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Três da manhã, seja muito bem-vindo. Atualizamos a informação na Rádio Observador. Eu sou o José Rafael Lopes. Começamos este jornal na Bolívia, onde chegou ao fim a tentativa de golpe de Estado. O general Juan José Zuniga foi detido após ter assaltado o edifício do governo do país. Durante a noite, forças militares forçaram a entrada no local com recurso a um tanque. Ainda assim, não conseguiram ter sucesso no derrube do governo. O presidente da Bolívia já anunciou a retirada dos militares. O próprio general Zuniga foi detido. Já há um novo comandante militar na Bolívia, escolhido pelo presidente. José Sánchez Velázquez é o nome escolhido. Já apareceu mesmo nas televisões da Bolívia, ao lado de Luis Arce, ordenou às tropas para regressarem aos postos, colocando um ponto final nesta tentativa de golpe de Estado na Bolívia. Na análise a esta tentativa de golpe de Estado, o politólogo José Filipe Pinto fala numa Bolívia a ferro e fogo. Considera que o país viveu uma espécie de guerra civil.
Juan José Zuniga, o comandante do exército, era um apoiante da linha arcista e, portanto, um oponente de Evo Morales. Ora, o que acontece é que Evo Morales pretende regressar à presidência e este golpe de Estado é uma espécie de um golpe de Estado para impedir que Evo Morales possa, mais tarde, voltar à presidência.
A análise do politólogo José Filipe Pinto, a explicar que esta tentativa de golpe de Estado tinha como objetivo bloquear a oposição ao atual governo. O presidente da Universidade Lusófona nota ainda que as tensões na Bolívia têm paralelo em toda a América Latina e que nesta situação não se pode falar em democracia. Olhamos também para o Reino Unido. Houve debate entre Rishi Sunak e Keir Starmer, com as eleições gerais em vista. O atual primeiro-ministro pede tempo para acabar o trabalho que começou. Rishi Sunak, líder do Partido Conservador, reconhece a frustração dos eleitores, mas pede mais tempo. Deixa ainda críticas ao adversário sobre a política dos trabalhistas em relação à imigração.
"Tem de ser claro para quem vier para o nosso país de forma ilegal que não vai poder ficar. Se Keir Starmer for primeiro-ministro, os imigrantes ilegais vão acabar na rua. Starmer não é claro sobre a subida de impostos. Eu não acho que devam entregar as finanças ao Partido Trabalhista."
Do outro lado, o líder dos trabalhistas britânicos garante que Rishi Sunak não vai mudar. Keir Starmer diz que é tempo de virar a página. Acusa ainda Rishi Sunak de fazer promessas que não consegue cumprir.
"Nós decidimos que não vamos aumentar impostos sobre os rendimentos. Ele tem um manifesto que tem promessas infundadas. Há membros da equipe de Rishi Sunak que dizem que os fundos que ele promete já foram gastos."
As acusações entre trabalhistas e conservadores no Reino Unido, este debate entre Rishi Sunak e Keir Starmer, ficou ainda marcado por um protesto que foi marcado para as imediações do local onde estava a decorrer este frente a frente. As eleições gerais do Reino Unido estão marcadas para dia 4 de julho. O Partido Conservador está no poder há 14 anos. Observador, RTP, Público e Expresso repudiam o bloqueio russo a estes meios de comunicação social. A Rússia anunciou que vai proibir o acesso por internet no país a 81 meios de comunicação social europeus, incluindo os portugueses Observador, RTP Internacional, Público e Expresso. Numa nota conjunta assinada pelos diretores de informação, os quatro meios consideram esta decisão atentatória da liberdade de informação, independentemente das motivações. Apelam ainda ao levantamento destas restrições à comunicação social. A medida da Rússia visa retaliar a decisão da União Europeia de proibir qualquer atividade de radiodifusão a vários meios de comunicação social russo. Em Portugal, o primeiro-ministro espera que o nome de António Costa seja validado já esta quinta-feira como presidente do Conselho Europeu. O tema entrou logo no debate quinzenal, o primeiro depois das eleições europeias de 9 de junho, com PS e PSD lado a lado na política externa e até com vontade de diálogo em questões internas. Mas ainda assim, Miguel Vitor Dias, com posições divergentes.
Apesar das divergências na política interna entre PS e PSD, há consenso na externa. Luís Montenegro espera que António Costa seja nomeado presidente do Conselho Europeu já esta quinta-feira e deixa elogios ao antecessor.
É mesmo o melhor socialista para o exercício daquela função em concreto. É por ser português, e eu direi, não é só por ser português, é pelas suas próprias características.
Quem não concorda é o CHEGA, com André Ventura a apontar incoerências a Montenegro.
Para Portugal era péssimo, para a Europa toda está ótimo. Senhor primeiro-ministro, isso não é hipocrisia, é o sistema a funcionar há 50 anos!
Mas para o primeiro-ministro, as críticas de Ventura não são para levar a sério, porque as vontades vão mudando.
A sua vontade era estar aqui ao meu lado, a governar comigo. Pois é, senhor deputado. A imaturidade tem destas coisas.
