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Na cidade de Viseu. As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. Subiu para 235 o número de mortos na sequência dos terramotos da Venezuela. O número de feridos também aumentou para 4300. Há quatro portugueses e dois lusodescendentes entre as vítimas mortais. O mais recente balanço do número de vítimas é avançado pelo Ministro da Saúde da Venezuela, que adianta que o estado de La Guaira continua a ser o mais afetado. As autoridades adiantam que o número de vítimas pode continuar a aumentar nas próximas horas. Entre as vítimas mortais, há seis elementos da comunidade lusa na Venezuela, quatro portugueses e dois lusodescendentes. Há ainda, pelo menos, 56 lusodescendentes desaparecidos. A informação é confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. O Presidente da República envia uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas.
Lamentamos muito essa situação, estas mortes. Expresso as condolências às famílias que estão enlutadas e desejamos todos que os contactos que estão a ser estabelecidos com as pessoas que ainda não foi possível contactar, nos tragam a todos boas notícias.
António dos Seguro em declarações aos jornalistas a partir de Miami, nos Estados Unidos, onde vai assistir ao próximo jogo da Seleção Nacional no Campeonato Mundial. O Presidente da República confirma também que recebeu do governo a informação de que o apoio à Venezuela está a ser preparado para chegar a Caracas o mais rapidamente possível.
A informação que eu recebi do governo, que é o governo que tem essa responsabilidade, é que está tudo a ser preparado e no mais curto espaço de tempo, para que o apoio possa chegar à Venezuela rapidamente. E por isso todos os esforços que possam ser feitos neste momento, são esforços bem-vindos, todo o apoio e toda a ajuda que todos os Estados possam neste momento dar à Venezuela. O que nós desejamos é boas notícias e eu deixo esta palavra de solidariedade e de esperança às famílias portuguesas.
António dos Seguro esta madrugada em Miami, nos Estados Unidos. O Ministro dos Negócios Estrangeiros adianta que esta ajuda vai partir para a Venezuela muito em breve. Em entrevista ontem à noite à RTP, Paulo Rangel explica que este é um esforço coordenado com vários países europeus.
Nós estamos a tudo fazer para que esse voo saia o mais depressa possível.
O que é que isso quer dizer?
Isso pode ser durante esta madrugada, pode ser só amanhã de manhã. É preciso ver que temos, desde logo, uma coordenação também com outros países europeus que estão a enviar as suas equipas e com as autoridades venezuelanas e com a disponibilidade de voos.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, adianta ainda os detalhes da ajuda que vai ser enviada de Portugal para Caracas.
Vindos da GNR, dos bombeiros, da Proteção Civil, do Ministério da Saúde, médicos, tripulantes de ambulâncias, equipas com cães, seis equipas, pelo menos. Estamos a falar também de 23 toneladas de ajuda, que também serão imediatamente disponibilizadas, quer o Ministério da Defesa, através da Força Aérea, quer o Ministério da Administração Interna, quer o Ministério da Saúde, com a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, estamos a tudo fazer para que esse voo saia o mais depressa possível. Felizmente, há muitos países a quererem apoiar. Tudo isso tem que ser escalado, depois tem que ser repartido no território. Essencial, neste momento, é mandar a ajuda humanitária e ajuda de emergência. Quando digo humanitária é porque evidentemente também temos milhares, para não dizer centenas de milhares, de desalojados.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa entrevista ontem à noite à RTP. Portugal é um dos oito países europeus que vão enviar ajuda imediata para a Venezuela. Carlos Pedro.
Também Espanha, Itália, República Checa, França, Alemanha, Luxemburgo e os Países Baixos vão enviar ajuda para a Venezuela. A informação é avançada pela presidente da Comissão Europeia na rede social X. O presidente dos Estados Unidos também volta a prometer ajuda à Venezuela, assim como o presidente do Brasil, Lula da Silva, avança que vai enviar uma equipe de resgate e equipamentos de ajuda humanitária. A ONU também vai mobilizar equipas de busca e salvamento para resgatar ou para ajudar nas operações de resgate. Os jornalistas no terreno dizem que é possível ouvir gritos e pedidos de ajuda vindos de debaixo dos escombros, dos edifícios que colapsaram. Entretanto, a terra continua a tremer. Já houve mais de uma centena de réplicas. É o que avança o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
Este é o maior abalo que o nosso país viveu nos últimos 30 anos. Depois dos fortes sismos de ontem às 18h, com magnitudes de 7,5 e 7,2, tivemos até à meia-dia de hoje 138 réplicas.
Aqui o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, a realçar também que esta é a catástrofe natural mais grave dos últimos 30 anos. A Venezuela não vivia um sismo desta magnitude desde o ano de 1900. A presidente interina do país declarou estado de emergência. Entretanto, os aeroportos internacionais da Venezuela, com exceção do principal aeroporto do país, de Caracas, estão operacionais.
