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As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Muito boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador, edição das 16h. A Polícia Judiciária está a investigar a morte de uma mulher de 33 anos, no Dafundo, no Conselho de Oeiras, num caso em que o principal suspeito é o próprio filho de 15 anos. A morte terá ocorrido na noite de quarta-feira, na sequência de uma discussão, mas o alerta só foi dado ao final da tarde de quinta-feira pelo próprio menor. Na habitação encontrava-se também a irmã do suspeito, de quatro anos, que foi acolhida e acompanhada pelas autoridades. O Observador esteve no local e falou com vários moradores. A família tinha se mudado para o bairro Clemente Vicente, junto à Marginal, há cerca de um mês, e os vizinhos relatam que os desentendimentos entre a mãe e o filho eram frequentes. Ainda assim, há uma vizinha que, apesar de não conhecer a família, fala em aparente normalidade.

Conhecer, não. Não fiz amizade com eles, nem nada. Mas de vez em quando, assim que mudaram pra cá, eu vendo na época o time brasileiro jogando e eles de camisa amarela. Eu perguntei: "São brasileiros?" "Sim, somos brasileiros." E de vez em quando, a senhora estava lá na janela, fumando, e fazia assim pra mim. E eu sempre via o rapazinho lá dentro de casa, pra lá e pra cá. Ontem à noite, por exemplo, ele estava correndo dentro de casa, inclusive com a criança. Mas sinceramente, eu não sei, não conheço.

Declarações de uma vizinha do bairro à Rádio Observador, horas antes de contactar as autoridades. O jovem foi visto na rua a acompanhar a irmã. Como o suspeito tem 15 anos, a situação enquadra-se na lei tutelar educativa, ficando a intervenção a cargo do Tribunal de Família e Menores. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador e que pode ler com mais detalhe em observador.pt. Mudamos de tema. Os tempos de espera longos nas urgências vão continuar na próxima semana. Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Esta quinta-feira, no Hospital do Barreiro, por exemplo, os utentes chegaram a esperar mais de 11 horas pra primeira observação. No Santa Maria, em Lisboa, e no Garcia da Horta, em Almada, o tempo médio de espera ultrapassou as sete horas. Xavier Barreto, presidente da associação que representa os administradores dos hospitais, diz que apesar de haver uma ligeira melhoria em comparação com o ano passado, pode haver dificuldades nas próximas semanas.

É sempre difícil fazer previsões. Eu acredito que vamos ter algumas falhas e algumas esperas mais prolongadas em algumas regiões do país. Eu acho que é preciso, apesar de tudo, colocar as coisas em perspectiva. Eu acho que, apesar de tudo, há mudanças e melhorias que podemos ir fazendo e o governo tem que avançar mais e mais rapidamente. Eu antecipo, apesar de tudo, algumas dificuldades para as próximas semanas, mas temos que as colocar em perspectiva e perceber que, apesar de tudo, há melhorias significativas noutras algumas áreas, também na área dos serviços de urgência.

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares adianta ainda duas causas para os longos tempos de espera nas urgências portuguesas.

Por um lado, de facto, nós temos algumas falhas nas escalas. Uma parte importante das escalas dos serviços de urgência são garantidas por prestadores de serviço, e eles, como sabemos, estão menos disponíveis pra trabalhar durante os meses de verão, particularmente durante o mês de agosto, e, portanto, há falhas. Há problemas também de procura. Repare, nós sabemos que a população do país aumentou muito nos últimos dois anos. Em algumas regiões do país, temos também fluxos por conta do turismo.

Xavier Barreto, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, no programa Explicador da Rádio Observador. Os técnicos de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica anunciaram esta quinta-feira que vão avançar com uma greve de dois dias em setembro. Uma paralisação a acontecer nos dias 14 e 28 de setembro. O presidente do sindicato, Rui Lázaro, admite que são esperados constrangimentos para esta greve.

Comunicamos à Comissão de Trabalhadores que, tendo em conta a vontade manifestada pelos nossos sócios, pelos trabalhadores em geral, iremos avançar para dois dias de greve geral, para já, no dia 14 e no dia 28 de setembro. Enfim, esperemos alguns constrangimentos, mas também esperemos que desta vez o governo e o INEM estejam mais preparados para uma greve geral do que estiveram há um ano e meio atrás.

Uma greve geral relacionada com a nova lei orgânica do INEM, que entrou em vigor este mês. A nova lei que prevê a passagem das ambulâncias do instituto para as unidades locais de saúde, além de outras mudanças na resposta às emergências, como a possibilidade das tripulações passarem a deslocar-se em viaturas ligeiras. As estruturas representativas dos sindicatos denunciam que com a alteração, o INEM vai perder uma centena de ambulâncias. Já a direção do instituto nega. Os trabalhadores do INEM partem assim para uma greve, uma paralisação que Rui Lázaro garante que não é motivada por questões laborais.

