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Jornal das 8, com Miguel Vítor Dias. Miguel, o presidente do Chega tira uma decisão sobre a reforma laboral e a prestação social única, para depois um encontro com Luís Montenegro.
André Ventura diz que está para breve uma reunião final com o primeiro-ministro e líder do PSD sobre a proposta de revisão da Lei do Trabalho. Numa conferência de imprensa esta tarde, o presidente do Chega pontua algumas das linhas vermelhas para que o partido possa viabilizar a proposta da AD.
O fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo. No âmbito desta conversa, desta reunião, transmitirei, por isso, aquilo que entendo ser, caso o PSD decida manter a proposta tal como está ou o governo dê sinais de inflexibilidade.
André Ventura, que também sobre a prestação social única, volta a dizer que o partido só vai viabilizar a criação deste mecanismo se a AD fizer alterações.
Um compromisso ao grupo parlamentar do PSD que garanta que se o Chega viabilizar esta proposta para descida à especialidade, se vai comprometer a que haja um tempo mínimo de contribuição para quem vem de fora e queira aceder à prestação social única, que garanta que vamos fazer um corte nos rendimentos mínimos e vamos atribuir essas prestações às famílias que têm crianças com necessidades, que vamos atribuir essas prestações a quem tem condições de doença que não pode trabalhar e que vamos atribuir parte dessas prestações aos emigrantes portugueses que queiram regressar a Portugal durante o período de um ano.
As declarações do líder do Chega em conferência de imprensa esta tarde na sede do partido.
E o PSD acusa o Chega de irresponsabilidade política por apresentar propostas que põem em causa a sustentabilidade da Segurança Social.
Como esta, da descida da idade da reforma ao teto máximo para as pensões. Carla Barros, deputada do PSD, diz que o Chega não faz contas e que o plano do partido é insustentável financeiramente.
O Chega não pode vir propor uma descida da idade legal da reforma das pensões, quando não apresenta um plano prévio, ou um estudo prévio, que é isso que o governo está a fazer, para estudar a sustentabilidade do sistema e o financiamento do sistema. E é normal que uma proposta de descida da idade da reforma caia muito bem na opinião pública. E são estes populismos do Chega que depois não se casam adequadamente com a realidade que vivemos.
Carla Barros, no explicador desta tarde na Rádio Observador. Opinião contrária até Eduardo Teixeira, deputado do Chega, diz que as contas estão feitas e que a proposta da idade da reforma nos 65 anos custa perto de 2000 milhões de euros.
Os portugueses que trabalharam 40 anos têm direito a optar entre continuar a trabalhar ou já trabalharam e fizeram descontos mais do que suficientes para o modelo que está implementado. Isso custa um vírgula e pouco mil milhões. E vai-se apegar no desperdício da saúde. Portugal, isso está contabilizado, está escrutinado, e o governo pouco faz ou nada faz para combater este desperdício de 2000 milhões na saúde, em área tão sensível.
Eduardo Teixeira acusa ainda o PSD de estar alinhado neste assunto com o modelo atual imposto pelo Partido Socialista.
E a presidente da Iniciativa Liberal diz que o governo está a pedir um cheque em branco na proposta da prestação social única.
Mariana Leitão acusa o governo de não esclarecer aspectos essenciais da medida. Questionada sobre a eventual obrigatoriedade de trabalho social associada ao acesso à prestação, a líder dos liberais diz que não é possível ter uma posição sobre o assunto por falta de clarificação.
É difícil perceber exatamente qual é o objetivo concreto do governo. E por isso, para lhe poder responder com total clareza, preciso eu própria ter isso bastante claro e só vamos conseguir provavelmente fazê-lo na sexta-feira, quando tivermos todas as informações por parte do governo, porque o governo também apresentou esta proposta, mas não entrou em grandes detalhes, nem tão pouco foi ao Parlamento explicar o que quer que seja ainda. E por isso, nessa altura, com essas informações mais detalhadas, será possível dar-lhe uma resposta mais concreta.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, à margem de uma visita à Feira Nacional de Agricultura em Santarém, em que acrescenta ainda que este processo está a ser conduzido com pressa excessiva.
E sem falar diretamente da reforma laboral, Marcelo Rebelo de Sousa diz que as leis atuais não estão preparadas para o desafio da inteligência artificial.
