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Três horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Boa noite, sou a Marta Caramelo Nobre, está na altura de atualizar toda a informação. Começamos com a atualidade internacional. O presidente norte-americano contradiz Teerão, Donald Trump reitera que a assinatura do memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos vai acontecer este domingo. Uma garantia dada numa publicação na rede social Truth Social, da qual é dono, e na qual também acrescenta que está previsto neste memorando de entendimento a reabertura total do Estreito de Ormuz. Também um dos principais mediadores destas negociações de paz, o Paquistão, disse que a assinatura do acordo está prevista para este domingo. Mas, do lado de Teerão, um porta-voz da diplomacia iraniana aponta a assinatura apenas e só para os próximos dias, não havendo a garantia de que será amanhã, domingo. Por cá, o Presidente da República esteve este sábado, na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, e elogiou a coragem dos agricultores. Questionado sobre outros temas, o presidente não quis responder e centrou apenas o debate no setor da agricultura. O chefe de Estado realçou, sobretudo, as capacidades dos agricultores portugueses.

Saio daqui muito entusiasmado com aquilo que é a capacidade de investimento dos agricultores portugueses, a sua coragem, porque hoje ser agricultor não é fácil, não é nada fácil, e a capacidade tecnológica, a capacidade de empreender, a capacidade de resistir, a capacidade de criar riqueza no nosso país, produtos de qualidade e tecnologia de alto nível. Por isso, saio muito satisfeito e muito feliz.

António José Seguro falou também nas dificuldades da profissão e lembrou o comboio de tempestades que assolou o país no início deste ano.

Os agricultores passam um ano inteiro a investir, têm dores de cabeça, têm dificuldades. Vieram as intempéries, então aqui na zona centro, veio a tempestade Kristin. Isto é fantástico, o que eles são capazes de fazer, a sua capacidade de resistência, a sua força, o amor à terra, a tecnologia que criam, as condições que têm para inovar, a capacidade de inovação e a qualidade dos nossos produtos. E esta feira, este ano, foi sob o signo dos frutos vermelhos. Eu provei frutos vermelhos de uma enorme qualidade. Fantástico! Parabéns aos agricultores portugueses. É preciso é que eles não fiquem sozinhos nesta caminhada.

Declarações do Presidente da República, António José Seguro, que esteve nesta tarde de sábado na Feira Nacional de Santarém. O presidente da Câmara da Amadora, Vítor Ferreira, foi constituído arguido no processo da Operação Emergente. É agora o oitavo arguido desta operação, que começou no final do mês passado e que levou a buscas judiciais na sede do Partido Socialista. Em causa, suspeitas do crime de prevaricação. Ao que o Observador apurou, Vítor Ferreira é apontado como um suspeito de não ter respeitado as regras da contratação pública, ao recorrer a um ajuste direto de mais de €2000 para contratar Duarte Moral, o atual diretor de comunicação dos socialistas, e que é também um dos principais arguidos desta Operação Emergente, para a redação de um discurso da cerimónia do 25 de Abril da Câmara da Amadora deste ano. Esta é uma notícia exclusiva do Observador e que faz a esta hora manchete no site. A época balnear começou oficialmente este sábado em todo o país, mesmo sem a garantia de que todas as praias vão ter nadadores-salvadores. É um alerta deixado pelo presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, ouvido na Rádio Observador, Alexandre Tadeia confessa-se preocupado com a escassez de nadadores-salvadores, denunciada por várias associações portuguesas.

Neste momento, o que temos é um feedback das várias associações de nadadores-salvadores em Portugal, que é um feedback preocupante, a dizer-nos que não estão a conseguir contratar os nadadores-salvadores que necessitam. Estão com muita escassez de nadadores-salvadores em Portugal. Isto é um reflexo daquilo que temos dito já há vários anos, de forma consecutiva, que é necessário melhorar o nosso sistema para dar-lhe mais atratividade, para reter nadadores-salvadores, porque nós estamos a perder muitos nadadores-salvadores. Ninguém consegue neste momento dizer se vamos ter nadadores-salvadores suficientes ou não, porque efetivamente o sistema português assim está montado.

Quanto aos motivos, o presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores acredita que a falta de motivação para a carreira de nadador-salvador é a principal causa para esta crise.

As condições de trabalho, com muitas horas de trabalho consecutivas, sem folgas, e isto faz com que estes jovens, que são a grande maioria dos nadadores-salvadores em Portugal, é óbvio que considerem se irão ou não querer trabalhar no ano seguinte, e a grande maioria decide que não. E isto está muito ligado a esta falta de nadadores-salvadores e por isso é fundamental criarmos aqui, por exemplo, incentivos, criarmos estratégias nacionais, uma estratégia nacional para a profissão, que é regularizar, ter vigilância durante todos os anos nas praias que de facto merecem, ter nadador-salvador a trabalhar durante todo o ano, termos incentivos, termos uma estratégia nacional que de facto seja diferente do que é neste momento em termos políticos.

Alexandre Tadeia, o presidente da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, ouvido aqui na Rádio Observador. Olhamos agora para o mundial. A seleção portuguesa já terminou o primeiro treino em solo norte-americano, um treino que aconteceu em Palm Beach, sob o olhar atento de mais de uma centena de jornalistas e apoio da comunidade local. A acompanhar este treino esteve o enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro. E Miguel, este treino não foi só acompanhado pela comunidade local.

Há também muitos imigrantes portugueses que conseguiram um convite para estarem presentes neste treino da Seleção Nacional no Gardens, neste centro de estágios. Eu vou tentar falar aqui com um adepto. Muito boa tarde, diga-me o seu nome.

