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Em Faro. Jornal das 8, edição do Miguel Viterbo Dias. Miguel, depois do caso de Ceuta, o PSD ataca o legado do PS em política de imigração.
O governo recusou atacar Pedro Sánchez no momento mais crítico e rejeitou até assinar a carta de 22 líderes europeus a pressionar o chefe do governo espanhol. Mas depois de ultrapassado o momento mais agudo da crise migratória, o PSD foi construindo uma narrativa de crítica às políticas migratórias corporizadas por Pedro Sánchez e o legado do PS durante os governos de António Costa. Num vídeo publicado nas redes sociais do PSD, Hugo Soares puxou dos galões do governo e atirou aos socialistas.
Provoca-nos a reflexão de como andou bem o nosso governo em regular a sério, com responsabilidade, a imigração em Portugal. Durante oito anos, o governo do Partido Socialista fechou os olhos a uma grave crise migratória que estava a acontecer em Portugal. Nós sentimos isso na pressão que houve na habitação, no Serviço Nacional de Saúde, na educação. Hoje está demonstrado que foram cerca de mais de um milhão e meio de pessoas que entraram em Portugal sem regra. Isso não pode voltar a acontecer. Este legado do Partido Socialista, que nós voltamos a denunciar e que condenamos, foi por nós resolvido. Chama-se regular a imigração com responsabilidade, segurança e humanismo.
Hugo Soares, depois de já ao final da manhã, Luís Montenegro, sem nomear Pedro Sánchez, ter criticado quem não consegue regular os fluxos migratórios.
Nestes dias em que nós assistimos, incrédulos, a fenômenos de falta de regra, de regulação no fluxo migratório, nestes dias em que, infelizmente, alguns teimam em adotar políticas que têm muitas vezes um efeito de chamada, chamam as pessoas sem lhes proporcionar as condições para os acolher e integrar. Nesta época, é uma época para nós dizermos que em Portugal, francamente, estamos a fazer aquilo que tem que ser feito.
Luís Montenegro à margem de uma cerimónia de inauguração de uma nova unidade de saúde familiar em Torres Vedras. Recorde-se que em abril, o governo espanhol decidiu legalizar a situação de meio milhão de migrantes, uma medida criticada por muitos homólogos europeus. Antes dos altos dirigentes do governo e do PSD terem falado, já Luís Neves tinha emitido um comunicado a alertar para as políticas nacionais que podem ter impacto em outros Estados membros da União Europeia e a pedir que se evitem medidas que funcionem como fator de atração.
Sendo que António José Seguro tem em Belém, à espera de promulgação, uma nova lei do retorno.
O governo tem tentado aprovar uma nova versão da Lei do Retorno, que aumenta o prazo máximo de detenção de imigrantes ilegais de dois meses para um ano, prolongáveis por mais seis meses. O governo diz que atualmente não tem mecanismos suficientes para responder aos imigrantes ilegais e dá como exemplo o caso do barco com 38 pessoas a bordo, que chegou ao Algarve em agosto do ano passado e em que, ao fim de 60 dias, foram libertados e desapareceram quase todos do radar do Estado. O jornal "Eco" diz que o diploma revisto pelo governo chegou às mãos de António José Seguro na semana passada. O Presidente da República tem até a próxima semana para pedir a fiscalização da constitucionalidade ou 20 dias para decidir promulgar ou vetar esta lei.
André Ventura insiste na demissão do Ministro da Administração Interna e pede uma intervenção pública a António José Seguro.
Depois de se saber que a Procuradoria Europeia está a investigar os contratos celebrados pela PJ quando Luís Neves era diretor nacional e que estão a ser investigados fundos europeus que pagaram uma parte das obras feitas pelo amigo do ministro nas instalações da PJ, André Ventura insiste na demissão de Luís Neves e em declarações aos jornalistas na sede do partido, critica a intervenção de António José Seguro e pede ao chefe de Estado uma declaração pública sobre este caso.
Sobre tudo, acho que é preciso agir. Exigir responsabilidades e chamar a atenção do governo para o descrédito que está a acontecer, para a degradação das instituições que está a acontecer. Falta ao Presidente da República mostrar também essa capacidade de ação. Eu sei que o senhor presidente já disse que está a agir, mas não basta dizer que está a agir, é preciso que compreendamos em que é que está a agir.
É necessária uma intervenção pública?
É necessário, sem dúvida. Eu penso que neste momento é necessário.
André Ventura, em declarações aos jornalistas na sede do partido em Lisboa, o presidente do Chega revelou ainda não ter novidades sobre o ato de vandalismo ao gabinete na Assembleia da República.
E as candidaturas ao ensino superior na primeira fase já ultrapassaram o número registado no ano passado.
Foram submetidas mais de 51 mil candidaturas. São mais 1885 face ao mesmo período do ano passado, sendo que os alunos ainda têm até quinta-feira para concorrer, devido a falhas nas correções dos exames. Os dados foram disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior. Esta subida do número de candidatos vem contrariar a expectativa do primeiro dia do concurso deste ano, quando apenas 304 alunos tinham apresentado uma candidatura, muito abaixo dos 10 mil que o tinham feito no primeiro dia do concurso do ano passado.
José Sócrates diz não ter confiança no advogado oficioso e pede a nulidade das decisões do tribunal.