O antigo presidente da República esteve a apresentar a encíclica do Papa Leão XIV na Feira do Livro, com Paulo Portas e António Barreto, bem como com o bispo de Lisboa, Dom Rui Valério. A assistir, estiveram ainda o presidente do Parlamento e o ministro dos Negócios Estrangeiros e também dos Assuntos Parlamentares. Sem comentar política nacional, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que as economias e as sociedades evoluídas não estão a ser capazes de acompanhar a evolução da inteligência artificial.
Eu diria que em todas as leis ao longo dos últimos anos, e ainda no presente, a inteligência artificial praticamente não existe. Nem na organização administrativa, nem na parte da educação, nem em muitos aspectos no domínio da seguridade social, ou da saúde, ou do trabalho. Mas é em Portugal, é na Europa e é um pouco por todo o mundo. Estamos a falar de economias e sociedades muito evoluídas que não estão a ser capazes de acompanhar este desafio.
A assistir, estiveram ainda-- Marcelo Rebelo de Sousa diz que não se pode continuar a correr atrás do prejuízo. Considera que no que toca à inteligência artificial, quanto mais tarde se quiser tentar recuperar o tempo perdido, mais difícil é recuperá-lo
E o Ministro da Economia garante que a maioria dos pedidos de apoio para quem foi afetado pelas tempestades vai ter resposta até ao final do mês.
Manuel Castro Almeida lembra que não há nenhum prazo legal e que a data de 30 de junho foi um consenso estabelecido entre o governo, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e as comunidades intermunicipais. O objetivo foi definir um prazo indicativo e Castro Almeida garante que só não vai ser possível cumpri-lo em três ou quatro municípios.
Procurámos estabelecer uma meta e a meta estabelecida, por consenso entre as CCDR e as comunidades intermunicipais, foi 30 de junho como sendo a data em que deveriam estar concluídos todos os processos de análise. Já há bastante tempo que chegamos à conclusão que em três ou quatro conselhos esse objetivo pode ser difícil, mas na esmagadora maioria dos conselhos, o objetivo continua de pé e creio que vai ser alcançado.
Quanto aos poucos conselhos onde não vai ser possível analisar todos os pedidos de apoio a tempo e horas, Leiria é um deles, bem como a Marinha Grande. O Ministro da Economia que esteve hoje a apresentar uma iniciativa de combate aos danos provocados pela publicidade ao jogo ilegal.
No futebol, Renato Veiga segue o discurso oficial da equipa.
Portugal é candidato a vencer o mundial, mas não é favorito, quando a comitiva portuguesa está a quatro dias de arrancar para os Estados Unidos da América. Antes disso, ainda vai afinar os motores num particular frente à Nigéria, esta quarta-feira. Hoje foi Renato Veiga o porta-voz da equipa para avisar que Portugal não é favorito à vitória no Campeonato do Mundo.
Eu acho que não há que fugir à qualidade de Portugal. Acho que somos candidatos favoritos. Acho que não, acho que somos candidatos apenas e ao longo da competição, se calhar, se nos fizer essa pergunta daqui a algum tempo, logo poderei responder melhor. Agora de momento, somos candidatos, mas não favoritos.
Renato Veiga na Cidade do Futebol. O jogador falou ainda sobre a expulsão de Rafael Leão no último particular frente ao Chile, ao dizer que o colega de equipa apenas tentou defender o grupo e que isso mostra a união no balneário de Portugal.
Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o Irão e o grupo Hezbollah estão mais fracos do que nunca e que, por oposição, Israel está mais forte do que nunca. Benjamin Netanyahu disse ainda durante esta conferência de imprensa que se o Irão retomar os ataques contra Israel, Tel Aviv responderá com força porque tem o direito de se defender. Nos Açores, o PSD diz que José Luís Carneiro quis desviar as atenções sobre a instabilidade no PS. Depois dos reparos feitos pelo secretário-geral, o socialista, que disse que o governo de José Manuel Bolieiro está a revelar instabilidade, o PSD dos Açores, através de uma nota do líder parlamentar regional, diz que José Luís Carneiro está apenas a tentar desviar atenções face aos problemas do partido na região autónoma. O líder do PS está nos Açores para um roteiro sobre a economia do mar, mas hoje deu também uma bicada na política regional ao acusar o governo de José Manuel Bolieiro de instabilidade.
Miguel Vítor Dias com o Jornal 18.