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Das Horas. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite, Jornal das Duas. A Iniciativa Liberal quer rever a Constituição e retirar da lei fundamental a menção de caminho para uma sociedade socialista. Uma posição defendida por Rui Rocha, esta segunda-feira, no jantar na Casa do Alentejo, em Lisboa. Rui Rocha afirma que 51 anos depois do 25 de abril, é tempo de retirar da lei fundamental a menção de caminho para uma sociedade socialista. O líder dos liberais diz ainda que a esquerda já entregou os pontos e já está derrotada.
Liberais, deixem-me salientar um facto que me parece absolutamente determinante das últimas horas: é que a esquerda em Portugal já está a admitir a derrota. A esquerda já está derrotada nesta altura. E deixem-me dizer-vos por quê. Não é uma questão das sondagens, é uma questão do discurso que a esquerda tem hoje em dia. Porque quem não apresenta soluções para o país, quem apresenta, quando apresenta soluções, soluções que não funcionaram em lado nenhum e quem se dedica sistematicamente a invocar o medo para trazer uma tentativa de sobreviver nas próximas eleições, isso é sinal de que a esquerda já perdeu, já entregou os pontos, já está derrotada.
Rui Rocha, na noite desta segunda-feira, na Casa do Alentejo, em Lisboa, no segundo dia oficial de campanha eleitoral. Ora, precisamente à esquerda, a CDU acusa os partidos de direita de quererem cortar dois mil milhões de euros de receita do Estado com a redução do IRC. Num discurso dedicado à fiscalidade em Sines, Paulo Raimundo pede que no dia 18 de maio se penalize os partidos que querem baixar o IRC às grandes empresas. O secretário-geral do PCP defende que a redução do imposto não se traduz em aumentos dos salários e acredita em custos.
Ora, para termos uma ideia, a baixa do IRC para os 15% significava menos dois mil milhões de euros que o Estado arrecadava, ou seja, aqueles que defendem a baixa do IRC para os 15% têm que explicar onde é que vão cortar. Na saúde, na educação, nos bombeiros, nas forças de segurança, nos professores, onde é que vão cortar esses dois mil milhões de euros?
Paulo Raimundo, em Sines, esta segunda-feira. No interior do país, Luís Montenegro apela ao voto dos pensionistas, primeiro em Castelo Branco e depois na Guarda. O primeiro-ministro e candidato da AD tenta assegurar o voto que recuperou entre os pensionistas e ir ainda mais longe. O líder da coligação entre PSD e CDS diz que está empenhado em mostrar aos portugueses que a AD merece confiança absoluta. Miguel Viterbo Dias.
Em territórios do interior, Luís Montenegro procurou segurar o voto dos pensionistas e puxou da promessa que fez há um ano.
Eu prometi que nós íamos reconciliar com os pensionistas e reformados portugueses. Nós estamos não só reconciliados, como estamos num processo de valorização ainda maior.
Com 11 meses de primeiro-ministro no apelido, Luís Montenegro procura pôr travão ao discurso do PS e renova a garantia.
É a altura de todos ignorarem o medo, ignorarem as tentativas de contaminação do debate com as velhas táticas de criar novos temores.
Num dia em circuito fechado, com almoços, comícios e jantares, o cabeça de lista por Castelo Branco e ministro da Economia, Pedro Reis, deu eco à mensagem.
A oposição gosta de falar, gosta de dizer mal, gosta de criticar, gosta de envenenar. Ou seja, sabe é ingonhar.
As críticas à oposição, e apesar da fase inicial da campanha, Montenegro vai já carregando no apelo ao voto.
Nós estamos mesmo no bom caminho. Há mesmo uma onda de entusiasmo conosco, mas o entusiasmo não ganha eleições. O que ganha eleições é o voto.
O discurso que se inaugura por norma na última semana vai sendo vincado, tanto em Castelo Branco como na Guarda, com o candidato da AD à procura da tal maioria maior.
Não há eleitores da AD, nem há eleitores do Chega, nem há eleitores do PS. Há votantes que não são propriedade de ninguém. Há pessoas que têm uma opção de voto, que não é obrigatório que seja sempre a mesma.
E em jeito de estratégia para os dias que estão pela frente, a cabeça de lista da Guarda, Dulcineia Catarina Moura, deixa um pedido.
Vamos provar que somos nós que estamos do lado certo e vamos defender com toda a força e convicção o nosso líder.
A AD no interior, antes de voltar a Lisboa, para assinalar os 51 anos do PSD.
Miguel Viterbo Dias, no arranque da campanha da AD, nos distritos da Guarda e de Castelo Branco. Esta terça-feira, o PSD assinala 51 anos com almoço com ex-presidentes do partido. Destaque para as presenças de Aníbal Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Rui Rio, Luís Marques Mendes e Fernando Nogueira. Do lado do PS, a caravana socialista andou na tarde desta segunda-feira por Viseu, onde Pedro Nuno Santos não poupou nas críticas à AD. De Luís Montenegro a Cavaco Silva, foram várias as críticas do secretário-geral socialista. Pedro Nuno Santos dirigiu-se aos portugueses para dizer que um voto na AD é um voto na instabilidade. Nadine Soares, o líder socialista insiste que Luís Montenegro é o grande causador da instabilidade no país.
Em Viseu, a ruada da tarde foi cancelada devido ao mau tempo, mas as nuvens cinzentas não saíram da cabeça de Pedro Nuno Santos. Isto para avisar os portugueses que um voto na AD é como uma tempestade.
