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Jornal das 11, com a edição da Diana Rosa e começamos com o conflito no Médio Oriente. O Irão acusa Donald Trump de querer ganhar tempo para um ataque surpresa e daí ter estendido o cessar-fogo.
O presidente norte-americano prolongou a trégua por tempo indeterminado esta noite, afirma que vai esperar para receber uma nova proposta de paz do governo iraniano e, até lá, as hostilidades estão em pausa. Em resposta, o conselheiro do responsável pela delegação do Irão nas negociações com os Estados Unidos considera que a renovação do cessar-fogo por parte de Trump não tem qualquer significado. Acrescenta que a parte perdedora não pode ditar as condições, numa alusão aos Estados Unidos. É o entendimento de Mahdi Mohammadi. O Irão diz ainda que a continuação do bloqueio do Estreito de Ormuz não difere de um ataque e deve ser respondida com uma ação militar. O conselheiro de Kalibaf considera que agora é o momento de o Irão tomar a iniciativa.
E o Irão está fora das negociações com os Estados Unidos, não vai participar no encontro amanhã no Paquistão.
É o que avança a agência de notícias iraniana Tasnim. O Irão considera que a participação nas negociações é uma perda de tempo, entende que os Estados Unidos estão a impedir que se chegue a um acordo adequado. Segundo a agência, a equipa de negociações iraniana já anunciou ao lado americano, através do Paquistão, que não vai estar presente em Islamabad e que, de momento, não há perspectiva de participar nas negociações. O Irão terá aceitado um cessar-fogo mediado pelo Paquistão e negociações baseadas numa proposta de 10 pontos, alegadamente aceite pelos Estados Unidos. No entanto, Washington terá deixado de cumprir o acordo, o que levou à ausência iraniana.
E Diana, a ministra da Saúde admite erros durante a greve do INEM em 2024.
Tem estado a ser ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do Instituto Nacional de Emergência Médica. Ana Paula Martins admite que a comunicação entre gabinetes podia ter sido melhor.
Independentemente de ser nossa responsabilidade ou não, nós teríamos que ter um procedimento dentro dos gabinetes que, assim que chegasse um pré-aviso de greve que afetasse as nossas instituições na saúde, porque ali tratam-se de salva-vidas, em todas elas, nós teríamos de acautelar que as entidades sabiam. Mas eu volto a referir, sob o ponto de vista legal, não é a nossa obrigação, ainda que sob o ponto de vista da responsabilidade que nos assiste, não podemos ignorar que podemos ajudar e podemos fazer melhor.
A ministra da Saúde assume também responsabilidade política pela greve, no entanto, descarta culpas das consequências que resultaram do protesto.
Isso não implica que eu tenha tido diretamente, ou a senhora secretária de Estado da Gestão da Saúde, ou a equipa governativa, que nós tenhamos tido uma implicação direta, que haja uma relação de causalidade entre o fato de assumirmos responsabilidades políticas. Por isso aqui estou, não me fui embora, não fugi, não desertei. Estou aqui a responder perante os senhores deputados. Vou continuar a estar a responder perante os senhores deputados, perante o povo português.
Adianta ainda a ministra que a nova lei orgânica do INEM deve ser aprovada até ao verão. Questionada sobre a dívida de 20 milhões de euros do INEM aos bombeiros, a ministra da Saúde nega esse valor. Nas contas de Ana Paula Martins, são nove milhões relativos ao mês de fevereiro.
E a ministra contraria os dados da Liga dos Bombeiros Portugueses, que recusa discrepâncias entre a dívida descrita pela instituição e o INEM.
António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, faz as contas.
Peço imensa desculpa, mas não há discrepância nenhuma. Há uma questão de desvalorização, eventualmente, por uma ou outra situação. Repara, se há 9,7 milhões de euros mensais, se nós olharmos pro mês de fevereiro e o mês de março, já dá 19 milhões. Quando nós tomamos a nossa decisão, ainda havia o mês de janeiro, que já foi pago uma parte, que é de dívida. Portanto, não há aqui discrepâncias nenhumas. E houve momentos em que os valores eram muito superiores.
