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Duas horas.

Boa noite, eu sou o Martim Madeira, está com a Rádio Observador, está na hora de utilizar toda a informação com o jornal das duas da manhã. Começamos pela atualidade internacional e com uma notícia de última hora. Donald Trump brinca com a possibilidade dos Estados Unidos invadirem Cuba. Uma ameaça sarcástica feita durante um discurso num comício na Flórida, que ainda decorre, Donald Trump ainda está a discursar neste comício. O presidente norte-americano diz que depois do Irão será Cuba e tem já planeado colocar um porta-aviões na costa cubana.

Ele vem de um lugar chamado Cuba, que vamos conquistar quase imediatamente. Vamos terminar, primeiro, uma coisinha. Gosto de terminar o que começo. No caminho de volta que vamos fazer do Irão, teremos um dos nossos grandes, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos mandá-lo entrar nas águas cubanas, parar a cerca de 100 metros da costa e eles dirão: "Muito obrigado, desistimos".

Aqui a ameaça é em tom de brincadeira de Donald Trump sobre a possível invasão dos Estados Unidos a Cuba. Donald Trump a referir-se aos líderes cubanos, a dizer que mal o porta-aviões USS Abraham Lincoln chegue à costa cubana, os líderes cubanos vão dizer: "Pronto, desistimos, Cuba é dos Estados Unidos". Aqui também, Donald Trump, neste comício, ainda se referiu aos Estados Unidos e à operação no Irão. Disse que os norte-americanos são como se fossem piratas da era moderna. Os Estados Unidos vão retirar cinco mil soldados norte-americanos da Alemanha. Uma notícia avançada pelo New York Times e outros meios de comunicação. A decisão surge depois de Trump se ter mostrado irritado com as declarações do chanceler alemão. Ora, Friedrich Merz tinha dito que o Irão estava a humilhar os Estados Unidos no conflito, mas num comunicado, o Pentágono garante que a decisão foi tomada depois de uma análise minuciosa de presença do departamento militar na Europa, que reconhece as necessidades no terreno. De acordo com o Times, fontes oficiais do Pentágono garantem que os cinco mil soldados vão ser retirados da Alemanha e serão transferidos para solo norte-americano. Já a Reuters afirma que esta operação vai demorar 12 meses a ser concluída. A base na Alemanha conta com 35 mil soldados e é o maior centro de treinos militar dos Estados Unidos na Europa. É também muito importante para o conflito na Ucrânia e ajuda as Forças Armadas ucranianas no combate contra a Rússia. Ainda sobre o tópico Estados Unidos, mas mais focado na política interna do outro lado do Atlântico, o Partido Democrata reagiu ao anúncio de Donald Trump, que informa que as hostilidades no Irão terminaram. Ora, o que é que disse Donald Trump? No fundo, informou o Congresso norte-americano, através de duas cartas enviadas aos líderes das duas câmaras do Congresso, a dizer que a guerra no Irão, que começou no dia 28 de fevereiro, as hostilidades, chegaram agora ao fim. Isto acontece ao fim de 60 dias de guerra, o prazo máximo estabelecido pela Lei dos Poderes de Guerra de 73, pra que as hostilidades possam prosseguir sem autorização do Congresso. Ora, já há reação por parte do partido da oposição. O líder da minoria democrata do Congresso norte-americano, Chuck Schumer, diz que as afirmações de Trump são tretas e uma palhaçada. Schumer afirma ainda que a guerra no Irão é ilegal e que todos os dias que os republicanos se recusam a reconhecer isso, mais empobrecem os norte-americanos. Os dirigentes da União Europeia consideram as tarifas de Donald Trump ao mercado automóvel inaceitáveis. Bruxelas nega estar a violar o acordo comercial assinado em julho do ano passado. É uma reação da Comissão Europeia ao anúncio de novas taxas por parte dos Estados Unidos. Donald Trump anunciou que vai aumentar para 25% as tarifas sobre carros e caminhões produzidos pelos países dos 27. Na rede social Truth Social, o presidente norte-americano escreve que decidiu avançar com essas taxas porque a União Europeia não está a cumprir o acordo celebrado com Washington. Da política internacional, saltamos, vamos pra política nacional. A reforma laboral dominou o Dia do Trabalhador. Luís Montenegro pressiona a UGT e acusa a Central Sindical de ser o parceiro social que menos cedeu até agora. Há uma semana de uma reunião na concertação social que pode ser decisiva pro futuro da lei laboral, o tema que marcou este 1º de maio. O primeiro-ministro acusa a UGT de teimosia e pressiona a Central Sindical ao dizer que o governo já cedeu nos pontos mais sensíveis do documento.

