevisão do Futebol Clube do Porto-Alverca. O jogo que pode ser do título arranca amanhã às 20h. Antes, o Benfica joga às 18h com o Famalicão. São jogos que pode acompanhar com relato e comentário aqui na Rádio Observador.
Numa emissão especial que pode ser do desfecho do campeonato e que começa às 17h30. Primeiro para acompanhar o Famalicão-Benfica e depois para acompanhar essa receção do Futebol Clube do Porto ao Alverca, que pode dar título de campeão nacional ao Dragão já este sábado. As notícias estão de regresso às 20h30, também com a Nadine Soares. Numa síntese contamos contigo, Nadine. Um abraço, até já.
Até já.