Não estão em causa com esta greve questões laborais, salariais. Está em causa, sobretudo, o desmantelamento do INEM e a consequência que isso pode ter para a vida de vários cidadãos. É isso que está em causa. Estamos a defender o país e os portugueses ao anunciar esta greve, que desejamos que seja desconvocada caso o governo assuma compromissos nesse sentido.

Declarações do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar à RTP esta quinta-feira. Rui Lázaro, que pede ainda a demissão do presidente do INEM, acusa Luís Mendes Cabral de recusar o diálogo O Partido Social-Democrata abre esta sexta-feira, a época das reentradas partidárias, com a festa do Pontal, em Quarteira, no Algarve. É a edição número 50 do evento e que marca também o início de uma sequência de reentradas políticas de outros partidos, que se vai prolongar até meados de setembro, bem antes do começo dos trabalhos parlamentares. O momento principal desta sexta-feira é o discurso do presidente do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro. O líder dos sociais-democratas regressa a um evento onde, no ano passado, foi alvo de críticas, juntamente com outros dirigentes do partido, por participar na festa numa altura em que o país enfrentava um período crítico de incêndios. Na atualidade internacional, subiu para 281 o número de mortes na sequência do sismo que atingiu a Colômbia no início desta semana. É o que dá conta o último balanço feito pelo presidente colombiano esta quinta-feira. Há ainda a registar cerca de 4 mil feridos e quase 400 desaparecidos. O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, garantiu que a busca por sobreviventes é a prioridade absoluta das equipes de resgate, que contam, nesta altura, com apoio e ajudas internacionais. O sismo deixou ainda mais de 44 mil famílias desalojadas. As regiões do Vale da Cauca e Risaralda são das mais afetadas, com as cidades de Cali e Pereira a registarem o maior número de vítimas mortais. Ainda na atualidade internacional, o vice-presidente norte-americano acusa o Irão de não honrar compromissos. J.D. Vance garante que os Estados Unidos vão conseguir cumprir os objetivos de manter o petróleo e o gás baratos para os norte-americanos. Ainda assim, afirma que os iranianos são imprevisíveis.

"O que eu posso dizer com confiança é que acredito que isto terminará com os Estados Unidos numa posição mais forte, com o Irão sem armas nucleares e com o estreito de Ormuz novamente num estado em que os preços do petróleo e do gás sejam estáveis para o povo americano. Creio que a questão aqui, Will, é que os iranianos, por vezes, assumem compromissos que não honram, fazem o acordo e depois não o cumprem."

Declarações do vice-presidente norte-americano à CBS News, que surgem no dia também em que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos afirma que o país vai aplicar sanções econômicas nunca antes vistas na história do Irão. Tempo ainda de olharmos para o desporto nesta edição das 16h. Esta sexta-feira é dia de futebol, neste caso, da Primeira Liga portuguesa. Sporting e Vitória de Guimarães vão abrir a segunda jornada desta Primeira Liga em Alvalade. O apito inicial está marcado para as 20h15. As duas equipes procuram conquistar o primeiro triunfo na competição. Um jogo que vai contar com emissão especial aqui na Rádio Observador, com relato e comentário. Arranca pouco depois das 20h. Recordar que na estreia o Sporting empatou a duas bolas no terreno do Estrela da Amadora, depois de ter estado a vencer por 2 x 0. Já o Vitória de Guimarães vem de uma derrota por 1 x 0 frente ao Arouca. Noutros jogos, o Benfica empatou esta quinta-feira a uma bola frente ao Hearts, na Escócia, e garantiu a presença no playoff de acesso à Liga Europa. Os encarnados beneficiaram da vitória por 6 x 1, na primeira mão na Luz. Na conferência de imprensa, ao final do jogo, o técnico dos encarnados fala em objetivo cumprido.

É uma realidade, missão cumprida. Vínhamos aqui para ganhar, o nosso objetivo era ganhar. Acho que na primeira parte demonstrámos isso. E na segunda parte não conseguimos mostrar. Tão simples como isso, temos de estar mais positivos em relação ao que foi a primeira parte. Mais uma vez ficou provado que alguns desses jogadores ainda não têm condição para jogar 90 minutos, é claro, para jogar como nós queremos jogar e vamos ter que jogar. Hoje a nossa pressão não funcionou tão bem, não fomos uma equipe tão pressionante como temos sido. E para pressionar, tem que sair das pernas, tem que sair do corpo e nós temos que conseguir fazê-lo.

Declarações de Marco Silva ao final do jogo. Daqui a uma semana, o Benfica joga com o Aarhus, da Dinamarca, na primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa. Da Liga Europa passamos à Liga Conferência. O Braga empatou esta quinta-feira contra o Dinamo Minsk. Foi um nulo, mas o nulo foi suficiente para avançar na qualificação para a Liga Conferência, pois os bracarenses venceram na primeira mão, na Pedreira, por 1 x 0. Estão assim apurados para o playoff de acesso à Liga Conferência, onde vão encontrar o Viena, da Áustria. E é com desporto que fechamos esta edição das 16h. A informação está de regresso às 17h, logo depois da repetição do Contracorrente. Até já!