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Em faço. Jornal das nove, com edição do Ricardo Loureiro. E Ricardo, Pedro Passos Coelho diz que o governo tem de romper com a tradição de colocar políticos no lugar de especialistas.

Declarações na apresentação do livro Estratégia Empresarial, dos economistas José Crespo de Carvalho e Leandro Pereira. O ex-primeiro-ministro deixa algumas das visões que tem sobre o país e sobre o atual governo. Pedro Passos Coelho diz que, no ponto de vista da tecnocracia, o governo tem imitado os anteriores.

Este governo parece-me que tem, desse ponto de vista, exibido um comportamento muito parecido com os anteriores. Quanto melhores forem os tecnocratas que estão a fazer a máquina do Estado funcionar, melhor. Não têm de ser políticos. Não têm de ser escolhidos por patronagem política, porque é meu amigo, ou porque tenho confiança nele. Não podemos pôr gente que nem sabe a linguagem dos técnicos a dar ordens a pessoas que percebem que nem sabem do que lhes estão a falar. Portanto, eu adoraria que o atual governo rompesse com essa tradição dos últimos anos.

Sem fazer uma referência direta a membros do governo que tenham vindo de fora da política partidária, Pedro Passos Coelho deixou até elogios ao ministro Fernando Alexandre, apesar de estar debaixo de fogo da oposição.

Não quero intervir nesse plano.

Isso é um exemplo de tecnocratas da educação.

Tenho muita estima pelo professor Fernando Alexandre, que acho que ele é uma pessoa muito competente.

Declarações de Pedro Passos Coelho ao final da tarde de hoje, durante a apresentação do livro Estratégia Empresarial.

A Câmara de Odemira vai fiscalizar as obras feitas pelo ministro da Administração Interna.

O município vai avançar com uma fiscalização às intervenções urbanísticas realizadas na propriedade de Luís Neves, o atual ministro da Administração Interna. Fonte oficial da autarquia confirmou ao Observador que o município vai tratar o caso de acordo com os trâmites legais. A mesma fonte adianta também que não existe qualquer processo de licenciamento em curso sobre as obras feitas pelo ministro da Administração Interna, no monte que detém em Santo Teotónio, em Odemira. Isto depois do ministro ter dito que o processo de licenciamento estava a ser tratado.

A vice-presidente da bancada do PS, Mariana Gonçalves, diz que Fernando Alexandre deve avaliar se tem condições para continuar como ministro da Educação.

Não está para já em causa um pedido de demissão de Fernando Alexandre. Porém, a antiga ministra e atual deputada do PS diz que o ministro deve avaliar se tem condições para continuar no cargo, depois do falhanço do processo de classificações dos exames. Em entrevista ao Observador, Mariana Gonçalves diz que Fernando Alexandre deve procurar saber se consegue melhorar a gestão da pasta.

Eu não estou a dizer que se deve demitir ou não se deve demitir. Acho que não me cabe a mim sequer aqui dizê-lo. Agora, que essa avaliação deve ser feita por quem falhou redondamente naquele que é um papel central para a vida dos alunos, que foi o ministro da Educação. Pois bem, eu acho que ele deve fazer essa avaliação. Mas eu, como acho que nós temos que ser responsáveis pelos nossos atos e devemos ser nós a fazer essa avaliação, aquilo que eu espero e é o conselho que dou, é que o próprio ministro faça a avaliação se tem condições para se manter e, tendo, como é que gere um bocadinho melhor do que fez até agora.

Mariana Gonçalves, em entrevista ao Observador, que sobre o futuro do PS, diz que todos os responsáveis políticos estão a prazo nos cargos.

O secretário-geral do PCP diz que Fernando Alexandre não pode fugir ao debate na Assembleia da República.

Paulo Raimundo diz que, e passo a citar: "Era só o que faltava, o governo não se fazer representar pelo ministro da Educação no debate sobre os exames nacionais". Paulo Raimundo deu como certa a admissão desta discussão de urgência requerida pelo PCP na próxima sexta-feira. O líder comunista frisou que caberá à conferência de líderes, amanhã, deliberar sobre o debate e reiterou que seria uma desfaçatez que o governo se fizesse representar por outro governante que não Fernando Alexandre.

A conferência de líderes tem que organizar o debate, mas não tem muito para decidir, porque é um debate potestativo e, portanto, é obrigatório que se faça. É um debate onde é convocado o governo. Nós não estamos em condições de obrigar o ministro da Educação a ir a esse debate. Estamos apenas em condições de exigir que o governo lá esteja. É isso que vai acontecer. O que eu espero é que o governo não tenha a desfaçatez de indicar outros membros do governo que não o ministro da Educação. Era só o que me faltava.

