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As notícias com Carlos Pedro.

Bom dia. Acontecem hoje as tão aguardadas eleições dos Estados Unidos da América. Kamala Harris e Donald Trump lutam para suceder a Joe Biden na Casa Branca. E, entretanto, estão terminadas as respectivas campanhas eleitorais. Primeiro, Kamala Harris esteve no início desta madrugada na Pensilvânia. Num discurso curto, focou-se sobretudo nos direitos reprodutivos das mulheres e garantiu que vai se sentar à mesa com quem não concorda com os ideais da democrata. Seguiu depois para Filadélfia, onde encerrou desta forma a campanha.

"Are you ready to make your voices heard? Do we believe in freedom? Do we believe in opportunity? Do we believe in the promise of America? And are we ready to fight for it? And when we fight, we win!"

Kamala Harris, no encerramento da campanha eleitoral, a apelar ao voto e à união dos norte-americanos, falou ainda sobre a necessidade do país ter uma liderança focada nas novas gerações, longe da violência e marcada pela liberdade de todos. Já Donald Trump promete corrigir o que considera ter sido destruído pela democrata. O antigo presidente garante que, em caso de vitória, vai resolver todos os problemas do país.

"Together we will save this country, we will defeat the corrupt system in Washington, and America's future will be an absolutely incredible one. That's what it is. But we got to start immediately. This is all you really need to know. It's simple, not particularly beautiful as a statement, but very simple. It's Kamala broke it, I will fix it. "

Donald Trump, num comício na Pensilvânia, a dizer que vai salvar o país do que considera ser um sistema corrupto, garante um futuro brilhante para os Estados Unidos em caso de vitória e refere ainda, de forma categórica, que vai corrigir o que diz ter sido destruído por Kamala Harris. O republicano abordou ainda o tema da imigração. Continua a falar num país invadido por criminosos e, por isso, deixou a promessa de que com ele no poder, os norte-americanos vão presenciar a maior deportação de criminosos da história. Ou Kamala Harris ou Donald Trump, um deles vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos e as sondagens apontam para resultados renhidos entre dois candidatos que não podiam ser mais diferentes, como nos contam os jornalistas Maria João Brás e João Costa Campos.

Kamala Harris, 60 anos, candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata. Tirou Direito na University of California Hastings. Dedicou a carreira à causa pública. Durante 30 anos, foi procuradora no estado da Califórnia. Em 2011, foi eleita procuradora-geral deste estado, tornando-se assim a primeira mulher a ocupar a posição. O percurso na política começa precisamente no ano em que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, em 2016. Kamala Harris candidata-se pelo Partido Democrata ao Senado. Venceu e fez mais uma vez história, tornando-se assim a primeira mulher negra a chegar à Câmara Alta do Congresso. Chega quatro anos depois à Casa Branca como vice-presidente de Joe Biden, um cargo que ocupa atualmente. Se for eleita presidente dos Estados Unidos, volta a ficar registrada nos livros de história por ser a primeira mulher eleita para a Casa Branca.

Donald John Trump, 78 anos, candidato do Partido Republicano. Estudou Finanças e Comércio na Universidade da Pensilvânia e tornou-se famoso pelo império imobiliário, que herdou do pai, e que estendeu a várias áreas de negócio, passando por cassinos, hotéis e até uma companhia aérea. Em 2004, atingiu o auge da popularidade ao entrar em casa dos americanos, através do pequeno ecrã, com o reality show The Apprentice. Em 2016, venceu a corrida frente à democrata Hillary Clinton e mudou-se para a Casa Branca. Foi o primeiro presidente sem carreira na política ou nas Forças Armadas. Durante os quatro anos de mandato, protagonizou várias polémicas, nomeadamente pela gestão da pandemia Covid-19. É negacionista das alterações climáticas e foi até alvo de duas tentativas de impeachment, uma delas por incitamento à insurreição, na sequência da derrota nas eleições de 2020. Recandidatou-se depois do primeiro mandato, mas perdeu frente a Joe Biden, que quer agora voltar à Casa Branca depois de um interregno de quatro anos.

