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Começa agora o Jornal das 10 na Rádio Observador com Inês Batista. Inês, Marcelo Rebelo de Sousa já teve alta hospitalar.

O presidente da República esteve a realizar exames no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras, depois de ter desmaiado no início da tarde, durante uma visita a uma faculdade na Caparica. Saiu do hospital pelo próprio pé e aponta a causa do desmaio para uma quebra de tensão.

Comecei a ter os mesmos sintomas que tinha tido em Braga, que é a quebra de tensão. Há uma quebra de tensão repentina. Sentia-me a desmaiar, a tensão a baixar e já não consegui. O que é facto é que fizeram os exames e aqui tem que se fazer duas vezes as análises, por protocolo, para ver se houve enfarte ou não houve enfarte, se houve alguma perturbação no coração, ecografia, o que é que mostra. Tudo isso foi feito.

Sobre o relatório preliminar da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP, o Presidente da República diz que não leu, prefere ler a versão final.

Ainda não li. Por uma razão simples: eu gosto de ler relatórios definitivos. Relatórios provisórios não têm o mesmo sabor. É como um ensaio geral de uma peça. Portanto, deixar aprovar primeiro na comissão, ver quem aprova, ver as declarações de voto de quem não aprova, ler as atas, ver isso tudo.

Não passará esta noite a ler esse relatório.

Não querem que a minha tensão se altere outra vez, não?

Declarações do Presidente da República aos jornalistas à porta do Hospital de Santa Cruz, em Oeiras. Marcelo Rebelo de Sousa saiu do hospital por próprio pé depois de ter desmaiado esta tarde.

E o relatório preliminar da Comissão de Inquérito à TAP voltou a ser alvo de duras críticas por parte da Iniciativa Liberal. O partido classifica o documento de pouco claro e acusa o PS de ignorar matérias importantes.

Ouvido no direto ao assunto, o deputado Bernardo Blanco, que fez parte da Comissão Parlamentar de Inquérito, diz que o documento está feito para que António Costa não possa tirar consequências políticas.

O relatório, no mínimo, bastante impreciso e incompleto, que mostra que os portugueses viram uma comissão de inquérito e o Partido Socialista, na realidade, viu outra. E parece-me feito à medida para que o primeiro-ministro não possa tirar consequências políticas. Nós vemos isso em vários exemplos. Há um primeiro irritante que é a falta de um capítulo no relatório sobre todas as intervenções dos serviços secretos do ministro João Galamba, de Frederico Pinheiro, como se essas audições não tivessem acontecido. Todo o país as viu, depois o PS, no relatório, ignora por completo.

O deputado repete que a Iniciativa Liberal não vai apresentar propostas de alteração ao documento elaborado pela relatora socialista Ana Paula Bernardo. Os restantes partidos da oposição também criticam o documento, falam numa encomenda do governo e revelam que vão avançar com propostas de alteração.

Inês, o coordenador do projeto-piloto da semana de quatro dias considera que a reação das empresas que estão a adotar esta medida é positiva.

Pedro Gomes, em declarações à Rádio Observador, sublinha, no entanto, que a semana de quatro dias é ainda um teste, por isso só é possível obter dados mais concretos daqui a uns meses.

Das empresas que fomos, estão entusiasmados. Só muito aos três meses, seis meses é que vamos ter informações mais concretas e através de inquéritos podemos avaliar o impacto que teve nos trabalhadores. E depois é sobretudo no final destes seis meses, o que a empresa vai fazer, o que ela decidiu. À partida, é reversível, é muito claro que é apenas um teste de seis meses e só se vai manter se de facto a empresa sentir que melhorou a sua competitividade, que melhorou a capacidade de atração de mão de obra, que reduziu o nível de absentismo, que melhorou a atenção ao cliente e a relação com o cliente.

O coordenador do projeto-piloto da semana de quatro dias, à Rádio Observador, Pedro Gomes, esteve hoje presente numa audição no Parlamento, a pedido do grupo parlamentar do PSD. Nesta reunião, explicou a filosofia deste projeto.

