Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 10 na Rádio Observador, com a edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, a Comissão Nacional de Eleições garante que está tudo a postos para as eleições presidenciais deste domingo.
Alguns municípios do país já adiaram a realização das eleições para dia 15, uma semana depois, outros alteraram os locais de voto devido às consequências do mau tempo. O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições relembra que os municípios ainda podem adiar a votação ou alterar os locais. André Wemann admite que a CNE está a monitorizar a situação devido às previsões de chuva intensa para este fim de semana. Até agora, vários municípios decidiram adiar a realização das eleições. Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos, Golegã, também Rio Maior adia a votação em Alcobertas e Azenheira. Houve ainda 57 alterações de locais de voto registradas pela Comissão Nacional de Eleições, principalmente no distrito de Leiria.
E António José Seguro alerta para uma ameaça à democracia caso Ventura seja eleito presidente.
O candidato passou a tarde numa conversa com mulheres em Santo Tirso, apela contra a mentalidade partidária da política portuguesa. Vasco Maldonado Correia.
No último dia de campanha, António José Seguro rumou a Santo Tirso para ouvir as preocupações das mulheres que olham para os dias que correm com apreensão.
Nós merecemos ser mais defendidas e, acima de tudo, que se eduque as crianças, e nomeadamente alunos e alunas, para se respeitarem mutuamente. O que neste momento se deu um passo atrás.
Seguro concorda com o diagnóstico e identifica nas redes sociais a origem da doença.
Começa a haver uma nova cultura que o papel das mulheres é em casa. Parece que de um momento para o outro, o mundo enlouqueceu e a nossa vida enlouqueceu. E as redes sociais, de facto, favorecem esse tipo de narrativas.
Também sobre o estado do regime, se ouvem alarmes.
Como é que nós combatemos? Como é que nós pomos estes miúdos e estes jovens a perceberem o que é um país não democrático, ou seja, o que é que significa, de facto, a democracia?
O candidato concorda e aponta o dedo a André Ventura.
Enquanto no passado era através de golpes militares, portanto, percebia-se, era os maus e os bons, agora não. Eles disfarçam-se com uma pele de cordeiro, mas não deixam de ser lobos, que tentam entrar dentro do sistema para o desvitalizar.
Nas horas finais de campanha, Seguro insiste na necessidade dos pactos.
É como uma árvore de fruto. Ela é plantada, não começa logo a dar fruto. Tem que ser cuidada. E o que é que tem acontecido? Os governos chegam e arrancam a árvore de fruto do governo anterior, porque dizem: "A minha árvore é melhor que a tua". Depois vem outro governo e faz a mesma coisa.
E lamenta o sectarismo na classe política.
Nós temos que mudar também esta cultura política de que: "Olhe, ele fez um acordo com outro partido. Logo é um traidor." As pessoas quando têm conflitos, como é que resolvem os conflitos? É à machadada ou à xaxada? Não. Dialogam.
Os valores da democracia como tema omnipresente na campanha de António José Seguro, que continua a identificar a abstenção como o grande obstáculo para domingo.
O trabalho do Vasco Maldonado Correia, o encerramento da campanha de António José Seguro está marcado para esta hora em Leça do Balio.
E André Ventura rejeita ser responsável por uma baixa adesão às urnas no domingo.
Ainda que o candidato insista que os votos são pouco importantes nesta altura.
A baixa ida às urnas será daqueles que querem manter as eleições a todo o custo e daqueles que querem manter eleições com metade do país devastado pela tempestade e sob risco de novas tempestades. Quer dizer, hoje foi no Porto, ontem foi no Alentejo, em Setúbal, em Lisboa. O que é que estão à espera de mais? Quer dizer, estão a dizer às pessoas: "Fiquem em casa, protejam-se, ajudem", mas ao mesmo tempo estão a lhe a dizer: "Mas vão votar, têm que ir votar. Isso é que é o mais importante." Não é agora. Agora o que é importante é ajudar, agora o que é importante é minimizarmos os danos das pessoas.
E quanto à proposta do atual presidente para uma via verde para imigrantes, por forma a reconstruir o país depois da tempestade, Ventura discorda.
No momento em que as pessoas precisam de ajuda, nós não devemos misturar isso com assuntos de imigração. Vão precisar de mão de obra, temos que pagar bem também aos nossos, porque os nossos também não recebem miseravelmente. Olhe, queremos tanto a ajuda das pessoas, estamos a cobrar portagens, ou estávamos antes, as pessoas que iam para lá ajudar. Antes de estarmos à espera de vistos, de pessoas que vêm do outro lado do mundo, essas pessoas não podem estar à espera de outras que vêm do outro lado do mundo. Essas pessoas têm que reconstruir os telhados hoje.
André Ventura em declarações antes do encerramento da campanha, que vai ser feita nos Bombeiros Voluntários de Camarat, em Loures.
E as famílias afetadas pelo mau tempo podem começar a receber os apoios do Estado já a partir da próxima semana.
Informação avançada pelo ministro das Finanças em entrevista à RTP. Joaquim Miranda Sarmento diz que as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional já têm os meios para proceder aos pagamentos, mas para receber o dinheiro, os particulares têm que fazer o pedido no portal criado precisamente para esse efeito. Vamos ouvir Joaquim Miranda Sarmento.
