Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal da Nova, com edição de Diana Rosa. E Diana, Donald Trump rejeita sentir-se pressionado para fechar um acordo com o Irão.

Não vai assinar um acordo a qualquer preço. É uma de várias mensagens publicadas hoje pelo presidente norte-americano nas redes sociais. Numa farpa aos democratas, Trump garante que vai alcançar um acordo com Teerão muito melhor do que o que foi assinado pela administração Obama em 2015. O presidente norte-americano aponta também o dedo ao Washington Post, New York Times e Wall Street Journal, por no entender do presidente dos Estados Unidos, indicarem que as forças norte-americanas estão a perder a guerra.

E Jaid events chega amanhã a Islamabad, capital do Paquistão, para uma nova ronda de negociações.

Confirmação avançada pela Casa Branca. O regime iraniano ainda não confirmou a presença no encontro, em que a delegação norte-americana é então liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Teerão disse esta tarde que ainda não foi tomada qualquer decisão. Já o Paquistão diz estar confiante de que o Irão vai participar nas negociações de paz com os Estados Unidos. É o que afirma um membro do governo paquistanês à agência Reuters, citada pelo "Haaretz".

E o bloqueio norte-americano do estreito de Ormuz dificulta o rumo das negociações, é o entendimento do historiador Bruno Cardoso Reis.

A livre passagem dos petroleiros é uma peça-chave para alcançar um acordo.

Seria má ideia, de facto, o Irão simplesmente não estar presente, mas eu acho que não podemos afastar nenhuma possibilidade. O que para já podemos afirmar é que se estas negociações já eram difíceis, acho que ainda se tornaram mais difíceis nos últimos dias e nas últimas horas. Ou seja, acho que a confiança entre as partes, que era muito baixa, não melhorou, pelo contrário.

No gabinete de guerra, Bruno Cardoso Reis acredita que nem Irão, nem Estados Unidos estão a ganhar este conflito e aponta para uma eventual solução.

O cenário, digamos, mais racional para os dois lados, sobretudo para o Irão, para o governo, para o regime iraniano e para a administração Trump, parece-me que seria, de facto, um cessar-fogo e um acordo, mesmo que parcial, que permitisse às duas partes declarar vitória e seguirem em frente, concentrarem-se nas questões internas. A questão continua a ser a mesma, é se os dois lados percebem que não estão a ganhar a guerra.

Bruno Cardoso Reis defende que há poucos indicadores positivos no contexto deste conflito, mas considera que são os Estados Unidos que estão a sair mais fragilizados.

E com a visita de Lula da Silva a Portugal, marcada para amanhã, o Chega agenda um protesto em frente ao Palácio de Belém.

O partido liderado por André Ventura quer contestar a vinda do presidente brasileiro, neste que é o encerramento de um périplo de Lula por vários países europeus. O Chega acusa o líder do Brasil de corrupção, repete o protesto de 2023, quando durante a sessão solene de comemoração do 25 de abril, na Assembleia da República, os deputados empunharam cartazes em protesto contra a presença do chefe de Estado brasileiro. Lula da Silva é recebido amanhã pelo Primeiro-Ministro em São Bento, ao fim da manhã, segue depois para Belém, para um almoço oferecido pelo presidente da República, à 13h30.

E por falar em António José Seguro, o chefe de Estado recusa estar a pressionar a concertação social para chegar a um acordo quanto ao pacote laboral.

O presidente da República recebe os parceiros sociais na quarta-feira. Diz que é um encontro normal. Lembra que já recebeu os restantes agentes políticos e públicos envolvidos nas negociações.

Eu não faço pressão sobre ninguém. O presidente da República incentiva o diálogo. Fiquei também muito feliz quando a UGT teve uma posição mais definitiva, que parecia esgotar o diálogo. Depois de um apelo que eu fiz, reconsiderou e voltou a essas conversações. Agora, não compete ao presidente da República o resultado final. Isso compete às pessoas, aos intervenientes, ao governo, aos parceiros sociais, e há de haver uma altura em que o decreto chega a Belém. E aí é a altura dos parceiros sociais e do Parlamento respeitarem o tempo do presidente da República, porque ele decidirá nessa altura. Agora, uma coisa que eu lhe posso dizer, não vou dizer neste momento.

