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Quatro horas. As notícias com João Costa Campos.
Esta noite foi dia de jogo em Guimarães. O Benfica levou a melhor e bateu o Vitória por três bolas a zero. Os gols foram marcados já no segundo tempo por Tomás Araújo, Samuel Dal e João Rêgo. A partida fica marcada pela expulsão de Fábio Blanco, jogador do Vitória aos 56 minutos, quando o marcador ainda estava em 1 x 0. No final da partida, José Mourinho admitiu que o intervalo foi decisivo para ajustar o que os encarnados não estavam a conseguir fazer.
Quando falhamos o primeiro gol, quando o guarda-redes defendeu o segundo, quando falhamos o terceiro, fomos sempre atrás. Eu disse ao intervalo: "Às vezes, um 0 x 0 no intervalo, quando se é agressivo, quando se é intenso, ok, o gol vai chegar, mas da maneira como estávamos jogando na primeira parte, o gol podia não chegar". E mudamos, e mudamos bem, mérito para os jogadores. Ganhar em Guimarães não é fácil e ganhar da maneira como nós ganhamos é ainda mais difícil.
Pelo lado do Vitória, o técnico Luís Pinto considera que a arbitragem acabou por ser decisiva para a partida.
Enquanto estava 11 para 11, foi mérito do Benfica. Depois, não há mérito nenhum do Benfica na forma como altera aquilo que é o rumo do jogo. Acho que ficou visível, acho que toda gente viu e é por demais evidente aquilo que se passou. Temos uma primeira parte fantástica e podíamos ter ficado a jogar contra 10, e devíamos ter ficado a jogar contra 10, e não foi isso que aconteceu. E depois num lance que a única coisa que se vê é raspar nos calções, o nosso jogador é expulso. Infelizmente, o jogo passou a ser um espetáculo fraco.
Com esta vitória, o Benfica volta a ficar a um ponto do Sporting e também do Porto, que entra em campo este domingo frente ao Sporting Braga e precisa de vencer para voltar a isolar-se na liderança do campeonato. Na política nacional, o presidente da República pede ao Parlamento mais consenso em torno de matérias estruturais, como a lei da nacionalidade. Marcelo Rebelo de Sousa, que vai receber nos próximos dias a lei da nacionalidade, que foi revista e aprovada na Assembleia da República por PSD, CHEGA, IL, CDS e JPP, depois do chumbo do Tribunal Constitucional. Depois de aprovada, sem o apoio do PS e da esquerda, o presidente da República disse agora que o país ganha mais se houver mais consenso em matérias estruturais, como a lei da nacionalidade.
Em matérias que são matérias muito transversais. Quanto maior for o consenso a nível parlamentar, melhor. Não há o risco, quando muda o governo, poder mudar a política e passar-se de política em política. Não há vantagem nisso. Há vantagem numa certa estabilidade. Outras matérias onde é importante esse consenso é precisamente as que dizem respeito a aspectos fundamentais do estatuto jurídico das pessoas, portugueses, estrangeiros. De uma maneira geral, tudo isso faz sentido ser o mais consensual possível.
O presidente da República aproveitou ainda para justificar as declarações que tinha feito sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde. Tinha criticado a falta de estratégia para o setor. Marcelo Rebelo de Sousa garante que se limitou apenas a fazer uma referência genérica sobre o estado da saúde em Portugal e que não se estava a dirigir diretamente à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Mas eu tive a ocasião de fazer uma referência genérica, que eu acho que toda mundo percebeu que tinha a ver com os ministros da Saúde, todos, desde que a situação existe. Porque eu dei até o exemplo do ministro do governo anterior, do ministro do governo ainda com o primeiro-ministro António Costa.
Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da República, em declarações aos jornalistas no Egito. Depois de quatro meses de atraso, o INEM tem todos os novos helicópteros a funcionar em pleno. A partir deste sábado, as quatro aeronaves de emergência médica vão funcionar diariamente por períodos de 24 horas. Os helicópteros vão estar sediados nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé e vão assegurar cobertura aérea em todo o território continental, sendo que o suposto era ter as aeronaves a funcionar em pleno desde o dia 1 de julho. Olhamos agora para as eleições presidenciais. O antigo primeiro-ministro Durão Barroso apoia Luís Marques Mendes na corrida a Belém. Durão Barroso lembra o passado que partilhou com Luís Marques Mendes e fala numa figura congregadora.
Foi meu ministro, competente e leal. E isso que é muito importante, sabermos que é alguém com experiência, alguém que tem sabedoria política, que sabe procurar equilíbrios, fazer consensos, que não nos reserva surpresas nem tendências para extremismos, para a função moderadora, a função congregadora que deve ser a presidência da República.
