Os candidatos às eleições intercalares nos Estados Unidos — marcadas para dia 3 de novembro — estão a adaptar as suas campanhas para influenciar as respostas de ferramentas de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, o Claude e o Gemini, numa tentativa de serem recomendados aos eleitores. Documentos consultados pela agência de notícias Reuters revelam que algumas estratégias passam pela criação de centenas de páginas na internet destinadas a influenciar a informação que estes sistemas utilizam.

Exemplo disso é o documento da proposta para a campanha de Mike Minogue, candidato republicano que pretende derrotar a governadora democrata de Massachusetts, Maura Healey. A proposta de Minogue propõe uma estratégia para levar os chatbots a apresentá-lo como a melhor escolha em temas como os impostos, a habitação e a segurança pública. A abordagem vai além da otimização para motores de pesquisa, uma prática utilizada há vários anos pelas campanhas políticas.

A estratégia recorre à chamada generative engine optimization (GEO), uma técnica que influencia os conteúdos apresentados por sistemas de inteligência artificial generativa. O documento propõe a criação de centenas de páginas sobre as posições políticas do candidato e a publicação de referências em sites frequentemente utilizados pelos chatbots como fontes de informação. Prevê ainda a produção de conteúdos para plataformas como o YouTube e o Reddit.

“Quando a campanha estiver pronta, vamos comprar espaços publicitários em sites com elevada autoridade de domínio que os grandes modelos de linguagem já citam, além do Reddit, que tem um peso desproporcionado na recuperação de informação”, lê-se na apresentação consultada pela Reuters.

Segundo Cameron Hickey, diretor executivo da National Conference on Citizenship, cerca de 25% dos eleitores norte-americanos já perguntaram a um chatbot sobre um candidato enquanto decidiam em quem votar.

“Estamos apenas no início desta nova era“, disse, por seu turno, Meg Schwenzfeier, da Caucus AI, empresa que controla o uso de inteligência artificial pelos eleitores. “Este ano, o foco tem sido garantir que os candidatos apresentem os seus próprios sites nos resultados dos chatbots“, afirmou, alertando: “Os chatbots falam com muita autoridade e podem consumir grandes quantidades de informações não verificadas. Precisamos de nos proteger da desinformação”.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]