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São duas horas. As notícias com Nadine Soares. Boa noite. Três pessoas foram detidas e 30 polícias ficaram feridos nos protestos de Valência. Um grupo de manifestantes entrou em confronto com a Polícia Nacional no centro da cidade, numa manifestação contra a gestão caótica das cheias. No início da manifestação, aconteceram incidentes em frente à Câmara Municipal, onde um grupo de jovens atirou lama, o que exigiu a intervenção das forças de segurança, que fizeram um cordão. No final da manifestação, lama, cadeiras e outros objetos foram novamente atirados contra os agentes da polícia. Entretanto, a Câmara Municipal divulgou um comunicado onde lamenta o terrível vandalismo que o edifício sofreu durante a manifestação. É o que escreve a autarquia numa nota. Carlos Mazón, presidente do Governo da Comunidade de Valência, é acusado de negligência pela forma como geriu as consequências das inundações. Uma das críticas é o fato de ter demorado muito tempo a recorrer à ajuda do governo nacional espanhol, mas também a falta de preparação para a tempestade, que teve consequências catastróficas. Foram para já contabilizados mais de 200 mortos. É um balanço provisório. Há ainda pessoas desaparecidas. Por cá, Marcelo Rebelo de Sousa escusa-se a comentar a polêmica sobre o navio que atracou no Porto de Lisboa na noite deste sábado e que alegadamente transportava armas para Israel. Em declarações aos jornalistas, o presidente da República diz que precisa de mais informação para se pronunciar e lembra que este é um tema sensível.

Não vou pronunciar sobre a matéria. Não pude falar com o senhor Ministro de Estado nos Negócios Estrangeiros e, portanto, já ouvi várias versões. Não me vou pronunciar sobre uma matéria que é muito específica, muito sensível, num momento sensível, sobre um tema sensível, que diz respeito à guerra ou ao conflito, se quiser, em curso no Médio Oriente. Com mais informação, logo verei se há ou não razão de me pronunciar.

Preocupa-o a situação?

Só me preocupa depois de saber aquilo que se trata. Uma das versões que ouvi é que o governo já deu a sua explicação sobre a matéria. Portanto, eu não tive a oportunidade, vim diretamente para aqui.

Está preocupado?

Não. Poderei estar ou não preocupado, conforme a matéria que apurar.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Vila Viçosa, neste registo captado pela RTP. Esta noite, dezenas de pessoas protestaram em Lisboa contra a atracagem do navio associado a um esquema de transporte de armas ilegal para Israel. Foram várias as organizações responsáveis pela ação de protesto e de denúncia. Em frente ao Porto de Lisboa, a Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, uma das organizações envolvidas na iniciativa de protesto, explica em comunicado que o objetivo é criticar o governo português por ter autorizado a atracagem deste navio. O governo autorizou a entrada em Portugal de um navio que alegadamente está envolvido num esquema ilegal de abastecimento de armas a Israel. Um comunicado do Ministério das Infraestruturas e Habitação revela que o porta-contêineres pediu autorização para atracar no porto para descarregar mais 140 contentores. A resposta do Executivo surge no seguimento do Bloco de Esquerda ter questionado a autorização para atracar este navio, por alegadamente estar relacionado com o esquema de abastecimento de armas. Em declarações à RTP, Fabian Figueiredo condena a atitude do governo.

O governo está errado. Repare que o Estado espanhol não autorizou que este navio atraque em Algeciras, porque ele tem estado envolvido no transporte ilegal de armamento dos Estados Unidos para Israel. A ilegalidade está no fato desta empresa, deste navio, ter mentido ao Estado espanhol.

Em resposta, o governo informa que o navio tem partida prevista para este domingo de manhã, sem efetuar qualquer carga em Portugal. O Executivo também esclarece que foi confirmado que não é transportada qualquer carga militar, armamento ou explosivos. Na saúde, o INEM diz que o tempo médio de espera é agora de 19 segundos, segundo o Instituto Nacional de Emergência Médica. Estes tempos são resultado das medidas de contingência implementadas com vista à otimização do funcionamento da central médica do INEM. Uma das medidas tomadas foi um mecanismo de atendimento automático, acionado apenas em momentos de sobrecarga do sistema do CODU. Assim, se o tempo de espera atingir os três minutos, a chamada é imediatamente atendida e o utente responde com sim ou não às questões colocadas, o que permite, de forma rápida e automática, priorizar a gravidade das situações, explica em comunicado o INEM. O número de mortes associadas a atrasos na linha de emergência 112 pode vir a aumentar, uma altura em que se sabe que há cerca de mil chamadas para o INEM que ficaram sem respostas. Um alerta deixado à Rádio Observador pela Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica. O presidente da associação, Paulo Passo, teme que as 11 mortes até agora ligadas aos problemas de linha possam ser apenas a ponta do iceberg.

É uma hipótese que é real. Obviamente, falta agora uma investigação muito detalhada sobre tudo o que levou a essas mortes. Mas é importante também recordar outra coisa, que é as situações que são dadas a conhecer ao público em geral. A questão que fica para além de todas as outras ainda também é quantas mais chamadas não terão sido atendidas tardiamente. Sabemos agora também que cerca de mil chamadas ficaram por atender. Infelizmente, muito sinceramente, sou quase que obrigado a acreditar que o número vá provavelmente aumentar.

O presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica acrescenta que toda esta situação podia ter sido evitada e aponta culpas ao governo.

