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São 6 horas. As notícias com Diana Rosa.

Muito bom dia. Começamos pelo Médio Oriente. É precisamente a esta hora, 6h, que começam a ser libertados os reféns detidos pelo Hamas, na Faixa de Gaza. No mesmo dia em que decorre uma cimeira no Egito para discutir as próximas fases do cessar-fogo. O acordo prevê que os reféns sejam entregues até ao meio-dia, hora local, 10h em Lisboa, mas tanto Israel como os Estados Unidos já confirmaram que a libertação deve acontecer ainda nas primeiras horas da manhã. O segundo grupo de reféns deve ser libertado daqui a uma hora. O Channel 12 avança que os 20 reféns vivos devem ser libertados em três pontos. Um deles fica na cidade de Gaza, outro na zona central do enclave e um terceiro em Khan Yunis. O Hamas já publicou os nomes dos 20 prisioneiros que vão ser libertados. Os reféns vão ser entregues pelo Hamas à Cruz Vermelha Internacional, como tem sido habitual noutras libertações. A Cruz Vermelha deve ter perto de uma dezena de carrinhos nos pontos de entrega. Estas pessoas são depois levadas ao encontro dos militares israelitas numa base dentro da Faixa de Gaza. As IDF ficam responsáveis por levar os reféns libertados à base de Raim, onde devem passar por uma avaliação médica e depois reencontrarem as famílias. Entretanto, espera-se também que o presidente norte-americano chegue a Tel Aviv ainda no início da manhã, onde vai falar no Parlamento israelita, vai encontrar-se com Benjamin Netanyahu e reunir-se com os familiares dos reféns. Segue depois para a cimeira no Egito perto da hora do almoço, onde vão estar mais de 20 líderes mundiais para participarem nesta reunião pela paz em Gaza. Keir Starmer é um dos que já está no país. O primeiro-ministro britânico deve reunir-se com nomes como Emmanuel Macron, Mark Carney ou António Guterres. Prevê-se também a realização de uma cerimónia de assinatura oficial do acordo de cessar-fogo pelos mediadores dos Estados Unidos, o Egito, o Qatar e a Turquia. Falamos agora das eleições autárquicas. O PSD conseguiu ganhar as maiores câmaras municipais do país. Em Lisboa, Carlos Moedas renovou a liderança. No Porto, a autarquia voltou para as mãos dos sociais-democratas com Pedro Duarte. Na reação a estes resultados, Luís Montenegro considera que desta forma o PSD mostrou ser o maior partido de Portugal.

É com profunda satisfação que, como presidente do PSD, posso hoje constatar que voltámos a ser o maior partido português no poder local. Somos o maior partido português no poder regional e somos também o maior partido português na Assembleia da República.

Noutras reações, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, diz que o partido não ganhou, mas demonstrou que é a maior alternativa do país. Quanto ao Chega, o líder André Ventura assumiu que os resultados conseguidos pelo partido ficaram aquém do esperado. O reconduzido presidente da Câmara Municipal de Lisboa acredita que desta vez tem todas as condições para poder governar a capital, ainda que não tenha conseguido eleger o vereador que precisava para obter maioria absoluta. No discurso de vitória, Carlos Moedas pede responsabilidade à oposição para evitar problemas no trabalho a desenvolver pela autarquia e reclama a vitória com o aumento de votos. Miguel Viterbo Dias.

Esperou praticamente até ao fim da contagem de votos e ficou a um vereador da maioria absoluta. Contas feitas, Carlos Moedas conseguiu uma votação mais expressiva e por isso canta vitória.

Os resultados destas eleições foram claros. Tivemos mais de 30 mil votos do que da última vez. É esse o resultado dessa eleição. Ganhámos as eleições, ganhámos, reforçámos a nossa votação e os lisboetas, no fundo, disseram com clareza que querem mais Moedas.

Apesar de não ter conseguido a maioria absoluta, o reeleito presidente entende que o vereador, que acrescentou ao Executivo, é suficiente para conseguir cumprir mais medidas do programa eleitoral.

Por razões de governabilidade, não conseguimos fazer tudo no primeiro mandato. Agora, sim, vamos conseguir.

E por isso, deixa também um aviso à oposição para que não crie instabilidade. Isto porque Lisboa entendeu reforçar a votação.

Os lisboetas com esta votação foram claros: não querem instabilidade. Não foi nisso que votaram. Os lisboetas querem estabilidade na pluralidade desta cidade e que é esta cidade. E essa estabilidade exige muito de nós, exige um esforço adicional de todos nós, um esforço de diálogo, de compromisso, de moderação.

E mesmo sem maioria, Carlos Moedas afasta a possibilidade de distribuir responsabilidades para outros partidos, excluindo, desde logo, o Chega.

Não há aqui negociação com ninguém, há uma mesa com 17 vereadores. Esses vereadores estão lá sentados e eu tenho que dirigir essas reuniões e tenho que encontrar soluções à volta dessa mesa, é aquilo que vai ser feito. Agora, eu não tenho nenhuma coligação com o Chega, nem nunca vou ter, nem nunca tive.

Carlos Moedas ao som de "One More Time", na renovação do mandato para mais quatro anos à frente dos destinos de Lisboa.

