Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Neste Jornal das Nove.
Jornal das Nove com José Rafael Lopes. José, o Ministro da Educação garante que todos os alunos da primeira fase vão poder candidatar-se ao ensino superior em igualdade de circunstâncias.
É uma garantia deixada por Fernando Alexandre na Comissão Permanente do Parlamento para debater os problemas com os exames nacionais. Uma sessão que Martim Madeira começou com o ministro da Educação a garantir que quer responder a todas as dúvidas da oposição.
Na minha vida pessoal e na minha vida profissional, nunca virei costas a problemas complexos ou desafios exigentes.
Foi o reto deixado por Fernando Alexandre no regresso ao Parlamento para responder aos partidos da oposição. Na intervenção inicial, o ministro da Educação explica que praticamente todas as provas da segunda fase estão corrigidas.
Ao início da tarde, estavam já classificadas 97% das respostas das cerca das 90 mil provas realizadas na segunda fase.
A disrupção começou cedo, com o Chega a indicar que Fernando Alexandre não queria responder às perguntas.
O PSD procurou evitar que o senhor ministro respondesse a perguntas e viesse apenas a este Parlamento fazer uma intervenção política, coisa que podia fazer em qualquer local fora daqui.
Uma intervenção que levou um despique ao presidente da Assembleia. Mais tarde, o foco de André Ventura mudou, desta vez para o ministro da Administração Interna.
Querem proteger o ministro Luís Neves, mesmo que isso signifique atirar para a fogueira o ministro Fernando Alexandre. Quero, por isso, deixar ao país uma garantia. Contra tudo e contra todos, a comissão de inquérito avançará.
Ainda à direita, a Iniciativa Liberal, pela voz de Angélique Teresa, manteve a rota inicialmente designada e queria ver respondidas certas perguntas.
Foi enganado ou deixou-se enganar, ou deixou que o PRR o atirasse para esta situação?
Já à esquerda, o PS deixa duras críticas. Porfírio Silva explica que os socialistas não são contra a reforma no ensino.
Nós não somos contra reformas. Somos é contra a imprudência e a impreparação para implementar.
E do bloco, Fabiano Figueiredo dá cognomes a Fernando Alexandre.
O senhor ministro deve ter imaginado na história como Fernando, o digitalizador. Mas a história de Portugal tem as suas ironias. Já tínhamos um Dom Fernando inconstante, agora temos dois.
Na intervenção final, o ministro da Educação explica que 50% das provas da fase de reapreciação já estão corrigidas e que nenhum aluno da primeira fase vai ser prejudicado.
A esta hora, mais de 50% das reapreciações já estão concluídas. Nenhum aluno será afetado no acesso ao ensino superior. Todos os alunos que têm a classificação vão ter a reapreciação da primeira fase, a tempo de poderem concorrer à primeira fase.
Fernando Alexandre, na audição da Comissão Permanente na Assembleia da República, aqui um trabalho do jornalista Martim Madeira, que esteve a acompanhar a sessão no Parlamento, com destaque para os problemas nos exames nacionais.
E a Iniciativa Liberal pede ao presidente da República que exerça a magistratura de influência sobre os casos que envolvem Luís Neves.
O objetivo é evitar o degradar das instituições. António José Seguro recebeu a líder da Iniciativa Liberal para um ponto de situação sobre o país, a pedido dos liberais. Mariana Leitão exige a intervenção do presidente, mas prefere não entrar em detalhes sobre o que espera de António José Seguro.
O senhor presidente da República fará a sua avaliação e, obviamente, tomará as diligências que bem entender. Não me compete a mim estar a dizer o que ele deve ou não deve fazer. Eu vim fazer aquilo que me competia a mim, alertar para o degradar das instituições, alertar para termos neste momento um ministro que já não tem autoridade, que perdeu a confiança dos portugueses e que está envolvido num conjunto de irregularidades ou outras de outro tipo e que efetivamente já demonstrou não ter as condições para o cargo que exerce. Isto foi o que eu transmiti ao senhor presidente da República.
Mariana Leitão, no final do encontro com António José Seguro, no dia em que se reuniu a Comissão Permanente da Assembleia da República, a líder da IL recordou as tentativas do partido para chamar o ministro Luís Neves, que foram travadas pelo PSD e pelo CDS.
PS e PSD estão de acordo. As empresas donas das redes sociais devem ser responsabilizadas por permitir a disseminação de conteúdos falsos.
Isto por causa do que aconteceu em Ceuta, com Espanha e Marrocos a acusarem a desinformação nas redes sociais de provocarem o caos migratório. Ainda assim, apesar de já existir uma regulamentação nesse sentido, admitem que é difícil fazer a fiscalização desse tipo de conteúdos. Paulo Lopes Marcelo, deputado do PSD, diz que a manipulação da verdade nas redes sociais é um tema que deve ser debatido. O deputado diz que não há uma autoridade que faça a fiscalização de publicações a nível global, mas pede uma resposta mais rápida das plataformas.
Nos próximos meses e anos, poderá haver fenômenos deste gênero, de guerra híbrida, onde são espalhados conteúdos falsos no espaço digital com objetivos de manipular ou fronteiras, ou eleições. E nós temos de ter mecanismos de verificação e de resposta em tempo útil. Não podemos esperar anos pelas decisões da aplicação de coimas e depois pelas decisões dos tribunais. Tem de haver uma resposta muito mais rápida.
