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São 6 horas. As notícias com Nadine Soares. Bom dia. A tempestade Christine continua a ser destaque. Começamos este jornal com os efeitos e consequências do mau tempo. A Proteção Civil registou mais de 5 mil ocorrências até às 10 da noite. É um balanço feito à Rádio Observador pelo oficial de operações da Proteção Civil, Miguel Oliveira.
Entre as 0h e as 22h de hoje, foram registadas em território continental 5463 ocorrências, sendo que as mais graves, aquelas que tiveram mais danos, registaram-se na região de Coimbra, região do Oeste e também a região de Leiria. Na maioria dos casos, trataram-se de quedas de árvores, cerca de 3375, e também quedas de estruturas, com 1188.
A Proteção Civil dedicou um especial cuidado à região de Leiria. Recuperar para tentar voltar à normalidade é a prioridade e por isso houve reforço de meios no local. Nas próximas horas, a precipitação e o vento vão continuar, mas agora com menor intensidade. Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga vão estar sob aviso vermelho por agitação marítima na noite e madrugada de sexta-feira para sábado, estando também toda a costa ocidental atualmente em aviso laranja. Os prejuízos na região de Leiria são incalculáveis. A recuperação pode demorar um ano, é o que adianta o autarca de Leiria, que fala num cenário de guerra. Gonçalo Lopes espera que o governo decrete o estado de calamidade, uma hipótese que o primeiro-ministro não descarta. O autarca garante que os danos são avultados.
Os prejuízos ainda não estão calculados, mas temos cenários dantescos de igrejas sem telhados, pavilhões desportivos sem coberturas, muitas casas sem telha, casas e carros totalmente destruídos, gruas derrubadas. É um cenário próprio de pós-catástrofe, muito parecido com aquilo que costumamos ver na televisão no ambiente de guerra.
A falta de energia é um dos principais constrangimentos, faz com que os restantes serviços fiquem em causa, como o abastecimento de água ou as comunicações. O Hospital de Leiria, por exemplo, diz que tem autonomia de água para dois dias e energia para três. A expectativa é que demore dois dias até que a eletricidade seja restabelecida. Quanto às escolas, estão encerradas. Só sexta-feira vai saber-se se estão prontas para reabrir na próxima semana. Também o presidente da Câmara da Marinha Grande descreve a situação do Conselho como um caos. A Marinha Grande, que fica colada ao Conselho de Leiria, está dentro desta área mais afetada. Não há eletricidade, nem comunicações, nem abastecimento de água. Paulo Vicente fala numa situação sem precedentes e deixa ainda um apelo.
Ao governo para que olhe para os prejuízos, que são inúmeros, em empresas, em equipamentos municipais, em vias de comunicação, em tudo. Também que reforcem as forças de segurança e, portanto, apelar também aos outros municípios que possam dispender equipamentos para nos ajudar.
Paulo Vicente, presidente da Câmara da Marinha Grande, um dos municípios que ativou o Plano Municipal de Emergência, na sequência da passagem da depressão Christine. E a Iniciativa Liberal pede ao governo que declare estado de calamidade no distrito de Leiria. O partido liderado por Mariana Leitão pede que o executivo aja de forma célere e responsável. Não compreende, assim, a hesitação de Luís Montenegro. Através das redes sociais, a IL lembra que a legislação em vigor é clara ao definir que o estado de calamidade se aplica a situações de catástrofe, acidentes graves ou uma série de acidentes capazes de provocar elevados prejuízos materiais e eventualmente vítimas. Defende, por isso, que é imperativo garantir rapidamente os instrumentos excepcionais previstos na lei, por forma a dar uma resposta eficaz na mobilização de meios adequados e o apoio necessário à reposição da normalidade. E viramos a página, olhamos ainda para as eleições presidenciais. António José Seguro captou mais um apoio à direita. Rui Rio admite que vai votar no candidato apoiado pelo Partido Socialista, por exclusão de partes. Em entrevista à CNN, o ex-mandatário da candidatura de Gouveia e Melo explica que, sobretudo, é um voto contra André Ventura.
Vou votar em António José Seguro, principalmente porque eu não quero um presidente que é populista, um presidente que não tem problema nenhum em mentir e em utilizar argumentos falaciosos para conseguir subir, utilizar demagogia. É um presidente do TikTok. Muita gente criticava o professor Marcelo de tirar as selfies. Agora, tinha lá um presidente que fazia pecinhas do TikTok e brincadeiras TikTok. Isto não é perfil para presidente da República.
Rui Rio, que considera ainda que se André Ventura ganhasse as eleições presidenciais, seria o equivalente a ter o partido Chega a dirigir o Palácio de Belém. Já André Ventura acusa António José Seguro de ser inútil. É uma das críticas do candidato do Chega depois do debate de terça-feira rumo às eleições. André Ventura tirou o dia para criticar o adversário de toda e qualquer maneira. Primeiro perante estudantes em Lisboa, depois nas ruas de Mem Martins, onde nasceu. O candidato do Chega diz que o debate revelou que António José Seguro não é solução para o país. Miguel Vitor Bento.
Depois do único debate da campanha e com o adversário muito à frente nas sondagens, a cartada é atirar a Seguro.