Considerada pela esquerda como progressista, apontada pela direita como marxista, a verdade é que, mais do que uma ideologia, Kamala Harris defende causas. Exemplo disso é a liberalização do aborto. Se for eleita, Harris quer repor a lei alcançada através do caso Roe versus Wade. Isto significa permitir o aborto em todos os estados norte-americanos, sem exceção. Do ponto de vista da economia, Kamala Harris garante que a primeira prioridade é reduzir a inflação, promete mais apoios à classe média, nomeadamente com ajudas na compra da primeira casa ou incentivos fiscais à natalidade. Em simultâneo, quer aumentar os impostos às grandes empresas e milionários. Falamos ainda de política externa, um tema sempre presente nos discursos dos dois candidatos. Sobre a Ucrânia, Harris promete apoiar Kiev com mais fundos e, no Médio Oriente, tal como Joe Biden, a democrata apoia a solução dos dois Estados, não reconhece a Palestina e apela a um cessar-fogo na Faixa de Gaza. No entanto, pelo que defendeu até agora, se vencer as eleições, os Estados Unidos vão continuar a ser o aliado número um de Israel.

A direita vê-o como a salvação dos valores tradicionais ameaçados, a esquerda como uma ameaça às minorias e à própria democracia. Se voltar à Casa Branca, terá mão firme com a imigração. Promete avançar no primeiro dia de mandato com uma deportação em massa de imigrantes ilegais. A nível económico, vai repor o protecionismo ao aumentar as taxas de importação. Sobre política externa, vai continuar a apoiar totalmente Israel, palavras do próprio, e cortar o apoio à Ucrânia. Donald Trump é o homem que se propõe a tornar a América dos valores tradicionais grande outra vez. Um trabalho dos jornalistas Maria João Braz e João Costa Campos. A poucas horas das eleições, quase 80 milhões de pessoas já votaram de forma antecipada no país. A Rádio Observador tem preparado uma emissão especial para acompanhar a par e passo todas as incidências destas eleições norte-americanas. E estas são eleições vistas com muita expectativa, um pouco por todo o mundo. O secretário-geral da NATO assegurou ontem que a Aliança Atlântica vai trabalhar com o candidato que vencer as eleições presidenciais. Mark Rutte assegura ainda que a aliança vai fazer de tudo para permanecer unida. Em conferência de imprensa, o secretário-geral defende que o interesse da NATO é o interesse dos Estados Unidos. Mark Rutte referiu ainda que os norte-americanos sabem que se Putin tiver sucesso na Ucrânia, a Rússia vai colocar-se em posição para ser uma ameaça direta aos territórios da NATO. A Coreia do Norte disparou pelo menos sete mísseis balísticos de curto alcance esta madrugada na costa leste do país. É o que avançou o ministro da Defesa do Japão, numa informação citada pela agência Reuters. Acontece depois de Pyongyang condenar os exercícios militares que envolvem os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. O ministro da Defesa japonês considera que esta ação norte-coreana tem como objetivo protestar contra estes exercícios, mas também mostrar uma presença forte do país antes das eleições norte-americanas. E na atualidade nacional continua o tabu. Carlos Moedas não revela se vai recandidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa, mas garante que o trabalho na capital ainda não terminou. Era um dos pontos que gerava mais expectativa no jantar que assinalou os três anos de mandato à frente da Câmara de Lisboa. Carlos Moedas não fez qualquer revelação sobre o futuro, mas deixou uma promessa.

Há uma coisa que vos digo: vamos entrar neste último ano. Este último ano é um ano para trabalhar. É um ano para trabalhar todos os dias. É um ano em que eu me sinto com mais energia, mais vontade, mais motivação para continuar a fazer, para continuar a resolver, mas sobretudo para continuar a entregar. E por isso, aquilo que nós estamos aqui a fazer hoje é isso, é olhar para os três anos e dizer que temos mais um ano neste mandato e que esse ano não pode ser nem um momento em que não olhemos todos os dias para aquilo que fazemos. Eu vou continuar, minhas queridas amigas e meus queridos amigos, com a vossa ajuda.

O autarca de Lisboa criticou ainda o PS, cola o partido ao bloco de esquerda e alerta para os perigos do extremismo.

