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Duas horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Os preços do petróleo estão a cair mais de 5% nos mercados internacionais, depois de Donald Trump ter anunciado uma pausa nos ataques dos Estados Unidos ao Irão. A decisão tomada após duas semanas de confronto está a aliviar a pressão sobre os mercados e a reduzir os receios de interrupções no fornecimento de petróleo. Segundo a agência Reuters, o petróleo Brent, a referência para o mercado europeu, caiu para pouco mais de 91 dólares por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, negocia perto dos 84 dólares e meio, uma descida de cerca de 5,5%. Este alívio, no entanto, ainda não deverá chegar aos preços dos combustíveis esta semana. A partir desta segunda-feira, os preços da gasolina e do gasóleo voltam a subir e ultrapassam a barreira dos €2 por litro. O aumento já levou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, a acusar o governo de estar a beneficiar da subida do preço dos combustíveis. O líder socialista defende que o Executivo deve adotar mais medidas para travar o aumento junto dos consumidores.

Nós avançámos com propostas que o Chega, a Iniciativa Liberal e a AD chumbaram na Assembleia da República, reduzir o IVA temporariamente sobre os impostos relativos aos combustíveis. E é isso que o governo deve fazer, porque o governo, volto a repetir, já ganhou em 2024 e 2025, mais de 1.048 milhões de euros só de carga de impostos sobre os combustíveis. Ou seja, o governo está a lucrar com o sacrifício de todas vós e de todos nós quando vamos colocar combustível. Têm de ser medidas temporárias e adequadas às necessidades da economia das famílias e da economia das empresas.

O líder do Partido Socialista esta manhã a criticar o governo pelo aumento do preço dos combustíveis. Esta segunda, o preço do gasóleo e da gasolina vai ultrapassar os €2 por litro. A pausa nos ataques dos Estados Unidos ao Irão está também a alimentar especulações sobre a capacidade militar norte-americana. Donald Trump rejeita que os Estados Unidos estejam a ficar sem munições no conflito com o Irão. Ao Wall Street Journal, o presidente norte-americano garante que os Estados Unidos têm mais munições do que qualquer outro país no mundo e muito mais do que aquilo de que precisam. As declarações surgem depois das notícias da imprensa norte-americana que davam conta das preocupações da administração com a redução dos estoques de alguns sistemas de interceção de mísseis Patriot. Segundo o Wall Street Journal, o chefe do Estado-Maior conjunto terá alertado a Casa Branca para uma diminuição das reservas de alguns destes sistemas de defesa aérea. Donald Trump ordenou a suspensão dos ataques contra o Irão. A administração norte-americana diz que a decisão pretende abrir espaço à diplomacia. O embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, afirma que o presidente dos Estados Unidos está a dar uma oportunidade às negociações, mas deixa um aviso: todas as opções continuam ainda em cima da mesa. Do lado iraniano, as autoridades dizem estar disponíveis para suspender os ataques caso os Estados Unidos mantenham a pausa nos bombardeamentos. Ainda assim, Teerão continua a desconfiar das intenções de Washington. Em França, 84 bombeiros já ficaram feridos desde o início do incêndio de Gironde. Segundo o jornal Le Monde, só este domingo, nove operacionais sofreram ferimentos durante o combate às chamas. As autoridades garantem que não há vítimas ou feridos civis. Os incêndios em França já queimaram 115 mil hectares. O ministro do Interior francês fala de uma situação sem precedentes e revela que, por dia, há 30 a 40 novos fogos no país. O incêndio que continua a levantar maiores preocupações é o de Gironde, na região onde se situa a cidade de Bordéus. Duzentas e vinte mil pessoas já tiveram de ser retiradas de casa. Em Gironde vivem mais de 20 mil portugueses, pelo menos 3 mil dos quais vivem nas zonas afetadas pelos fogos. Esta segunda-feira, o presidente de França, Emmanuel Macron, vai reunir em Paris o gabinete de crise para avaliar novas respostas aos incêndios no país. E no terreno, as operações do contingente português em Bordéus não estão a ser fáceis. Em declarações à RTP, o adjunto de Operações e Proteção Civil, Alexandre Penha, explica que o fumo denso e a falta de visibilidade impediram o apoio aéreo nas últimas horas, num combate que se mantém extremamente difícil.

Ontem acabamos por não fazer a última missão do dia por dificuldade dos pilotos descolarem, não existia visibilidade, o que condiciona a segurança à descolagem. Portanto, foi uma das razões para não se fazer essa operação. E mesmo hoje de manhã vimos a operação ser retardada no seu início porque o fumo estava denso e mais uma vez, questões de segurança não permitem estas aeronaves que voam à linha de vista poderem descolar.

