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As notícias com Beatriz Félix.

Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador. A Tailândia lança um ataque aéreo na fronteira com o Camboja, uma informação que foi avançada pelo exército real tailandês. Esta é uma nova ofensiva que surge depois de ambos os países se acusarem mutuamente de violar um acordo de cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há pouco mais de dois meses. Pelo menos um soldado tailandês foi morto e quatro ficaram feridos nos novos confrontos que eclodiram em duas áreas numa província da Tailândia. Numa declaração esta segunda-feira, o porta-voz do exército tailandês diz que foram destacadas aeronaves na sequência desses confrontos e justifica a presença dos meios aéreos com a aceleração do apoio à saída de civis das áreas fronteiriças. O Camboja também confirmou estes ataques aéreos por parte da Tailândia. A porta-voz do Ministério da Defesa Nacional do Camboja disse à agência de notícias AFP que as forças tailandesas lançaram um ataque contra as tropas do país, mas acrescenta que o Camboja não retaliou. E na Síria já começaram os festejos que assinalam um ano da queda do regime de Bashar al-Assad. Festejos que já se têm verificado nos últimos dias, mas que agora se intensificam no dia em que se comemora um ano da queda deste regime. Ainda mais com a população saiu à rua para assinalar a esperança da reconstrução do país. A acompanhar estas celebrações estão os enviados especiais do Observador, Cátia Bruno e João Porfírio, na capital da Síria. E na rua são já milhares a celebrar, João Porfírio.

Muitos foguetes no ar a serem atirados pelas próprias pessoas dentro dos seus carros. Todas as pessoas têm bandeiras na mão. Existe aqui uma euforia gigantesca aqui na capital da Síria. Recordo que há exatamente um ano o regime de Bashar al-Assad caiu.

E que foram mais de 15 anos de ditadura. As cidades estão destruídas, mas são tempos que chegam agora ao fim com uma nova esperança.

Faz hoje exatamente um ano que Bashar al-Assad abandonou o país depois de os rebeldes terem conseguido conquistar todas as principais cidades do país, começando pelo norte, por Alepo, descendo por Homs e terminando em Damasco, a capital da Síria. Esta festa já dura há três dias, mas hoje de uma forma bastante mais intensa do que nos dias anteriores, naturalmente, e prevê-se que estas celebrações durem toda a madrugada e todo o dia de amanhã, que é dia 8 de dezembro.

Então o relato que fica de João Porfírio, que juntamente com a Cátia Bruno, está em Damasco a acompanhar as celebrações do primeiro ano da queda do regime de Bashar al-Assad, que foi deposto depois de uma iniciativa relâmpago dos rebeldes e ainda com o país em reconstrução. Mudamos de tema e falamos agora de presidenciais e do debate desta noite. Luís Marques Mendes critica João Cotrim Figueiredo por ter feito acusações sem concretizar sobre pressões para o candidato liberal desistir da corrida a Belém. O candidato apoiado pelo PSD e CDS entrou ao ataque e pediu a João Cotrim Figueiredo para concretizar essas acusações que fez de que teriam existido pressões para forçar o candidato apoiado pela iniciativa liberal a desistir e apelidou Cotrim Figueiredo de André Ventura envergonhado.

Há duas semanas, eu fui vítima de um ataque pessoal muito feio e muito lamentável, da parte de quem eu não imaginava, da parte de João Cotrim Figueiredo. Em concreto, João Cotrim Figueiredo, numa entrevista aos jornais há cerca de duas semanas, disse que eu, ou pessoas por mim, o pressionaram para desistir da sua candidatura. Eu considero uma acusação muito séria e muito grave. E nunca foi concretizada.

João Cotrim Figueiredo continuou sem concretizar e em resposta, sugeriu que Luís Marques Mendes tem algo a esconder sobre o passado profissional.

Publiquei um livro há poucas semanas, onde explico toda a minha vida profissional. Sei que vai sair um livro seu na quarta-feira, em que resume os 18 anos desde que saiu do governo até hoje, em cinco páginas. E, portanto, ficamos sem saber, exatamente. Estamos ou não estamos de acordo que a transparência e a vida profissional das pessoas e os contactos e as relações que tiveram são importantes para um presidente da República? São ou não são? Deixa-me introduzir.

Só uma questão muito simples.

Eu tenho estado arredado deste debate que tem sido...

Continue na desinformação.

É na ignorância, Luís Marques Mendes.

Não, tem alguma coisa a concretizar? Tem alguma coisa a acusar-me? Diga, que eu respondo.

Eu vou responder com uma pergunta retórica. Tem alguma coisa a esconder? Por que é que aqueles 18 anos não aparecem?

Não, nada.

Então.

Já sobre o pacote laboral, Cotrim Figueiredo acusa Luís Marques Mendes de não se comprometer e assume que promulgaria a reforma proposta pelo governo se fosse presidente da República.

Uma vez presidente, o recato e a moderação e a discrição relativamente à influência que tem nestas matérias será a regra, mas não enquanto candidato. Isso parece que é evidente. Temos a obrigação de nos dar a conhecer. E eu digo, promulgaria esta legislação laboral na versão mais recente que tenho conhecimento, que já não é exatamente a mesma que foi proposta em 24 de julho ao Conselho Permanente de Concertação Social.

