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Duas horas. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, 2h da manhã, tempo de atualizar a informação. E começamos pelo caso Spinoviva. O Ministério Público vai pedir documentos aos clientes e também à empresa da família de Luís Montenegro. Faz parte da averiguação preventiva determinada pelo Procurador-Geral da República, que recai sobre documentos da Spinoviva, sobre a faturação, atividade e contratos estabelecidos com os clientes. O Observador apurou que aos clientes já conhecidos vai também ser pedida documentação sobre os serviços prestados pela sociedade que estava na esfera familiar do primeiro-ministro. Na primeira intervenção pública sobre o caso Spinoviva, o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, esclareceu que tinham sido recebidas três denúncias, uma delas feita por Ana Gomes. Contactada pelo Observador, a antiga candidata presidencial confirmou o envio da denúncia. No dia 10 de março, foi então enviada uma comunicação em nome próprio à Procuradoria Europeia, com conhecimento à Procuradoria-Geral da República. Ana Gomes diz não ter tido acesso a fontes especiais de informação para construir a participação e que chegou a tudo por meio de fontes abertas, sem a existência de indícios específicos. Usa o caso Spinoviva para descrever a fraqueza do sistema de controle de branqueamento de capitais em setores vulneráveis. Ana Gomes sublinhou, por isso, que a denúncia feita está além do caso que levou à queda do governo, embora também tenha uma perspectiva do caso em torno de Luís Montenegro. Este é um artigo que faz manchete e que pode ler com mais detalhe em observador.pt. E já é oficial, o Presidente da República dissolveu o Parlamento e o país vai novamente a eleições no dia 18 de maio. Numa declaração feita esta noite ao país, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou o que já era esperado na sequência da queda do governo. O Presidente da República sublinha que é apologista da estabilidade e, por isso, marcou eleições antecipadas para a data favorita da maioria dos partidos. A partir do Palácio de Belém, o chefe de Estado fez um discurso marcado por reflexões e avisos. Nadine Soares. A data está escolhida.
Ao Presidente da República, o primeiro interessado na estabilidade e na dispensa de novas eleições, não restava senão anunciar a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições para o dia 18 de maio, a data preferida pela maioria dos partidos.
Marcelo Rebelo de Sousa dissolve a Assembleia da República e marca eleições para 18 de maio. No discurso à nação feito no Palácio de Belém, o chefe de Estado lança ainda a questão:
Por que é que o governo, por um lado, anunciou e apresentou a moção de confiança e, por outro lado, as oposições, salvo um partido, rejeitaram essa moção, provocando a demissão do governo?
Em resposta, uma recapitulação de toda a crise política para dizer que todos os esforços de entendimento se tornaram impossíveis. No novo cenário político, que descreve como inesperado, Marcelo Rebelo de Sousa quer ver um debate claro e alerta para os riscos deixados pela crise para a democracia.
Impõe-se que haja um debate eleitoral claro, frontal, esclarecedor, mas sereno, digno, tolerante, respeitador da diferença e do pluralismo, que fortaleça, não enfraqueça a democracia, não abra ainda mais a porta a experiências que se sabe como começam e se sabe como acabam.
E apesar de haver menos meses entre a queda do governo e as eleições antecipadas, Marcelo Rebelo de Sousa quer uma transição tão pacífica como a vivida no ano passado. A jornalista Nadine Soares, que esteve no Palácio de Belém a acompanhar o Conselho de Estado e a declaração de Marcelo Rebelo de Sousa ao país. Os portugueses voltam às urnas no dia 18 de maio e o Presidente da República quer ver uma transição de poder feita de forma pacífica. E na análise ao anúncio e discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, diz que o Presidente da República podia ter feito mais, mas alerta para a relação fria entre Belém e São Bento.
E a culpa, se calhar, não é apenas dele. Nós tivemos o ministro dos Assuntos Parlamentares aqui há 10 minutos, se calhar há meia hora, porque foi no início da entrevista à Bici e Soares, a dizer que a relação era ótima entre presidente da República e governo e que a relação institucional não podia ser melhor. Nós sabemos que não é assim. A relação entre Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa é fria e, portanto, Marcelo Rebelo de Sousa não teve a oportunidade de ter influência sobre aquilo que eram as decisões do governo. Qual é a prova disto? Quando o primeiro-ministro convoca uma declaração ao país pras oito da noite, na primeira vez que admite apresentar uma moção de confiança e antes não diz absolutamente nada ao presidente da República, que vem de Falcon, de Monte Gordo, e depois volta para Monte Gordo de Falcon, para ir jantar ao pé da praia de Monte Gordo, o que nós temos aqui a sensação? É que, de fato, esta coabitação entre o Palácio de Belém e o Palácio de São Bento não é boa. Depois nós soubemos, até foi o Observador que revelou essa informação, que o primeiro-ministro, a primeira vez que liga ao presidente da República nessa noite é meia hora depois do fim da comunicação ao país. Portanto, Marcelo soube pela televisão tudo o que estava a passar, ele que é a maior figura da nação, liga ao presidente da República, o primeiro-ministro, e o presidente da República não atendeu. E, na verdade, no dia seguinte, nós tentamos aferir, e era pelo menos domingo à noite, no início da noite, e não tinham falado os dois. Portanto, também não houve um grande esforço nem do primeiro-ministro insistir na chamada para o presidente da República, nem do presidente da República ter um esforço de devolver a chamada.
