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Notícias. Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com edição do Miguel Videira. Miguel, continua a subir o número de operacionais que estão envolvidos no combate a um incêndio no Conselho de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda. Um alerta que foi dado ontem, já por volta das 11 da noite.

De acordo com as informações que constam na página da Proteção Civil, o fogo está a ser combatido por perto de 250 operacionais, que contam com a ajuda de meios aéreos. Mas para um ponto de situação pormenorizado do combate a este incêndio, junta-se a este Jornal do Meio-Dia da Rádio Observador, o comandante João Rodrigues, do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela. Bem-vindo, obrigado pela sua disponibilidade, seu comandante. Pedir exatamente isso, qual é o ponto de situação, como está a evoluir o combate a este incêndio?

Neste momento, o incêndio ainda se encontra ativo. É um incêndio de vento, portanto, tem um comprimento bastante grande. Estamos a falar já de 10 km de comprimento. Saiu da noite com 6 km, neste momento já avançou mais 4 km pela ação do vento, que é o motor deste incêndio, e que foi durante toda a noite e que se vai manter também durante todo o dia, porque pela previsão, a velocidade do vento vai se manter.

Só uma frente de fogo ou mais do que uma frente?

Nós temos duas frentes ativas, são os dois flancos, que têm cerca de 6 km de extensão e temos uma projeção a cerca de 4 km do incêndio, numa povoação já no Conselho de Penela do Castelo, onde está também neste momento ativa e a ser combatida com os meios terrestres e os meios aéreos.

Há localidades ameaçadas?

Temos meios em todas as localidades. Estamos a falar de pequenas povoações que têm ainda também alguma agricultura no seu redor e que nos permite conter a propagação do incêndio nessas zonas.

O que está a arder? Que tipo de vegetação? É zona de mata, é zona de floresta?

Durante a noite, cerca de 6 km de comprimento, ardeu essencialmente giesta, com 1,5 metro, 2 metros de altura. Neste momento, pela ação do vento, que está a provocar umas velocidades rápidas de propagação e com projeções a curta e média distância, já temos povoamentos de pinhal e algum local vital disperso a ser afetado.

Vi na página da Proteção Civil que já há meios aéreos envolvidos no combate a este incêndio, a ajudar os homens no terreno. Imagino que o vento a que faz referência, que dificulte a atuação destes meios aéreos.

Essencialmente dos meios aéreos e dos meios terrestres, por uma questão de visibilidade, porque o fumo está sempre baixo, não tem capacidade de subir pela ação do vento.

Já se percebeu como é que começou este incêndio? Demos aqui conta que o alerta foi dado por volta das 11 da noite, uma hora um pouco estranha para o início de um incêndio. Há alguma indicação de que eventualmente possa ter começado por ação não criminosa?

Não lhe consigo dar essa indicação. Consigo dizer que, efetivamente, foi essa hora da noite e que é numa altura em que as condições meteorológicas, nomeadamente o vento, que como já referi, é o motor deste incêndio, é um incêndio de vento, criou este tipo de condições para o combate.

Imagino, seu comandante, ainda quanto ao diagnóstico e o retrato que aqui nos traça, que será difícil apontar para uma previsão de quando é que este incêndio possa pelo menos ser controlado, definir um perímetro para lá do qual o fogo não se propaga.

O nosso plano estratégico de ação é para resolver o incêndio durante o dia de hoje. Estamos a reforçar o teatro de operações com o recurso a máquinas de rasto para conseguir flanquear todo o perímetro.

Seu comandante João Rodrigues, muito obrigado pela sua presença e pelo ponto de situação que aqui nos traça do combate a este incêndio, que está a ser combatido por mais de 250 operacionais, contam com a ajuda de meios aéreos. Um incêndio que, como aqui referimos, começou por volta das 11 da noite.

E é um assunto que vamos continuar a acompanhar aqui na informação da Rádio Observador. O Movimento Acampada garante que não vai sair da Praça do Rossio, em Lisboa, onde todos os anos se realiza o tradicional Mercado Natal.

Os manifestantes já sugeriram a Carlos Moedas mudar a localização da feira e o autarca admitiu ontem que vai ser difícil compatibilizar o Mercado Natal com a realização do protesto. Esta manhã, apenas uma tenda montada no Rossio, de forma simbólica, mas os manifestantes prometem voltar esta noite, depois do Tribunal Administrativo de Lisboa ter autorizado a ativista Renata Câmara a acampar no Rossio como forma de protesto até o próximo dia 24 de novembro, o dia da votação final global do Orçamento Estado para o próximo ano.

Eleições intercalares nos Estados Unidos, mais de 200 milhões de norte-americanos decidem 435 lugares na Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.

