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Jornal das 11, na Rádio Observador, com edição da Laura Figueiredo. Laura, a Comissão Europeia vai pedir mais detalhes às autoridades portuguesas sobre a suspensão do Sistema Europeu de Controle de Fronteiras no Aeroporto de Lisboa.

O Ministério da Administração Interna anunciou hoje que vai suspender durante três meses o Sistema Europeu de Controle de Fronteiras para cidadãos extracomunitários, mas assegurou que a infraestrutura vai ser reforçada de imediato com militares da GNR. A porta-voz da Comissão Europeia anunciou que vão então pedir mais detalhes às autoridades portuguesas. Arianna Podesta esclarece que a decisão é alheia a problemas com a implementação deste sistema.

E o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia critica a decisão do governo de suspender este Sistema Europeu de Controle de Fronteiras no Aeroporto de Lisboa.

Bruno Pereira, presidente do sindicato, considera que a segurança nacional fica fragilizada com a suspensão do sistema. Sublinha que os cidadãos fora do espaço Schengen vão voltar a ser controlados sem qualquer tipo de recolha de dados biométricos e sem possibilidade de cruzar dados. O presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia afirma que esta suspensão imediata é uma cedência do governo ao interesse econômico e diz que é o empurrar do problema com a barriga.

E o governo vai afastar a administração da Unidade Local de Saúde do Hospital São José, em Lisboa. Para o cargo, escolheu um militante do PSD.

De acordo com a informação apurada pelo Observador, Rosa Valente de Matos, a atual presidente do Conselho de Administração da ULS de São José, não vai ser reconduzida. A dirigente da ULS é também militante socialista e membro do Secretariado Nacional do PS, e admite que o vínculo partidário possa ter pesado na decisão do governo. Mas esta é apenas uma das mudanças na calha nas administrações dos hospitais do SNS. João Lourenço.

Rosa Valente Matos assegura que a decisão partiu exclusivamente da vontade do governo e da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde. Perante o silêncio da tutela, a dirigente hospitalar pediu uma reunião com a ministra Ana Paula Martins. Só aí é que teve conhecimento da dispensa. A atual dirigente da ULS de São José é também militante socialista e membro do Secretário Nacional do PS. Admite que o vínculo partidário possa ter pesado na decisão do governo. Para substituir Rosa Valente Matos, está na calha Miguel Paiva, militante do PSD. Já foi presidente da Conselheira Social Democrata de Vila do Conde e liderou, nas últimas eleições autárquicas, a candidatura da coligação PSD-CDS à Assembleia Municipal daquele Conselho do Distrito do Porto. Outro Conselho de Administração que não vai continuar em funções, apurou o Observador, é o da Unidade Local de Saúde de Coimbra. Alexandre Lourenço, atual líder, diz não ter recebido nenhuma indicação sobre a continuidade no cargo. Em janeiro deste ano, a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares deixou críticas ao governo depois de o executivo ter afastado nove conselhos de administração de ULS, substituindo, em parte dos casos, dirigentes com ligações ao Partido Socialista por outros, com ligações ao PSD.

Jornalista João Lourenço. Com as mudanças dentro dos conselhos de administração dos hospitais públicos, o Observador questionou o Ministério da Saúde para perceber o que motivou a substituição da administração da ULS de São José e que outras substituições de conselhos de administrações estão previstas, mas não obteve resposta. Já a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde diz que não comenta nomeações que ainda não aconteceram.

Laura, um militar da GNR armado está barricado no posto da GNR de Felgueiras. O homem foi condenado a 13 anos de prisão por burlas superiores a €400 mil.

De acordo com a GNR, o militar barricou-se já por volta das 15h. As autoridades montaram, entretanto, um perímetro de segurança nas redondezas. Acionaram também vários meios para o local, incluindo uma equipa de negociadores. O militar, colocado à data das burlas no posto da GNR de Fafe, tem 13 anos de cadeia para cumprir por instigar um esquema de burlas superiores a €400 mil. De acordo com o Ministério Público, o esquema permitiu ao arguido e à mulher terem uma vida de luxo. Os pais do militar da GNR também foram condenados.

Falamos agora das presidenciais. António José Seguro apela aos eleitores de esquerda para que concentrem os votos na candidatura apoiada pelo PS. Diz que é a única capaz de chegar à segunda volta.

Ainda assim, o candidato garante que não contactou nenhuma candidatura mais à esquerda para desistir da corrida presidencial, com a explicação que chega depois do apelo feito ontem pelo secretário-geral do Partido Socialista para que outros candidatos desistam a favor de Seguro, neste caso, Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto. António José Seguro vê este pedido como natural.

É um apelo normal, é um apelo natural, porque há um facto incontornável: só a minha candidatura pode estar na segunda volta. E como só passam dois, eu penso que é desejável, até para o país, que exista um candidato oriundo da esquerda e do centro-esquerda e um candidato oriundo da direita, e não um candidato da extrema-direita e um candidato da direita que cada vez se tem aproximado mais da extrema-direita.

E questionado sobre se o próprio contactou alguma candidatura diretamente para desistir, António José Seguro diz que não, nem em público, nem em privado.