Este PS, e eu repito, este PS, um PS que está a chegar cada vez mais à extrema-esquerda, um PS que se transformou no megafone do bloco de esquerda, e digo isto com o coração pesado, porque não era esse o PS de Mário Soares. Um PS em que quanto pior, melhor. Que como vimos na semana passada, aquilo que aconteceu nas televisões, em que os desacatos, em que aquilo que aconteceu foi que os polos vinham os extremos, uns vinham contra os outros, polarizavam, ninguém serenava. E aqueles que nós somos aqueles os moderados, somos aqueles que podemos serenar a sociedade contra os extremos.

São declarações de ontem de Carlos Moedas num jantar do PSD organizado na Estufa Fria, em Lisboa. Um jantar que contou também com a presença de Hugo Soares. O líder parlamentar social-democrata respondeu ao PS, que criticou a ausência de Luís Montenegro nos bairros que foram afetados pelos desacatos na semana passada. Hugo Soares acusa Pedro Nuno Santos de estar baralhado quando deveria estar focado em ser oposição.

E de fato, o doutor Pedro Nuno Santos parece muito baralhado. Ele está a falar de um primeiro-ministro que é conhecido precisamente por ter uma proximidade enorme com o povo português. Está a falar do primeiro-ministro que visitou os 308 concelhos do país, que esteve nas regiões autónomas, em todos os concelhos, que esteve junto às nossas comunidades e que está constantemente na rua, junto dos eleitores, aqueles que vão depositando e alargando a confiança neste governo. E, portanto, eu creio que o doutor Pedro Nuno Santos está muito baralhado.

O social-democrata não revela para já se Luís Montenegro tem intenção ou não de visitar os bairros afetados por vários tumultos na semana passada. Já sobre o recuo das declarações de Margarida Blasco sobre o direito à greve nas Forças de Segurança, Hugo Soares lembra que foi a ministra quem resolveu os problemas no setor.

Não sei, não faço ideia se há algum problema de comunicação ou não com a senhora ministra da Administração Interna. O que eu sei é que foi esta ministra da Administração Interna que resolveu os problemas que o anterior governo, o governo do doutor Pedro Nuno Santos, não foi capaz de resolver. Esta ministra foi a ministra que acabou com a injustiça, com a iniquidade que havia entre a diferença do subsídio de risco, como sabem, da Polícia Judiciária e das Forças e Serviços de Segurança, PSP e GNR. Eu sou adepto de membros do governo que façam, que mudem a vida das pessoas.

Hugo Soares, que recusa as críticas de má gestão nas equipas do governo, fez questão ainda de lembrar Pedro Nuno Santos, do executivo de António Costa, marcado por várias demissões. Oito distritos estão esta manhã sob aviso amarelo em Portugal continental. Em causa está a previsão de chuva, por vezes forte. É o que indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo estão em alerta até às 9h. Já Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda mantêm o alerta amarelo até ao meio-dia. Voltamos agora atenções para o desporto. O Sporting defronta hoje o Manchester City para a Liga dos Campeões. É o último jogo de Rúben Amorim no Estádio de Alvalade antes de rumar ao Manchester United. Espera-se, por isso, uma despedida para o técnico português perante os adeptos leoninos. Na antevisão ao encontro, Rúben Amorim foi questionado sobre o tema da saída e assegurou que vai ter saudades. Quanto a arrependimentos, o treinador respondeu assim:

Não, raramente me arrependo. Arrependo-me algumas vezes, mas raramente me arrependo das decisões. Eu ainda não tive tempo para sentir saudade, mas eu sei que vou ter muitas saudades de tudo, do país, dos meus jogadores, de todo o clube, mas teremos tempo para sentir isso. Talvez um bocadinho no fim do jogo, porque é o último jogo em Alvalade, mas neste momento não dá para sentir nada. Vamos esperar até o último jogo a seguir a Braga.

Sobre o jogo com os ingleses, Amorim promete um Sporting fiel à identidade da equipa. O duelo entre Sporting e Manchester City arranca quando forem 20h. Vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Foi a notícia de fecho neste jornal. A informação volta a ser atualizada às 6h30. Até lá, continue na companhia da Rádio Observador.