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Seis horas. As notícias com Matilde Malva Sabino. Bom dia. O Partido Socialista realiza este sábado a rentrée política em Coimbra. O Convento de São Francisco foi o local escolhido pelos socialistas para acolher a convenção autárquica nacional, a um mês das eleições autárquicas, as primeiras com José Luís Carneiro na liderança do partido e depois de uma pesada derrota do Partido Socialista nas legislativas. A rentrée estava marcada para o passado sábado, mas o secretário-geral do PS decidiu adiá-la uma semana, na sequência do grave acidente com o Elevador da Glória, em Lisboa, que matou 16 pessoas. São esperados em Coimbra autarcas, candidatos e dirigentes socialistas de todo o país. Porém, os olhos vão estar postos em José Luís Carneiro, que vai discursar no encerramento da convenção. As autárquicas de 12 de outubro vão ser o primeiro desafio eleitoral para Carneiro como secretário-geral do PS. Quem também marca a rentrée política este sábado é o LIVRE. O 16º congresso do partido arranca às 9h30 da manhã, no Porto, no Mosteiro de São Bento da Vitória. No programa, está a discussão da estratégia do partido para as eleições autárquicas de outubro, que já conta com quase meia centena de candidaturas, sendo que metade resultam de coligações à esquerda. À semelhança do Partido Socialista, o LIVRE adiou também a rentrée, que estava inicialmente prevista para os dias 6 e 7 de setembro, por causa do acidente do Elevador da Glória. O IMT questionou a Carris após o incidente de 2018 para saber se poderia repetir-se na Bica e na Santa Justa, apesar de não supervisionar o Elevador da Glória. O pedido de informação foi feito porque um departamento do IMT queria perceber se a mesma situação poderia afetar os elevadores da Bica e de Santa Justa, até porque à data partilhavam a mesma empresa de manutenção, a CME. A informação sobre o descarrilamento de maio de 2018 foi pedida pelo departamento do IMT, que tinha a responsabilidade pela segurança ferroviária nesse mesmo mês e terá sido dirigida ao diretor da Carris e não à administração. Terá sido uma diligência informal para obter esclarecimentos. Segundo o que o Observador apurou, não deu origem a qualquer relatório ou recomendações. Questionados pelo Observador sobre esta diligência, o IMT e a Carris não responderam. Este é um artigo assinado pela grande repórter Ana Suspiro e faz a esta hora manchete no site do Observador. Vamos agora às eleições presidenciais. André Ventura vai anunciar se é candidato ou não na próxima terça-feira, dia 16. Segundo o que apurou o Observador, é o que o líder do Chega disse aos conselheiros no fim do Conselho Nacional que se reuniu esta sexta-feira em Lisboa. E à semelhança de André Ventura, o Chega está dividido. O partido não está alinhado na hora de dizer sim ou não a uma candidatura presidencial. Por um lado, há quem assuma que é um mau sinal ir a votos, por considerarem que o líder do Chega deve focar-se na liderança da oposição e não desviar atenções do objetivo de chegar a primeiro-ministro. Por outro lado, há quem defenda que não há volta a dar. Ventura já não tem como não ir a votos. O presidente do Chega saiu assim do Conselho Nacional ainda mais confuso e sem uma decisão unânime. Depois de várias horas a ouvir opiniões contraditórias sobre uma eventual candidatura a Belém, a decisão está agora nas mãos de André Ventura. Este é um artigo assinado pela jornalista de política Inês André Figueiredo, que pode ler em mais detalhe no site do Observador. Seja ou não candidato a Belém, André Ventura vai recandidatar-se à liderança do Chega, uma posição assumida no discurso que antecedeu a reunião do Conselho Nacional do partido em Lisboa. O presidente do Chega diz que toma esta decisão por considerar que o trabalho que iniciou ainda não está terminado.

Disse à direção nacional e disse ao Conselho Nacional que me recandidataria à presidência do Chega no congresso que vamos ter em breve, nas próximas semanas ou meses. Quero vos deixar hoje aqui claro, tal como vos disse noutros momentos: independentemente de avançar ou não para as eleições presidenciais e independentemente do seu resultado, eu vou me recandidatar a presidente do Chega, porque entendo que o meu trabalho não está terminado.

André Ventura volta a mostrar-se disponível para candidatar-se a presidente da República. Apesar de não considerar a solução ideal, indica que o objetivo é apoiar um candidato que seja capaz de disputar a segunda volta. Falou ainda sobre os resultados da mais recente sondagem da Aximage para o Diário de Notícias, que coloca pela primeira vez o partido na dianteira com 26,8%, à frente da AD com 25,95%. André Ventura diz que o Chega nunca esteve tão perto de ganhar.

Ainda não ganhámos, mas estamos mais perto que nunca com o trabalho que todos temos feito para chegar a esse objetivo. Por isso fomos a estas eleições legislativas com o sentido de sacrifício, mas de risco. Penso que tivemos o melhor resultado que poderíamos ter. Ainda não ganhámos. Estamos a fazer esse caminho. Mas chegamos a este dia com a certeza que tivemos um resultado que provavelmente ninguém esperava, que poucos acreditavam, e nos tornámos um partido verdadeiramente representativo das aspirações das pessoas.

