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Da manhã. Edição das 11 na Rádio Observador com a Laura Figueiredo e começamos, Laura, pelos exames nacionais. O PSD frisa que o Ministro da Educação esteve sempre ao leme dos acontecimentos.
São palavras de Hugo Soares, que reconhece a existência de centenas de problemas na correção dos exames, mas sublinha que Fernando Alexandre não perdeu qualidade por causa disso. O secretário-geral do PSD diz que a prova é que não deixou de estar ao leme dos acontecimentos, tendo sempre procurado resolver os transtornos causados às famílias. Para Hugo Soares, a transformação em curso no processo de correção das provas é melhor para os alunos e para os professores. Admite-se, no entanto, que agora é necessário corrigir os erros e esperar que da próxima vez tudo possa correr na perfeição. Questionado ainda sobre se o Ministro da Educação tem condições para continuar no cargo, o deputado social-democrata sublinha que o papel de um ministro é corrigir problemas e fazer mudanças.
PS e Chega estão de acordo, Laura, que a reapreciação das provas deve ser gratuita e a existência de uma época especial é sinal de que o governo falhou.
Já o PSD acredita que esta época especial é uma garantia de que nenhum aluno vai ser prejudicado. Esta tarde, na Rádio Observador, os três partidos estiveram em debate para fazer o rescaldo das declarações do Ministro da Educação. Maria José Aguiar, do Chega, diz que a confusão ainda não acabou e, por isso, critica Fernando Alexandre, quando esta manhã falou de normalidade, insiste na proposta já feita por André Ventura de que a reapreciação das provas deve ser gratuita.
Era muito importante que o ministro desse um sinal a estes jovens e a estas famílias, em prol da dita transparência que o ministro, ainda hoje, durante a conferência de imprensa que deu, foi claro ao falar tantas vezes em transparência. Então, que desse esse sinal isentando os alunos de pagar a reapreciação e poderem pedir a reapreciação sem ter que poder pagar em nome dessa dita transparência.
Já o PS, pela deputada Aida Carvalho, concorda com o Chega sobre a reapreciação dos exames, acrescenta que Fernando Alexandre continua em negação perante o problema.
Continua em negação. Nós também temos relatos às 17h, que ainda existem problemas nas classificações. O senhor ministro nota, de facto, que o seu cargo não está em risco e, portanto, cumpriu a sua missão. Parece-nos que ele não cumpriu a sua missão. A sua missão ainda está em curso, não concluiu com sucesso, terá um longo caminho para esclarecer.
Aida Carvalho diz que as escolas estão a viver um momento de incerteza e instabilidade perante uma missão executada sem sucesso. Já o PSD defende que não há falta de rigor nem de transparência e que a existência de uma época especial é mais uma garantia para os alunos.
Não é o reconhecimento de que as coisas não correram bem, mas, pelo contrário, é o reconhecimento de que ninguém será prejudicado. Foi esse o ponto de partida para um processo de mudança e transformação que é importante para o sistema educativo, que é fundamental para o processo de avaliação externa e que é também uma ferramenta que hoje percebemos de grande transparência e que permite aferir efetivamente aquilo que é o processo de classificação.
O social-democrata Pedro Alves diz que é um modelo que vem para ficar. Prevê que as próximas fases e próximos anos vão estar já isentos de complicações.
Laura, também o PCP defende que os estudantes possam pedir gratuitamente a reapreciação das notas dos exames nacionais.
Paula Santos, líder da bancada comunista, considera que as questões levantadas por todo este processo continuam sem solução.
Os problemas estão longe de estarem resolvidos, esta é que é a verdade. Hoje, durante o dia, foram inúmeras as situações em que vimos estudantes que não têm notas, estudantes que viram as suas notas alteradas, estudantes que ao consultarem os seus exames não correspondia àquilo que tinha sido o exame que realizou e isto demonstra, de facto, que não há confiabilidade neste procedimento.
A líder da bancada comunista defende que o governo deveria avançar com a isenção do pagamento da taxa de €25 para os estudantes que pretendam pedir a reapreciação das provas. Paula Santos considera inaceitável que o ministro da Educação se tenha referido a este valor como uma taxa moderadora.
