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Miguel Lopes. José, boa noite. Começamos esta edição pela atualidade internacional. O Irão interrompeu hoje as negociações com os Estados Unidos na Suíça. Decisão tomada após novas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, contra a República Islâmica, é o que informa a agência de notícias do Irão. A informação é dada pelo governo, que explica que interrompeu as negociações com os Estados Unidos e que as delegações iranianas já abandonaram a Suíça, onde estavam a decorrer estas negociações. A decisão acontece depois do presidente norte-americano ter dito que iria retomar os ataques ao Irão se o Hezbollah não parasse de atacar Israel. As palavras de Donald Trump não foram bem recebidas. O Irão respondeu às ameaças de Donald Trump sobre esta intenção de voltar a atacar o país e avisou a administração norte-americana de que as forças armadas do país estão prontas para responder a qualquer ameaça ao presidente norte-americano. O presidente do Parlamento iraniano diz mesmo que os Estados Unidos estão num estado de desespero e que o regime não leva em consideração as declarações do presidente americano. E mudando de tema e falando também da atualidade nacional, em Anadia, no encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro reafirmou, amanhã, José, uma promessa e anunciou o novo Fundo Soberano Português. Uma iniciativa que pretende investir em empresas estratégicas para criar riqueza para o Estado e garantir a participação em setores considerados importantes. Anúncio feito por Luís Montenegro no discurso de encerramento do Congresso do PSD em Anadia, que ficou marcado pelo chumbo do Chega à reforma laboral, o que motivou Miguel Vitor Dias a um reafirmar de uma promessa de campanha por parte do chefe de governo.
Na resposta ao chumbo da reforma laboral, perante a proposta do Chega para a redução da idade da reforma, Luís Montenegro clarificou.
Antes de ser investido nas funções de primeiro-ministro, declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra.
O primeiro-ministro reforça uma promessa de campanha e diz que as pensões são um assunto inegociável para o governo.
As pensões são sagradas. Baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã.
E aproveita assim para atirar, mais uma vez, as forças de bloqueio.
Uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar.
Já no que toca ao rol de novidades, Luís Montenegro anuncia uma nova aposta na relação entre o Estado e empresas estratégicas.
Um fundo soberano que será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias.
Um fundo sobre o qual ainda é preciso conhecer os detalhes numa lista de anúncios com oito pontos, alguns repetidos, como o fundo de catástrofes ou o lançamento da inteligência artificial portuguesa Amália, mas com um passo em frente na ferrovia.
A linha de Cascais será a primeira a avançar com uma subconcessão, salvaguardando o interesse público.
O governo tinha já pedido um estudo à CP, avança agora com a medida, numa intervenção em que procurou mostrar que o PSD não pensa no curto prazo, mas sim no futuro, e em que aproveitou para puxar pelo orgulho nacional, ao lançar também as comemorações dos 900 anos de Portugal, com sede em Guimarães.
O jornalista Miguel Viterbo Dias com os destaques da intervenção de Luís Montenegro. A nova direção nacional do PSD integra nomes como Pedro Duarte ou Carlos Moedas e ainda Sebastião Bugalho, que vai ser o novo porta-voz do partido. E o Partido Socialista diz que o Congresso do PSD não traz nada de novo e que o país não está melhor. Passados dois anos do governo de Luís Montenegro, já o Chega considera que o primeiro-ministro está alheado da realidade. São críticas à esquerda e à direita por parte dos partidos convidados ao Congresso do PSD em Anadia, tal como aconteceu ao longo do dia de ontem. Também as reações dos partidos se focaram no rescaldo do chumbo da proposta para a revisão da Lei do Trabalho. Vasco Maldonado Correia.
Depois de um congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da reforma laboral e contra-atacar Chega e PS, o socialista Marcos Perestrelo preferia que o governo tivesse outras prioridades.
Eu julgo que o primeiro-ministro tem que se preocupar em governar o país e não tanto em fazer oposição à oposição.
Diz que o Congresso é a imagem do Executivo e de um país paralisado.
Estamos há dois anos com o governo em funções, em que aquilo que vimos aqui hoje foi o primeiro-ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente tem feito muito pouco e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O lema do Congresso é Portugal Maior. Talvez seja Portugal Maior, porque não podem dizer Portugal Melhor.
Já a Rita Matias fala num primeiro-ministro alheado da realidade.
Parece-nos que foi um discurso para elites, muito desligado do Portugal real.
E devolve críticas ao líder do PSD.