A verdade é que a promiscuidade entre a sua vida profissional e a carreira política de Luís Montenegro enche o horizonte de nuvens cinzentas, que um dia podem bem transformar-se numa tempestade. Luís Montenegro é mesmo o maior fator de instabilidade para o nosso país.
E ainda a entrada do comício de Viseu, o líder socialista não poupou nas críticas ao adversário.
É de um homem que não está de forma séria na política, está habituado a mentir e a enganar as pessoas e acha que são todos iguais.
E atira a Cavaco Silva, que escreveu um artigo que defendia a ética de Montenegro. Pedro Nuno Santos apenas responde.
13 dias antes do BES cair, disse que estava tudo bem.
O líder socialista mostra-se confiante e acredita num resultado diferente nas eleições de 18 de maio.
Muito mais confiante e com a certeza de que nós vamos ganhar essas eleições. Não há nenhuma razão para que a AD vença.
Em Viseu, Pedro Nuno Santos defende as medidas do partido, como, por exemplo, a redução de impostos diretos e o aumento das pensões, e avisou os portugueses que é preciso um novo ciclo de governação.
A jornalista Nadine Soares a acompanhar a caravana socialista nesta campanha eleitoral. Pedro Nuno Santos volta a insistir que Luís Montenegro perdeu a credibilidade e que é preciso um novo ciclo de governação. E no final deste segundo dia oficial de campanha, a AD continua na frente, com maioria parlamentar com a Iniciativa Liberal à vista e o número de indecisos está a crescer. É o que indicam os novos resultados da Tracking Poll da CNN Portugal. A AD aparece de novo à frente nas intenções de voto, com 35,8%. O PS fica-se pelos 27,1%. Esta sondagem diária volta ainda a colocar o Chega como a terceira força política na casa dos 16,5%. Segue-se a Iniciativa Liberal, que voltou a recuperar e chega aos 7,5%. Juntos, AD e Liberais alcançam os 43,3%, um cenário de possível maioria absoluta. À esquerda, o Bloco fica-se pelos 1,8%, o Livre pelos 3,4, já a CDU atinge os 3,2%, o PAN segue abaixo de 1%. O destaque também para o número de indecisos, que disparou, atingiu os 20%, um aumento de 2,3 pontos percentuais face a domingo. Ainda na atualidade nacional, a circulação no IC20, Via Rápida da Caparica, vai estar cortada à noite durante esta semana devido a trabalhos de alargamento. A informação foi divulgada esta segunda-feira pela subconcessão Autoestradas do Baixo Tejo, através de comunicado. A entidade esclarece que os trabalhos de alargamento decorrem entre o nó A2 e C20, o nó do hospital no sentido Caparica-Almada, o que vai condicionar também o acesso à bomba de combustível. O trânsito na Via Rápida da Caparica vai estar cortado entre as nove da noite e as sete da manhã. Na atualidade internacional, um grupo de hackers russos atacou vários sites do governo romeno e de candidatos presidenciais. Aconteceu este domingo, no dia de eleições presidenciais na Roménia, avança a imprensa do país. O ataque afetou os sites do Tribunal Constitucional, do Governo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do Ministério da Justiça, do Ministério do Interior e ainda os sites dos candidatos presidenciais. O grupo de hackers russos reivindicou a responsabilidade pelo ataque num canal de Telegram. Recordo que o primeiro-ministro romeno demitiu-se esta segunda-feira. Em causa esteve o facto de o candidato da coligação governamental, Crin Antonescu, não ter conseguido garantir um lugar na segunda volta das eleições presidenciais. Fechamos a olhar para o futebol. O Boavista está fora da zona de despromoção direta. Os axadrezados foram à Vila das Aves vencer o AVS por 2 x 1. A equipa da casa ainda esteve na frente do marcador, graças a um golo de Nenê aos 63 minutos. Ainda assim, Seba Pérez aos 68 e Diaby aos 89 garantiram o triunfo para a equipa do Boavista. No final do encontro, o treinador dos boavisteiros, Stuart Baxter, elogiou a coragem dos jogadores.
Sabíamos o quanto significa este jogo, sabíamos o que tínhamos a perder, mas mesmo assim continuamos a jogar e isso mostra bravura. Disse isso aos jogadores depois da partida, que a maior qualidade que mostrámos foi bravura. Nós não desistimos e tenho a certeza que é por isso que os nossos adeptos estão contentes. Claro, contentes pela vitória, mas também por termos continuado a fazer o nosso jogo.
O treinador do Boavista, Stuart Baxter, aqui num registo captado pela Sport TV. Com este resultado, está assim relançada a luta pela manutenção. Nas últimas três posições da Primeira Liga estão Boavista, AVS e Farense. As três equipas com 24 pontos, mais acima, aparece o Estrela da Amadora, com 29. A equipa da Reboleira perdeu esta segunda-feira fora de casa com o Rio Ave por 2 x 0. O Benfica quer adquirir as ações que foram penhoradas ao antigo presidente Luís Filipe Vieira, no âmbito de um processo executivo. É o que anunciou o clube esta segunda-feira através de comunicado. As águias revelam já ter comunicado ao tribunal o direito de preferência sobre estas ações, que correspondem a 3,28% da SAD encarnada. O Jornal de Negócios noticiou esta segunda-feira que as ações de Luís Filipe Vieira foram apreendidas pelo Novo Banco em novembro de 2021. Em causa esteve uma providência cautelar paralela a uma ação executiva, na qual o banco reclamava o pagamento de 7,5 milhões € de um financiamento à empresa Promovalor. Foi a notícia de fecho neste jornal das 14h, a informação regressa com a síntese das 14h30. Até já.