Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.

Jornal das seis na Rádio Observador. As alterações propostas pelo governo ao Código do Trabalho são votadas hoje, na generalidade, no Parlamento. O Chega deverá viabilizar a proposta com o objetivo de levar a discussão para a especialidade. Foi isso que deixou nas entrelinhas André Ventura, já na fase final do debate que ocorreu ontem na Assembleia da República. É onde vai a votos este pacote laboral durante a manhã de hoje. A tarde de ontem foi marcada por trocas de acusações da esquerda à direita, enquanto decorria uma manifestação da CGTP perto da escadaria que dá acesso à entrada principal do Parlamento. Mas antes, vamos recordar o que aconteceu ontem com Hugo Soares, do PSD, confiante em como o documento vai receber luz verde. Miguel Viterbo Dias.

Por muito que vos custe, amanhã esta proposta vai ser aprovada.

É um Hugo Soares confiante perante um Chega que quis deixar o resultado em aberto.

Ainda não sabemos, a esta hora, o que acontecerá com a reforma laboral que o governo aqui apresenta.

Mas que logo de seguida teve um André Ventura a dizer que a vitória será do partido.

Quem conseguiu corrigir um erro na amamentação e nos direitos das mães? Foi o LIVRE, o PCP, o PS? Não, foi o Chega. Foi o Chega que conseguiu esta vitória.

Nas entrelinhas, a vontade do Chega em levar a proposta pra especialidade, perante um PS que se mantém contra e a atirar a Ventura.

Escolhe a agenda dos seus financiadores, é ela que prevalece sempre. Amanhã, este governo aprovará a reforma laboral. É, acima de tudo, a sua traição aos trabalhadores de mão dada com Luís Montenegro.

Hugo Soares garante que as distâncias não são assim tantas.

Está mais perto desta nossa proposta do que aquilo que eles dizem. A questão é meramente tática. Para o Partido Socialista, queria mesmo era demonstrar que o governo não tinha condições de governar.

E se uns falam em tática, a ministra do Trabalho, que defendeu a reforma de Passos Coelho, falou em saudades.

O PS pede ao governo que deite a sua reforma fora e comece de novo. O PCP, por seu turno, pede que a rasgue. É um dueto nostálgico, senhoras e senhores deputados, que tem consigo, evidentemente, o histórico da geringonça.

O PCP garante que esta reforma é um ataque a quem trabalha num lapsus linguae de Alfredo Maia.

A luta de classes existe mesmo e este pacote laboral, que também é liberal, é uma violenta expressão deste facto.

Se à esquerda a oposição é total, à direita há aplausos tímidos.

A verdade é que esta proposta da AD não se pode propriamente considerar uma reforma estrutural, mas já vai no caminho certo.

Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, no debate sobre a Lei do Trabalho, que vai ser votada amanhã. Pacote laboral para ser votado hoje. A proposta deu entrada no Parlamento a 18 de maio, com mais de 50 alterações face ao anteprojeto inicial apresentado pela ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho. O PS volta a liderar as intenções de voto dos portugueses. A AD cai para o terceiro lugar, atrás do Chega. É o que revela uma nova sondagem da Intercampus para o "Now" e o "Correio da Manhã". Os socialistas reúnem 24,3% das preferências dos inquiridos. Esta aqui é uma tendência que tem vindo a solidificar-se nos mais recentes estudos de opinião. O Chega aparece com 20,3% e só depois a AD com 19,5% de potenciais eleitores. O estudo mostra ainda que nenhum dos líderes partidários consegue uma avaliação positiva por parte dos eleitores, mas José Luís Carneiro é o que consegue maior empatia junto dos inquiridos. A marcar a atualidade nacional está também a detenção de nove pessoas ligadas ao Movimento Armilar Lusitano, um grupo neonazi. São nove elementos acusados do crime de terrorismo, planeavam um ataque contra Luís Montenegro, Marcelo Rebelo de Sousa e outras figuras da sociedade portuguesa. O primeiro-ministro era um dos alvos mencionados na lista, a par dos antigos presidentes Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva, e ainda o antigo líder do governo e atual presidente do Conselho Europeu, António Costa. De acordo com a acusação do Ministério Público, a que o Observador teve acesso, são ao todo 29 crimes, entre os quais o crime de tráfico de armas, o crime de detenção de arma proibida e, claro, o crime de terrorismo. Entre os detidos e pertencentes a este grupo, está um agente da PSP em funções na Polícia Municipal de Lisboa. Era o número dois do grupo e foi o único acusado de dois crimes de abuso de poder e de outros dois crimes de acesso ilegítimo, por exemplo, à morada do primeiro-ministro Luís Montenegro. Ao todo, mais de 80 personalidades e 40 políticos foram identificados por este Movimento Armilar Lusitano, que os considerava responsáveis pelo que dizem ser o declínio da nação. Pode ler mais sobre o tema no site do Observador. O artigo da editora adjunta de sociedade, Leonor Rio, faz a esta altura manchete em observador.pt. Os trabalhadores da saúde estão hoje em greve para exigir a valorização profissional, a melhoria das condições de trabalho e em defesa do Serviço Nacional de Saúde. Foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e exige ao governo a negociação das carreiras destes profissionais. De acordo com a mesma associação, o Ministério da Saúde tem se limitado a reconhecer a existência dos problemas e a anunciar que está previsto começar as negociações, sem, entretanto, encontrar soluções. Lá fora arrancam hoje, na Suíça, e sem J.D. Vance, as negociações de paz entre Irão e Estados Unidos. A informação é avançada pela Al Jazeera, que cita um porta-voz da Casa Branca. Ontem, o Ministério Suíço dos Negócios Estrangeiros confirmou que as negociações iniciais do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão estão marcadas para hoje, sexta-feira. J.D. Vance não estará presente, mas afirma que a delegação norte-americana está preparada pra partir assim que houver uma oportunidade. Entretanto, continuam os avisos. O chefe da delegação iraniana, Ghalibaf, promete uma resposta esmagadora aos Estados Unidos em caso de violação do memorando. O chefe da delegação iraniana afirma que os Estados Unidos já levaram uma porrada na guerra uma vez e podem levar uma porrada ainda mais forte, caso queiram regressar às hostilidades. Entretanto, também as portagens do Estreito de Ormuz estão suspensas durante os próximos 60 dias. A informação é avançada num comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, citado pela Agência de Notícias Iraniana Tasnim. Os navios retidos no Golfo Pérsico voltaram ontem a navegar por Ormuz, mas apenas em duas vias. De acordo com a CBS News, a principal rota ainda está fechada. Estima-se que terá cerca de 80 minas que precisam de ser, entretanto, retiradas. Tempo ainda para olhar pro mundial de futebol. O México, um dos anfitriões da prova, é a primeira equipe apurada para os 16 avos de final. Venceu nesta madrugada a Coreia do Sul por 1x0. Valeu o gol de Luis Romo, já na segunda parte. O México faz assim seis pontos em dois jogos, fruto de duas vitórias, e beneficia também do empate entre a República Tcheca e a África do Sul. Os mexicanos jogam agora contra os sul-africanos na última jornada. Dar conta também que terminou já de madrugada o Canadá 6, Catar 0. Destaque pro hat-trick de Jonathan David. O avançado da Juventus foi o homem do jogo. O Canadá lidera o grupo B com quatro pontos, os mesmos da Suíça, que derrotou ontem a Bósnia por 4x1. Bósnia e Catar, que têm apenas um ponto. Fica por aqui este jornal. A informação regressa às 18h30.