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As notícias com Matilde Malva Sabino. Morreu um dirigente da Jihad Islâmica num ataque israelita no leste do Líbano. A informação é avançada pela agência oficial libanesa. Wael Abdel-Alim morreu juntamente com a filha de 17 anos, após um míssil atingir um apartamento perto da cidade de Baalbek. As autoridades libanesas indicam ainda que os bombardeamentos israelitas deste domingo fizeram, pelo menos, sete mortos e cerca de 15 feridos no sul do país. O exército israelita tinha ordenado a evacuação de várias localidades próximas da fronteira com o Líbano. Donald Trump avisa que não vai restar nada do Irão se o país não assinar um acordo com os Estados Unidos. O presidente norte-americano vai mais longe, diz que o tempo está a esgotar e que se o Irão não agir rápido, a destruição está a caminho. São declarações nas redes sociais, numa altura em que a perspectiva de tréguas continua tremida. Este domingo, à imprensa israelita, Donald Trump já tinha dito que podem estar no horizonte novos ataques e uma escalada militar se Washington não receber uma proposta de acordo melhorada nos próximos dias. Em sentido inverso, nos meios de comunicação social iranianos, noticiaram que os Estados Unidos não fizeram qualquer concessão concreta na resposta à última proposta do Irão para um acordo. A Direção-Geral da Saúde diz que não há evidências de transmissão secundária de hantavírus a tripulantes portugueses que viajaram com um homem canadiano infetado. Em comunicado, a DGS acrescenta que não há, para já, indicação de risco acrescido para a população portuguesa. O esclarecimento é feito depois de o Canadá ter confirmado um caso de infeção por hantavírus num homem que seguia num voo de repatriamento com 12 tripulantes portugueses. O doente foi hospitalizado e, segundo a autoridade de saúde, os passageiros e a tripulação usaram máscaras respiratórias durante a viagem e, no final, o avião foi descontaminado. A DGS descarta, portanto, esses riscos acrescidos e lembra que a transmissão pessoa a pessoa do hantavírus é considerada rara. Desde o início do surto, foram confirmados em laboratório oito casos de infeção e registaram-se três mortes. No boletim mais recente, a Organização Mundial de Saúde mantém a avaliação de baixo risco para a saúde pública. O Partido Popular Espanhol venceu as eleições regionais na Andaluzia, mas perdeu a maioria absoluta que tinha desde há quatro anos. Já o Partido Socialista do primeiro-ministro Pedro Sánchez teve o pior resultado de sempre nesta região. Com mais de 99% dos votos contados, o PP conseguiu 53 deputados, ficando dois da maioria no Parlamento regional. Na reação aos resultados, o líder do partido, Juan Manuel Moreno, afirmou que apesar de não terem tirado a nota máxima, receberam um muito bom do povo. Em segundo, o PSOE registou o pior resultado de sempre na região, com 28 eleitos. O Vox manteve-se como terceira força política ao eleger 15 deputados, mais um do que nas últimas eleições. O destaque da noite foi o crescimento do Adelante Andalucía, partido regionalista de esquerda, que passou de dois para oito deputados. O antigo preso político luso-venezuelano Williams Dávila pede que Portugal e a ONU sejam mais firmes na pressão sobre o regime venezuelano e pede a garantia da libertação dos cinco portugueses ainda detidos na Venezuela. Williams Dávila foi libertado em julho do ano passado, depois de quase 600 dias preso. O atual porta-voz da Rede de Ex-Presos pela Democracia diz que o regime venezuelano é perito em ganhar tempo e em manipular aparências. Dávila pede que Portugal faça mais por aqueles que ainda estão presos na Venezuela.

Portugal, que foi um país que sofreu com violações de direitos humanos no passado, teria que ser um pouco mais activa, mais contundente na ação de declaração e inclusive de levar ao nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde Portugal poderia estar e formar parte, e exigir do secretário-geral das Nações Unidas uma posição contundente. A comunidade portuguesa, toda, temos que ser solidários com os portugueses, com os cidadãos portugueses que ainda estão detidos.

O ex-preso político Williams Dávila diz que no caso dele, Portugal portou-se muito bem, mas lembra ainda que estão cinco luso-venezuelanos detidos. Cinco bombeiros ficaram feridos num acidente à saída do quartel dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz. O carro em que seguiam capotou numa curva quando se encaminhavam para o combate a um incêndio florestal. À Rádio Observador, fonte do Subcomando Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra adianta que dos cinco feridos, um é grave, como explica o comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Armindo Bertão.

Grave, mas está fora de perigo. Não está em perigo de vida. Portanto, a partir de agora é só tentar entrar em contato com a equipa médica do Hospital da Figueira da Foz. Tem algumas lesões. Vão fazer mais uma TAC para confirmar a última que fizeram e se estiver tudo igual à última, pronto, será alta.

E já teve a oportunidade de falar com os envolvidos neste acidente?

Com os quatro, sim, que já tiveram alta, eu os encaminhei, já mandei eles irem descansar. Depois só lhes desejo melhoras, como pode compreender, não tive como perguntar a dois. Eles também estão abalados.