Quem tiver danos até €5000 pode fazer o pedido na CCDR. O portal já está disponível e basta, tal como as seguradoras estão a fazer, enviar as fotografias dos danos e pedir o montante a ser apoiado. Quem tiver danos entre €5.000 e €10.000, para além, naturalmente, daquilo que são os seguros, nesse portal, pedirá o apoio e a Câmara Municipal validará esses estragos. E, portanto, eu creio, as CCDR tiveram hoje na conta esses valores e portanto, a partir da próxima semana, já podem começar a fazer pagamentos.
Também as empresas podem começar a beneficiar em breve das linhas de crédito criadas pelo governo, é o que afirma Miranda Sarmento.
Há duas linhas de crédito, uma linha de crédito para tesouraria, no montante de 500 milhões. Essa linha de tesouraria ontem, ao fim de dois dias, já tinha alocado 193 milhões de euros a 547 empresas. Há uma segunda linha para o investimento, para a recuperação dos edifícios, das máquinas
De € 1000 milhões. Ontem, dois dias de sistema, já tinha alocado € 216 milhões para 891 empresas. Portanto, muito brevemente, as empresas também terão este valor.
Miranda Sarmento diz ainda que apesar das despesas extra com as ajudas às empresas e particulares afetados pelo mau tempo, o governo fará tudo para manter as contas públicas equilibradas este ano.
E o Presidente da República considera que a comunicação está a ser a maior falha na gestão das consequências do mau tempo.
É difícil de estabelecer e de pôr a funcionar. Em declarações no Cartaxo, Marcelo aponta problemas ao governo, às Forças Armadas e à Proteção Civil.
Eu acho que sim. Eu acho que a comunicação é muito difícil de estabelecer e de pôr a funcionar. Este exemplo das Forças Armadas não terem um porta-voz, que noutras ocasiões tiveram. A própria Proteção Civil, o funcionar e discutir se é de tantas em tantas horas, como é, como não é, é sempre um tema muito discutido e as próprias autoridades governativas, quando há uma dispersão de membros do governo no território, a comunicação é sempre mais difícil.
Marcelo tem estado a visitar populações isoladas devido às cheias no rio Tejo. É um périplo que faz uma pausa. O presidente lembra que amanhã é dia de reflexão e, por isso, prevê manter-se no Palácio de Belém.
E a Proteção Civil alerta para o agravamento do risco de cheias, mas também de derrocadas e ainda queda de árvores.
Vem aí a tempestade Marta. Há que estar muito atento. O tempo vai piorar nas próximas horas. De acordo com o comandante Mário Silvestre, as regiões Centro e Sul, mais uma vez, são as mais afetadas.
Grande parte dessa precipitação ocorrerá entre a região de Leiria e, portanto, de oeste para este, pela linha correspondente à sub-região de Leiria e à sub-região da Beira Baixa e daí para sul até ao Algarve. Atendendo ao impacto da depressão Kristin, alertamos os cidadãos portugueses, sobretudo aqueles que residem nessas zonas mais afetadas, para redobrarem os cuidados.
Com especial atenção à subida dos caudais do Tejo, Douro e Mondego, mas nem as cidades escapam, é o aviso da Proteção Civil. Ficam, sobretudo, aqui estas importantes indicações para minimização de riscos nas próximas horas. Vamos ouvir com atenção.
Se estiver a conduzir, não atravesse estradas inundadas. Pare em local seguro e elevado, longe de linhas de água. Evite túneis, passagens inferiores, ribeiras e valas. Se estiver em casa, feche portas e janelas, feche o gás, desligue a corrente elétrica, obviamente e apenas se isto for uma condição e se o fizer em condição de segurança. Mantenha-se nos andares superiores ou em pontos altos na zona da habitação. Afaste equipamentos elétricos da água. Se tiver de abandonar a casa, leve apenas o essencial e siga rotas seguras. Reforçamos a necessidade de os evacuados se fazerem acompanhar pelos seus medicamentos e pela sua identificação.
E ficam aqui mais alguns conselhos também: prender objetos soltos nas varandas, terraços ou jardins antes que a tempestade chegue. As janelas e estores são para manter fechados. Cuidado com as árvores, não estacionar o carro debaixo de árvores, como ouvimos aqui, ou perto de estruturas frágeis. Está aí a chegar a depressão Marta ao território continental. O pico prevê-se que seja entre as 06h e as 15h.
E fechar este jornal das 10h, Diana, que outros temas marcam a atualidade?
Os Estados Unidos podem reforçar já amanhã a presença militar na região do Irão. A decisão está a ser ponderada enquanto decorrem as negociações nucleares com Teerão. De acordo com o canal israelita Channel 12, os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner reuniram-se pessoalmente com o chefe da diplomacia iraniana. As fontes citadas pelo canal indicam que Washington espera uma concessão nuclear concreta do Irão na próxima ronda de conversações. Os congressistas norte-americanos vão poder ver, a partir de segunda-feira, os ficheiros Epstein sem qualquer censura, mas para isso vão ter de ir pessoalmente ao Departamento de Justiça e não podem levar telemóveis, computadores ou qualquer outro dispositivo. De acordo com a NBC News, que cita fontes próximas do Departamento de Justiça, os políticos só podem consultar os materiais digitalizados nos computadores do próprio serviço e terão de avisar com 24 horas de antecedência.
Está feito o jornal das 10h.