As traves mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, têm a ver com o regime de reintegração em caso de despedimento, têm a ver com o banco de horas por acordo, têm a ver com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-lhes, em todas estas matérias, o governo já cedeu. Em todas. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.

Luís Montenegro diz ainda que a UGT foi o parceiro social que menos cedeu até agora.

O governo há uma coisa que não faz, é abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia, são convicções. A UGT

Tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: "Nós não queremos ceder". Não tem é o direito de dizer que a tecnologia é nossa. Isso não tem, porque francamente, isso não é justo e não é real.

Declarações de Luís Montenegro no início da noite que marcou o Dia do Trabalhador, de visita a uma feira em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo. O primeiro-ministro garante que o governo não vai abandonar as suas convicções. Já na capital, nas celebrações do Dia do Trabalhador, a UGT remeteu as responsabilidades de uma eventual falta de acordo para o governo, que garante que não vai ceder. Em Oeiras, centenas de pessoas participaram nas celebrações do 1º de Maio da UGT. O secretário-geral Mário Mourão defende que as pressões sobre a central sindical falharam e garante que não vai ceder quanto às traves-mestras do governo.

A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão. À pressão dos trabalhadores é aquela a que nós temos que ceder.

Secretário-geral da UGT no discurso do Dia do Trabalhador. E a correr em pista própria, a CGTP pediu a derrota do pacote laboral e apelou à participação na greve geral que está marcada para o dia 3 de junho. Neste Dia do Trabalhador, a CGTP pediu ao governo para deixar cair o pacote laboral. Num discurso na Alameda, o secretário-geral da CGTP diz que o país já se pronunciou claramente sobre a matéria.

Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram a resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi isso que disseram os trabalhadores na grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao primeiro-ministro.

Tiago Oliveira, que apela ainda à participação na nova greve geral, agora marcada para o dia 3 de junho, tal como os partidos mais à esquerda, como por exemplo, o PCP e o Bloco de Esquerda. Passamos para outro tema, também dentro da política nacional, a Operação Influencer. O Chega quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, se necessário, de forma potestativa, para ouvir António Costa no Parlamento. O presidente do Chega anunciou que o partido vai propor uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, com o objetivo de chamar o antigo primeiro-ministro ao Parlamento. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar este instrumento. Se tal não acontecer, não exclui avançar com um pedido potestativo.

É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.

Declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido em Lisboa. O líder do Chega, que compara o caso Influencer de António Costa ao caso Spin Viva de Montenegro e por isso defende que é necessário passar por uma comissão parlamentar de inquérito. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que, afinal, o antigo primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo do Start Campos construído em Sintra. Passamos ainda ao desporto, um pequeno "lá mirê". Na véspera do jogo que pode dar o título ao Futebol Clube do Porto, o treinador azul e branco garante que ninguém está a pensar nas comemorações. Em conferência de imprensa de antevisão a um encontro frente ao Alverca, Francesco Farioli garante o foco total da equipa no encontro. Este jogo pode ser o jogo do título e o jogo arranca às 20h de sábado e claro, pode acompanhar aqui com relato e análise na Rádio Observador. Mas antes joga o Benfica com o Famalicão. Na conferência de antevisão, José Mourinho admite que depender apenas de si próprio para conseguir a qualificação para a Liga dos Campeões acaba por causar menos desgaste e garante ainda que não foi contactado pelo Real Madrid. É um jogo que está marcado para as 18h e caso o Benfica não vença este jogo, o Porto pode já ser campeão, mesmo antes de sequer entrar no estádio para jogar contra o Alverca. E é um jogo que também vai contar com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal das 02h. A informação regressa às 02h30. Até já.