Montenegro acusa Ventura de navegar ao sabor do vento, num debate em que a Justiça também esteve em destaque, com as críticas do líder do PS, Pedro Nuno Santos, aos processos mediáticos que surgem em momentos eleitorais.
O primeiro momento pode ser coincidência
Ao terceiro caso, nós já só dizemos que é coincidência se não tivermos respeito pela nossa própria inteligência.
Monteiro está disponível para o debate e deixa até pistas sobre alterações.
Se não houve, em determinado período de tempo, capacidade de reunir prova suficiente para o acusar, é preciso fazer como os anglo-saxónicos fazem: passa à frente.
O Bloco de Esquerda também está disposto a juntar-se ao diálogo, mas critica o governo na política de imigração, que compara ao passado.
A solução nesse tempo foram regularizações extraordinárias. Hoje não há Expo, mas há agricultura.
Já a Iniciativa Liberal critica a falta de mudanças na saúde e pede mais a Montenegro, enquanto o Livre desafia o chefe do governo a alargar o teste piloto da semana dos quatro dias aos funcionários públicos. Já o PCP quer um compromisso sobre a Palestina.
Quer mesmo ser um dos últimos países a reconhecer o Estado da Palestina.
Apesar do desafio de Paulo Raimundo, a posição mantém-se do reconhecimento dos dois Estados. Miguel Viterbo Dias a acompanhar o debate quinzenal e o debate preparatório do Conselho Europeu, que arranca esta quinta-feira, deve validar formalmente o nome de António Costa como presidente deste órgão. A Câmara de Lisboa não vai aumentar as rendas do município durante o resto do ano. A decisão foi tomada por unanimidade na reunião pública da Câmara. Tem como objetivo ajudar as famílias que vivam em Lisboa. A vereadora da Habitação, Filipa Roseta, admite que o contexto da Câmara está mais favorável, mas ressalva que ainda há famílias a viver em dificuldades. A decisão de não aumentar as rendas vai ter um impacto de quase € 2 milhões no orçamento da autarquia. No desporto, Portugal perdeu no Campeonato da Europa. A Seleção Nacional foi derrotada pela Geórgia por 2x0, no fecho do grupo F. Apesar da derrota, a equipa portuguesa mantém o primeiro lugar do grupo, vai jogar com a Eslovénia nos oitavos de final. Em declarações no final da partida, o selecionador nacional sublinha que esta derrota pode ajudar a preparar a próxima fase da competição para Portugal. O técnico não esconde as falhas da equipa, mas recorda que a Seleção Nacional e a Geórgia partiam de posições diferentes para este jogo.
É um dia que não tínhamos a mesma intensidade que o adversário. A Geórgia era o último jogo, era uma final dentro do torneio e para nós era o passo antes dos oitavos e acho que isso fez parte do resultado final.
A reação do selecionador nacional, captada pela CNN Portugal, numa noite em que António Silva fica ligado a ambos os gols da Geórgia. Roberto Martínez desvaloriza a má prestação do jogador.
É uma experiência que vai dar maturidade e faz parte do jogo. Há erros ou situações. Acho que teve muita má sorte com o VAR, com a grande penalidade, mas em geral estamos todos juntos e o António vai crescer depois desta experiência.
Declarações de Roberto Martínez, já com os olhos postos na próxima fase do Campeonato da Europa. Com este resultado, Portugal marca encontro com a Eslovénia, terceira classificada do grupo C, vão jogar no dia 1 de julho, em Frankfurt. Na análise à primeira derrota de Portugal no Campeonato da Europa, Gabriel Alves considera que tudo começou na estratégia adotada pelo selecionador nacional. O comentador destaca a grande exibição da Geórgia a nível defensivo e deixa críticas ao plano de Roberto Martínez.
O desempenho defensivo dos três defesas centrais da Geórgia, esse sim, foi colossal, porque travou e parou toda a movimentação atacante, o domínio territorial, os tais remates, os tais cruzamentos, os tais não sei quantos passes, tudo aquilo que faz parte das estatísticas e que naturalmente está devidamente registado. Toda a situação começa com a estratégia que é montada por Roberto Martínez para este jogo medíocre.
A análise de Gabriel Alves, ouvido na Rádio Observador. Após o jogo, Portugal ficou fechado. O quadro dos oitavos de final do Campeonato da Europa. Portugal vai então jogar com a Eslovénia. França e Bélgica assinam o jogo de maior cartaz e com Portugal atento, até porque o vencedor desta eliminatória joga com o vencedor do Portugal-Eslovénia. Nos oitavos de final, há ainda encontros entre Espanha e Geórgia, bem como Alemanha, que vai medir forças com a Dinamarca. Há ainda um Itália-Suíça e um Inglaterra-Eslováquia. A fechar, os Países Baixos medem forças com a Roménia e a Turquia vai jogar com a Áustria. O emparelhamento dos oitavos de final do Campeonato da Europa é o fecho deste jornal na Rádio Observador. A informação volta a ser atualizada quando for 3h30 da manhã.