O que é facto é que este problema é um problema que se arrasta há vários anos. É um problema para o qual nós, ANTEM, temos vindo a alertar, e que sucessivos governos e

E os sucessivos responsáveis pela área, pura e simplesmente, têm ignorado. As pessoas que andam na rua hoje em dia têm uma educação de muito fraca qualidade. Os técnicos do INEM que têm uma formação de 910 horas, que estes que entraram agora no concurso em agosto vão levar cerca de um ano a estarem prontos, entre aspas, para estarem ao serviço na rua. Não basta ter uma ambulância com uma maca para transportar um doente ao hospital o mais rápido possível. É preciso garantir que este doente chegue ao hospital nas melhores condições possíveis. E se as pessoas não têm as capacidades técnicas para o fazer, as pessoas vão continuar a morrer, garantidamente.

Paulo Passos, o presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica, em entrevista à Rádio Observador sobre as mortes associadas a atrasos na linha de emergência 112. Ainda questionado se a ministra da Saúde tem condições para continuar no cargo, Paulo Passos prefere não atribuir responsabilidades individuais, pede ações no imediato para corrigir a situação. Pedro Nuno Santos acusa o governo de negligência. O secretário-geral do PS reitera que o governo foi devidamente informado sobre a greve dos técnicos e que teve 20 dias para negociar com o sindicato. Por isso, Pedro Nuno Santos aponta que faltou competência e responsabilidade ao executivo. Na rede social X, o líder socialista realça que a secretária de Estado da Saúde confirmou que o governo estava informado sobre a greve. Por isso, Pedro Nuno Santos aponta que desde o pré-aviso até aos alertas enviados à ministra e ao gabinete do primeiro-ministro, não faltaram ao governo oportunidades para evitar a greve ou, pelo menos, para minorar o seu impacto, nomeadamente garantindo a existência de serviços mínimos. Tempo ainda para olharmos para o desporto. Vamos ao futebol. Este domingo, dia de clássico, o Benfica recebe o Futebol Clube do Porto no Estádio da Luz. Bruno Lage, treinador dos encarnados, quer a equipa a fazer um grande jogo.

Sinto a equipa confiante, jogar em casa, jogar com um adversário difícil, mas o mais importante é aquilo que controlamos, que é a nossa preparação. Percebemos muito bem o adversário que temos pela frente. Realmente uma equipa com boa dinâmica e aquilo que é mais importante é nós amanhã reagirmos à Benfica perante os nossos adeptos, fazer um grande jogo.

Já do lado azul e branco, Vítor Bruno promete uma equipa à Porto e sem desculpas quanto ao tempo de descanso. Os Dragões jogaram esta quinta-feira a derrota em Itália, têm menos um dia de descanso face ao Benfica, que jogou na quarta-feira na Alemanha. Ainda assim, o técnico do Futebol Clube do Porto deixa um aviso: não há desculpas.

Já falámos agora recentemente dessa questão, de jogar ao terceiro dia, da viagem que temos que fazer. Nós não nos vamos escudar nisso, até porque nesses jogos, muito daquilo que é o vínculo emocional acaba por superar tudo aquilo que possam ser pequenos constrangimentos. Neste tipo de jogos, há sempre a questão de detalhe, do talento, do lado individual dos jogadores. Obviamente, temos que estar muito organizados, sermos muito intensos, sermos uma equipa à Porto, verdadeiramente à Porto, e procurar fazer aquilo que temos que fazer. Adicionar mais uma vitória naquilo que tem sido o nosso percurso interno em termos de Liga e continuar o nosso caminho.

Vítor Bruno, ao início da tarde deste sábado, na conferência de imprensa da antevisão do Benfica Futebol Clube do Porto. O clássico joga-se hoje às 20h45 no Estádio da Luz. Tem relato e direto aqui na Rádio Observador. E antes acontece o último jogo de Rúben Amorim como treinador do Sporting. Duelo frente ao Sporting de Braga em Palco Minhoto. Os Leões jogaram na terça-feira a vitória sobre o Manchester City por 4x1 para a Liga dos Campeões, enquanto que os bracarenses foram a jogo na quinta-feira, empate a uma bola na Suécia frente ao Elfsborg. Essa diferença de dois dias foi o tema de conversa de Rúben Amorim na antevisão do encontro.

Em relação aos dois dias de descanso, faz toda a diferença, mas se nós não formos empenhados, os jogadores do Braga também já estão habituados e o seu treinador tem muita experiência, e se nós não estivermos no máximo, não se vai notar a diferença. Agora, ter mais dois dias para preparar o jogo, ter mais dois dias de descanso, não há como dizer que não tem influência. Como treinador, faz toda a diferença, quer na preparação tática, quer na recuperação dos jogadores e, portanto, poderá, se nós formos competentes e muito sérios, poderá fazer uma pequena diferença, porque é sempre melhor preparar o jogo com mais tempo.

E ainda questionado sobre a mudança para o Manchester United na próxima segunda-feira, Rúben Amorim sublinha que até ao momento só o Sporting interessa. Quanto ao Sporting de Braga, o treinador dos Miúdos, Carlos Carvalhal, alerta para a força atacante dos Leões e elogia a atual estrutura leonina.

É uma equipa madura, acima de tudo madura. Madura de ideias, madura por ter um treinador de continuidade, por ter evoluído a equipa, por terem contratado bem, por terem retido um outro jogador também importante para fazer uma equipa forte este ano e, sem dúvida nenhuma, tenha um grau de maturidade coletiva acima dos demais. E, obviamente, quanto maior poderio tiver o adversário, neste caso o Sporting tem um poderio tremendo, temos que ter obviamente atenção às dinâmicas ofensivas. Claro que sim.

Declarações do treinador do Braga, Carlos Carvalhal, na antevisão ao confronto frente ao Sporting. Está marcado para hoje, a partir das 18h45. Notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar a informação às 3h. Até já.