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Muito boa noite, é o jornal das, não direi das 21h, faltam nove minutos e meio para as 21h. Tempo de intervalo no partida entre Nápoles e Sporting, a edição da Laura Figueiredo. E Laura, a começar com o barco em que seguia Mariana Mortágua em direção à Faixa de Gaza, foi intercetado.

Num relato em direto no Instagram, a coordenadora do Bloco de Esquerda deu conta de que vários navios da flotilha estavam a ser cercados pelas autoridades israelitas. O primeiro barco a ser abordado foi o navio líder. A coordenadora do Bloco de Esquerda foi relatando tudo em direto até ter atirado o telemóvel à água, tal como estava previsto no protocolo de atuação, em caso de interceção. Antes disso, Mortágua conseguiu ainda descrever que os ocupantes do navio estavam a receber ordens para porem as mãos no ar, enquanto o barco era atingido por canhões de água. Entretanto, também o navio em que seguia a atriz Sofia Aparício foi intercetado. Em declarações à Sic Notícias, há pouco, Fabien Figueiredo, do Bloco de Esquerda, assegurou que todos os portugueses foram intercetados e detidos pelas autoridades israelitas e fala numa ação ilegal.

Todos os portugueses que participam na missão humanitária foram intercetados e detidos pelas autoridades israelitas. Eu quero sublinhar que esta interceção e estas detenções são profundamente ilegais. Estamos a falar de uma missão humanitária que se propõe entregar bens de primeira necessidade, comida e medicamentos em Gaza. Portanto, agora é a altura de todos os Estados que se vinculam ao direito internacional de agirem, de exigirem a Israel a libertação imediata de todos os integrantes e de todas as integrantes da flotilha humanitária e de iniciar um processo de aplicação de sanções a todos os responsáveis.

O Bloco de Esquerda marcou para amanhã uma conferência de imprensa, onde Fabien Figueiredo vai falar sobre o que considera o assalto das Forças Armadas israelitas à flotilha humanitária. Há pouco, o ministro da Defesa italiano disse à estação pública de televisão Rai que os tripulantes da flotilha vão agora para Israel para depois serem expulsos. Hoje, o governo português tinha pedido às autoridades israelitas que se abstenham de usar violência contra a flotilha humanitária. O Ministério dos Negócios Estrangeiros explica que Portugal enviou uma mensagem ao governo de Israel pelos canais diplomáticos próprios para que não se use violência e se respeitem todos os direitos dos que vão na flotilha.

A menos de duas semanas das eleições autárquicas, Carlos Moedas e Alexandra Leitão estão empatados na corrida à Câmara Municipal de Lisboa.

De acordo com a sondagem feita pelo ISD para a Sic Expresso, tanto o candidato da coligação PSD/CDS e L, como a candidata do PS/Livre/PAN/Bloco de Esquerda contam com os mesmos 28% das intenções de voto. Alexandra Leitão mantém a mesma percentagem face à sondagem anterior. No entanto, Carlos Moedas recuou, perdeu dois pontos. E dois pontos é o que ganha agora Bruno Mascarenhas, candidato do Chega, que nesta sondagem surge em terceiro lugar com 13% das intenções de voto. Atrás fica João Ferreira, da CDU, que não vai além dos 5%. Ainda assim, conseguiu mais um ponto percentual do que há dois meses.

Entretanto, João Ferreira, candidato da CDU à Câmara Municipal de Lisboa, considera que a capital tem de voltar a ter um pelouro da Juventude.

Uma posição defendida hoje, ao final da tarde, numa arruada da juventude na freguesia de Carnide. O candidato João Ferreira recorda que o PCP já teve no passado esse pelouro e defende o seu regresso.

Ele tem que voltar a existir, não como um mero emblema ou com valor meramente simbólico, mas como um espaço, um pelouro na Câmara Municipal de Lisboa que, de uma forma transversal, cruze todas as áreas de intervenção da Câmara: habitação, mobilidade, cultura, recreio, lazer, trabalho, estudo. Cruze todas as áreas de intervenção que são relevantes para os jovens na cidade.

Declarações do candidato do PCP à Câmara Municipal de Lisboa. Declarações ao Observador nesta arruada da juventude na freguesia de Carnide.

