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GNR. Jornal das 10, com edição da Diana Rosa e começamos com uma falha de software nos aviões da Airbus. A empresa emitiu um alerta de atualização para os A320 depois de um incidente com um número significativo de aeronaves.

Num comunicado, a empresa explica que o alerta surgiu depois de ter registado um incidente com um dos aviões. Em causa, a radiação solar intensa, que pode ter causado problemas e corrompido dados críticos para o funcionamento dos controles de voo. A Airbus admite que foi identificado um número significativo de aviões afetados pela mesma falha e garante que está a trabalhar de forma proativa com as autoridades de aviação para solicitar medidas cautelares imediatas aos operadores. Esta situação deverá afetar várias companhias aéreas. Foi, por isso, pedido às empresas transportadoras que implementem as soluções de software que estejam disponíveis para garantir que a frota está segura para voar. Na sequência deste caso, foi ordenada a recolha de aproximadamente 6 mil aviões A320 para substituição urgente do software de controle de voo.

E Diana, o governo vai aumentar o imposto petrolífero à boleia da descida dos preços dos combustíveis.

Aproveitando a baixa no preço do gasóleo e gasolina, o Executivo reduz o desconto fiscal e aumenta o imposto petrolífero. Os preços finais ainda vão baixar, mas menos do que se esperava. A descida dos preços está prevista para esta segunda-feira, só que ao final do dia foi publicada a portaria que revê as taxas de imposto sobre os produtos petrolíferos, precisamente para o mesmo dia 01 de dezembro. O ISP na gasolina vai subir cerca de €1,6 por litro e a taxa cobrada sobre o gasóleo vai subir mais de €0,02 por litro. Considerando o efeito do IVA, que incide sobre o preço antes de impostos, mais o ISP, o impacto no aumento da carga fiscal por litro vai rondar os €0,03 no gasóleo e os €0,02 na gasolina.

E a PSP abandonou as negociações com a Ministra da Administração Interna, avança com uma ação de protesto à semelhança da GNR.

As duas classes profissionais saíram insatisfeitas da reunião de hoje com o governo. Paulo Santos afirmou que pediu à ministra Maria Lúcia Amaral para dar cumprimento ao acordo alcançado há mais de um ano, assim como a aplicação das medidas que estavam previstas para esse documento, com efeitos retroativos a janeiro de 2026. Tendo em conta que a ministra não apresentou o que era esperado, este responsável pela ASPP diz que não tinha condições de continuar a negociação e, por isso, dá por terminada a participação neste processo. Foram negociações que correram mal, é o que adianta Paulo Santos, o presidente da ASPP.

Não cumpriu aquilo que foram as nossas premissas, falar de uma proposta concreta relativamente a suplementos, todos, salários e à portaria de avaliação. Sendo assim, nós não podemos e nem temos condições, porque há aqui um incumprimento claro por parte deste governo, relativamente a um acordo que foi assumido pelo governo de então.

Acordo que foi celebrado com o antigo governo e que previa o maior aumento do subsídio de risco. Os sindicatos pedem €300, mas a oferta da ministra está abaixo. É o que diz Paulo Santos, que considera que as propostas apresentadas pela ministra não vão ao encontro dos problemas do setor.

Seguimos com uma nova sondagem à popularidade dos partidos políticos. Se as eleições legislativas fossem hoje, a AD voltaria a vencer, mas o Chega regressaria ao terceiro lugar atrás do PS.

Os dados são da sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do ISCTE para a SIC e para o Expresso. Tal como nas últimas legislativas, os portugueses voltariam a dar o primeiro lugar à Aliança Democrática, com 31%. O PS recuperaria a segunda posição com 28% das intenções de voto e o Chega com 24%. Ainda assim, os dois maiores partidos da oposição surgem com percentagens superiores às que tiveram em maio. Dos restantes partidos com assento parlamentar, a Iniciativa Liberal surge com 4% das intenções de voto, seguida pela CDU e Livre, ambos com 3% e Bloco de Esquerda com 2%. Na pesquisa, o PAN e o JPP, que atualmente têm um deputado único cada, não conseguem ir além de 1%.

