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Cinco horas. As notícias com Nadine Soares. Bom dia. A agenda política continua centrada em torno dos debates eleitorais, numa altura em que sobem de tom as críticas entre o PSD e PS. Pedro Nuno Santos acusa Montenegro de ter medidas que não são para todos. É a resposta do secretário-geral do PS, depois de o primeiro-ministro ter comparado o atual Partido Socialista ao de José Sócrates, por prometer tudo a todos. O secretário-geral do PS admite que metade do que o líder do PSD disse é verdade, porque as promessas do partido destinam-se a toda a gente. No entanto, Pedro Nuno Santos fala na outra metade, que é falsa. Desmente que promete tudo. Defende que as medidas apresentadas pelo PS são para todos, ao contrário das medidas de Montenegro.
Estava a fazer a apresentação das medidas e Luís Montenegro diria, na sua intervenção, na apresentação do seu candidato a uma câmara, que o líder do PS tinha prometido tudo a todos. Foi mais ato quase de truque de ilusionismo, porque Luís Montenegro não estava a assistir à minha apresentação, porque estava sentado numa plateia, mas foi capaz de dizer isto. Eu tenho de dizer que há uma coisa: metade do que ele diz sobre o que nós dizemos é verdade. Uma metade é falsa. Nós não prometemos tudo, mas a outra metade é verdadeira, a todos. Porque verdadeiramente o que nos distingue é que as nossas medidas de política são para todos, ao contrário das medidas de política de Luís Montenegro.
Uma resposta de Pedro Nuno Santos durante a campanha da candidatura de João Azevedo à autarquia de Viseu. Em causa está uma acusação feita por Luís Montenegro. O primeiro-ministro acusava o socialista de prometer tudo a toda a gente e por isso comparou o atual PS ao de José Sócrates.
Alguém mais longe estava a apresentar o programa eleitoral para as próximas eleições legislativas do próximo dia 18 de maio e estava precisamente, à boa maneira de um ex-primeiro-ministro chamado José Sócrates, a prometer tudo a toda a gente. Agora, a prometer tudo a toda a gente, como se fosse exequível, responsável, estar de um momento para o outro, a prometer dar tudo a toda a gente.
Crítica feita por Luís Montenegro no papel de líder social-democrata de visita à Póvoa de Lanhoso, na apresentação de Fátima Alves como candidata à autarquia pela coligação PSD/CDS. O PSD tem hoje marcada uma conferência de imprensa para reagir de forma mais detalhada às medidas já apresentadas pelo PS, como por exemplo, Pedro Nuno Santos prometeu o regresso do IVA zero e um salário mínimo de € 1.110 até 2029. Os socialistas querem aumentar o salário mínimo e garantir apoios, como, por exemplo, nos custos da habitação.
É por isso que o próximo governo do PS vai uniformizar e alargar o acesso aos apoios ao arrendamento, partindo das respostas existentes, o Porta 65 e o apoio extraordinário, que deixaram, na prática, de funcionar a partir do momento em que a AD foi para o governo. Mas avançaremos a partir destes programas para garantir que os apoios para o arrendamento jovem, mas também para as famílias que não são jovens, consiga chegar à maioria do povo português, que tem uma elevada taxa de esforço com a habitação.
Os socialistas querem ainda integrar os serviços de medicina dentária e psicologia nos cuidados básicos do Serviço Nacional de Saúde. São algumas das medidas prometidas por Pedro Nuno Santos na apresentação do programa eleitoral. O líder socialista acusa ainda Luís Montenegro de ter deliberadamente provocado uma crise política no país. Pedro Nuno Santos fala num primeiro-ministro sem credibilidade e de um executivo incompetente.
E se perguntarmos por que, as razões são simples e começam, desde logo, na liderança de governo, começam logo em Luís Montenegro. Luís Montenegro esgotou a sua credibilidade, desperdiçou a confiança que os portugueses lhe deram, desbaratou a oportunidade que os portugueses lhe deram para resolver os problemas. Luís Montenegro não se pode mesmo queixar de mais ninguém, a não ser de si próprio. Mas liderou um governo que em vários momentos, ao longo destes últimos 10 meses, revelou que era profundamente incompetente.
Declarações de Pedro Nuno Santos na apresentação do programa eleitoral do PS. Em análise a estas propostas, o editor de política do Observador fala num plano com ideias mais centrais, com várias medidas direcionadas à carteira dos portugueses. Rui Pedro Antunes explica que o líder do PS está a tentar chegar às principais preocupações.
Pedro Nuno Santos faz uma radiografia do país que parece mais ou menos sensata, identifica aquilo que possam ser as principais preocupações que o governo Luís Montenegro não responde, ou seja, onde é que possa estar a falhar. E basta andar nos transportes públicos, nos cafés, ou conversar com amigos em qualquer lado, para se perceber que as pessoas se queixam de que está tudo muito caro. E o que ele responde a isso? Responde a questão do IVA zero e, portanto, o cabaz alimentar. Depois tenta ir a esses problemas do quotidiano das pessoas. Eu diria que ele aqui tenta, de alguma forma, centrar-se ideologicamente e ir à procura disso, que são os problemas das pessoas.