Inutilidade total. Eu peço desculpa usar esta expressão, mas é um profundo desconhecimento do país, é um profundo desconhecimento da lei, é um profundo desconhecimento do que se quer fazer. E eu acho que isso, ao menos, o debate trouxe esse mérito. Mesmo os que não querem isso ontem perceberam que o meu adversário não tem ideia sobre nada, não pensa sobre nada, não vai ser firme em nada e o que diz, quase tudo, é absolutamente redondo.
E perante uma plateia de alunos da Universidade Luziada, desabafou.
Como dizem os ingleses: "What the fuck?" É mesmo verdade. A pessoa pensa: "Que diabo, o que eu estou aqui a fazer, meu? Jesus!"
André Ventura, que insiste que Seguro é o candidato sem ideias e avisa que entre os vários socialistas, é dos piores.
É uma coisa híbrida. Mas caras, os piores socialistas são estes, porque são precisamente aquela coisa morna que ninguém sabe o que é que defende.
O candidato do Chega acabou o dia em Mem Martins, em Sintra, na terra natal, onde perdeu para Seguro, mas garante que agora vai ganhar perante um adversário que já conta com lugar em Belém.
Mas há um dos candidatos que acha que já ganhou. E ao achar que já ganhou, acha que pode espezinhar, humilhar.
André Ventura, que começa a acelerar o ritmo, não veste o fato institucional e continua, já nas ruas de Sintra, a atirar ao adversário.
Chamava-lhe de está ao zero. Por quê? Porque são zero ideias. E eu acho que ontem o debate ao menos deu para isso. Portanto, não há aqui confusão nenhuma. As pessoas sabem quem quer fazer mudanças e quem quer manter.
O candidato do Chega num dia entre estudantes apoiantes na Universidade Lusíada e a população em Sintra.
Miguel Viterbo Dias com os destaques do dia de campanha de André Ventura, depois do único debate televisivo da segunda volta. O candidato começa esta quinta-feira o dia em Coimbra. E falamos ainda de desporto, uma noite histórica na Liga dos Campeões, dupla vitoriosa portuguesa. Começamos pelo Benfica. Venceu esta noite o Real Madrid por 4 x 2, mantém-se na competição. O marcador na Luz foi inaugurado aos 30 minutos por Kylian Mbappé. Vantagem que não durou muito com Andreas Schjelderup a empatar a partida aos 36 minutos e já nos descontos da primeira parte, Pávlović de pênalti colocou o Benfica em vantagem. Aos 54 minutos, Schjelderup torna a marcar e alarga assim a vantagem das Águias. Kylian Mbappé insiste e faz o segundo da noite. Mas o grande momento deste jogo deu-se no último lance, aos 90 minutos mais sete, quando Trubin, o guarda-redes das Águias, subiu à área merengue e cabeceou para fazer o 4 x 2. No final da partida, o treinador das Águias, José Mourinho, diz que não se lembra de nada igual.
Ganhar ou perder jogos no último minuto ou na última jogada do jogo, sim, já me tinha acontecido diversas vezes, mas nesta situação em que estás a ganhar, mas não chega e depois pensas que chega, mas não chega e depois tens que mudar coisas e tens que correr riscos, porque no fim, esta bola podia dar 3 x 3 e com o 3 x 3 seríamos da mesma eliminados, mas acho que ganhar o Real Madrid tem sempre um peso importante e significativo, mas naquele momento, temos que ir com tudo.
José Mourinho na flash interview da Sport TV. O técnico fala de uma vitória histórica do Benfica frente à equipa que também já treinou, o Real Madrid. Com este resultado, as Águias conquistaram o lugar no playoff dos oitavos da Liga dos Campeões. Do outro lado, o Sporting venceu em Bilbao por 3 x 2, ganha o bilhete de acesso aos oitavos de final. Os verdes e brancos estiveram a perder por duas vezes, com gols de Sancet aos três minutos e Guruzeta aos 28. Mesmo assim, conseguiram dar a volta ao resultado com tentos de Diomande aos 12 minutos, Francisco Trincão aos 62 e ainda Alisson Santos, já nos descontos da segunda parte do jogo, a marcar o gol da vitória dos Leões no final. O treinador dos verdes e brancos, Rui Borges, mostrou-se orgulhoso de toda a equipa.
Não há palavras para descrever a minha equipa, os jogadores. Eles são incríveis. Eu disse-lhes isso, acho que eles são incríveis, independentemente do que acontecesse hoje no jogo, são incríveis, são muito bons, porque são uma grande equipa e um grande coletivo, que foi algo que também frisei antes do jogo. Dentro de todos os contratempos que fomos tendo, a malta soube reagir, não perdeu o equilíbrio, conseguiu e continuou a acreditar até o fim. E acho que por tudo que fizemos ao longo desta primeira fase, foi muito merecida esta conquista.
Declarações de Rui Borges no final do jogo, na flash interview da Sport TV. Os Leões já tinham garantido a presença no playoff, mas com esta vitória cimentam-se no top oito da Europa, apuram-se diretamente para os oitavos de final. É com o desporto que encerramos este jornal das seis da manhã, mas deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.