Diana, demitiu-se o dermatologista Miguel Alpalhão, horas depois de ter sido suspenso. Trata-se de um médico que recebeu mais de €700 mil em três anos de cirurgias adicionais.

Acusa a administração do Hospital de Santa Maria de ter uma atitude persecutória. Miguel Alpalhão diz que não lhe restava outra hipótese. A Rádio Observador já tentou contactar Carlos Martins, o presidente do Hospital de Santa Maria, que não quis prestar declarações. Certo é que a Inspeção-Geral de Atividades e Saúde concluiu que havia irregularidades praticadas pelo médico Miguel Alpalhão, hoje suspenso pelo hospital, horas depois demitiu-se.

E Luís Marques Mendes diz que envia a lei da eutanásia para o Tribunal Constitucional se for o próximo chefe de Estado e tem dois argumentos, Diana.

Para além da falta de regulamentação, o Parlamento tem ainda de responder às normas consideradas inconstitucionais depois da pronúncia do Palácio Ratton. Marques Mendes afasta-se da posição tomada por Marcelo Rebelo de Sousa, que depois da lei ter andado para frente e para trás entre o Parlamento, Belém e o Tribunal Constitucional, acabou por promulgar a lei aprovada pelos deputados da última vez.

Isso é um risco enorme. Veja, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na última versão da lei da eutanásia, considerou que já estava tudo bem do ponto de vista constitucional e promulgou. E veja o que o Tribunal Constitucional fez. Disse: "Afinal, o presidente não devia ter promulgado".

Estamos a legislar sobre o direito à vida.

Portanto-

E é um direito bastante sensível.

Pronto, por isso é que eu estou a dizer, a posição mais sensata e mais equilibrada é a minha. Quando vier o diploma, vai ao Tribunal Constitucional. Também não é assim tanto tempo, são 20 dias que o Tribunal Constitucional tem, mas é a segurança. Depois do Tribunal Constitucional ter dito: "Há aqui umas normas inconstitucionais", não devo perguntar ao Tribunal Constitucional: "Olhe, finalmente acha que está tudo ultrapassado?" É isto que eu farei, não farei de outra maneira

Marques Mendes justifica que se trata de uma lei tão delicada e sensível que é preciso ter certezas. É um dos destaques da entrevista a Marques Mendes no programa Geração B, da Rádio Observador. Vai para o ar, Filipa, já daqui a pouco, depois desta edição das 10 da noite. De qualquer forma, já está também disponível em podcast. Mas antes disso, Diana, temos ainda outros temas em destaque. A Segurança Social decretou o fecho urgente de um lar ilegal em Setúbal, com 43 idosos. O encerramento da estrutura aconteceu no âmbito de uma fiscalização para verificar se o lar continuava a funcionar depois de ter sido dada a ordem de encerramento. Em causa, as condições precárias de higiene nas instalações, que acolhiam mais de quatro dezenas de idosos com idades entre os 73 e os 103 anos. Vai agora ser apresentada uma queixa contra a proprietária ao Ministério Público por crime de desobediência. Estes utentes foram realojados, 12 foram encaminhados para lares com acordos de cooperação com a Segurança Social e 31 ficaram com familiares. Donald Trump e Nicolás Maduro terão falado ao telefone na semana passada sobre um potencial encontro. É o que avança o New York Times, que indica que esse encontro viria a ter lugar nos Estados Unidos. A Casa Branca recusou comentar a chamada e o governo venezuelano não respondeu às questões do New York Times. Ainda assim, duas fontes dentro do Executivo da Venezuela confirmaram, sob anonimato, que a chamada directa entre Trump e Maduro aconteceu mesmo. Poucos dias depois deste telefonema, os Estados Unidos designaram o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira e apontaram Nicolás Maduro como líder, e o encontro acabou por cair por terra.

Está feito o jornal das 10.