Miguel Viterbo Dias, com alguns dos destaques do discurso de Carlos Moedas. No Porto, Pedro Duarte sucede a Rui Moreira, considera que foi uma campanha arriscada, queixa-se de algumas tentativas de manipulação, mas congratula-se com a estratégia seguida pela coligação que encabeça.

Rejeitamos ir atrás de ondas que basicamente nos tentavam manipular e induzir num determinado sentido. Nós estivemos sempre próximos das pessoas, a olhar para o interesse dos portuenses

Acima de qualquer outro objetivo. Foi, portanto, uma campanha arriscada, mas conseguimos.

Pedro Duarte quer governar sem acordos e conta com o sentido democrático da oposição. Já Manuel Pizarro, do PS, admite a desilusão com este resultado. Considera que ficou muito aquém do que esperava. Lembra, no entanto, que o Partido Socialista aumentou o número de vereadores na autarquia. E apesar de o PS ter perdido precisamente nas autarquias do Porto e Lisboa, José Luís Carneiro enaltece os resultados conseguidos pelo partido depois de uma hecatombe nas eleições legislativas. O Partido Socialista demonstrou que ainda é uma das forças mais importantes do país e, no mínimo, a principal alternativa. É a leitura feita pelo secretário-geral, que sublinha que PS e PSD ficaram praticamente empatados no número de câmaras municipais alcançadas.

O Partido Socialista voltou como grande partido de alternativa política ao governo. Para aqueles que entendiam que o Partido Socialista estava numa perda definitiva de representatividade na sociedade portuguesa, o PS mostrou vitalidade e voltou, e os portugueses voltaram a confiar no Partido Socialista.

José Luís Carneiro considera ainda que o PS conseguiu, nestas eleições, renovar a confiança dos eleitores. O Chega elegeu pela primeira vez presidentes de câmara: Albufeira, Entroncamento e São Vicente, na Madeira. Ainda assim, a fasquia de André Ventura era mais elevada do que isso. O líder do Chega assume que não atingiu os resultados que queria, mas olha para o copo meio cheio. Diz que agora, pelo menos, tem voz autárquica.

O Chega venceu também hoje as suas primeiras câmaras municipais na história do partido. É importante dizer isto. O Chega mais que quadruplica o resultado de 2021 das eleições autárquicas. Esta não era, no entanto, a vitória e a amplitude da vitória que queria.

André Ventura destaca a necessidade de mudança manifestada pelos eleitores dos conselhos em que o Chega conseguiu eleger presidentes de câmara. E como acontece em todas as eleições autárquicas, houve algumas surpresas. Vanessa Cruz.

O PS conquista pela primeira vez a Câmara de Viseu. João Azevedo rouba a liderança do município ao histórico autarca da cidade, Fernando Ruas. Quebram-se 36 anos de PSD no poder. Exatamente a mesma herança que termina agora do outro lado da moeda, em Guimarães, câmara conquistada por PSD/CDS aos socialistas. Mas há mais destaques. A vitória histórica do PS em Bragança, reconquista Coimbra, ganha Faro e consegue, em Évora, tirar a autarquia à CDU. Ainda no Alentejo, o PSD conquista Beja ao PS. O Chega ganhou em Albufeira, acaba com o domínio do PSD no conselho e o fenómeno Entroncamento, como o líder André Ventura previa, também se verifica. A primeira câmara para o Chega foi mesmo a autarquia de São Vicente, na Madeira. E da ilha, outra surpresa. Paulo Cafôfo demite-se da liderança do PS Madeira. Os socialistas perdem um dos três municípios que ainda tinham. Cafôfo vai convocar eleições internas e está fora. Não se recandidata. Arranhida, Sintra, acaba nas mãos do PSD com Marco Almeida. Em Setúbal, a antiga autarca do PCP, Maria das Dores Meira, reconquista a câmara, agora como independente, apoiada pelo outro espectro, PSD e CDS, e faz a CDU derrapar para quarto lugar. Não é surpresa, porque as sondagens já indicavam, mas o antigo líder social-democrata Luís Filipe Menezes regressa 12 anos depois à Câmara de Gaia. Santana Lopes e Isaltino Morais, de pedra e cal, com maiorias absolutas, um na Figueira da Foz, o outro em Oeiras.

Vanessa Cruz, com alguns destaques desta noite eleitoral. Regressamos à atualidade internacional, mais propriamente a Espanha, para lhe dizer que a Cruz Vermelha acolheu esta noite na região de Montsià cerca de 500 pessoas afetadas pelas inundações provocadas pelas chuvas torrenciais que atingiram a Catalunha. Entretanto, já partiu um caminhão do setor humanitário da região para distribuir 450 cobertores, 150 colchões e quase 2 mil litros de água a estas centenas de pessoas acolhidas em abrigos e instalações municipais. A Agência Meteorológica da Catalunha adianta que em vários pontos da região ultrapassaram os 100 litros de chuva por metro quadrado. A linha de emergência regional atendeu quase duas mil chamadas de emergência e as chuvas provocaram o transbordo de ribeiros, arrastaram veículos, contentores e equipamentos urbanos. O governo da Catalunha declarou ontem situação de emergência. Pede aos cidadãos que fiquem em casa. As escolas estão hoje encerradas.