Eu não faço coisas à porta fechada. É tudo às claras.

António José Seguro, que esteve hoje em campanha por Vila Franca de Xira.

E o líder parlamentar do PS diz que os candidatos da esquerda ainda vão a tempo de desistir a favor de António José Seguro.

Um passo em frente é o que chama Eurico Brilhante Dias à hipótese dos candidatos à esquerda abdicarem da corrida presidencial para concentrar o voto em António José Seguro. Depois de o ter feito no início da pré-campanha, o líder da bancada socialista diz que o povo da esquerda está a perceber qual é a única hipótese de ter alguém na segunda volta: é votar em Seguro e, por isso, apela às direções dos partidos.

Que muitas vezes desistir, procurando que outro tenha melhores condições de concretizar Um objetivo político é, em muitas circunstâncias, dar um passo em frente no sentido certo. Não é uma desistência, é uma opção.

E ainda estariam a tempo de o fazer.

Ainda estariam a tempo de o fazer. Agora, com toda a sinceridade, acho que o eleitorado de esquerda, em mais do que uma circunstância, mostrou com sabedoria que concentrando votos num candidato tinha melhores condições.

Eurico Brilhante Dias, em entrevista ao Sofá do Parlamento, na Rádio Observador. O líder parlamentar do PS pede humildade ao governo e a António Leitão Amaro na revisão da Lei da Nacionalidade e afasta uma indicação conjunta de juízes para o Tribunal Constitucional com o CHEGA. Eurico Brilhante Dias prefere testar outra solução aritmética.

O PS tem toda a disponibilidade para fazer com o PSD, como fez sempre na sua tradição, as conversas necessárias para termos um equilíbrio no Tribunal Constitucional. E isso é possível fazer, aliás, alargando essa discussão a um espectro em que outros partidos também democráticos devem participar para uma nova configuração de dois terços. Esta ideia de que tudo tem que passar por incluir a extrema-direita é uma opção que eu não partilho, que nós não partilhamos.

O líder da bancada do PS, em entrevista ao Observador sobre a demora do Parlamento em eleger juízes para o Tribunal Constitucional e também para o Conselho de Estado. E os candidatos presidenciais esperam gastar perto de € 5 milhões na campanha eleitoral. Os dados foram divulgados pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. Luís Marques Mendes é o candidato que estima gastar mais dinheiro para tentar convencer os eleitores. O candidato apoiado pelo PSD vai investir cerca de € 1.300.000. Já António José Seguro tem uma despesa prevista de € 1.013.000, com Henrique Coveia e Melo a estimar um gasto na casa de € 1 milhão. Abaixo desse valor, vem André Ventura, com orçamento na casa dos 900 mil. Já João Cotrim Figueiredo prevê gastar € 500 mil durante a campanha. Estes candidatos chegam-se com alguma distância a António Filipe, que prevê um gasto de € 395 mil, Jorge Pinto com despesa prevista de 97 mil, Catarina Martins com pouco mais de € 50 mil. Este orçamento, apresentado pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, revela que o valor é mais alto do que nas últimas eleições presidenciais, altura em que a despesa total de todos os candidatos não chegou a € 4 milhões. Oito minutos para lá das 11h00. Laura, vamos às notícias de âmbito local. A Câmara de Vila do Conde vai assumir os prejuízos provocados pelas cheias em novembro, uma vez que os seguros não cobriram a totalidade dos estragos. Doze casas na freguesia de Modivas sofreram danos significativos. O município vai assegurar as obras de reconstrução e requalificação dos espaços afetados. A Câmara do Seixal vai reunir com a empresa E-Redes para esclarecer os sucessivos cortes no fornecimento de energia elétrica em Fernão Ferro. É um problema que a freguesia tem enfrentado nas últimas semanas. O autarca do Seixal sublinha que as falhas de eletricidade têm afetado a atividade econômica e o bem-estar dos munícipes. O Comando Distrital da PSP de Santarém apreendeu mais de 7 mil artigos pirotécnicos ilegais. A detenção resulta de incumprimento da lei sobre o comércio e o uso destes produtos. Decorreu no âmbito de ações de fiscalização durante os dias do fim de ano para prevenir acidentes associados ao uso indevido de pirotecnia. Na Marinha Grande, a passagem de ano vai ser celebrada em quatro locais diferentes. Os festejos vão estar espalhados na sede do Conselho, em São Pedro do Moel, na Praia da Vieira e também na Moita. A autarquia diz que o objetivo é que a população e quem visita o Conselho possa comemorar a entrada no Ano Novo perto de casa. Em Oeiras, o ano vai começar com uma tertúlia sobre fado flamengo e canção napolitana. A série de tertúlias, Atenção aos Outros, acontece todos os meses e aborda diferentes temas durante uma hora de conversa. Esta próxima sessão acontece a 7 de janeiro. São João da Madeira vai promover pela primeira vez uma programação de fim de ano. Maris Alicia é a cabeça de cartaz, vai dar as boas-vindas a 2026, logo à 00h15. Mas o programa começa já hoje, com vários DJs ao longo da noite e também um tributo ao Zaba. Notícia de fecho do Jornal das 11h00.