E no Porto, o candidato independente Filipe Araújo acusa Pedro Duarte de induzir os portuenses em erro nas questões ligadas à Metrobus.

Em causa estão as declarações de Pedro Duarte, candidato do PSD/CDS e L, que ontem disse que Filipe Araújo, que tem atualmente o pelouro do Ambiente, foi responsável pelo abate de árvores para a construção da segunda fase do Metrobus. Esta tarde, numa ação de campanha em Ramalde, Filipe Araújo falou de uma jogada política e pede mais verdade ao Partido Social-Democrata.

Eu e o próprio Rui Moreira nos envolvemos para que não fossem abatidas árvores na Rotunda da Boa Vista, também por causa da construção dos túneis do metro, preservando aquilo que é um legado histórico da cidade. E também fizemos o mesmo naquilo que é a parte final do Parque da Cidade do Metrobus. Aliás, é o tal problema da candidatura do PSD, que induz os portuenses em erro, por exemplo, lançando petições, quando se sabe perfeitamente que o tema da preservação dessas árvores e da parte final do troço do Metrobus foi um tema lançado pela Câmara Municipal muito antes da petição. Portanto, há que falar a verdade com os portuenses.

Declarações de Filipe Araújo à Rádio Observador. Quanto ao tema da habitação, o candidato independente propõe-se a criar uma equipa dedicada a projetos que permitam habitação acessível, uma medida que vê como realista, ao contrário das propostas prometidas por Manuel Pizarro.

O Partido Socialista faz aquilo que é muito comum e que levou o país à situação que nós nos recordamos dos tempos do primeiro-ministro Sócrates, que é dar tudo a todos e depois alguém que pague a conta. E eu acho que a política da habitação e dos preços da habitação deve ter esse cuidado. Ou seja, nós, de facto, devemos construir habitação acessível. Quem tem maiores rendimentos deve pagar mais, quem tem menores rendimentos deve pagar menos.

Declarações de Filipe Araújo, que se compromete a reabilitar a zona envolvente do bairro das Campinas, em Ramalde, um investimento que vai rondar os 4,3 milhões de euros.

Mudando agora de tema, a ministra do Trabalho acusa a CGTP de se precipitar nas críticas às mudanças que o governo quer fazer no Código do Trabalho.

Em entrevista à Rádio Observador, Rosário da Palma Ramalho explica que a contestação chegou demasiado rápida para ter havido uma avaliação séria.

É uma proposta equilibrada. É certo que as centrais sindicais, nomeadamente a CGTP, que expressou o seu sentimento de frustração com este projeto meia hora depois de o ter recebido, o que é extraordinário, porque altera novos diplomas, mais de 100 artigos só no Código de Trabalho, portanto, no mínimo, não tiveram tempo para ver.

Sindicatos afetos à CGTP e também à UGT ameaçam com uma greve geral. A ministra do Trabalho diz que respeita o direito à greve, mas espera que não aconteça. O governo quer, por exemplo, que o banco de horas individual seja estabelecido por convenção coletiva de trabalho e não por acordo direto entre empregador e funcionário. O objetivo é evitar abusos. A ministra desvaloriza os receios dos sindicatos.

Agora, um minuto para as 21:00, tempo ainda para atualizar de esporte. E ao intervalo, o Sporting a perder 1x0 contra o Nápoles. O jogo é no Diego Armando Maradona, Itália, para a Champions League.

O gol dos italianos foi marcado por Rasmus Hojlund, depois de uma perda de bola do Sporting, que resultou num contra-ataque do Nápoles, com Kevin De Bruyne a assistir o avançado dinamarquês com uma bola em profundidade. Os leões partem agora para a segunda parte em desvantagem, procuram dar a volta e garantir a segunda vitória na Liga dos Campeões.

E para acompanhar o relato, já a seguir, mal termine o jornal, também dá análise à primeira parte. Agora são 21h. Para fechar, Laura, tempo de atualizar toda a informação de âmbito local.

O diretor das urgências do Hospital Amadora-Sintra prevê que os constrangimentos e as horas de espera nas urgências continuem. Luís Duarte Costa alerta que os doentes chegam a ter de esperar cerca de 13 horas. De acordo com o responsável, o problema