António Nunes explica ainda que a dívida não foi a principal razão que levou à decisão de denunciar o acordo de cooperação, mas sim uma série de incumprimentos nos termos do documento. Diz, no entanto, que a Liga dos Bombeiros está disponível para negociar um novo acordo.
Passamos ao desporto. Amanhã é dia de clássico no Dragão. Porto e Sporting defrontam-se para a Taça de Portugal. É a meia-final da competição.
Os técnicos das duas equipas esperam um bom espetáculo de futebol. Na primeira mão, o Sporting venceu por 1 x 0 em Alvalade. Os Leões vão em vantagem. Francesco Farioli, treinador do Porto, conta com a ajuda do público para dar a volta e antevê um duelo difícil.
A ser uma partida única, que pode levar qualquer uma das equipas à final. É um jogo contra uma formação que nos tem desafiado desde o arranque da temporada e nós também os temos desafiado. Por isso, a motivação natural do Sporting vai estar lá. Vai ser um duelo gigante.
Do lado do Sporting, Rui Borges pede uma equipe competitiva para chegar à final no Jamor.
Eu acho que não vai fugir muito àquele que é a imagem do Porto e que tem sido, uma equipe muito forte. Em termos físicos, já é uma equipe muito forte, no sentido de encurtamentos, de pressão, de duelos, seja por chão, seja por ar, são uma equipe fortíssima em duelos. Tornam o jogo muito competitivo, por isso acho que vai ser um jogo bastante competitivo, um Porto à sua imagem e um Sporting à sua imagem também. Acima de tudo, duas equipes que vão querer ganhar e que vão querer muito estar na final da Taça.
Futebol Clube do Porto, Sporting. Está marcado para quando forem 20h45. Tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador.
Para já, Diana, vamos atualizar as notícias do âmbito local.
Começamos por Amadora, onde vai haver um festival de música jazz entre os dias 7 e 10 de maio. A 14ª edição do festival volta a ocupar vários espaços da cidade, com uma programação que conta com diversos nomes do jazz internacional. Vai também haver um momento de celebração no âmbito do centenário de Miles Davis. Os bilhetes já estão à venda. O Seixal está entre os melhores concelhos do país na recolha de óleos alimentares usados. Os dados foram revelados hoje pela Agência Portuguesa do Ambiente. Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal, destaca que a autarquia promove o uso eficaz dos oleões e adota soluções complementares. Neste ranking, a par do Seixal, estão os concelhos da Maia e de Oeiras. Em Rio Maior, arranca esta quarta-feira uma ação de promoção da mobilidade urbana com um miniautocarro operado pelo município. O autarca Filipe Santana Dias afirma que o projeto pretende dar resposta a uma carência grande de transportes urbanos. Além das locações dentro da cidade, o objetivo é fazer também o transporte entre o centro e as zonas industriais. A operação de serviço vai ficar a cargo da própria autarquia e conta, para já, com um autocarro de 18 lugares e com 22 pontos de paragem distribuídos pela cidade a operar apenas nos dias úteis. Artur Silva foi eleito o novo reitor da Universidade de Aveiro, teve 15 votos a favor e três abstenções dos membros do Conselho Geral. Desempenhava até agora o cargo de vice-reitor. Foi o único candidato a concorrer à sucessão de Paulo Jorge Ferreira, que cumpriu dois mandatos. O novo reitor apresenta um currículo científico com cerca de 900 artigos publicados e ocupou a presidência da Sociedade Portuguesa de Química. No Porto, Pedro Duarte, presidente da Câmara, admite a possibilidade de haver transportes públicos gratuitos na cidade já durante o verão. Esta proposta foi discutida hoje numa reunião do executivo camarário. O autarca garante que vai fazer de tudo para antecipar a implementação desta medida, que estava prevista entrar em vigor no dia 1 de janeiro do próximo ano. A fechar, Leiria. O Teatro José Lúcio da Silva, bem no centro da cidade, passou a ser classificado como monumento de interesse municipal. Com esta medida, a autarquia pretende valorizar e proteger o equipamento. Em comunicado, a Câmara sublinha que, com a classificação, o espaço passa a beneficiar de medidas de proteção e valorização para preservar o valor histórico e arquitetônico.
Diana Rosa, com as Jornadas 11.