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São 7 horas.

Bom dia, meu nome é João Gama. Tempo de utilizar as notícias na Rádio Observador e começamos com o futebol. O Futebol Clube do Porto venceu o Sporting em Alvalade por 2 x 1 e agora líder isolado do Campeonato Português. Depois de uma primeira parte sem gols, no segundo tempo, os portistas marcaram dois tentos. O primeiro foi feito pelo neerlandês Luuk de Jong, aos 61 minutos, e três minutos depois, um grande gol do brasileiro William Gomes a aumentar a vantagem portista. Aos 74 minutos, o Sporting ainda reduziu a vantagem com um autogolo do argentino Neón Pérez, mas o resultado ficou inalterado até ao fim. O Porto venceu em Alvalade por 2 x 1 e no final da partida, Francesco Farioli, treinador dos Dragões, realçou a vitória em casa do bicampeão nacional.

Eu acho que foi um clássico bem jogado, com muita intensidade e com muita coragem. Tivemos desejo de pressionar, de jogar com bola, de ser agressivo quando era momento de ser agressivo e de sofrer quando era o momento de sofrer. No final, jogamos na casa do campeão. Eles não perdem aqui há 24 jogos e nos últimos 42, eles perderam apenas um. Eu acho que foi algo muito especial, mas agora precisamos de virar a página e continuar a trabalhar.

Francesco Farioli no final da vitória frente ao Sporting. Já o treinador dos Leões, Rui Borges, destacou um jogo acima de tudo intenso e competitivo.

Acima de tudo, foi um jogo repartido, intenso, bem jogado de porta a porta, competitivo. Depois, nós entramos bem nos primeiros 10, 15 minutos, conseguimos ser melhores um bocadinho. Não deixar o Porto, logo numa fase inicial, ser pressionante no meio-campo ofensivo. Depois, com o passar do tempo, o jogo ficou bastante competitivo, bastante repartido, ataque pra um lado, ataque pro outro. Uma primeira parte bastante equilibrada, acima de tudo. Uma segunda parte onde entramos bem e no momento que estamos melhor no jogo, cinco minutos sem nos cares, com dois gols.

Quarta vitória em outras tantas jornadas. O Futebol Clube do Porto passa a somar 12 pontos, isola-se na liderança da primeira liga de futebol, enquanto o Sporting é agora o terceiro classificado, tem nove pontos, os mesmos que o Moreirense, que está em quarto lugar. Os festejos de um gol do Futebol Clube do Porto, em Alvalade, provocaram 17 feridos devido à queda de vidros na bancada do Sporting. São todos feridos ligeiros. A situação obrigou a que várias pessoas fossem assistidas no local. Os vidros da bancada terão partido devido aos festejos no primeiro gol dos Dragões. De acordo com relatos de quem estava no local, os adeptos do Futebol Clube do Porto saltaram a zona da bancada e partiram os vidros que caíram na direção dos adeptos leoninos. Dentro das quatro linhas, hoje é a vez do Benfica entrar em campo numa visita ao Estádio do Alverca. Os encarnados querem assegurar a terceira vitória em três jogos, depois dos jogos contra o Estrela da Amadora e o Tondela. O Benfica, que ocupa a sétima posição com seis pontos, tem, ainda assim, uma partida em atraso. Este é um jogo com relato para ouvir às 18h, aqui na Rádio Observador. Na política, a Iniciativa Liberal propõe uma avaliação da administração pública para despedir funcionários a mais. Um anúncio feito na rentrée dos liberais, a primeira com Mariana Leitão enquanto presidente do partido, a IL vai avançar com uma proposta para avaliar a administração pública e extinguir empresas que não apresentem relatórios e cotas.

Um PSD que não tem ambição, que vota contra reformas estruturais, que se limita a gerir o mesmo sistema que falha há décadas. E um Chega que vive de raiva e espetáculo, que se alimenta do descontentamento, mas que não apresenta soluções sérias, nem vem para mudar o país, mas para o tomar.

As críticas de Mariana Leitão ao PSD e ao Chega. E agora sim, este anúncio sobre a demissão de funcionários públicos.

Não para fingir que se muda, mas para identificar quem cumpre e quem falha, quem serve os cidadãos e quem se limita a ocupar o lugar. E depois dessa avaliação, despedir quem está a mais, quem bloqueia processos, quem vive à sombra da inércia. Só assim poderemos libertar recursos para enfrentar os nossos desafios. Só assim deixaremos de ter um Estado pesado, que se serve a si próprio para termos um Estado eficiente, que serve de fato as pessoas.

Mariana Leitão, para discursar pela primeira vez na rentrée dos liberais enquanto líder do partido, disse, e já aqui ouvimos, que quer afastar-se de PSD e Chega, diz que a IL é o único partido sem medo para reformar o Estado. Quanto ao orçamento para o próximo ano, o líder da Iniciativa Liberal diz que encara as negociações com o governo sem linhas vermelhas, critica o que diz ser a falta de ambição de Luís Montenegro. O ministro adjunto e da Reforma do Estado assegura que a reestruturação do Estado central vai ser o combate da sua vida e anuncia um balcão único do empresário. O ministro foi um dos mais aplaudidos ao longo da atual edição da Universidade de Verão do PSD, que está a acontecer em Castelo de Vide. Ontem à noite, explicou que o governo vai criar o balcão único do empresário, algo que não deve ser confundido com o balcão que já existe nas lojas do cidadão para apoiar empreendedores.