Declarações do comandante Armindo Bertão, dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, de que fazem parte os cinco bombeiros envolvidos no acidente. Foram todos transportados para o Hospital Distrital da Figueira da Foz. Os quatro feridos ligeiros já tiveram, entretanto, alta.O CDS vai a jogo na revisão constitucional, com ou sem apoio do PSD. O anúncio foi feito por Nuno Melo, no discurso de encerramento do Congresso do CDS-PP, em Alcobaça. O presidente centrista começa o novo mandato a tentar recuperar eleitorado perdido para o Chega e Iniciativa Liberal e com uma resposta às críticas ouvidas ao longo do fim de semana. Vasco Maldonado Correia.

Depois de um congresso com exigências de reafirmação do CDS dentro da AD, Nuno Melo responde com a revisão da lei fundamental.

Quero anunciar que quando a questão agora se colocar, o CDS, independentemente da entrega à AD, vai, não obstante, participar de forma autónoma no próximo processo de revisão constitucional.

Com ou sem o contributo do PSD, Nuno Melo quer uma constituição ideologicamente neutra, representativa de todas as sensibilidades, e vai já dar o primeiro passo para recolher contributos.

Criaremos um grupo de trabalho, liderado por constitucionalistas reconhecidos, para que, em coordenação com o nosso grupo parlamentar, seja apresentada a nossa proposta. O CDS vai a jogo na revisão constitucional.

Depois da reeleição para a liderança do CDS, Nuno Melo aponta as lanças a dois inimigos, PS e Chega.

Bem sabemos que os socialismos e os populismos se podem concertar outra vez, gerando outra crise política.

Mas arranca o novo mandato a tentar conquistar espaço à direita, primeiro com um chega para lá à Iniciativa Liberal.

O CDS não é substituído pela Iniciativa Liberal, que me parece, não compreende que o que o mercado tem de sobra em números, falta-lhe em solidariedade.

E depois, a criticar a iniciativa socialista do Chega.

Não é também substituído pelo Chega, que, dizendo-se direita, tem sido em muitos momentos o melhor aliado da esquerda em Portugal. Foi o Chega que se juntou ao PS e à extrema-esquerda para fazer cair governos da AD, governos de centro-direita. Eu devo dizer que quando assim é, melhor aliado do socialismo não se viu.

Para estes dois partidos, fica o aviso.

Nós sabemos que os votos não são elásticos, mas também sabemos que os votos não são de ninguém. E quem achar que a sua realidade cristalizou no espectro da democracia e que a sua prevalência é para sempre, desengane-se e veja a história recente da democracia em Portugal.

E nem o parceiro de coligação se livra de um lembrete.

O que eu gostava que soubessem, e digo isto com respeito, é o seguinte: o CDS não está aqui por favor nem a muleta.

O discurso de vitória de Nuno Melo, eleito para um terceiro mandato à frente do CDS, quer aproveitar os próximos dois anos para fazer os centristas ganhar músculo e crescer.

Vasco Maldonado Correia, a acompanhar o encerramento do Congresso do CDS-PP, que terminou com a reeleição da direção de Nuno Melo, vitória com 90% dos votos. Vamos ainda ao desporto. O Benfica ganhou a Taça de Portugal de futebol feminino. Venceu o Futebol Clube do Porto por 2 x 0. É a terceira vez que o Benfica levanta este troféu. Caroline Müller marcou os dois gols da equipa encarnada no Estádio do Jamor, numa final inédita no panorama do futebol feminino português. O resultado ficou fechado logo no primeiro tempo. O Benfica conquistou assim a dobradinha, uma vez que junta a Taça de Portugal ao campeonato. Após o final da partida, o treinador encarnado, Ivan Baptista, fala num ponto alto da temporada.

É um orgulho e vou-lhes chamar até uma responsabilidade muito grande estar à frente de um grupo de jogadoras como este. Um grupo de jogadoras inexcedíveis, que desde cedo perceberam que as coisas não iam ser fáceis, não há épocas fáceis. O melhor desta época ficou para o fim e isso demonstra muita resiliência deste grupo de trabalho. Por isso é um sentimento muito grande de felicidade, mas de orgulho por poder trabalhar com elas.

O treinador Ivan Baptista a destacar o orgulho e a responsabilidade que existe na equipa. Do outro lado, o treinador Daniel Chaves deu os parabéns ao adversário e destacou o caminho do Futebol Clube do Porto na Taça de Portugal.

Salvar toda a entrega das minhas jogadoras, a audácia, a coragem e o trajeto que fizemos bonito até ao dia de hoje. Não queremos prêmios consolação, estamos aqui, somos o Porto, queríamos muito ganhar este troféu, mas parabenizar o adversário que foi superior a nós.

A análise de ambos os treinadores após a final da Taça de Portugal do futebol feminino, aqui num registo do Canal 11. O Benfica conquistou o título depois de vencer o Futebol Clube do Porto por 2 x 0. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação volta às 15h30 com a síntese de notícias. Até já!