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Boa noite. No segundo dia de greve, a Federação Nacional dos Médicos dá conta de 95% de adesão. Ao longo desta quinta-feira, várias cirurgias foram adiadas. A presidente da FENAM sublinha que estes números espelham o descontentamento dos profissionais. Para esta sexta-feira está marcada mais uma ronda negocial com o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro. Em declarações à Rádio Observador, Joana Bordalo e Sá diz esperar que esta realidade tenha impacto na mesa de negociações.

De forma global, foi ainda mais elevada do que ontem. Acho que essa greve mostrou mesmo, sobretudo, a união entre os médicos e como os médicos têm força e como estão a lutar pelo Serviço Nacional de Saúde. Portanto, é bom que o Ministério da Saúde e o senhor doutor Manuel Pizarro nos oiçam, façam uma leitura adequada do que é que este movimento representou e atenda às nossas reivindicações, que as posições se aproximem para que consigamos ter médicos no Serviço Nacional de Saúde.

Já sobre a eventual contratação de médicos cubanos por parte do governo, Joana Bordalo e Sá diz que não há falta de profissionais em Portugal e mostra-se preocupada com as condições destes novos colegas.

O Serviço Nacional de Saúde precisa de médicos, precisa de médicos que tenham licença para praticar, que tenham as suas especialidades reconhecidas pela nossa Ordem dos Médicos, mas precisam, acima de tudo, de condições de trabalho que sejam dignas. Porque, de facto, não há falta de médicos em Portugal, há falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde. Provavelmente, esta medida não vai ser suficiente e também estamos preocupados com as condições de trabalho em que efetivamente os colegas possam vir a ter, que não sejam dignas. Porque o que nós queremos é que sejam dignas para todos.

As declarações de Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos, à Rádio Observador. Na última quarta-feira, o Jornal de Notícias avançou que o governo está a preparar a contratação de 300 médicos cubanos para o Serviço Nacional de Saúde. O executivo já pediu parecer sobre o reconhecimento de qualificações a estes profissionais ao Conselho de Escolas Médicas Portuguesas e à Ordem dos Médicos. E ainda na saúde, a maternidade do Hospital de Santa Maria está em pleno funcionamento. É o que garante o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, garante que apesar dos conflitos no serviço de obstetrícia do centro hospitalar, Portugal continua a ser um bom país para engravidar.

Para mim, o tema essencial é garantir às pessoas que, apesar da conflitualidade que existe e que é indesejada e indesejável, a maternidade está em funcionamento. As pessoas que necessitarem de lá recorrer, podem lá recorrer e quando a sua capacidade estiver excedida, nós temos, felizmente, um conjunto de acordos que dizem respeito quer ao funcionamento em rede das maternidades públicas da cidade de Lisboa. Estamos a funcionar a Maternidade Alfredo da Costa e a Maternidade do Hospital São Francisco Xavier, além da Maternidade do Hospital Santa Maria, e temos também um acordo com os hospitais privados para se em alguns casos for necessário recorrer, isso acontecer com tranquilidade para as mães. É essa mensagem que eu quero transmitir às senhoras grávidas, que sejam tranquilas, que os serviços estão a funcionar em pleno. Portugal e a cidade de Lisboa continuam a ser um belo sítio para se engravidar e para se ter filhos.

Já sobre a greve dos médicos, o ministro da Saúde diz estar empenhado em chegar a um acordo com os representantes dos sindicatos.

Prefiro acentuar que há novas reuniões de negociação agendadas. Amanhã mesmo vou reunir com os sindicatos, terça e quarta-feira de novo com os sindicatos. Eu estou muito empenhado no processo de diálogo e estou concentrado na possibilidade de nós estabelecermos um entendimento. A nossa preocupação é uma preocupação de combinar a defesa do interesse das pessoas. O que está em causa é que deste acordo resulte um benefício para os portugueses. Naturalmente, também com a valorização dos profissionais. O SNS depende dos seus profissionais, entre os quais os médicos têm um papel muito importante. Não são os únicos profissionais, há muitos outros grupos profissionais no SNS, mas os médicos têm uma importância muito grande e eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para chegar a um acordo.

São declarações do ministro da Saúde aos jornalistas na inauguração da Unidade de Saúde do Eixo. Manuel Pizarro refere ainda que fará tudo o que for possível para negociar com as estruturas sindicais. O presidente da República vai ser visto por um cardiologista depois de ter desmaiado na última quarta-feira. Marcelo Rebelo de Sousa sentiu-se mal numa visita a uma faculdade em Lisboa e acabou por ter alta do hospital ao final do dia. Esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas, Marcelo explicou que quer que um médico veja os resultados de um dos exames que realizou, um alter, e vai, por isso, cancelar alguns pontos da agenda desta sexta-feira.