Noutros temas, Inês, a Jornada Mundial da Juventude vai ter um impacto estimado na economia de cerca de €500 milhões.

Valor avançado pela auditora PwC, que fez o estudo a pedido da Fundação Jornada Mundial da Juventude. O jornalista Diogo Teixeira Pereira esteve a olhar para as áreas onde os peregrinos vão gastar mais dinheiro.

Os restaurantes e hotéis representam quase 50% do valor que vai ser gasto pelos peregrinos na Jornada Mundial da Juventude. De acordo com o estudo da auditora PwC e do Instituto Superior de Economia e Gestão, o evento que vai trazer o Papa a Lisboa na primeira semana de agosto, também vai ter um forte impacto no comércio, na área da construção e nos transportes. Para além da primeira semana de agosto, o estudo também contabiliza os dias entre 26 e 31 de julho, altura em que milhares de peregrinos já estarão em várias dioceses espalhadas pelo país. Ao todo, é esperado um impacto entre 411 e €564 milhões na economia portuguesa e para este valor contribuem, para além dos peregrinos, os milhares de voluntários, jornalistas e elementos da Igreja que vêm a Portugal. Também os investimentos feitos pelas várias entidades públicas são contabilizados, quer sejam desenvolvidos pelas câmaras municipais envolvidas no projeto, quer sejam desenvolvidos pelo governo. A auditora responsável por este estudo diz que os valores são conservadores e podem ficar muito acima do estimado.

Diogo Teixeira Pereira com o essencial do estudo desenvolvido pela auditora PwC e pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, a pedido da Fundação Jornada Mundial da Juventude, que estima que o evento tenha um impacto de mais de €500 milhões na economia portuguesa.

E a Confederação Empresarial de Portugal pede às empresas que recorram ao teletrabalho durante a Jornada Mundial da Juventude.

Em particular, as empresas que sintam o impacto do evento. O pedido foi feito por Armindo Monteiro, numa declaração aos jornalistas à margem da reunião da Concertação Social.

Nós, na CIP, já demos uma indicação para que, sendo possível, as nossas empresas e associações recomendem, nesse período, àqueles que são impactadas pela visita da sua santidade e pela promoção das jornadas, que efetivamente, nesse período, se possa utilizar o teletrabalho. Essa é uma instrução que já demos, porque achamos que se justifica para que tudo decorra na perfeição.

O presidente da CIP diz que nesta reunião, o governo não fez nenhuma recomendação para que os funcionários públicos adotem o mesmo regime na primeira semana de agosto.

E a fechar este jornal, Inês, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

O desmaio de Marcelo Rebelo de Sousa é a notícia. Na Rússia, a agência Ria Novosti publicou uma breve nota publicada no site da agência de notícias. Marcelo Rebelo de Sousa, recordo, visitava uma faculdade no Monte da Caparica, em Almada, quando desmaiou. Foi levado para o hospital, mas já teve alta. Na Rússia, os meios de comunicação realçaram os sustos com a saúde do presidente da República Português nos últimos anos. A agência Ria Novosti relembrou o desmaio do presidente em 2018, numa visita à Braga, bem como as cirurgias que realizou em 2017 e 2021. O Ministério Público e a Autoridade Tributária desmantelaram uma organização criminosa dedicada a fraudes fiscais, à Segurança Social, que envolviam elevadas quantias. Foram executados quatro mandados de detenção. É o que avança a Procuradoria-Geral da República numa nota publicada na internet. Adianta também que, no âmbito de uma investigação dirigida pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, decorreram três dezenas de buscas domiciliárias a escritórios de advogados e a instalações de sociedades comerciais e também a viaturas. No futebol, o Benfica começa a defesa do título no terreno do Boavista, é o que dita o sorteio de hoje para a primeira jornada da edição 2023/2024 da Primeira Liga Portuguesa de Futebol. Depois de terem conquistado o campeonato número 38, as Águias voltam a arrancar o campeonato fora de casa, desta vez no Estádio do Bessa, no Porto. O jogo está previsto para o fim de semana de 12 e 13 de agosto.

Inês Batista, com o jornal das 10 da Rádio Observador