José Sócrates alega um conflito de interesse e pede que os atos do advogado oficioso percam eficácia. Isto porque no final de abril, o ex-primeiro-ministro avançou com uma ação administrativa contra a nomeação, pela Ordem dos Advogados, do defensor oficioso Luís Esteves. O advogado contestou essa ação de José Sócrates e, por isso, o ex-primeiro-ministro diz que não pode ter um advogado que tem interesses contrários aos dele. Por agora, espera-se a decisão da juíza Susana Seca sobre este novo pedido de Sócrates, enquanto a ação administrativa também ainda decorre em tribunal.
E Miguel, entrou em fase de resolução o incêndio de Castro Verde, no Alentejo.
E o troço do IP2, junto à povoação de Entrada, já está, entretanto, reaberto ao trânsito. Informação confirmada à Rádio Observador pelo Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo. Por esta altura, empenhados nos trabalhos de consolidação, estão mais de uma centena de operacionais. O incêndio chegou a ter duas frentes ativas. Começou pouco depois das 15h, numa área agrícola em Monte do Paraíso. Não há também indicação de feridos ou casas atingidas pelas chamas.
Em Tomar, os feridos do embate de um autocarro contra o hospital estão fora de perigo.
Uma pessoa morreu, três ficaram feridas neste embate de um autocarro contra o hospital de Tomar. Ainda assim, os três feridos estão fora de perigo. São duas mulheres e um homem. O condutor do veículo foram considerados feridos graves no momento do acidente. Depois de estabilizados no hospital de Tomar, foram levados para Abrantes. As duas mulheres sofreram fraturas e continuam internadas. Já o condutor do autocarro foi também encaminhado para a mesma unidade hospitalar, onde recebeu apoio psicológico. A vítima mortal é uma mulher de 64 anos. A família está a receber acompanhamento psicológico no hospital de Tomar. O embate provocou ainda danos na fachada do hospital. No entanto, fonte da unidade de saúde garante que a integridade estrutural do edifício não ficou comprometida.
O LIVRE defende que Marrocos deve ser afastado da organização do Mundial de Futebol de 2030.
O esclarecimento foi dado pelo co-porta-voz do partido, Jorge Pinto, no programa Explicador da Tarde Política. Portugal vai organizar um mundial com Espanha e Marrocos daqui a quatro anos, mas Jorge Pinto quer a exclusão de Marrocos por não apresentar garantias políticas e de segurança para a organização deste evento, depois dos acontecimentos em Ceuta.
Nem Marrocos dá garantias de segurança ou de capacidade para organizar este tipo de eventos, como se provou com o que aconteceu em Ceuta, como também não dá qualquer tipo de garantias, politicamente falando, quando temos um regime, porque nós não confundimos o país com o regime que está à frente dele, que ocupa há mais de 50 anos o Saara Ocidental e que não permite a realização do referendo à autodeterminação, tal como previsto pelas próprias Nações Unidas. Isto significa que seria o mesmo que Portugal coorganizar um Campeonato do Mundo de Futebol com a Indonésia quando esta ocupava Timor-Leste. É algo que é insustentável.
Jorge Pinto no Explicador da Tarde Política. Na sequência destas declarações, a jornalista de desporto do Observador, Mariana Fernandes, explica que Portugal não tem força suficiente na organização para exigir mudanças junto da FIFA.
Portugal não tem força neste momento, em termos de candidatura e de organização, para exigir nada, mantendo-se no jogo. Portugal só vai ter duas cidades neste Campeonato do Mundo: Lisboa e Porto. Vai ter três estádios neste Campeonato do Mundo: o Estádio de Alvalade, o Estádio da Luz e o Estádio do Dragão. Marrocos tem seis cidades, seis estádios. E esta importância e relevância não é que o nome de Portugal não esteja lá, não é que Portugal não vá organizar o Campeonato do Mundo. Claro que vai. Agora, a dimensão de Campeonato do Mundo em Portugal não será comparável à dimensão de Campeonato do Mundo em Marrocos.
A jornalista de desporto do Observador acredita também que o que aconteceu em Ceuta não vá afetar a organização do evento. Porém, diz que Portugal poderá atuar como intermediário nas negociações entre Espanha e Marrocos.
A esta hora, Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?
Os óculos gratuitos para ver o eclipse solar que vai acontecer no dia 12 de agosto já podem ser novamente reservados a partir de hoje. Foi o que anunciou a agência Ciência Viva, depois destes óculos terem esgotado. A direção da agência explica que basta ir ao site clubedavisão.pt, fazer um registo individual e levantar os óculos em qualquer ponto do país. É também possível adquiri-los em farmácias e supermercados por um valor a rondar os €3. O Centro Ciência Viva alerta que observar o eclipse sem óculos adequados tem riscos que podem levar à perda permanente da visão. O Irão e Oman avançaram nas negociações para um acordo de reabertura do estreito de Ormuz. É o que avança a Associated Press. As negociações decorrem à porta fechada. Apesar de Teerão negar a existência de negociações diretas com Washington, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos avançou esta tarde que um acordo para reabrir o estreito de Ormuz pode ser concluído até amanhã. Entretanto, os mercados já reagiram. O preço do barril de petróleo caiu esta tarde para menos de US$80.
Miguel Vítor Dias com o Jornal das Oito.