1226,3kWh poupados 1226,3 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Todos os artistas de abertura da digressão de Ed Sheeran nos EUA desistiram depois de Macklemore ter sido afastado

Aaron Rowe e Lukas Graham são alguns dos nomes que desistiram de participar na digressão de Ed Sheeran nos EUA, após o rapper Macklemore ter feito comentários pró-palestinianos em palco.

Queen Elizabeth II Platinum Jubilee 2022 - Platinum Pageant
i

“Não sou cúmplice, tenho as minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador. Só porque opto por não falar publicamente

Getty Images

“Não sou cúmplice, tenho as minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador. Só porque opto por não falar publicamente

Getty Images

A digressão de Ed Sheeran nos Estados Unidos está envolta em polémica depois de Macklemore ter sido afastado dos restantes concertos da “Loop Tour”, na sequência de declarações de apoio à Palestina durante um espetáculo. Os restantes artistas que iriam atuar na digressão anunciaram entretanto a desistência, em solidariedade com o rapper.

Na terça-feira, Finneas, produtor e irmão de Billie Eilish, o cantor e compositor irlandês Aaron Rowe, a banda irlandesa Beoga e a banda dinamarquesa Lukas Graham, que tinham atuações previstas na digressão, anunciaram a saída e manifestaram o seu apoio a Macklemore e ao povo palestiniano.

Finneas afirmou, numa publicação nas redes sociais, que “os artistas não devem ser silenciados quando se manifestam em defesa dos oprimidos” e anunciou a desistência dos concertos que tinha previstos com Sheeran.

Na segunda-feira, Robert Kraft, proprietário dos New England Patriots e do Gillette Stadium, no Massachusetts, afirmou que Macklemore não atuaria naquele recinto. A decisão surgiu depois de o rapper ter feito declarações de apoio à Palestina durante dois concertos no MetLife Stadium, em Nova Jérsia.

Macklemore afirmou, entretanto, que tinha sido afastado dos restantes concertos da digressão norte-americana de Sheeran. Segundo o rapper, vários proprietários de estádios teriam pressionado a promotora da digressão para que o artista fosse retirado do cartaz.

Macklemore afastado da digressão de Ed Sheeran nos Estados Unidos após discurso pró-Palestina

Ed Sheeran reagiu horas depois e afirmou que não pretende envolver-se num debate público sobre a guerra em Gaza. O cantor esclareceu ainda que a decisão de retirar Macklemore da digressão não partiu de si.

A decisão de o Macklemore sair da digressão foi do promotor, não foi minha”, afirmou Sheeran nas redes sociais.

O artista britânico acrescentou que não iria “desiludir os fãs que tinham feito planos” nem abandonar “a equipa da digressão e os outros artistas de apoio e músicos que dependem” do trabalho para viver.

A polémica começou depois de Macklemore ter defendido uma “Palestina livre” e exibido imagens da devastação em Gaza durante dois concertos no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, a 4 de setembro. As declarações provocaram críticas de alguns grupos e levaram a pedidos para que o rapper fosse retirado da digressão.

Robert Kraft defendeu a sua posição, referindo, além das declarações recentes, aquilo que descreveu como um historial de retórica e imagens antissemitas por parte do rapper que, segundo o empresário, foram ofensivas para a comunidade judaica.

Ed Sheeran afirmou que passou a semana a falar com os responsáveis pelos recintos para tentar encontrar uma solução, mas que a decisão final coube aos promotores e aos locais que receberiam os concertos.

O cantor disse estar “chocado com o conflito entre Israel e a Palestina” e considerou que “o sofrimento e a dor causados a ambos os lados constituem uma tragédia humana”. Explicou ainda que prefere manter os seus concertos afastados do debate político.

“Não sou cúmplice, tenho as minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador. Só porque opto por não falar publicamente, isso não significa que não as tenha, nem que não me importe”, afirmou.

Ed Sheeran acrescentou que respeita a decisão de Macklemore de defender aquilo em que acredita e que, tal como acontece com os restantes artistas convidados, o rapper teve liberdade para escolher o seu alinhamento.

Entre os artistas que abandonaram a digressão está Lukas Graham. Numa publicação nas redes sociais, a banda afirmou: “Devemos poder falar sobre a guerra, sobre civis que são mortos, sobre crianças que merecem crescer. Onde quer que vivam. Seja qual for a bandeira hasteada sobre elas.”

Também os Beoga anunciaram a saída da digressão. A banda irlandesa afirmou que atuar perante grandes multidões é “um sonho”, mas que não pretende tocar em locais onde, segundo o grupo, artistas que defendem uma Palestina livre são silenciados.

Aaron Rowe, que também tinha atuações previstas, anunciou igualmente a desistência, apesar de descrever Sheeran como um amigo que teve um papel importante na sua carreira.

Com as quatro saídas, Ed Sheeran ficou sem os artistas de apoio previstos para as próximas datas da “Loop Tour”. Finneas tinha seis atuações previstas na América do Sul, enquanto Rowe e Lukas Graham estavam associados a datas na América do Norte. Os Beoga atuavam também como banda de apoio de Sheeran.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.