O médico assistente da Presidência da República, o doutor Daniel Matos, disse-me, em termos gerais, ficou depois de me mandar, que estava bem. De qualquer maneira, amanhã vou ser visto pelo meu cardiologista, que estava em Moçambique, numa missão de apoio cardiológico a Moçambique e que chegou ontem mesmo em cima do acontecimento e, portanto, vou esperar por ele. De todo modo, por minha decisão, pedi ao senhor presidente da Câmara Municipal do Porto para não levar a mal eu não ir e substituir por uma mensagem. A mesma coisa com a senhora ministra da Ciência relativamente ao encontro da Ciência e a mesma coisa com o jantar de 70 anos da Faculdade de Economia do Porto.

As declarações do presidente da República captadas pela Sic Notícias. Apesar destas complicações, Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que cumpriu todos os compromissos que tinha para esta quinta-feira e não faltou à habitual audiência semanal com o primeiro-ministro. Já António Costa convocou um Conselho de Ministros informal para este sábado em Sintra. O líder do governo quer fazer um balanço da atividade governativa e projetar os próximos tempos. É o que afirma fonte do executivo à Agência Lusa. Ainda assim, no final deste Conselho de Ministros informal, não está prevista a divulgação de qualquer comunicado de conclusões da reunião, nem qualquer tipo de declarações à comunicação social. Esta reunião informal já tinha acontecido no ano passado. Além de um balanço, o objetivo é também fazer uma reflexão sobre a estratégia e linhas de ação do executivo para depois das férias de verão. Está aprovado o fim de novos vistos gold, é o que sai da votação, na especialidade do programa Mais Habitação, na Assembleia da República. Com a entrada em vigor da nova lei, não vão ser aceitos novos pedidos de concessão de vistos de residência para atividade de investimento, o que não vai afetar a possibilidade de renovação das autorizações já concedidas. Está também aprovado o limite à subida da renda dos novos contratos. É uma medida que pretende proteger os inquilinos. Já a contribuição extraordinária sobre o alojamento local também teve luz verde, baixa agora para 15%, em vez dos 35 pontos percentuais que estavam previstos. Além disso, também passou no Parlamento a proibição de abrir alojamentos locais nas grandes cidades. Os sem-abrigo da Avenida Almirante Reis receberam o aviso para saírem do local até 12 de julho para trabalhos de limpeza. A Associação Comunidade Vida e Paz avisou as pessoas que estão a dormir nesta zona que vão ter de sair e diz que o pedido veio diretamente da parte da Câmara Municipal de Lisboa, mas a autarquia garante não ter feito qualquer pedido para que as pessoas abandonem o local. Nadine Soares.

A primeira denúncia foi feita pelo PAN, que enviou um pedido de esclarecimento à Assembleia da República. O partido questiona a autarquia se o motivo desta limpeza tem relação com o facto de estar a chegar a Jornada Mundial da Juventude. De acordo com o jornal Público, também o Bloco de Esquerda confrontou a autarquia com esta ação. Em comunicado, a Comunidade Vida e Paz explica que, a exemplo de pedidos anteriores, foi contactada pela autarquia para informar e sensibilizar as pessoas em situação de sem-abrigo, de que vai acontecer uma ação que visa limpar as tendas existentes da Avenida Almirante Reis. Por outro lado, a autarquia nega ter feito qualquer pedido para que as pessoas abandonem o local. A Câmara Municipal de Lisboa queixa-se de ser constantemente perseguida por acusações das forças da oposição e desmente a ideia que foi transmitida pela associação Comunidade Vida e Paz.

A jornalista Nadine Soares com as contradições entre a autarquia de Lisboa e a Comunidade Vida e Paz. Este é um artigo que pode ler também em observador.pt e que é assinado pela jornalista Tânia Pereirinha. Foi inaugurada a ponte ciclopedonal que liga as duas margens do maior recinto da Jornada Mundial da Juventude. O Parque Tejo fica assim conectado para que os peregrinos que são esperados em Lisboa na primeira semana de agosto possam percorrer todo este espaço. O repórter Diogo Teixeira Pereira esteve na inauguração desta estrutura, que fica pronta a um mês da Jornada Mundial da Juventude começar.