Foi tema do Gabinete de Guerra desta manhã. As sondagens apontam para uma vitória dos democratas. O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, antecipa de que forma essa eventual derrota do Partido Republicano vai condicionar a presidência de Donald Trump.

A dimensão da derrota pode ser problemática para toda a gente, porque pode deixar um Donald Trump com vontade novamente de se vingar, agora do seu próprio eleitorado. E o problema é que o Congresso americano não tem qualquer tipo de intervenção em política externa, com uma pequena exceção, que é o poder da carteira. Ou seja, a única coisa que pode fazer é limitar a ação do presidente, não financiando esse tipo de expedições militares que ele tem tido nos últimos anos. E eu acho que por aí poderemos ter algumas limitações. Agora, de resto, não. O presidente americano tem o poder constitucional de dirigir a política externa sem qualquer tipo de entrave.

Francisco Pereira Coutinho, convidado do Gabinete de Guerra desta manhã da Rádio Observatório.

A Rádio Observador tem uma emissão especial preparada para acompanhar as eleições intercalares, que começa às 22h30, vai prolongar-se por toda a madrugada. Em Espanha, o Conselho de Ministros deve aprovar esta terça-feira mais apoios para as vítimas do acidente ferroviário de Toledo.

Uma reunião que ainda decorre. O jornal "El País" avança que o ministro dos Transportes, Óscar Puente, vai apresentar um pacote de medidas em duas frentes: o auxílio às vítimas e a melhoria das condições de segurança da ferrovia. O chefe do governo espanhol já tinha adiantado no passado fim de semana que o pacote de medidas vai ser semelhante ao atribuído no rescaldo do acidente de Angamuz, em janeiro deste ano. Prevê-se a duplicação do valor do seguro obrigatório contra acidentes atualmente em vigor, o adiantamento da indemnização às vítimas, a melhoria nos regimes de auxílio-doença para ampliar a respectiva cobertura. O Conselho de Ministros decorre numa altura de grande pressão sobre o ministro dos Transportes. A imprensa adianta que, apesar da contestação a Óscar Puente, depois dos acidentes ferroviários, dois acidentes ferroviários em apenas um ano, o primeiro-ministro espanhol pediu ao membro do Executivo para permanecer em funções.

12h08. Vamos a outras notícias em destaque a hora, Miguel.

O Presidente da República condena de forma veemente o ataque russo desta madrugada contra uma escola que servia de centro humanitário na Ucrânia. O bombardeamento matou mais de 20 pessoas, mais de 70 ficaram feridos. Em reação, António José Seguro reafirma o compromisso de Portugal com a proteção de escolas e universidades contra a utilização militar durante os conflitos armados. A nota publicada no site da presidência revela ainda que o chefe de Estado já dirigiu uma mensagem de condolências ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acusa a Rússia de comprometer qualquer progresso rumo à paz. Os passageiros de um voo proveniente do Brasil foram conduzidos para uma porta errada no Aeroporto de Lisboa, cruzaram-se fisicamente com passageiros que estavam na zona de partidas, que já tinham feito o check-in. Como tal não pode acontecer, os passageiros que estavam na zona de partida tiveram de ser reencaminhados para a porta correta e tiveram de passar de novo pelo raio-X para verificação. Tragédia no futebol espanhol. Morreu esta manhã o jogador do Tenerife, da segunda divisão, Jesús de Miguel, 30 anos, não resistiu à paragem cardiorrespiratória que sofreu ontem após um choque violento com o guarda-redes adversário. O Tenerife confirmou a morte do jogador numa publicação nas redes sociais. O clube fala num momento duro.

E já está disponível o terceiro episódio do novo podcast Plus do Observador, "As Sombras de Duarte Lima". Revela toda a história da investigação ao homicídio de Rosalina Ribeiro, em 2009, no Brasil.

"Quero ir almoçar contigo, que eu quero lhe falar muitas coisas. Precisamos conversar muito." Eu disse: "Está bem, então eu faço um almocinho gostoso."

Rosalina fala também com Rosemary sobre tudo o que a tem vindo a incomodar. A amiga ouve-a e fica preocupada. Mas quando Rosalina lhe pede que a acompanhe ao encontro que vai ter no dia seguinte com o advogado Duarte Lima, diz-lhe que não pode. Já tem coisas combinadas.

É, ela sempre estava naquela preocupação de vez em quando que ela falava. Eu acredito que ela não tenha comentado com ninguém mais desse encontro, porque ela disse pra mim que era sigiloso e ela não podia falar com ninguém.

Um excerto do terceiro episódio de "As Sombras de Duarte Lima", o novo podcast Plus do Observador, narrado pelo ator João Reis, música original de Filipe Raposo, investigação e guiões do jornalista Carlos Diogo Santos.