O PSD tem em curso um projeto que vai apresentar na Assembleia da República para impedir o acesso a redes sociais a menores de 16 anos, iniciativa que conta com o apoio do PS, como explica o deputado Pedro Vaz.
Haverá sempre alguns detalhes a aprimorar, mas nesta matéria, pelo menos com o Partido Socialista, e o PSD sabe disso, haverá um parceiro no sentido de rapidamente termos uma legislação que consiga, de certa forma, dar resposta aos problemas que o Paulo Marcelo já identificou.
O deputado socialista Pedro Vaz aponta ainda a dificuldade na regulação para lá das fronteiras das redes sociais.
O presidente dos Estados Unidos diz que não vai permitir que o Irão cobre taxas pela travessia do Estreito de Hormuz.
Donald Trump insiste que a passagem de navios tem de ser feita sem qualquer tipo de pagamento ao Irão e que nenhum outro cenário passa pela cabeça do presidente norte-americano. Em declarações citadas pela Al Jazeera, Donald Trump deixa ainda a garantia de que se alguém vai lucrar com a passagem, vão ser os Estados Unidos, sendo que o bloqueio ao Estreito de Hormuz pode ser mantido sem data para o fim. O especialista em política norte-americana, Nuno Gouveia, diz que Donald Trump está a perder a credibilidade na análise destas declarações. Fala numa posição mais frágil de Donald Trump, que leva os Estados Unidos a ficarem também fragilizados.
Donald Trump tem tido a necessidade de terminar este conflito num formato positivo para os Estados Unidos, mas não tem encontrado meios. E é evidente que estas ameaças que ele profere e que depois recua, têm fragilizado o seu caso, mas também demonstram que Donald Trump e os Estados Unidos não têm, neste momento, uma saída fácil para este conflito e mais do que isso, que estamos num impasse.
Nuno Gouveia, no Gabinete de Guerra, a defender que os Estados Unidos não têm forma de colocar um ponto final na guerra neste momento.
Uma edição do Gabinete de Guerra que vai para o ar depois da síntese informativa das 9h30 aqui na Rádio Observador. José, em Ceuta, quatro dias depois de uma avalanche migratória de Marrocos, a cidade procura normalidade com quase todos os migrantes a abandonarem a cidade.
A enviada especial do Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo, está na cidade. Relata que o pior cenário aparenta já estar a ficar para trás. Ainda assim, as autoridades mantêm o esforço de encaminhar os migrantes para a fronteira de volta a Marrocos.
O cenário mais complicado já passou. Quase todos os migrantes que entraram em Ceuta já saíram pela fronteira terrestre de volta a Marrocos, mas os que sobram são os mais resistentes. Continua a haver tentativas das autoridades espanholas de encaminhar estas pessoas para a fronteira de Marrocos. Há uma presença muito forte, tanto do exército como da polícia na cidade e uma tentativa de não facilitar a vida a quem quer ficar.
Há ainda cerca de 3 a 5 mil migrantes na cidade de Ceuta. Surgem agora necessidades de apoio alimentar. A Inês André Figueiredo revela também que, de acordo com o jornal espanhol "El País", Ceuta vai começar a fornecer ajuda, algo que não acontecia até agora.
José, vamos agora atualizar as notícias de âmbito local.
E começamos em Sintra. A Volta a Portugal vai condicionar o trânsito esta semana entre o meio-dia de quarta-feira e as 10 da noite de quinta. É proibido estacionar em todo o parque de estacionamento do Palácio Nacional de Queluz, mas também no Largo do Palácio. A partir das nove da noite de quarta-feira e até às 10 da noite de quinta, é também proibido circular na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, devido à Volta a Portugal. Em Santarém, o médico Luís António Sousa e Silva vai dar o nome a uma rotunda. Este médico trabalhou na União Desportiva de Santarém durante 14 anos, fez parte da Federação Portuguesa de Andebol durante seis anos. Após ser condecorado no ano passado com medalha de prata do município de Santarém, este ano o município vai homenageá-lo dando o nome à rotunda do Retail Park. Em Aveiro, já arrancou a construção do terminal intermodal do Porto de Aveiro. A infraestrutura vai servir tanto o Porto de Aveiro como a envolvente terrestre vai dispor de duas linhas capazes de receber comboios de mercadorias, mas também áreas para o estacionamento de veículos pesados e ligeiros. Os trabalhos de construção devem prolongar-se até o final de 2027. Em Famalicão, as instituições de ensino superior já abriram as candidaturas para o próximo ano letivo. A oferta é disponibilizada pela ESCO, pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e pela Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão. No total, estão disponíveis mais de 900 vagas repartidas por 13 licenciaturas, sete mestrados e 21 cursos técnicos superiores profissionais. Em Leiria, o Hospital CUF dispõe agora de cirurgia robótica para a substituição das articulações do joelho e da anca. Esta nova resposta permite reduzir a necessidade de deslocações dos pacientes para Lisboa ou para o Porto, mas também permite contribuir para uma recuperação mais rápida e um regresso mais célere à atividade profissional e à vida quotidiana de quem recebe esta cirurgia robótica. E no Seixal, a Praia do Seixal vai receber ações da campanha Mar Sul Ecopraias entre 9 e 29 deste mês. É uma iniciativa de educação ambiental que pretende sensibilizar os banhistas para a importância da separação de lixo e da reciclagem. A participação é aberta a todos os que frequentam a praia.
José Rafael Lopes com o Jornal das 9.