O senhor cardeal num lado, aqui com o senhor presidente, o senhor Dom Américo. Onde é que está o senhor Dom Américo? Aqui também. Venha cá, senhor Dom Américo, não se safa. Então é uma grande alegria estarmos aqui. Vamos contar até três e vamos inaugurar esta ponte extraordinária. Aqui todos juntos. Um, dois, três.

Está inaugurada a ponte ciclopedonal que liga as duas margens do Rio Trancão, as duas margens do maior recinto da Jornada Mundial da Juventude.

Isto está absolutamente magnífico, está único, e este momento é único.

A ponte, construída maioritariamente com madeira, tem mais de meio quilómetro de extensão e dois pilares que fazem lembrar a ponte vizinha, a Vasco da Gama. O presidente da Câmara de Lisboa garante que está pronta para tudo.

A ponte foi dimensionada por bons engenheiros, por bons construtores e, portanto, não há aqui nenhuma questão de reforço. E depois o Papa pode passar a ponte de várias maneiras. Pode passar no Papamóvel, pode passar noutro veículo. Eu não sei se o Papa o fará, mas do ponto de vista da Câmara Municipal de Lisboa, da Câmara Municipal de Loures, nós estamos preparados, inauguramos esta ponte, está aberta depois para estar aberta ao público. Temos aqui algumas obras que estão a finalizar.

Durante a Jornada Mundial da Juventude, os peregrinos vão usá-la para percorrerem toda a extensão do Parque Tejo, mas quando a jornada terminar, é uma obra que fica para a cidade.

Eu nasci aqui a 500 metros, nasci em Sacavém, e vinha para aqui miúdo e ver isto hoje, e ver aquilo que era, é de facto uma coisa espetacular. E tenho pena daqueles mais idosos, daqueles que já não conseguiram presenciar e que já faleceram e não estão entre nós, porque eles hoje ficariam contentíssimos de ver este espaço, que era uma lixeira, um espaço degradado, e hoje vê-lo naquilo que está hoje, e ainda que vai ser.

Ricardo Leão, presidente da Câmara de Loures, tem prometido para setembro um grande passadiço de madeira que dará a continuidade a esta ponte e que vai permitir uma ligação sem interrupções entre Vila Franca de Xira e Cascais, sempre à beira Tejo. O jornalista Diogo Teixeira Pereira com as declarações dos presidentes das Câmaras de Lisboa e Loures. Esta nova ponte custou quase €3 milhões e foi financiada pelas duas autarquias e por fundos europeus. E no futebol, passados 13 anos, Ángel Di María foi recebido em festa por milhares de adeptos do Benfica. O argentino campeão do mundo voltou ao Estádio da Luz e foi apresentado junto à estátua de Eusébio, o novo número 11 dos encarnados. Não escondeu a emoção e deixou uma garantia aos benfiquistas: regressar à Luz é também regressar a casa. João Filipe Cruz.

Olá a todos.

13 anos depois, Di María e Benfica reencontram-se. Começaram por ser dezenas, cedo transformaram-se em centenas e com o aproximar da hora marcada, 19h04, passaram a milhares. E o campeão do mundo fez questão de referir que o que aconteceu junto à estátua de Eusébio não é comum.

Muchas gracias por estar acá. Sé que en Portugal no es normal hacer estas cosas y hoy están todos acá por mí.

Um discurso curto, ritmado pelos agradecimentos aos adeptos, a Rui Costa, que reencontra agora fora do relvado, e com a frase que os que o esperavam queriam ouvir quando explicou o porquê de ter escolhido voltar.

Tuve mucha propuesta de muchos lugares, pero tenía la ilusión, las ganas, el entusiasmo, la fuerza de venir acá, a casa otra vez, de sentirme feliz nuevamente.

Já com os pés de novo em Lisboa, o argentino não esconde ao que vem.

Este año, el Benfica ganó la 38 y ojalá que el año que viene podamos seguir por el mismo camino e intentar poder conquistar la 39.

Chegou em 2007, Fidel ou Spaguetti, como lhe chamavam na Argentina, com apenas dois títulos conquistados nas camadas jovens da seleção, volta em 2023 com mais 27 títulos, entre eles o Mundial no Inverno. Di María não é o mesmo, o Benfica também não, mas não parece que passaram 13 anos separados.

Muchas gracias. Muito obrigado. Gracias.

O jornalista João Filipe Cruz, que esteve a acompanhar a apresentação de Di María como novo reforço do Benfica 13 anos depois, e é com o regresso do campeão do mundo argentino que fechamos este jornal. A informação está de regresso às 03h30 da manhã. Até já!