É a análise do editor de política do Observador ao discurso do Presidente da República esta noite. A Ministra da Juventude acusa Pedro Nuno Santos de ataques pessoais a Luís Montenegro. À entrevista à RTP, Margarida Balseiro Lopes diz que o secretário-geral do Partido Socialista escolheu esta estratégia porque não tem como argumentar sobre as políticas do Executivo.
O líder do Partido Socialista tem colocado em causa a existência real dos serviços que terão sido ou não prestados pela empresa familiar, quando o Primeiro-Ministro não era Primeiro-Ministro e quando estava na sua atividade profissional. Chegou a colocar em causa se os preços praticados se eram ou não eram valores de mercado. Isto entra no domínio, de facto, de um ataque pessoal que só tem necessidade de recorrer a ele quem não tem argumentos para discutir políticas.
Sobre a polémica em torno das propostas da Comissão Parlamentar de Inquérito, a ministra defende que as dúvidas em torno da empresa do Primeiro-Ministro poderiam ser esclarecidas em apenas um mês e acusa o PS de querer uma CPI que se prolongasse no tempo.
Uma coisa é nós chegarmos hoje e dizermos: até final de maio vamos procurar esclarecer todas as dúvidas que existem em relação a esta situação. Uma coisa diferente é o que o Partido Socialista propôs, que era por 90 dias, e o secretário-geral do Partido Socialista assumiu, prorrogáveis. Portanto, nós íamos entrar pelo mês de julho, entretanto dá-se a pausa do Parlamento, como sabe, que ocorre sempre em meados de julho, até setembro, e o país ia ficar num ambiente de permanente degradação das condições políticas. Isso era mau para o governo? Era, mas é sobretudo mau para o país. Da parte do Partido Socialista, o objetivo era ter uma comissão de inquérito que se prolongasse no tempo.
A Ministra da Juventude, em entrevista à RTP. Margarida Balseiro Lopes reiterou ainda que o apoio a Luís Montenegro diz que o chefe do Executivo não cometeu qualquer crime e que está disponível para esclarecer as dúvidas da oposição. Olhamos ainda para a atualidade internacional. Donald Trump admite acreditar na anexação da Gronelândia. Para o presidente norte-americano, a anexação do território que pertence à Dinamarca vai acabar por acontecer e considera ser fundamental para a segurança internacional. A informação foi dada pelo próprio, esta quinta-feira, na Casa Branca, ao lado do secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Em reação às declarações do presidente norte-americano, o primeiro-ministro da Gronelândia rejeitou essa possibilidade e anunciou que vai reunir com os líderes dos partidos assim que possível. E no desporto, já não restam equipas portuguesas na competição europeia. O Vitória Sport Clube foi esta quinta-feira goleado em casa pelo Betis e está fora da Liga Conferência. Uma derrota pesada por 4x0 para os vimaranenses, que aos 20 minutos já perdiam por 2x0, graças a dois golos do avançado congolês Bakambu. Na segunda parte, as diferenças acentuaram-se e os espanhóis voltaram a marcar por duas ocasiões. Primeiro por Anthony, aos 58 minutos, e depois por Isco, aos 80 minutos. Após o encontro, o técnico do Vitória, Luís Freire, reconheceu as dificuldades depois de uma entrada em campo praticamente a perder, mas aproveitou para destacar o percurso dos conquistadores na Liga Conferência.
Os primeiros minutos não foram fáceis. O Betis faz 2x0 aos 20 minutos. É muito difícil reagir perante uma equipa destas a perder tão cedo no encontro. Algumas perdas de bola, às vezes, que deram alguns contra-ataques logo de início do jogo, que intranquilizaram a equipa. Mas não podemos apontar nada aos jogadores, que tentaram ao máximo, mas a partir do 2x0, o Betis teve mérito em fazer logo dois golos e a partir daí o jogo torna-se muito complicado. Fomos à procura, sofremos o terceiro, sofremos o quarto, mas destacar principalmente que isto aconteceu porque a equipa chegou até aqui e bateu-se como se bateu em Sevilha.
Luís Freire, no final do jogo Vitória-Betis. Os conquistadores caem por terra nos oitavos de final, com apenas uma derrota na competição, precisamente esta frente ao Betis. O noticiário fica por aqui, mas a informação regressa daqui a pouco com a síntese.