Laura, no último fim de semana, o Presidente da República deixou a agenda em suspenso para qualquer eventualidade no governo, mas já assegurou os ministros debaixo de fogo.
Fernando Alexandre está para ficar e Luís Neves, o desejo do Executivo é que fique. O governo vai assegurar os dois ministros debaixo de polêmicas nos últimos dias, depois do Presidente da República ter posto em suspenso a agenda que tinha prevista para o fim de semana. António José Seguro ainda chegou a ponderar ir à Bienal de Arte em Vila Nova de Cerveira, acabou por preferir ficar perto de Lisboa em prontidão para qualquer eventualidade. Apesar disso, o Observador sabe que nunca chegou a estar, nem está em cima da mesa o afastamento dos ministros da Educação e da Administração Interna, no que toca a Fernando Alexandre. O governo aposta num processo sem falhas na segunda fase, também na fase especial, para esvaziar o assunto. Já com Luís Neves, a AD mantém-se expectante sobre se o ministro aguenta a pressão, mas o Observador sabe que o titular da pasta da Administração Interna está motivado para continuar no governo, acredita que tudo vai ser esclarecido a seu tempo. Quanto à postura do Presidente da República, a viagem a Cabo Verde, que começa já amanhã, afasta os rumores que circularam de uma possível mexida no governo a curto prazo.
E no Reino Unido, o novo primeiro-ministro já tem novo governo, marcado pelo afastamento dos aliados de Keir Starmer.
Burnham optou por afastar vários aliados do anterior chefe de governo, incluindo o vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, bem como a ministra das Finanças, o ex-ministro da Economia e o ex-ministro da Habitação. No primeiro discurso como primeiro-ministro, Burnham prometeu fazer as mudanças mais profundas nos últimos 40 anos. Entretanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro já felicitou o novo chefe do governo do Reino Unido pela nomeação, lembrando os laços humanos e históricos que unem os dois países.
11 horas, sete minutos, tempo ainda nesta edição de atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta noite de segunda-feira, Laura.
A Câmara Municipal da Maia procedeu hoje à desinfestação da zona afetada pela praga de pulgas. A intervenção incidiu sobretudo sobre a via pública e escolas. Os serviços municipais começaram também a contactos com os moradores para que façam uma desinfestação no interior das casas. Em Aveiro, a Câmara de Oliveira do Bairro vai comparticipar a 100% a aquisição dos cadernos de fichas aos alunos do primeiro ciclo. A medida foi hoje anunciada. Representa um investimento de €45 mil. Para beneficiar do apoio, os encarregados de educação devem apresentar um pedido de reembolso nas livrarias do concelho. Os serviços municipalizados de Sintra substituíram cerca de 1500 ecopontos. É a primeira fase de um processo de modernização da infraestrutura de reciclagem. Os novos contentores têm uma capacidade de deposição duas vezes maior que os ecopontos anteriores. Nas Caldas da Rainha, a Unidade Local de Saúde do Oeste recebeu o primeiro robô cirúrgico. É um investimento de quase €2 milhões, financiado pelo PRR. O objetivo é proporcionar às utentes intervenções mais precisas, menos invasivas e com tempo de recuperação mais curto. Em Ourém, a Câmara vai passar a cobrar uma taxa turística de €2 por dormida, até o máximo de cinco noites. O município estima arrecadar uma receita anual de €800 mil. De acordo com o presidente da Câmara, o turismo, sobretudo em Fátima, provoca um grande desgaste nas infraestruturas municipais. Almada Forum Music Sessions está de volta esta quarta-feira, estendendo-se até 5 de agosto. Os concertos ao ar livre contam com artistas como Luís Trigacheiro, Carolina Deus ou Bárbara Tinoco. Os bilhetes gratuitos devem ser levantados no dia anterior a cada espetáculo no Centro Comercial Almada Forum.
E as notícias estão de regresso à antena da Rádio Observador em formato síntese às 11h30, também com edição da Laura Figueiredo. Laura, até já.
Até já.