Análise de Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador, ao plano socialista para as próximas eleições legislativas. Mariana Mortágua critica o programa do PS sobre a habitação e não se compromete com o acordo à esquerda. A coordenadora do Bloco admite que ainda só tinha lido a parte da habitação do programa do PS. Mariana Mortágua avisa já que nenhuma proposta socialista vai ao encontro do interesse dos portugueses.
Eu não li ainda o programa do PS, foi apresentado hoje, é extenso. Presumo que uma parte seja o programa anterior, em que foi atualizado, mas sem identificar as partes atualizadas, torna-se difícil. Confesso que li a parte da habitação, fui direta à parte da habitação quando recebi o programa. E há uma certeza que eu consigo dar: nenhuma das propostas que ali está vai baixar o preço das casas. Isso garanto.
E isso não cria uma ponte com o seu partido?
Não, eu penso que é preciso ter medidas que baixem o preço das casas e é preciso ter capacidade de diálogo e vontade para fazer isso. Os deputados do Bloco farão isso. Eu farei isso na Assembleia da República no futuro.
Declarações de Mariana Mortágua, em entrevista na CNN Portugal. A coordenadora bloquista mostra-se ainda confiante de que o partido vai crescer nas eleições de maio. O Bloco de Esquerda apresenta hoje em Lisboa propostas para a área da habitação. O LIVRE, por exemplo, fecha hoje as listas de candidatos do partido em Coimbra e o Chega, em Santarém, aprova também as listas finais de deputados candidatos às legislativas do próximo mês. O Presidente da República lamenta que a cultura seja ainda um parente pobre aos olhos da sociedade. Marcelo Rebelo de Sousa quer ver os temas culturais presentes na campanha eleitoral.
Ainda é um parente pobre aos olhos de uma parte importante da sociedade portuguesa. E como normalmente os políticos refletem o que é dominante na sociedade portuguesa, isso significa que isso tem um custo em termos do poder político nacional.
Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa depois de visitar a Casa Museu de Vilar, em Lousada, um espaço dedicado ao cinema de animação. Num dia em que se sabe também que o filme "Fogo do Vento", da portuguesa Marta Mateus, venceu o prémio de melhor primeiro filme internacional em Itália, um prémio do Festival de Busto Arsizio. A obra teve a estreia mundial no ano passado. A história acompanha vários personagens da comunidade alentejana. Chega às salas de cinema portuguesas em setembro. Sobre o mau tempo, os efeitos da tempestade Núria vão sentir já este domingo. Sete distritos do continente estão sob aviso amarelo devido às chuvas fortes. São esperados também episódios de granizo e trovoada. É uma informação avançada pelo IPMA. São eles Setúbal, Lisboa, Leiria e Santarém e ainda Beja, Évora e Portalegre. Na atualidade internacional, em França, a União Nacional de Extrema-Direita convocou hoje uma manifestação em Paris de apoio à líder Marine Le Pen, após a condenação por desvio de fundos europeus. Decisão que a tornou inelegível para cargos públicos durante cinco anos. A ação foi convocada pelo atual líder do partido, Jordan Bardella, que encorajou a extrema-direita a sair à rua para protestar contra a decisão judicial, que também condenou Le Pen a quatro anos de prisão. Parte da oposição francesa classificou esta manifestação como um protesto contra a independência do poder judicial. Passamos ao desporto. Este domingo é dia de clássico, Futebol Clube do Porto e Benfica. O treinador das Águias, Bruno Lage, considera o jogo importante, mas não decisivo.
Cabe-me a mim responder sobre nós. Para nós é importante, não é decisivo, por isso cabe-me a mim falar sobre como nós encaramos o jogo. Sobre o lado do Porto, façam vocês a vossa leitura. Sobre o lado do jogo, por aquilo que eu tenho visto e por aquilo que analisámos, acredito que vai ser um jogo muito dividido e muito rápido, porque ambas as equipas gostam de jogar rápido. Nós também sentimos muito confortável nisso. Ambas as equipas gostam de pressionar.
Palavras do treinador do Benfica na conferência de antevisão do jogo. Já Martín Anselmi, treinador dos Dragões, não esconde que o clássico com o Benfica é um jogo especial.
Nestes jogos não interessa o momento de forma, não interessa a posição na tabela classificativa. Este é um jogo à parte, onde isso não importa. Não há favoritos, mas cada equipa chega num momento bem diferente. Temos uma essência que é só nossa no Futebol Clube do Porto. Isso não muda conforme o adversário. Não mudamos isso por ninguém. Gostamos de ser protagonistas, de pensar na baliza adversária e de atacar. E é isso que pretendemos fazer.
Martín Anselmi em conferência de imprensa de antevisão ao clássico para ouvir, com relato e comentário em direto aqui na Rádio Observador. A emissão especial de desporto começa às 18h30, duas horas antes do início do jogo no Estádio do Dragão. É o ponto final neste noticiário. Voltamos a atualizar toda a informação às 5h30. Até já.