A segurança dos pilotos é a prioridade. Enquanto o fumo não der tréguas, os meios aéreos não vão levantar voo. Este é, no entanto, um cenário complexo e de incertezas.

O que se espera para as próximas horas, para os próximos dias, ainda é um combate muito difícil, sendo que não há uma perspectiva para um controle total, estando a ser avaliada, inclusivamente com algumas das equipas, a possibilidade de continuação da missão.

Caso a situação em Portugal se agrave nos próximos dias, a equipa vai ter de regressar. Esta é a condição de prolongamento.

Nós viemos com uma missão de cinco dias. Estamos a aguardar por um pedido oficial de prolongamento. Teremos que fazer uma avaliação daquilo que são as condições, tanto para a continuação aqui como as condições de risco no nosso próprio país. Nós estamos a retirar capacidades nacionais para poder ajudar os outros países em contributo um pouco daquilo que também já fizeram por nós.

As declarações do responsável pelo contingente de ajuda portuguesa em Bordéus, Alexandre Penha, deste sábado, em declarações aos jornalistas. O ministro da Administração Interna avançou que o dispositivo de ajuda aos países vizinhos pode vir a ser reforçado, sempre em concordância com a situação dos incêndios em Portugal. Em França, são mais de 120 os operacionais portugueses que estão a ajudar no combate às chamas. Já em Espanha, a evolução dos incêndios está a ser positiva, mas lenta. É o que diz o ministro da Administração Interna, que reuniu com o comitê de emergência para gerir a resposta à crise. O governante espanhol diz que os focos que atingem o centro do país são os maiores e os mais agressivos da história de Espanha. Já arderam mais de 153 mil hectares, seis vezes a área ardida no ano passado no país. Só em Ávila foram mais de 50 mil hectares ardidos. A esta hora, em Portugal, há um incêndio ativo, um fogo em Ponte de Lima, que reúne quase meia centena de operacionais apoiados por uma dezena de viaturas. Todos os distritos de Portugal continental, com exceção de Faro, vão estar sob aviso amarelo até terça-feira, devido ao calor. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, as máximas devem ultrapassar os 35 °C em vários distritos. Santarém, Beja e Évora podem chegar aos 40 °C. O alerta emitido pelo IPMA vigora entre as 9h desta segunda-feira e as 18h de terça-feira, sobre também o risco de incêndio. O INEM rejeita qualquer desmantelamento do dispositivo de emergência e nega a retirada de 100 ambulâncias de serviço. É a resposta do instituto às denúncias da Comissão de Trabalhadores. Num comunicado, a comissão tinha alertado que a transferência destas viaturas para as unidades locais de saúde as deixaria fora de serviço, comprometendo assim a capacidade de resposta às necessidades da população. Em resposta, o Instituto Nacional de Emergência Médica garante que o dispositivo de emergência não está em causa. Quanto à eventual substituição das atuais ambulâncias de suporte imediato de vida por viaturas ligeiras, o instituto esclarece que se trata de um ajustamento dos meios às missões das equipas, assegurando que esta alteração não terá impacto na assistência prestada aos utentes. Olhemos ainda para a atualidade internacional. Foi abatido pelas autoridades alemãs em Berlim o suspeito do ataque na marcha LGBT. A caça ao homem terminou com a morte de Abdul Balaud, de 21 anos, que foi abatido pelas autoridades após ter sido cercado numa horta comunitária no bairro de Spandau. A informação foi confirmada pelo porta-voz da polícia de Berlim, Florian Lanz, através de um vídeo publicado nas redes sociais.

O suspeito avançou na direção das forças de segurança com uma arma branca. Perante essa ameaça, a polícia recorreu ao uso de armas de fogo. Na sequência dos disparos, o suspeito sofreu ferimentos graves. Apesar das manobras de reanimação realizadas pela equipa médica de emergência, acabou por falecer no local.

O porta-voz da polícia de Berlim com o resumo da operação que terminou com a morte do suspeito do ataque na marcha LGBT. O jovem estava a ser procurado desde a noite anterior por todo o país, incluindo fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias. O ataque, realizado através de um atropelamento no Parque Tiergarten, provocou um morto e pelo menos 29 feridos. O ministro do Interior alemão e o governo já classificaram oficialmente o incidente como um atentado terrorista islâmico. Ponto final neste jornal das 02h. O essencial da informação está de regresso às 02h30.