O líder comunista, aos jornalistas, depois de uma reunião com a Federação Nacional dos Professores sobre a garantia dada por Fernando Alexandre de que os prazos para a correção dos exames serão cumpridos, Paulo Raimundo diz que o ministro não tem credibilidade para falar em cumprimento de datas.

O PS e o Chega devem inviabilizar a proposta da Iniciativa Liberal para adiar o debate do Estado da Nação.

O adiamento já foi rejeitado pelo presidente da Assembleia da República, mas a Iniciativa Liberal ainda pode recorrer para o plenário. No entanto, o PS e o Chega mostram pouca vontade de mudar a data do debate do Estado da Nação, que está marcado para esta quinta-feira. André Ventura diz que a proposta dos liberais é ridícula e passa a ideia de que não se quer trabalhar. Já os socialistas olham para este pedido como sendo pouco ortodoxo. Ao Observador, Mário Amorim Lopes, líder parlamentar dos liberais, tinha já adiantado que só ia recorrer da decisão caso a maioria dos partidos alinhasse na proposta.

Governo, patrões e sindicatos voltam amanhã à concertação social, com a ministra a dizer que agora a palavra está do lado dos parceiros sociais.

É a primeira reunião depois do chumbo da reforma laboral. A ministra do Trabalho diz que agora é tempo de devolver a palavra aos parceiros sociais sobre a reforma da lei do trabalho. Reforma que Maria do Rosário Palma Ramalho considera ser inevitável, quer seja neste ou noutro governo. Questionada esta tarde pelos jornalistas, à margem da apresentação de um relatório no Ministério do Trabalho sobre a negociação coletiva, a ministra recusou-se a revelar aquilo que vai acontecer amanhã na reunião da concertação social, mas sinalizou a disponibilidade do governo para ouvir todos os parceiros sociais.

Vamos ao desporto. No Campeonato do Mundo de Futebol está prestes a arrancar a segunda parte da primeira meia-final.

Entre França e Espanha, primeiro embate, meias-finais. Junta-se agora a nós o jornalista Diogo Varela. Diogo, tem havido mais França ou mais Espanha?

Mais Espanha, até porque está a vencer por 1 x 0, pese embora o gol tenha sido de penalti por Mikel Oyarzabal, no minuto 22, mas a seleção espanhola, La Roja, tem conseguido travar os gauleses. Os azuis, Les Bleus, estão com claras dificuldades, sobretudo na frente de ataque. Os nomes maiores, desde logo Kylian Mbappé, mas também Dembélé ou Olise Barcola, estão completamente desinspirados e pouco ou nada têm feito a rondar a baliza de Unai Simón. A nível de estatísticas, na primeira parte, a posse de bola foi bastante dividida, praticamente 55%, 45%, com ligeira vantagem para os espanhóis. A nível de remates, Espanha com cinco, França com dois, sendo que os gauleses não enquadraram qualquer remate nos primeiros 45 minutos. Há três cantos para a equipe de Didier Deschamps, contra um da formação de Luis de la Fuente, numa altura em que está dado também esse apito de saída para a segunda parte por parte do árbitro salvadorenho. Iván Barton, o árbitro de El Salvador, apita para o início dos segundos 45 minutos. Está, nesta altura, Ricardo Loureiro, a seleção espanhola na frente, vai valendo o gol de penalti de Oyarzabal.

Percebemos que as celebrações da Bastilha não têm chegado ao futebol, pelo menos para já, com essa vantagem da Espanha. A segunda meia-final acontece amanhã, às 20h, coloca frente a frente Inglaterra, a atual campeã do mundo, Argentina.

Também no desporto, o Sporting estreou-se a vencer no primeiro jogo amigável da época.

Os Leões bateram o Celtic de Glasgow por 4 x 1, num encontro com vários erros defensivos. O Sporting foi a primeira equipe a marcar por Geny Catamo, ainda na primeira parte. Na etapa complementar, o Celtic empatou depois de um erro de Eduardo Quaresma, mas poucos minutos depois, novo erro, desta vez ao lado dos escoceses, do lado da equipe do Celtic. Novamente vantagem ao Sporting. Daniel Bragança colocou os Leões a vencer por 2 x 1. Ricardo Mangas e novamente Bragança estabeleceram o resultado final em 4 x 1 para o Sporting, naquele que foi o primeiro jogo de preparação da época 26/27.

Desporto a fechar o Jornal das Nove.