O antigo presidente da Comissão Europeia apresenta o perfil que considera ideal para a presidência da República. Começa por ter experiência governativa.
Para ser presidente da República, convém pelo menos ter passado pelo governo, ter estado, como esteve o doutor Luís Marques Mendes, a liderar um partido político, conhecer o Parlamento, conhecer as forças políticas. Os portugueses não querem extremismos, sobretudo não na presidência da República, e também querem alguém que não seja um salto no escuro.
Com experiência e sem extremismos é o perfil que Durão Barroso quer ver no Palácio de Belém e que identifica no colega de partido Luís Marques Mendes. Já André Ventura assegura que se ganhar as eleições, não vai ser um presidente corta-fitas. O candidato presidencial volta a sublinhar que não se revê no estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, diz que o presidente da República teve diferença de critérios ao longo do mandato e deixa um exemplo.
Houve uma prática de muitos presidentes de se tornarem corta-fitas. E depois houve outros, como o caso deste que temos agora, deste presidente da República, que procuraram gerar uma lógica de maior intervenção, mas uma intervenção atabalhoada. Por exemplo, ainda hoje estava a ver que o presidente que temos, Marcelo Rebelo de Sousa, e eu, como sabem, estou nos antípodas do que o Partido Socialista pode estar e da forma como o Partido Socialista governa. O presidente da República vê que só este ano já nasceram 60 bebés fora de maternidades. Lembro-me quando era a doutora Marta Temido, que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa dizia: "A saúde tem que mudar, temos que ter uma saúde diferente, por que não há aqui consequências?" E até disse que modelo de saúde defendia. O presidente pode e deve fazê-lo. Qual é que eu acho que é a diferença? É que não pode fazer quando é um governo do Chega, do PS ou do PSD com uma atitude e mudar de atitude quando é outro.
André Ventura considera que o país só teve um bom presidente da República, Ramalho Eanes. Declarações de André Ventura, o líder do Chega, na CNN Portugal. E na corrida a Belém, há um novo candidato, é Jorge Pinto, deputado do Livre, apresenta-se como uma candidatura orgulhosamente de esquerda. É um contraponto frisado pelo candidato apoiado pelo Livre, com António José Seguro. Ao contrário do antigo líder do PS, Jorge Pinto diz não ter problemas em ser posto na gaveta da esquerda.
Uma promessa vos faço: eu não cederei um milímetro nos meus princípios. Eu serei aquilo que vocês conhecem, firme naquilo em que acredito, fiel aos meus ideais e com muita vontade de mudar as coisas para melhor. Comigo, esta eleição vai mesmo ser menos do mesmo, porque sim, eu sou orgulhosamente de esquerda, porque a esquerda não é, nem nunca será uma gaveta.
Jorge Pinto avança já numa fase tardia da corrida a Belém, numa altura em que há vários candidatos no terreno há largos meses, assume que esperou por uma figura unificadora à esquerda, que diz acabou por não surgir. Entre ativistas, autarcas e dirigentes nacionais e regionais, dezenas de militantes do PAN estão de saída do partido. A desilusão com o rumo do projeto político é a principal razão apresentada. A antiga deputada Bibiana Cunha é um dos nomes a anunciar a desfiliação, acusa a liderança de Inês de Sousa Real de ter desvirtuado o partido.
Estou perante uma impossibilidade de me manter filiada a um partido que, a meu ver, desvirtuou o seu ideário e eu não consigo, de forma consciente, manter-me associada a um projeto onde a quantidade passa a ser mais importante do que a qualidade. Aquilo que eu sinto enquanto filiada é que, de facto, há uma negação da realidade.
Bibiana Cunha, que foi líder parlamentar do PAN e autarca na Assembleia Municipal do Porto, vê um partido sem espaço para autocrítica. No comunicado divulgado este sábado, assinado por cinco agora ex-militantes do PAN, pode ler-se que o partido deixou de ser quem era a única plataforma em que as causas e o ativismo comprometido alguma vez convergiram numa estrutura representativa organizada politicamente. Em Inglaterra, várias pessoas foram esfaqueadas esta noite dentro de um comboio. É uma informação avançada pelas autoridades britânicas, que adiantam que foram detidos ainda esta noite dois suspeitos. O ataque aconteceu ao início da noite num comboio inter-regional. Já foram transportados para o hospital vários feridos. O primeiro-ministro britânico já reagiu, Keir Starmer fala num episódio alarmante e pede à população que siga todas as indicações das autoridades. E fica por aqui este jornal das 16h. A informação está de regresso aqui na Rádio Observador às 16h30. Até já.