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As notícias com Marta Caramelo Nobre.
Muito bom dia e começamos com a atualidade internacional. O presidente norte-americano recua na intenção de atacar o Irão, anúncio feito pelo próprio na rede social Truth Social. Donald Trump afirma que Washington estava pronto para atacar Teerão com uma força militar nunca antes vista, mas aceitou travar a ofensiva a pedido do Irão e de outros países na região, após terem sido alcançadas bases para um acordo. Trump, que garante ter o apoio de Israel neste processo, afirma que o entendimento prevê a reabertura do estreito de Ormuz, bem como o fim da ameaça nuclear iraniana. O recuo surge numa altura em que o Médio Oriente estava em alerta para uma eventual ofensiva da parte dos Estados Unidos. Entretanto, o secretário de Estado norte-americano, Mark Rubio, em entrevista à Fox News, afirmou que o Irão está nesta altura mais disponível para negociar com Washington. Olhamos agora pra crise migratória no enclave espanhol de Ceuta. O governo português apoia a realização de uma reunião de emergência dos ministros do Interior da União Europeia para discutir a situação na região. A confirmação foi dada este sábado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, numa publicação na rede social X. O chefe de governo defende que a gestão da imigração exige uma política rigorosa de regulação e humanismo e sublinha a importância da cooperação com os países de origem. O encontro extraordinário está marcado pra próxima terça-feira por videoconferência e responde ao pedido de 22 países dos 27 Estados membros da União Europeia. Entretanto, as autoridades espanholas garantem que o fluxo migratório foi estancado durante a última noite e que a maioria dos migrantes já regressou a solo marroquino. Lembrar também que há a registrar pelo menos 68 mortos entre os migrantes que tentavam chegar ao enclave a nado. O rei de Espanha demonstrou este sábado indignação pelos acontecimentos em Ceuta e pediu ao Estado espanhol para evitar que este cenário se repita. Felipe VI reagiu nesta tarde de sábado aos acontecimentos dos últimos dias referentes à crise migratória causada pela entrada ilegal de milhares de cidadãos marroquinos naquele enclave espanhol. O rei de Espanha diz também ter estado em contato com os presidentes de Ceuta e Melila e lembrou ainda ao governo que o Estado deve zelar pela segurança destas duas cidades espanholas no norte de África. Já do outro lado da fronteira, a situação é acompanhada por várias ONGs, que afirmam que pelo menos 100 mil pessoas tentaram atravessar a fronteira. Duas ONGs marroquinas de direitos humanos emitiram comunicados este sábado, nos quais atiram as culpas para Rabat. Uma delas, o Observatório do Norte dos Direitos Humanos em Marrocos, que estima, com base em avaliações preliminares, que pelo menos 100 mil pessoas provenientes de diferentes regiões do país tentaram atravessar a fronteira, sendo que dessas apenas 60 mil conseguiram fazê-lo com sucesso. O Observatório realça ainda a inação das forças de segurança marroquinas para impedir estas migrações. Já a Associação Marroquina dos Direitos Humanos lançou também um comunicado este sábado, uma nota onde expressa que esta crise reflete o bloqueio do horizonte social no país e evidencia a incapacidade do Estado marroquino de garantir o mínimo de dignidade humana à população. Esta mesma organização acusa Rabat de instrumentalizar a migração para fins políticos, considerando que criou as condições catastróficas que levaram a esse deslocamento em massa, semelhante ao que acontece em zonas de guerra e conflitos armados. A associação exige também a abertura de uma investigação séria e independente. No desporto, o Futebol Clube do Porto entrou a vencer na nova época ao conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira. Foi frente ao Torriense, com um gol de Viktor Fossholt, a selar o resultado final do jogo de 1 x 0. No final da partida, o treinador dos azuis e brancos, Francesco Farioli, admite que a vitória não foi fácil.
Foi uma partida muito difícil. Mérito total ao Torriense pela organização e pela qualidade de muitos jogadores. É uma equipa muito física, que complicou bastante a nossa vida, mas era importante vencer e conseguimos. Agora temos algumas horas pra comemorar e depois foco total na próxima semana e no início do campeonato.
Declarações do treinador do Porto à Sport TV. Já o técnico do Torriense, Luís Tralhão, diz que apesar da derrota, sai do jogo orgulhoso.
Fazer o jogo que fizemos aqui hoje enche-me de orgulho. Fico muito entusiasmado também pra o que aí vem. Por outro lado, já estou começando a habituar a ganhar taças e sentir que ficamos tão perto. Não existem vitórias morais, mas há aqui um sentimento agridoce. Muito orgulhoso pelo que fizemos em campo. Acho que o Futebol Clube do Porto e nós tivemos quase o mesmo número de oportunidades. Não tenho a estatística, mas sentimos que estivemos muito próximos de marcar. Obviamente, estamos hoje a jogar com uma equipa de um poderio fantástico, uma intensidade brutal, mas honestamente, hoje, acho que pelo menos era justíssimo o prolongamento.
Declarações à Sport TV do treinador do Torriense, depois da derrota na Supertaça Cândido de Oliveira por uma bola a zero frente ao Futebol Clube do Porto. A partida, que marca o arranque oficial da temporada 2026/2027, decorreu este sábado no estádio da cidade de Coimbra.
As autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano, podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal. Anúncio feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial. O fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas devem ser apresentadas até o final do mês de novembro e o governo revela ainda que as autarquias podem também recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos. E este é um apoio que surge numa altura em que há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria, com as câmaras municipais ainda a alertarem para a falta de apoio ou atrasos no processo. Teresa Freiras. Seis meses depois, ainda há, pelo menos, 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristina, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários. A jornalista Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há cerca de seis meses. E é o ponto final neste jornal das 17h. O essencial da informação está de regresso às 17h30 em formato de síntese. Até já.