De regresso ao tema das presidenciais, o líder do Chega diz que o partido não pode apoiar nem António José Seguro, nem Luís Marques Mendes, a quem acusa de ser o candidato do montenegrismo. Ventura sublinha que está na altura do Chega ter um candidato que seja capaz de garantir um lugar na segunda volta das presidenciais. A Fitch subiu esta sexta-feira o rating de Portugal de A- para A, com perspetiva estável. Em comunicado, a agência de notação financeira aponta vários motivos para subir a classificação do país, em destaque a redução contínua da dívida, uma posição orçamental equilibrada, défices reduzidos a partir de 2026, o aumento das exportações e ainda um crescimento resiliente. A Fitch junta-se assim a outras agências que têm subido o rating de Portugal. O governo já reagiu a esta notícia. Em comunicado, o Ministério das Finanças afirma que a decisão da agência de notação financeira é um reconhecimento do trabalho feito pelo Executivo liderado por Luís Montenegro, mas também das famílias e das empresas. Vamos a um ponto de situação do incêndio que deflagrou esta tarde de sexta-feira, no distrito de Vila Real. Cerca de 300 operacionais combatem a esta hora o fogo em Carva, no concelho de Murça. Mantêm-se duas frentes ativas a lavrar com intensidade, de acordo com a CNN Portugal. As chamas estão a ganhar força devido ao vento. Uma das frentes a arder com intensidade está virada para a aldeia de Fiolhoso. Foi o que indicou o comandante Subregional do Douro, em declarações à Lusa, no final da noite desta sexta-feira. Pelas 20h30 o combate estava a evoluir favoravelmente. O comandante Miguel Fonseca informou que a aldeia estava protegida. A outra frente virada para Perafita, já no concelho de Alijó, arde com média intensidade numa zona de grande dificuldade de acessos. Segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estão neste momento cerca de 300 operacionais a combater o fogo, apoiados de mais de 90 viaturas. O fogo deflagrou pelas 14h30 em Carva esta sexta-feira, progrediu para a área de Asnela e depois no Alta Serra, dividiu-se para Perafita e Fiolhoso. No desporto, o Benfica empatou com o Santa Clara a um golo. O golo das Águias foi marcado por Pavlidis aos 59 minutos. Quanto aos açorianos, marcaram já nos descontos, um golo de Vinícius. De recordar que a partir dos 38 minutos o Santa Clara jogou apenas com 10, depois de um vermelho direto a Paul Victor. A partida, que decorreu no Estádio da Luz, marcou o arranque da jornada cinco da Primeira Liga. No final do confronto com o Santa Clara, Bruno Lage falou de um jogo difícil. Em declarações à Benfica TV, o treinador assumiu responsabilidade pelo empate já no tempo de compensação.

Jogo difícil de preparar, com os jogadores a chegarem ontem. No entanto, isso não invalida o desfecho final. Penso que, tal como o nosso capitão disse, tínhamos o jogo controlado, mas não é ele que tem as responsabilidades do empate. As responsabilidades são todas minhas deste empate.

Bruno Lage no final do empate com o Santa Clara esta noite de sexta-feira na Luz e com os olhos postos no jogo com o Qarabag da próxima terça-feira para a Liga dos Campeões. O técnico dos encarnados diz que a equipa tem de entrar a vencer.

Agora é recuperar. Temos já um jogo na terça-feira para vencer, os três pontos aqui em casa. Temos que fazer uma boa Champions, temos que vencer, entrar a vencer.

Bruno Lage a antecipar o jogo do Benfica em casa na próxima terça-feira às 20h com o Qarabag para a Liga dos Campeões. Já este sábado no Estádio do Dragão, o Futebol Clube do Porto recebe o Nacional da Madeira às 18h e à noite é a vez do Sporting jogar em Vila Nova de Famalicão às 20h30. Os dois jogos têm relato e comentário aqui na Rádio Observador. O ator e encenador Marco Mendonça é o vencedor da sexta edição do Prêmio Revelação do Teatro Nacional Dona Maria II. O anúncio foi feito esta sexta-feira numa pequena cerimônia no Teatro Variedades, em Lisboa. O prêmio de €5.000 foi atribuído por um júri composto por 15 representantes do meio artístico e cultural português. Marco Mendonça vê a distinção como o reconhecimento do trabalho e das pessoas que o têm acompanhado profissionalmente.

É importante saber que existem grupos de pessoas, de pares, acima de tudo, que isso é muito importante também, que estão atentos a artistas, pessoas que criam e que desafiam as probabilidades. E nesse caso, o júri é composto por pessoas que eu respeito muito e que admiro muito e que são pessoas que também, de certa forma, desafiaram as probabilidades de sucesso na altura em que começaram.

O ator e encenador Marco Mendonça sublinha o significado especial de receber este prêmio, pois foi há exatamente 10 anos que entrou para o Dona Maria II como estagiário. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 18h30. Até já.