Já Luís Marques Mendes diz que não compete a um presidente pronunciar-se nesta fase do debate.

Este é um processo longo. Insisto, vou-me repetir porque acho que é necessário. Estamos num anteprojeto, depois haveremos de ter um projeto, uma proposta de lei e uma lei. São meses. O papel de um presidente da República que se preze, que verdadeiramente acredita que vai ser eleito, é: só se pronuncia, nesta matéria como em qualquer outra. Eu disse o mesmo quanto à lei da nacionalidade. Só me pronuncio com o texto final. E neste momento isto está longe de ter um texto final.

Luís Marques Mendes e João Cotrim Figueiredo foram os protagonistas do debate desta noite transmitido pela TVI. Esta segunda-feira há novo duelo no "Frente a Frente", António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, e Jorge Pinto, o candidato escolhido para ser apoiado pelo partido Livre. É transmitido às nove da noite através da RTP. Portugal é a economia do ano de 2025, uma distinção que foi atribuída pela revista britânica The Economist. Pelo quinto ano consecutivo, foi feito um ranking dos 36 países mais ricos do mundo para encontrar a economia com melhor desempenho. Este ano, Portugal aparece na primeira posição, ultrapassando Espanha, que foi vencedora no ano passado. Deixa para trás, em segundo lugar, a Irlanda e, em terceiro, Israel, para completar o pódio. Nas piores posições aparecem, sobretudo, economias mais a norte da Europa, Estónia, Finlândia e Eslováquia. Segundo os resultados, em 2025, Portugal conseguiu combinar um forte crescimento do PIB, baixa inflação e o mercado de ações em alta. Perante esta distinção, Luís Montenegro vinca a necessidade de avançar com reformas. Através de uma publicação na rede social X, o primeiro-ministro aproveita a referência da revista britânica, que considera Portugal como economia do ano, para defender a necessidade de reformar o país. Luís Montenegro diz que esta é uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses e que reforça a motivação do governo para reformar com coragem, criar emprego, aumentar salários e reforçar o estado social. Em vésperas de greve geral, Luís Montenegro aproveita esta referência para defender a implementação de reformas no país que façam a economia portuguesa crescer. E o líder do PS acusa o governo de estar a promover o leilão sobre os aumentos salariais. José Luís Carneiro aponta falhas à retórica de Luís Montenegro, que este sábado manifestou o desejo de aumentar o salário mínimo para €1600. À entrada para uma sessão evocativa a Mário Soares, José Luís Carneiro afirmou que o objetivo de todos os políticos é dar melhores condições de vida e melhores salários aos trabalhadores, mas que Luís Montenegro está a tornar essa iniciativa num leilão com pouca dignidade.

Os termos em que o primeiro-ministro está a apresentar estas propostas são termos que não dignificam o sentido do compromisso e até a honradez da palavra que se deve dar aos trabalhadores e que não merecem que lhes faça isto numa altura em que os seus representantes estão a preparar e depois de tomarem uma decisão naturalmente muito refletida sobre uma greve geral. É pouco digno de um primeiro-ministro, em vésperas de uma greve geral, estar com esta espécie de leilão de valorizações salariais.

São declarações de José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas antes de marcar presença na sessão evocativa a Mário Soares, que este domingo faria 101 anos. O secretário-geral do PS afirma também que os portugueses merecem um tratamento melhor por parte do executivo. Falamos ainda de futebol. O Porto venceu esta noite o Tondela por 2 x 0. Um jogo que ficou resolvido em dois minutos. Os Dragões inauguraram o marcador aos 48 minutos de jogo com gol de Samu. No minuto a seguir, foi William Gomes a marcar, depois de um erro do guarda-redes do Tondela, que acabou por selar o resultado final. Assim sendo, o Porto aumenta a distância para o Sporting e Benfica e está a cinco pontos do segundo classificado, a oito do terceiro. No final da partida, Francesco Farioli garantiu que a equipa não está preocupada com a tabela classificativa.

"There is nothing to manage. There is to accumulate points, win matches, looking forward, be focused in our path, and as always, no calculation."

São declarações de Francesco Farioli, que diz também estar concentrado no caminho do Porto, ainda sem cálculos quanto à classificação final. Já o técnico do Tondela, Cristiano Bacci, disse estar orgulhoso da atitude da equipa de Viseu.

Nos pormenores, nós temos que melhorar e eu estou consciente disto. A malta, no final, foram dois gols, na minha opinião, de borla. Mas temos que assumir isto, temos que trabalhar, mas também não posso ser não contente do que eu vi, porque a malta mostrou entrega, mostrou crença, não mostrou medo frente a uma equipa fortíssima como o Porto.

É a opinião de Cristiano Bacci, o treinador do Tondela, depois do final do jogo, que ficou para zeros para a equipa de Viseu, dois pontos para o Porto. A 13° jornada encerra esta segunda-feira com o jogo entre o Vitória de Guimarães e o Gil Vicente, que está marcado para as 20h30. E fica por aqui o jornal das três da manhã. A informação também está de regresso daqui a pouco, às 15h30, com a síntese de notícias.