O chefe de Estado não revela o que vai fazer quando o diploma da reforma laboral chegar ao Palácio de Belém, se vai ou não cumprir a promessa de veto em caso de falta de acordo com a concertação social.

E seguimos com o aviso da Federação dos Sindicatos dos Transportes. Primeiro investe-se nos meios de transporte, depois é que se pode falar num passe intermodal nacional.

É preciso mais equipamentos a circular e um maior investimento nos trabalhadores. É a reação do coordenador nacional da Federação às declarações do ministro das Infraestruturas. Miguel Pinto Luz fez hoje saber que o governo está a preparar um novo passe nacional. Ora, José Manuel Oliveira diz que sem investimento, é difícil apostar em novas medidas que depois se concretizem.

Enunciar medidas pode até ser positivo, mas sem ter o problema resolvido do material circulante necessário e os trabalhadores necessários para responder ao aumento da procura que essas medidas vão gerando, efetivamente, são anúncios que depois não têm consequência, não têm correspondência na prática.

O aviso do coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Telecomunicações lembra ainda a demora habitual na entrega de novos veículos.

E a personalidade do ano de 2025 é Marcelo Rebelo de Sousa, é a escolha da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal.

A distinção, Filipa, é justificada pelo compromisso do antigo presidente com a democracia. É também sublinhado que Marcelo Rebelo de Sousa foi uma voz importante do ponto de vista internacional, por ter levantado a voz tanto em Portugal quanto em fóruns internacionais contra os ataques aos direitos fundamentais e em defesa firme da liberdade de imprensa, no momento em que estava a ser atacada.

Diana, vamos também atualizar as notícias de âmbito local.

Começamos pelo norte do país, no Porto. A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto adjudicou o fornecimento de 50 autocarros a gás natural ou biometano por cerca de 21 milhões de euros. Há ainda a opção de serem comprados mais 10 autocarros. Em comunicado, a STCP explica que a entrega dos novos veículos vai ocorrer de forma faseada entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2027. Em Aveiro, o Partido Socialista exige uma maior oferta de transportes, embora tenha saudado em comunicado a introdução da nova tarifa única na rede de transportes da região. A Federação de Aveiro do PS sublinha que é imperativo existir um aumento da oferta e defende que esta oferta deve acompanhar o aumento da procura anual de 20%. Os socialistas querem também ter acesso a um inquérito feito às pessoas que utilizam o serviço para analisar a satisfação quanto aos horários e integração de transportes. Vamos até Alcobaça, onde as obras no Jardim do Obelisco já começaram. A requalificação do jardim localizado no Mosteiro de Santa Maria já era aguardada há vários anos. No total, representa um investimento superior a 1.400.000 €. Este espaço é classificado como Monumento Nacional e Património Mundial da UNESCO. Nas Caldas da Rainha, foram apreendidos 300 artigos falsificados no Mercado de Santana. A GNR realizou ontem uma operação de fiscalização neste mercado em Alvorninha e retirou das bancas vestuário, acessórios e outros bens de consumo. O valor estimado dos objetos é superior a 6900 €. Foram identificados dois homens de 35 e 39 anos pela prática de venda de artigos contrafeitos. O processo segue agora para o Tribunal Judicial das Caldas da Rainha. Olhamos agora para as comemorações relativas ao 25 de Abril, que é já este fim de semana. No Seixal, já é possível visitar a exposição "A Liberdade a que Temos Direito". Está exposta no átrio dos serviços centrais da Câmara Municipal. A exposição baseia-se numa seleção feita a partir dos documentos preservados no Arquivo Histórico Municipal. Também Loures celebra a revolução com um concerto no Pavilhão Paz e Amizade, com mais de 400 pessoas em palco. Acontece no dia 24 às 21h30, portanto, na sexta-feira. É uma produção conjunta da Câmara Municipal de Loures e do Conservatório Artalies, que junta músicos e coralistas num grande concerto evocativo da Revolução dos Cravos, uma das maiores festas do ano, Filipa.

É isso mesmo. Várias sugestões aqui fechadas deste jornal das 9, teve edição da Diana Rosa.