Carlos Pedro, com as mais recentes atualizações depois dos terramotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira. João Duarte, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador do Instituto Dom Luís, explica o que levou a este elevado nível de destruição.
A magnitude é elevada. Normalmente, um sismo acima de 6,7 já pode provocar danos. Mas aquele sismo ocorreu numa falha mesmo por baixo daquela cidade, a pouca profundidade. Porque nós, por exemplo, em Portugal tivemos um sismo de 7.9 em 1969, mas foi no fundo do mar, a 300 km da costa.
Portanto, o nível de dano não é o mesmo, claro.
João Duarte, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador do Instituto Dom Luís, está hoje na história do dia. Há registro de pelo menos 235 mortos e 4300 feridos na Venezuela, sendo que as autoridades admitem que o número pode continuar a aumentar nas próximas horas. Olhemos agora para as denúncias de alguns operadores da linha SNS 24 que prestam serviço através da Altice. De forma anônima, acusam a operadora de descontar no salário as pausas feitas durante o horário de trabalho. Falamos de pausas para, por exemplo, lanchar ou ir à casa de banho. O Jornal de Notícias conta que recebeu queixas, sob anonimato, de vários profissionais, a maioria enfermeiros. Contam que se quiserem fazer uma pausa de alguns minutos, esse tempo será descontado. O processo é facilmente verificável. Durante as horas de serviço, os operadores têm de assinalar, através de um botão, se estão disponíveis para atender chamadas. Quando não estão, deixam de receber. Na prática, os profissionais contam que acabam por ficar sete ou oito horas seguidas sem satisfazer necessidades básicas. O JN confrontou a Altice com estas acusações. A empresa não confirma esta prática e lembra apenas que se está perante um regime de prestação de serviços. O jornal contactou também o Ministério da Saúde sobre estas pausas não remuneradas. Os serviços partilhados do ministério remetem a responsabilidade para a Altice. E olhamos agora para o futebol e para o Campeonato do Mundo. A seleção portuguesa faz hoje a conferência de imprensa da divisão do jogo diante da Colômbia. Ontem o treino foi interrompido devido a uma tempestade. Um alerta de tempestade fez com que a equipa não conseguisse realizar o treino no relevado do centro de treinos em Palm Beach. A paragem aconteceu já depois dos 15 minutos abertos à comunicação social. Hoje, Roberto Martínez fala aos jornalistas a partir das 17h, hora de Lisboa. Quando faltarem 15 minutos para as 19h00, o plantel treina em Palm Beach, em Miami. É em Miami, no Hard Rock Stadium, que Portugal vai defrontar a seleção colombiana. Nesta madrugada ficaram também definidos mais três encontros dos 16 avos de final do Mundial. São eles: Países Baixos-Marrocos, Brasil-Japão e também Estados Unidos-Bósnia. E já a seguir temos mais uma edição do Diário do Mundial com Miguel Cordeiro, foi enviado especial d'O Observador aos Estados Unidos. Agora são 19h08, Carla, que outros temas merecem destaque nesta manhã de sexta-feira? O Ministro da Educação volta hoje a reunir-se com os sindicatos dos professores. A nova ronda negocial decorre no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente. As reuniões começam às 14h e vão estar centradas no modelo de recrutamento e colocação de docentes. A Caixa Geral de Depósitos vai hoje entregar ao Estado 1250 milhões de euros em dividendos. É um valor referente aos resultados de 2025. A distribuição destes dividendos foi aprovada em assembleia geral anual em maio. Hoje continua em Washington a quinta ronda de negociações entre Israel e o Líbano, mediada pelos Estados Unidos. Inicialmente, estava previsto que esta ronda de negociações de paz terminasse ontem, mas o Departamento de Estado norte-americano adianta que continuam hoje. Também da noite vêm declarações de Marco Rubio, que garante que Israel e o Líbano estão próximos de um acordo. E quem é que está aqui para as curvas? Quem é? Nós. Nós. Nós e não só. Nós também. Mas não só. Oi, Maria João. Já estás a perder a fila. Desta vez não tenho medos. Não? Como é que é? O Rod Stewart não me assiste. Mas ele vai lá estar hoje e não tem estado muito bem. Está cancelado, então, senão estejas. Não tem estado muito bem. Hoje não. Os últimos concertos nos Estados Unidos ficaram marcados por problemas de saúde do Rod Stewart. Teve de receber oxigénio.
Está com a voz um bocado rouca.
Que ninguém lhe tire essa voz. Mas os olhos estão melhor que os meus. Um tipo para ser tão rechonchudo, está melhor que eu. É julgado pelo que se vê. O Rod Stewart confirma que ele vai mesmo hoje subir ao palco para o Dia das Lendas. Hoje é o Dia das Lendas, portanto, tinha que começar mesmo com Rod Stewart nesta dicção. Uma lenda viva com 81 anos. Quem vos dera.
É verdade.
Não estou lá, mas podia estar. Vai estar.