Houve mais do que a oportunidade para tentar convergir com as linhas que o Chega apresentou, mas não houve realmente essa vontade política. Portanto, Luís Montenegro falava em falta de coragem, se houve falta de coragem, foi por parte de Luís Montenegro.
Aponta também para um padrão ao longo do fim de semana.
Foi a palavra mais citada no Congresso do Partido Social Democrata, foi Chega.
O PCP considera que o governo não tirou as devidas ilações do falhanço das negociações com o Chega, uma ideia também reproduzida por Jorge Pinto, do Livre. Mostra que não aprendeu nada com aquilo que aconteceu na sexta-feira e que pra nós foi uma mudança drástica da realidade política portuguesa. Já a Iniciativa Liberal pede ao governo que não desista de reformar o país, mas Mário Amorim Lopes mostra preocupação com uma das medidas apresentadas por Montenegro.
Relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas, nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro, porque a ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada, ainda estamos a pagar por ela. Aliás, este próprio governo ainda está a resolver o problema da TAP.
Reações dos convidados dos partidos a um congresso capturado pelo chumbo da reforma da Lei do Trabalho.
É um trabalho do jornalista Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar o congresso do PSD em Anadia.
E também a marcar a atualidade política nacional este domingo: o secretário-geral do Partido Comunista Português apelou à continuação da luta a favor da melhoria das condições laborais.
Paulo Raimundo esteve em Aveiro, diz que a vitória contra o pacote laboral é uma demonstração da força para abrir um novo caminho para Portugal. O líder comunista deixou um apelo à mudança para aumentar os salários e acabar com a precariedade.
E vamos agora ao desporto. A Seleção Nacional continua a preparar o jogo frente ao Uzbequistão.
Tomás Araújo, ainda de fora, o defesa central voltou a fazer trabalho de ginásio à margem do resto da equipa. O treino aconteceu sob temperaturas elevadas em Palm Beach. É a penúltima sessão de treino antes do jogo com o Uzbequistão. Antes, Francisco Conceição falou aos jornalistas, disse em conferência de imprensa que está preparado para ser titular. O jogador da Juventus apresentou o currículo para dizer que está pronto para jogar de início. Aconteceu quando foi questionado sobre o rótulo do espalha-brasas.
Depende do que se quer dizer com espalha-brasas. Eu prefiro ser conhecido e quero ser conhecido como Francisco Conceição, porque espalha-brasas depende, mas se calhar se tiver a falar que é um jogador para entrar nos últimos 10 ou 15 minutos, acho que não é bem assim, porque jogo na Juventus, jogo na Liga Italiana, tenho sido titular indiscutível na minha equipa e acho que esse papel depende da forma como queremos enquadrar ou definir esse papel. Eu estou aqui, como disse, quer jogue 10 ou 90 minutos, para dar o máximo pela seleção e mostrar que sou mais um para ajudar a seleção a atingir os objetivos.
Francisco Conceição a assegurar que é mais um para ajudar Portugal neste Campeonato do Mundo. A Seleção Nacional vai jogar com o Uzbequistão na segunda jornada da fase de grupos.
E a esta hora, no Mundial de Futebol, começou o jogo entre Bélgica e Irão.
Encontro do grupo G, que conta ainda com a Nova Zelândia e o Egito. Todas as seleções empataram na jornada inaugural. A acompanhar este jogo está o Diogo Varela. Diogo, para já não há gols, mas há uma baixa relevante na Bélgica.
Falamos de Jeremy Doku, o extremo do Manchester City, que é um dos nomes mais sonantes desta geração belga. Em termos oficiais, José, a Federação Belga anunciou que o extremo falha este jogo por doença, mas na verdade, ele comunicou ainda esta semana que vai ser pai e o filho vai nascer também brevemente. Portanto, ele quer estar presente no nascimento do primeiro filho. Até foi uma polêmica que gerou algumas críticas entre o tal dilema, estar num campeonato do mundo ou assistir ao nascimento do primeiro filho. A verdade é que Doku não consta na ficha de jogo do lado belga. Não é caso único, também fora da ficha de jogo, continua o central do Sporting, Zeno Debast, ainda a recuperar de lesão. Com nove minutos na Califórnia, jogo entre a Bélgica e Irão, o jogo está para já com 0 x 0.
Sem gols no Bélgica e Irão. Durante a tarde, no primeiro jogo do dia, a Espanha goleou a Arábia Saudita por 4 x 0.
Foi o ponto final nesta edição das 8 na Rádio Observador. A informação está de regresso às 08h30, também com edição do José Rafael Lopes. José, um abraço. Até já.
Até já.