Michael Araújo.

Michael Araújo é daqui desta região de Palm Beach?

Exato, eu estou um pouquinho mais ao sul, em uma área chamada Boca Raton. Vivo lá os últimos 25 anos.

Boca Raton é cerca de meia hora de carro daqui, podemos dizer assim.

Exatamente.

Veste a camisola de Portugal, tem a seleção praticamente como vizinha agora durante essas próximas semanas. Como é que é o sentimento de um português que está aqui emigrado?

Meus pais, deu muito orgulho para a comunidade portuguesa, eu cresci ainda na África do Sul, eram parte da comunidade portuguesa, Clube Social Português. Agora vivo cá, a minha esposa é americana, meu filho está aqui ao meu lado.

Também com a camisola da seleção portuguesa.

Exato, tem que ser. O jogador dele mais favorito é o Cristiano Ronaldo. Estou aqui com meu amigo Gary. Eu o conheço há mais de 35 anos, em Inglaterra, ele organizou para vir aqui. Ele me deu uma oportunidade para vir ver Portugal hoje.

Foi ele que lhe arranjou o convite, foi isso?

Exato. Gary Walker.

E portanto, como é que vai agradecer? Pagar um jantar? Como é que isso se agradece?

Um jantar, uma cervejinha. Ele é inglês. Hoje eu faço o bacalhau.

Exatamente, bacalhau. E já o ouvi há pouco a perguntar aos jogadores se já tinham comido bacalhau. Recebeu resposta?

Um dos caras também veio: "Vamos puxar os jogadores". E comecei a falar, mas o português, a língua portuguesa, para mim, é bonita e faz-me rir quando sei o meu português, às vezes. Mas há certas palavras em português que não se pode explicar em inglês.

Diga-me o que está a achar deste treino e que jogador mais gostou de ver até o momento?

Primeiro, olha para esta situação. Isto é impecável. E os jogadores deservem isso. Todos os fins de semanas, na televisão, eu estou vendo esses jogadores. Hoje, estou a ver aqui mesmo.

Hoje está a vê-los ao vivo, não é?

Exatamente, isso é uma coisa muito diferente.

Já o vi falar com vários jogadores, ainda há pouco, a falar com o Rafael Leão. Tem recebido resposta de algum quando vai gritando para o relvado?

Eles só riem. Estão concentrados. Mas o português gosta de gozar.

Já é positivo fazer rir os jogadores neste dia em que estão a acusar o jet lag.

Eles têm que saber que têm suporte, que a comunidade portuguesa está aqui para ajudar a eles. Não que eles precisem de ajuda, têm tanta qualidade, mas eles vão precisar, neste calor, vão precisar da comunidade para puxar eles nos últimos minutos do jogo. Eles vão precisar disso, essa energia.

Muito obrigado. Está confiante para este mundial? Só para terminar.

Estou confiante, mas é uma coisa muito difícil para ganhar. Mas temos uma equipe para ganhar, uma esquadra, de certeza. Eu acho que vamos à final, pelo menos.

Muito obrigado. A confiança de um adepto português neste treino aberto à comunidade local, sobretudo, como dizia, com um convite por parte de um amigo inglês para estar neste treino da seleção portuguesa.

O enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, que está nos Estados Unidos a acompanhar o Mundial de Futebol. Entretanto, a esta hora, o jogo do Haiti e da Escócia está em tempo de intervalo. Um jogo que está a ser acompanhado pelo jornalista João Lourenço, que está em direto comigo em estúdio. João, afinal, neste momento, o jogo já começou.

Iniciou mesmo no momento em que estavas a anunciar esta partida, Marta. Mais uma vez, muito boa noite. Este triunfo, até ao momento, da equipa escocesa frente ao Haiti, uma partida que durante o primeiro tempo teve mais eficácia de um lado dos Tartan Army, a alcunha para a seleção da Escócia. No entanto, houve mais remates para a formação das Caraíbas. Oito remates para o Haiti, sete remates para a Escócia. Há aqui um fator que há de realçar, da defesa escocesa estar a dar bastantes calafrios ao ataque da formação do Haiti, não pela eficácia propriamente dita das suas individualidades na defesa, mas acima de tudo, no trabalho coletivo. O ataque do Haiti já foi apanhado três vezes em contexto de fora de jogo. O árbitro, ainda não falámos dele, Mostafa Ghorbal, tem 40 anos, o argelino, que marca presença pela segunda vez na carreira neste Campeonato do Mundo, numa fase final desta prova da FIFA. Apenas teve de ir ao bolso uma vez, foi para dar cartão amarelo ao atleta Bellegarde, o médio-centro do Álvaro, entretanto, tem sido até o sinal mais desta equipa do Haiti, vários passes no meio-campo, tem sido o mais inconformado nesta formação das Caraíbas. Até agora, tanto o treinador da Escócia como o técnico do Haiti ainda não foram ao banco. Minuto 47, vamos ver se há alterações para esta segunda parte. Entretanto, já houve outro cartão amarelo, neste caso, para a equipa da Escócia. Vamos ver o que vai acontecer neste segundo tempo, que iniciou mesmo agora. A bola está no ataque do Haiti. Vamos continuar a acompanhar esta partida nos próximos espaços de notícias do Observador.

Precisamente, João, vamos continuar a acompanhar este jogo da Escócia com o Haiti, que pertence ao grupo C do Mundial. E relembro também que a seleção portuguesa tem estreia marcada para daqui a quatro dias frente à República Democrática do Congo. Notícia de fecho do Jornal das três. A informação regressa às 15h30.