É o chamado balcão único para as empresas, que também visa facilitar a vida dos empresários. É uma medida nova de centralização, ter um interlocutor único para os empresários na administração pública e que permite ser uma única voz, um único rosto, que depois vai canalizar para todos os outros serviços em matéria, nomeadamente, de licenciamentos junto à administração central e, portanto, permite ao empresário tratar de todos os seus assuntos com um único rosto, uma única face, facilitando essa interação.

É o objetivo de Gonçalo Matias, que além disso, anunciou a revisão de licenciamentos para simplificar e encurtar prazos e ainda a revisão do código de contratos públicos para simplificar procedimentos. Apesar das críticas que tem ouvido da oposição, assegurou que está motivado, determinado e entusiasmado nas atuais funções e diz que está no governo para combater a burocracia e não para fazer cosmética ou marketing político. Hoje é Luís Montenegro quem vai encerrar a Universidade de Verão do PSD, um encerramento que acontece depois de um mês de combate a incêndios que dominaram a atualidade e suscitaram várias críticas à gestão do governo. Montenegro vai participar a partir do meio-dia nesta sessão de encerramento da Universidade de Verão do PSD, que funciona como segunda rentrée do partido, depois da Festa do Pontal no Algarve. O primeiro-ministro e líder do PSD vai discursar perante uma plateia de alunos universitários, depois de figuras como Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Marques Mendes terem passado precisamente por Castelo de Vide para pedir um PSD mais moderado e ao centro. Paulo Raimundo não espera que as reuniões anunciadas pelo governo com os grupos parlamentares sirvam para discutir o próximo orçamento do Estado. Na semana passada, o ministro dos Assuntos Parlamentares anunciou que o governo vai começar um conjunto de reuniões com grupos parlamentares e deputados únicos sobre várias questões, entre as quais o orçamento do Estado para o próximo ano. O PCP é um dos partidos que vai reunir com o governo, mas Paulo Raimundo diz que a reunião não vai discutir o documento para 2026.

Nós fomos convocados pelo governo para uma reunião com quatro pontos. Nenhum desses pontos tinha a ver com o orçamento de Estado. Posso lhe garantir. Das duas, três: ou alguém anda a fazer contrabando de informação, ou então o governo convocou partidos para reuniões diferentes.

Paulo Raimundo criticou ainda o PS e o Chega, diz que são dois partidos que estão a competir para saber quem é o maior cúmplice das opções do governo. Já quanto às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que considerou Donald Trump como um ativo russo, o secretário-geral do PCP diz que é um tema próprio da silly season política. Diz que desvaloriza a situação e diz que é bom rir no meio de tanta tragédia.

Pronto, de facto dá-nos uma vontade de rir e no meio de tantas notícias dos incêndios, das consequências, da devastação, sempre há alguma coisa que nos anime nesta silly season de agosto.

O secretário-geral do PCP esteve num comício ontem à noite na candidatura da CDU em Paredes. Parte hoje em direção à Faixa de Gaza, a partir de Barcelona, a flotilha humanitária que conta com Mariana Mortágua, a frota que pretende ser a maior missão de solidariedade da história com o território palestiniano. Vão participar ativistas, políticos, artistas e figuras públicas de 44 países, entre eles três portugueses. Além da coordenadora do Bloco de Esquerda, também a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte. A viagem até Gaza deverá demorar perto de duas semanas, sendo os principais objetivos levar ajuda humanitária e desafiar o cerco ilegal que as forças israelitas mantêm sobre o enclave, é o que se pode ler nas mensagens enviadas às redações. Ainda antes da viagem começar, a diplomacia portuguesa já tinha avisado os ativistas que o governo não tem obrigação de proteger a frota humanitária. Pela primeira vez, foi até numa resposta enviada ao Observador e ontem, Paulo Rangel, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, assegurou que Portugal não vai começar uma guerra contra Israel.

O Estado português não organizou esta missão, o Estado português não está vinculado a esta missão e, portanto, não tem nada que proteger esta missão, nem que a acompanhar. Não vamos agora pôr a frota da Armada Portuguesa a acompanhar esta flotilha ou desencadear aqui uma guerra contra Israel. Não sei bem o que é que se pretende quando se diz essa proteção, mas de facto é algo que me parece inusitado.

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. A lembrar ainda que a imunidade parlamentar de Mariana Mortágua não oferece simultaneamente imunidade diplomática, um reforço de posição que surge no dia de ontem, em que soube que Espanha vai assegurar toda a proteção diplomática aos tripulantes desta flotilha. A viagem acontece numa altura em que a Al Jazeera adianta que 77 palestinianos foram mortos em ataques israelitas, com base em relatos vindos de hospitais do enclave palestiniano. De acordo com a mesma fonte, destas 77 mortes, 47 terão sido na Cidade de Gaza, 19 pessoas morreram ao procurar ajuda na região central e sul da Faixa de Gaza.